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@crislenegoes-blog
Observando as pessoas nas ruas e transportes públicos, ouvimos vozes completamente diferentes umas das outras. Cabelos com cores diferentes. Estilos diferentes. Tamanho do pé e mão diferente. Tudo muito diferente um do outro e isso é lindo demais. Mas, se é tudo tão diferente, por que padronizar?
Chegamos a um ponto em que as pessoas querem nos enfiar tudo goela abaixo. Você tem que ser magra, mas um tanto “cheinha”, porque o corpo-da-brasileira é assim. Difícil, né?
Atualmente o padrão é o “super amor próprio”. Você tem que se amar do jeito que você se vê no espelho e coisa e tal. Eu concordo que temos que nos amar como somos, SIM, mas você já perguntou para uma pessoa que não se aceita o quão difícil é esse processo de aceitação? Porque é difícil DEMAIS.
Você sabe que aquele é o seu corpo, o seu porte de corpo, mas o 42 já não entra em você como há uns meses atrás e isso passa a te assustar. Você passou por um processo longo para aceitar o seu corpo e, do nada, o seu número não é o mesmo e toda a crise volta e as pessoas olham para você e dizem que está tudo ok. Você sorri e concorda. Passa a imagem da aceitação corpórea e segue a vida, já que é isso que a sociedade quer: que você se aceite, não importa como.
O caminho é se inspirar no amor próprio dos outros e isso é um cilada enorme. Os corpos são diferentes e tem que rolar uma representatividade, mas também não podemos depositar toda a nossa autoestima em pessoas que estão passando uma imagem que não é firme 100% do tempo.
E aí? Vamos bater um papinho?