˛ ⠀ ⠀ * ⠀ ⠀não olha agora, mas acho que aquela é CORINNE YOON, o SKELETON 18 da elite parisiense! sim, ela é ESTILISTA E EMPRESÁRIA e acho que tem VINTE E SETE anos. as pessoas dizem que ela é ELOQUENTE E DISCIPLINADA mas que pode ser meio MANIPULADORA E CRÍTICA às vezes. ( leia, 20, ela/dela )
Corinne é a segunda filha dos Yoon. até então -q
Apesar de amar trabalhar na empresa da família, ela também tem uma outra paixão: moda. Foi por isso que ela abriu a boutique Mademoiselle, para expor as suas criações e ser reconhecida por mais um talento seu, mas são raros os momentos que ela aparece para dar um alô aos clientes, Cori é meio antissocial (ou seja: a boutique se tornou tão popular que muitos turistas aparecem e ela não tem o menor saco para ficar tirando fotos com eles). Esse foi um dos motivos pelo qual ela não quis a direção da empresa.
Frequentemente faz modelitos exclusivos para a alta sociedade francesa e tem a agenda cheia. É mesquinha e se reserva o direito de negar a encomenda ante à menor irritação que o cliente a provoca. ( + inclusive eu amariaaaa plotar uma rivalidade que nasceu disso kkkk )
Corinne é uma narcisa. Qualquer elogio que você fizer a ela vai aumentar muito o seu ego, mas não é como se essa fosse uma oportunidade de dobrá-la, ela está muito acostumada com bajulações, só que não é besta de negar uma. Gosta de ser o centro das atenções, não tem o menor problema com falar em público, tomar iniciativa em situações sociais etc., ela até prefere.
É muito assertiva e sistemática. Ela não dá passos em falso, não se arrisca quando não existe necessidade e pode facilmente ser encarada como chata por causa disso. As coisas precisam ser do jeito dela ou o chão vai tremer. É planejada, organizada, e também não lida bem com rejeição.
É a maior advogada do diabo do mundo. Suas opiniões mudam da água para o vinho se ela for convencida, e não vê problema em ter posicionamentos mutáveis, pelo contrário, ela acredita ser uma qualidade incompreendida.
Apegada ao pai é pouco, Cori confia nele cegamente e sempre por suas opiniões nas coisas que vai fazer.
TRIVIA.
Seu nome coreano é Yoon Misoo.
Ela fala quatro línguas: coreano, francês, inglês e japonês.
Seu MBTI é ENTJ.
Sofreu um acidente quando tinha 11 anos que gerou uma cicatriz na suas costas, por esse motivo ela nunca usa roupas com costas nuas.
Gosta de beber vinho branco, mas somente na companhia de amigos íntimos ou quando está sozinha, jamais bebe socialmente.
O queixo levantado e nariz empinado já lhe são característicos, para que ela sempre olhe por cima.
– – Sim, considerando que principalmente a gente que mora por aqui, deveríamos incentivar mais as pessoas a conhecerem nossa cidade.’ declarou em defesa própria. A risada alheia, no entanto, fez-lhe ver que caíra em uma brincadeira, fazendo-lhe bufar baixinho, estreitando seus olhos delineados com lápis preto em retaliação por alguns meros instantes. – – Um convite direto da própria Corinne Yoon?’ subiu a mão para o centro do peito em surpresa e admiração. Duas de suas estilistas favoritas, Cori e Tina, pessoas que Phill não perdia a chance de acompanhar quando podia pois adorava estar perto de mentes tão criativas. Admirava o trabalho de ambas. – – Convite aceito! Amanhã passarei por lá então. Tenho o resto da semana bem livre durante o dia, um saco. Mas agora acho que vou me ocupar melhor. Você quer que eu tire algumas pra postar até nos meus stories?’ sugeriu em diversão, soltando uma risadinha baixa. – – Meus seguidores iriam adorar vê-la de maneira mais descontraída.’ garantiu. – – Eloise não me daria roupas exclusivas, daria?’ argumentou, erguendo as sobrancelhas antes de oferecer-lhe um sorriso, começando a dar alguns passos para trás, ainda olhando-a. – – Pare de agir como uma idosa, relaxe um pouco, mademoiselle.’ não perdeu a chance de fazer o trocadilho com o nome da boutique dela. Philippe não demorou tanto, após ser atendido, pediu logo as duas casquinhas para aliviar o calor do dia quente e retornou rapidamente para o lado da mulher, dessa vez sentando-se ao seu lado no banco, cruzando as pernas para poder desfrutar tranquilamente de seu doce, entregando-lhe um dos que trouxe. – – Espero que goste, caso não, podemos trocar.’ embora já estivesse passando a língua para provar o próprio sorvete.
