grimmjustice.
O cheiro, o abraço forte, ele estava bem. Abalado, porém bem. Devrim estava ali em seus braços, respirando, fazendo Bruno respirar de alívio por pelo menos uma de suas metades estar ali. — Ele vai, meu amor. Elijah é muito forte, ele vai ficar bem. Vai se recuperar tão rápido que você vai se surpreender. — Bruno disse, buscando acalmar o outro e a si mesmo. Envolveu a cintura dele com os braços fortes, beijando entre os cabelos dele com sentimentos ternos, consoladores. — Eu soube que ele te protegeu amor, isso é típico do Eli. Se ele não tivesse te protegido, você estaria morto e eu não poderia viver com isso, não da. — Ele segurou o rosto do outro rapaz, colando as testas por alguns segundos, sentindo o coração acelerado, a adrenalina da viagem até ali ainda presente.
Bruno sabia que Devrim estava ferido, podia sentir que ele estava, afinal sangue escorria de algum lugar do corpo do outro. — Amor, você está ferido… — Sussurrou, o coração cortando-se com os soluços dele ecoando pela sala de espera. O policial procurou o ferimento, até achar uma abertura perto das costelas do Wesen, onde a bala passara de raspão mas abrira um buraco grande. — Você foi baleado, amor, por que não pediu a uma médico para te examinar? — Levou Dev para uma das cadeiras, gritando para que um médico viesse vê-lo. Não soltou o outro rapaz por um segundo sequer quando um dos médicos veio, analisando o ferimento. — Tudo vai ficar bem, Dev.
Queria acreditar, com todas as suas forças, que o homem ficaria bem, mas em seu estado mais debilitado, a ansiedade tomava conta de seus pensamentos, e as piores hipóteses apareciam em sua mente, impossibilitando-o de pensar em algo positivo. Devrim soluçava agora, incapaz de controlar o choro, mas sentia-se menos agoniado, uma vez que tinha Bruno ali, colado a si. Os olhos fechados, numa falha tentativa de conter as lágrimas, agarrando a camisa do policial. ❝ E agora ele pode morrer por minha causa, Bruno... ❞ Soluçou mais alto, apertando a camisa do homem, incapaz de... fazer qualquer outra coisa.
Devrim abriu os olhos, confuso, olhando para Bruno. ❝ O que... ❞ Não se lembrava de ter sido ferido, tinha certeza de que não havia sofrido nada. ❝ Eu não... eu não percebi... ❞ Admitiu em voz baixa, enquanto se deixava ser levado pelo namorado. O Wesen segurou firme a mão do homem, não querendo ficar sozinho. Não após tudo o que havia acontecido. Respondeu as perguntas do médico em questão, mas a cada minuto que passava, a adrenalina baixando, podia sentir as pontadas no tórax. ❝ Só preciso de um curativo. Não é nada demais. Eu quero estar aqui pra saber do Elijah. ❞















