Female Kayn by VERO_VER
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we're not kids anymore.
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
trying on a metaphor
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@coracaodecaprica
Female Kayn by VERO_VER
Golden peace
De braços abertos sobre a guanabara Escorre o sangue em cascata Em votação aprovada O ano do fogo, Calor fervendo dendê Abriu caminho Exu, Mojubá Laroyê Ventou de cá O mesmo que venta lá Se escutou no mundo todo O bambu balançar Dançou no berço da tempestade Eparrey Oyá O tempo nosso Uma volta do sol Trouxe trovão em nome de justiça. Cheirou mal as faces ao redor c a r n i ç a Khaô meu pai, Fecha esse ano com justiça! Pego esse fim como resguardo Observo rostos por todos os lados Um desespero sensato NAO É JUSTO nao é justo Nao é justo Que se quebre meu terreiro Por que nao se cabe todos embaixo do braço de cristo Se eu errei Aqui estou Pedindo maleme meu pai xangô! O gosto de ferro veio a boca Com o tapa sem mão dos que votam pela morte Ogum respondeu no corte fino da espada Meu pai, maleme! Agô! O sol rodou na saia de Iansã E Xango mostrou os lados A balança definiu-se Ogum pega a frente Quando o resguardo dissipar Ogunhê, patacuri Ogum! Não há orixá melhor pra nos acompanhar na guerra O machado é pesado A lâmina fina Vamos armados até os dentes Defender nossas vidas!
My county made a terrible decision today, but a democratic one. Let’s hope that in four years we can do another one.
Ela chegou num turbilhão estranho que eu não conhecia a capacidade de mudar as coisas de lugar. Ela foi embora e deixou a poeira das coisas, me mostrando que há muito eu não mexia nelas e agora restava no chão a memória de uma permanência interrompida. Quando ela chegou, minha cabeça doía. Eu havia acomodado tudo que poderia ser de outros em uma caixa apertada no guarda-roupa. Tudo que era meu eu havia deixado exposto. Eu perdi o costume, confesso, de deixar pessoas chegarem perto o suficiente para identificar as coisas, então não fazia muita questão de colocar um pano por cima. Os móveis não pareciam ser fantasmas, não precisavam mais parecer. Ela chegou num dia que eu estava, assustadoramente, de mau humor. Foi ela encostar em mim que eu soube que iria conseguir um conforto ali. Está aí, então, uma coisa que eu neguei por muito tempo: As pessoas ficam em nossas vidas o tempo que for confortável para elas e nós deixamos pelo tempo que for confortável para nós. Essa relação é sim uma via de mão dupla, com caminhões e motos passando a toda velocidade, se perdendo até o ponto de encontrarem seu retorno e voltarem para aquela avenida que somente eles conhecem. Eu não sei dizer se eu era caminhão ou moto, nem ao menos dizer se ela fazia parte do trânsito. Talvez fizesse apenas parte do público pedestre que só atravessa a rua com a esperança de não morrer atropelado. "Não hoje, por favor, deixa pra amanhã". Quando ela chegou, eu já estava lá e ela era novata. Carne nova no mercado, quando na realidade quem estava exposta era eu. Quando ela chegou eu a deixei entrar. Deixei que ela visse os móveis, naquele mesmo lugar de sempre e que ela nunca teria a capacidade de identificar a falta de movimento. Quando ela foi embora, a poeira levantou e se tornou uma crise alérgica. Eu precisava terminar o que ela começou. Quando ela foi embora, eu senti aquela solidão que eu havia guardado dentro da gaveta com as coisas dos outros. Ela veio pra me mostrar que a solidão é a parte do outro dentro de mim. Tirei da gaveta. Pendurei na parede. Era um retrato falado mal dito daquilo que eu, no fundo, queria expor no grito.
Lazaroni
“Logo eu, que não gosto de ser de ninguém, to aqui, querendo ser sua.”