“Qual é o seu tesão com essa gentinha? É fetiche por acaso? Tô começando a ficar assustada.” E de fato, Corinne não entendia aquela insistência do outro em dar tanta atenção àquele tipo de pessoa. Tantas pessoas, ela inclusa, para ele bajular, e ele corria logo atrás dos pobr— turistas. Se ela não achasse que tinha algo de errado com ele e cada fibra do seu corpo dissesse que sim, já teria largado-o de mão. Porra de conhecer a nossa cidade, eles que se virassem sozinhos, não existiam mil e um sites falando tudo o que precisavam saber sobre Paria à toa. “Perfeito, apareça no horário.” Sorriu cordialmente, ignorando a sugestão alheia que viera ao final. De jeito nenhum ele faria stories no Instagram para atrair ainda mais pobr— turistas para a Mademoiselle. Corinne já estava por aqui. No entanto, ainda que a oportunidade de visibilidade da sua pessoa fosse tentadora, ela negou com a cabeça. “Não preciso de ajuda, tenho uma equipe preparada que faz exatamente isso. E eu já sou bem popular, influencer.” Ela gostava sim de atenção, mas vinda das pessoas certas, não da ralé de uma rede social. “E o que exatamente te faz pensar que eu lhe daria roupas exclusivas? Que atrevimento o seu.” Blefou. Se roupas exclusivas fossem o que abririam a porta dos segredos de Philippe, então ela lhe daria todas. “Talvez não Eloise, mas faça essa tentativa com Tina.” Despontou um sorriso maldoso quando mencionou a outra-estilista-e-irmã-de-Phill. Foi bom que ele estivesse longe quando a chamou de idosa, porque ela não teria reagido bem caso ele ainda estivesse próximo dela. Não deixou de rolar os olhos com isso. Enquanto o esperava, guardou o exemplar do livro que estava sobre o colo dentro da bolsa, pegando o celular em seguida para conferir as atualizações — mensagens desinteressantes, e-mails para responder, uma notícia sobre o assassinato do inútil do Richard... O de sempre, mas ela se recusava a ter que ficar aguardando o Lopez enquanto olhava para toda aquela quantidade de po— “Nem em pesadelo, que nojo!” Foi a sua resposta quando ele avisou que poderiam trocar de sorvetes caso ela não gostasse, estremecendo com a possibilidade de tomar um sorvete já lambido. Aceitou o seu de bom grado, provando-o em seguida. “Tem anos que eu não tomo um desses.” Comentou. “E com razão. É horrível.” Contraditoriamente ela deu mais umas três lambidas.
Franziu a testa com o pedido de desculpas de Corinne. Conhecia bem suas irmãs o suficiente para saber que elas não pediam desculpas nunca, nem forçadas, o que fez Yohan abrir um pequeno sorriso e balançar a cabeça como quem dizia “tudo bem”. Mas, no fundo de sua mente, aquele pedido de desculpas ficaria gravado para sempre – Não tem problema. Você tem que mantê-los na coleira curta, sem você por perto, todo mundo só faz besteira – E era verdade. Não só sobre os negócios de Corinne, mas também sobre os negócios da família, e a própria família em si. Yohan sabia que devia muito a sua irmã, e que provavelmente só não estava tão perdido assim por causa da paciência dela. Pegou seu celular de volta e guardou no bolso, enquanto ouvia as próximas palavras de Cori – Visitei todos os bares daquela rua em que a gente foi jantar semana passada, seis em um dia só, foi meu recorde e- Oh, certo, você disse diferente – Yohan coçou o queixo, antes de tomar um gole do chá – McLaren, sério?! Que irado! Eles são muito bons, excelente equipe – Disse aéreo, sem enxergar as possibilidades naquilo. Todas as possibilidades, na verdade, pareciam tão distantes de algo que Yohan poderia querer fazer de verdade.
