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i guess. journal entry
By Kaparetti
somos costeros | vÃctor m. alonso
We the Art
Tracey Emin 1998
Este será o meu último registo na casa dos vinte. Daqui a pouco menos de três meses faço trinta anos e fui tomada pela vontade não controlada de registar este momento para a (minha) eternidade. Com isto não quero transparecer que estou a começar um novo ciclo e a despedir-me dos vinte e nove anos que ficaram lá para trás, não, não é de todo isso. Mas confesso que algo me sussurra baixinho que a partir de agora as coisas vão ter outro rumo. A natureza das coisas tem-se vindo a tornar cada vez mais estranha, não é por somar anos que as coisas tendem a ser mais leves, o próprio entendimento das coisas acaba por se tornar mais confuso e mais contraditório. Os anos nem sempre nos trazem certezas absolutas, à s vezes só nos tornam seres mais frágeis porque sempre nos incutiram que quando somos crescidos temos sempre a resposta para tudo o que se atravessa à nossa frente. Questiono-me se serei menos que os outros por ter a idade que carrego e ainda assim não ter chegado a entendimento nenhum. As coisas são tão confusas. Já fui tantas coisas, já fui tantas pessoas, já senti tanto e outras vezes tão pouco. Creio que a idade não seja absolutamente nada e que sim, que é possÃvel termos muitos anos no cartão de cidadão e mesmo assim sentirmo-nos pequeninos de idade. Não é por ter medo de morrer que dou por mim a ligar à minha mãe só porque sim ou a ligar ao meu pai porque sei que sou e serei sempre a menina dos seus olhos mesmo que não exista qualquer assunto para aquela chamada. Talvez não seja por ter medo de morrer… Ou talvez tenha mesmo muito medo de morrer, de envelhecer, de deixar de me reconhecer ao espelho e de não ter qualquer gosto e ansia de continuar a somar dias. Não é só porque sim que arranco cada cabelo branco que me nasce no meio de tanto cabelo ainda escuro, não é porque sim que uso todos os cremes imaginários para evitar a pele enrugada, não é só porque sim que nego a mim mesma e aos outros que as feições dos meus pais são de pessoas mais velhas e isso de uma maneira ou de outra acaba por me estragar a vivência dos dias. Afinal o que me traz os trintas, os quarenta ou até mesmo os cinquenta senão a privação de estar com as pessoas que mais amo na vida? Espero que um dia a idade me ensine a ver o copo meio cheio, espero que um dia comece a aceitar os meus cabelos brancos e as rugas que outrora não existiam. Espero que um dia tenha gosto em envelhecer e que nada disto me assuste e consuma de uma maneira tão sufocante que me incapacibilita a plenitude de viver.
Zigeunerweisen (1980), dir. Seijun Suzuki
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Oh, Canada (2024)
Taking flight - Porto
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