— Escriturias
Eu não sou sua amiga
Não me proponho a ser
Por que não quero pronunciar ou ouvir, escutar Que você anda gostando mais de outras bocas
em seus lábios Eu não sou sua amiga Por que penso em você na minha cama Aberta
Eu não sou sua amiga Por que quando você fica sem blusa O filme fica difícil de assistir e o seu mamilo fala comigo escondido de você. Eu não sou sua amiga
por que você me fez rir
e o som desse riso era uma lembrança longe demais
e minhas amigas, aquelas q já são minhas amigas, não escutavam aquele som naquela forma com aquela entonação...
Há muito tempo. Eu não sou sua amiga por que eu me encantei quando você falou que o nosso super herói havia morrido e foi o spoiler mais dolorido que eu gostei de ganhar.
Eu não quero ser sua amiga por que eu que nunca perdi músicas perdi aquela que não dediquei a você mas alguém, você, pela primeira vez dedicou a mim. E tu nem sabe, cética que é, que é oxalá quem guia. Eu não quero ser sua amiga Por que gosto demais de beijar seu corpo E respirar seu cheiro E beijar sua mão. Eu não posso ser sua amiga Por que as linhas cruzadas dos paralelismos criados Das coisas não entendidas Das procuras individuais no meio do coletivo Eu quero você Enquanto você me olha e não é capaz de enxergar Eu quero você e você quer ela Eu achei que era a seta E você o alvo Mas a verdade é que você tem a seta e o alvo na mão Eu não posso ser sua amiga. Por causa daquela merda. Aquela paixão.
As borboletas no estômago machucam com suas asas. Há quem sinta prazer com essa dorzinha incômoda no fundo da alma. Há aqueles, como eu, que abominam a movimentação dentro de si Que nada tem de autonomia. Eu queria fugir. Mas nada fiz pros meus pés começarem a correr Ou pros olhos olharem pra outros olhares Ou meus ouvidos ouvirem vozes para além. As borboletas fizeram morada em meu estômago Dentro das minhas vísceras. Estão alojadas, Mal-acomodadas. INCOMODAS. E eu escrevo hoje por questão de iniciativa. Pra que as asas voem para fora da boca Ou arrumem um lugar confortável dentro de mim. Então, o eu de hoje fala pro eu de amanhã: Se for pra sair pela boca, você pelo menos a abriu para não mais ter cicatrizes dentro de si. As velhas feridas a gente sabe como cuidar.
coraçãodecaprica
“Não era só um “gostar”, mas também não era um “amar”, era algo entre eles, não sei explicar, o estômago esfriava, batia um calafrio, um arrepio na espinha. E aquela tal frase, “Sentia borboletas voarem no seu estômago”. Era real, eu as sentia mesmo, e não queria saber o que era, sei que era bom.”
— Outono.
Foi-se o tempo em que, de esquina a esquina, se ouvia meu grito. Quero ver agora sé confundem meu falar com o de um... Grilo. Foi-se embora o tempo que o fogo me consumia e a boca mais falava que a mão fazia. Pode vir achando que aqui é passividade. Foi o tempo que eu tentava fazer você engolir a minha vontade. Deixa quieto. Melhor... Me deixa quieta. Me vê parada no canto e só observa a minha boca. Vê lagoa em mim... AHHHHH vem quando precisar mergulhar em mim. Mas lembra do aviso de mãe Mar não tem cabelo, menino! E quando tu vier boiar bem em cima de mim A gargalhada vai fazer o mar inteiro te engolir. Vai.... Perde todo o seu tempo achando que eu sou mole. Fofa. Chorona. Pense mesmo que sabe de mim Pois foi na macumba um dia E viu que Iemanjá vem em mim velhinha. Tu não viu foi nada. Perdeu tempo vendo a boca e eu te filmava só nas olhadas. E te fitando Te congelei. Por que a brincadeira que tu quer fazer aqui Já teve outro fulano que fez. E eu tô VACINADA! Comigo a cachorrada pega uma só vez. Não tem segunda chance E nem vem com reza de pescador Que meu coração capricorniano De puro gelo Derrete quando necessário só pra te afogar.
Quem nunca se ajoelhou aos pés de um preto velho e se derramou em lágrimas não sabe o que é Umbanda.
Macumbeira Mirim (via macumbeira-mirim)