Oh, fuck. A cara de Yohan dizia tudo — Corinne havia feito merda ao pedir desculpas. Foi nesse momento que ela percebeu o seu erro, a expressão sutilmente evidenciando a sua perplexidade com o deslize. Mas ela não permaneceu se mostrando tão afetada e neutralizou os traços faciais rapidamente. Agora precisaria ficar atenta à qualquer coisa que fosse capaz de empatar o placar ou ele ficaria se sentindo para o resto da vida. “Se todas as pessoas pensassem como você os meus problemas estariam resolvidos.” Os momentos estressantes existiam, mas a sensação de estar no controle compensava, ela era o que se podia chamar de control freak. “Você é quase uma cadela no cio com esses bares, sabia disso? Pelo menos vá em baladas, camarotes, sei lá, algo fino.” Desdenhou ao que balançava negativamente a cabeça — pelo menos ele sabia o que era diversão. “Pois é, eles são!” Concordou com altivez, olhando-o diretamente para ver se algum tipo de estalo o ocorria, mas nada. “Inclusive, quando você estiver no mood para dar umas voltas no autódromo eu posso chamar ele para assistir. Sem compromisso. Vai que alguma coisa acontece, huh?” Ela deu de ombros despretensiosamente. Não era a primeira vez que tentava arrumar emprego para Yohan — tarefa mais difícil que fazer com aquele lote de cashmere chegasse amanhã —, mas ela ainda tinha alguma fé em suas tentativas.
🌹 — — “Se você me prometer que é a última, talvez. Para falar a verdade, eu não entendo o motivo que você simplesmente não contrata umas duas pessoas para falar com os incompetentes por você. Não é como se fosse fazer diferença no seu caixa mesmo.”
“Tem indicações a fazer? Porque a mesma quantidade de raiva que eu passo fazendo essas coisas sozinha, passo o dobro com outras pessoas incompetentes envolvidas.” Corinne replicou, os lábios enviesados. Não era do seu feitio reclamar sobre coisas pessoais, mas era com Emme que estava falando, podia confiar. “Enfim, não é culpa do fornecedor que o tempo está ruim e nenhum avião pode sair.” Recostou no sofá, rolando os olhos ao pensar na mudança de planos. “Só vou ter que adiar tudo agora. Perfeito.”
Cori era meio… Intensa. Com meio intensa, Yohan queria dizer muito. Mas, ela era sua irmã, e portanto, se alguém apoiava essa intensidade, esse alguém era ele. Os dois haviam combinado um chá da tarde, mas Corinne havia passado a maior parte dele gritando com algum infeliz no telefone, e Yohan seria o último a se atrever a interrompê-la – Ãh? Mas Cori, eu tô jogando- – Antes que pudesse terminar, suspirou e entregou o celular para sua irmã, sabendo muito bem que era infrutífero lutar contra – Não acredito que mais um fornecedor seu vai atrasar. Essas pessoas que você contrata são um bando de incompetentes às vezes. Além disso, eles atrapalham nosso chá – Bufou, antes de alcançar uma madeleine em seu prato e dar uma mordida.
Corinne valorizava o tempo que passava com a família, por isso ela estava mais irritada que o normal. Não era a hora nem o lugar para se estressar. Por causa do trabalho estava ignorando completamente Yohan, cujo protesto, inclusive, foi igualmente ignorado, fazendo apenas com que ela agitasse ainda mais a destra exigindo o telefone. Por que as pessoas não podiam fazer o seu trabalho direito? Era tão difícil assim? “Às vezes?” Repetiu de forma debochada enquanto discava uma sequência de números, só então refletindo sobre a última parte da fala do mais novo. Fechou os olhos e suspirou. “Você não merece ficar me escutando gritar assim. Desculpa.” Aí ela devolveu o aparelho à ele, pegando sua bebida da superfície da mesa para esquentar as mãos antes de começar a tomar, mas antes disso, imitou o outro e capturou um madeleine. “E então, o que você tem feito? De diferente. Eu estive conversando com uma cliente e ela me disse que o marido dela é um olheiro da McLaren, acredita?” Levantou uma sobrancelha, sabendo do interesse de Yohan por kart.
– – Fica besta alguém demonstrar as belezas de nossa cidade para aqueles que não vivem aqui? Ainda mais… crianças!’ fez discretamente um sinal com a cabeça para a direção do grupo de alunos empolgados em tirar fotos. – – Meu talento infelizmente não pode ser usado com mais frequência essa semana, tem noção do quão entediante é ficar sem fazer nada?’ dramatizou um pouco, aproveitando o beliscão no queixo para fazer um biquinho discreto antes que acabasse por rir. – – Se virasse e eu não fosse avisado, eu ficaria extremamente triste de não poder desfrutar das regalias que isso me traria.’ brincou, dando-lhe uma piscadela. Philippe não se deu ao trabalho de olhar por cima do ombro principalmente por saber de qual professora Cori falava, considerando que ignorou cordialmente os flertes discretos da profissional. – – Ora, pois eu não posso tomar um sorvete com pessoas que estão me pagando pela minha hora, posso? E eu queria tomar com você.’ declarou. – – Se eu comprar pra nós, você me faz companhia?’
“Foi o que eu disse... Difícil de entender?” Ela piscou diversas vezes como acompanhamento da questão, simulando uma inocência caricata que, em verdade, ela não possuía, mas que funcionava como uma compensação porque ela não podia se dar ao gosto de ser desagradável com Phillipe. Daí ela riu, para dizer que estava brincando. Não podia afastá-lo. Não podia perdê-lo de vista. Precisava estar presente e acompanhá-lo --- e o motivo? Ela dava um milhão de euros para quem soubesse responder a pergunta. “Tenho noção do quanto o ócio é irritante, por isso sempre me ocupo. Mas você podia arrumar outras coisas para fazer. Por exemplo... Eu sei como você adora a boutique, que tal me fazer companhia uns dias lá? Tem algum tempo que não apareço. Você pode negar fotos com turistas por mim, assim eu saio como boazinha.” A fama dela de antipática com turistas não era tão grande coisa para que ela evitasse brincar com isso. “Talvez a Eloise queira.” Repuxou os cantos dos lábios suavemente ao mencionar a irmã mais velha. Sinceramente não fazia ideia se ela fazia o tipo de ser sugar mommy. “Nossa, que ético você, quem te ensinou?” Solevou as sobrancelhas, uma careta impressionada. “Sorvete? Por acaso temos cinco anos de ida--- Tá, tá, pega logo.”
“Não, eu não posso receber o lote de cashmere na segunda, eu preciso, no máximo, para amanhã! Você não pode fazer isso comigo, você tem alguma ideia de quem eu sou? Não me importa que o tempo está ruim para voar! Que venha remando, andando, se teleportando para o meu ateliê senão eu---”
“Ótimo, meu celular descarregou. Me empreste o seu. Preciso fazer ameaças.”
Uma curiosidade sobre Phillipe era que ele não gostava de ficar parado. A agenda de shows estava mais leve, já que teve que diminuir sua carga horária de trabalho para encaixar na disponibilidade dos eventos da casa de shows; mas isso não significava que ele ficaria sem ter o que fazer por todos aqueles dias. A prova disso foi que inventou de arrumar um pequeno escape de guia turístico para escolas de outras cidades dos arredores de Paris. Mostrava atualmente a Torre Eiffel para estudantes adolescentes e os deixou ter um momento vago para tirar fotos junto com as professoras que acompanhava-os. Aproveitou aquela chance de folga para chegar em muse, oferecendo-lhe um sorriso para a pessoa conhecida. – – Que tal me pagar um sorvete, hm? Para esse jovem trabalhador esforçado.”
“Não acredito que você tá pagando mesmo de guia turístico. Você realmente não tem noção do quão besta fica fazendo isso? Sem maldade nenhuma, mas apontar e contar história não é o seu talento.” Debochou, castigando-o com um beliscão no queixo, mas não estava sendo realmente séria. Ao menos Phillipe estava trabalhando e isso era digno de nota, no entanto, ela não seria ela se não tirasse uma da cara dele. “Eu virei a sua sugar mommy e não fiquei sabendo? Paga você.” Só rindo mesmo para ela lidar com aquele pedido vindo do mais novo. Corinne não fez menção nenhuma de que ia comprar o sorvete, pelo contrário, apenas se ajeitou mais no banco em que estava sentada lendo. “Por que você não pede para uma das professoras? Tem uma olhando pra cá agora mesmo.” Apontou com o queixo para cima do ombro dele.
“E eu não queria acreditar quando me contaram que isso tinha virado um parque de diversões…” — murmurou sucintamente afastando as lentes grossas dos óculos enquanto fazia uma checagem de cima a baixo do muse que havia se esbarrado com a loira despropositadamente. “Tem como olhar para onde anda, ou é difícil?” — Suas expressões ríspidas e sua voz carregada de sarcasmo exteriorizavam de seus lábios vermelhos com uma certa inconformação, até porque preferia ficar calada naquele momento para não evaporar suspeitas de um possível envolvimento com a morte de Richard.
“Minha querida, eu não a vi!” Retorquiu, em tom afetado. Não a vi... Corinne nem tremia quando mentia. Dissimuladamente ela recolocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e retirou os óculos escuros e dobrou a armação, guardando-o na gola da camisa, só então elevando o olhar para ver de quem se tratava. “Ah, é você!” A nojentinha dos Dubeaux --- mas pelo tom dela, Cori estava animada. “Você está afim de ir ao parque? Eu sabia que você era mais nova que eu, mas não tanto.” Ela franziu o cenho quando se virou para a direção onde a loira estava olhando, voltando à ela tão rápido quanto, deixando uma risadinha escapar.