Welcome to my R18 blog. You know, where I supposedly write hot stuff, except it's not that hot. Also known as the place where I will post stuff I write that I don't really want to keep on my computer. If you're here, it means you know what's up so wtf.
send me a symbol for… ☢ five times my muse almost sends a nude, and the one time they do. || @kaunissielut
OLHA AS COISA QUE VC ME FEZ FAZER !!!!!!!!!!! Espero que vc goste pq eu nunca achei que ia escrever um troço desses hgvsahgds
E FELIZ ANIVERSÁRIO ADIANTADO SP, JÁ QUE ALGUÉM VAI ME ABANDONAR NOS PRÓXIMOS DIAS. E FELIZ ANIVERSÁRIO JUBS TBM (?) ISSO AQUI VAI CONTAR COMO PARTE DAS COISAS PRO SEU ANIVERSÁRIO PQ SIM
e isso em pleno aniversário de São Vicente, prfvr não me odeie Vicente, eu te amo, ok? As letras grandes foi pra impacto pq eu quis q
Minhas fics desse blog nunca tem titulo. Pra dar um pseudo titulo: Sobre ES e porque o Rio devia melhorar o convívio social dele lol
Fandom: TAKE A GUESS
Pairing: ESRJ, RJES, o que tu quiser
Um duplo betrayal pq tô empacada em duas fics SPRJ e tô devendo um ESMG desde que o mundo é mundo. Mas eu tive a ideia e ideias não serão desperdiçadas.
Nem é gráfico e é pouquíssimo NSFW maaaaaaas é o tipo de fic que tem que ficar no blog secretinho uvu
(Titulo alternativo: RJ pegando estados 1/27 ----- Just Kidding)
Ela se odiava um pouquinho mais a cada vez que acontecia.
Sempre arrumava desculpas, é claro. Bebida, o calor do momento, tédio... Mas mesmo com todas as justificativas do mundo e que o fato em si não a incomodasse em nada (no momento), havia aquela pontinha de irritação, aquele lado que se questionava do porquê aquilo acontecia.
Rio não era uma pessoa boa. Ponto final. Era uma conclusão que tinha chegado a anos atrás, dos tempos remotos em que ele ainda era capital. Claro que era uma conclusão que levantava questionamentos e ela mesma colocava reticências. Não era como se ele fosse uma pessoa terrível. Só... Não era tão bom assim. Pelo menos não com ela e não com muitos outros estados também.
Muitas vezes ele a magoava, a tratava mal. Só lembrava dela e lhe dava atenção quando era conveniente. E mesmo que estivesse acostumada e visse isso como “o jeito dele”, isso ainda a irritava, ainda a deixava indignada. Tinha muita consideração por ele, como sabia que no fundo ele até devia ter por ela, mas isso não fazia com que de repente tudo que ele fazia pudesse ser esquecido. Não fazia com que ele estivesse no hall de pessoas que ela buscasse a companhia, de gente que ela confiava de verdade.
E era exatamente por isso que ela tinha raiva. Por que parecia que o maldito fluminense sabia bem o que fazer para driblar suas defesas. De repente, estavam juntos e parecia tudo bem e ele parecia tão legal, tão preocupado com ela, a fazia se sentir tão bem vinda... E era divertido, e ela ria e por um momento esquecia o porquê de ele não ser uma pessoa legal e....
E então eles se beijavam. Não era assim tão do nada, geralmente tinha alguma razão, alguma espécie de nexo que fazia parecer que se beijarem era a unica coisa correta a se fazer. E nunca, nunca parava por aí. Porque ela sabia o que ele queria e ele sabia o que ela queria. E todos os questionamentos a parte, o sexo era bom e ela não era de ferro. Transar com alguém que sabia o que ela era e que tinha mais ou menos o mesmo... Tempo de experiência que ela, era sempre mais gratificante do que com um humano. E se tinha uma coisa que sabia que podia contar com Jorge era a discrição e que realmente não haveriam sentimentos naquilo. Seu coração estava longe dali e até onde sabia, do carioca também.
Mas o que afinal a fazia se sentir tão mal se no fundo ela gostava?
Era porque ela se sentia usada. Mesmo que fosse de seu agrado, parecia que ela tinha sido manipulada para aquilo. Parecia que ele sabia ou sentia o momento certo para chegar, quando ela estava receptiva e a levava a querer exatamente o que ele queria. Se sentia uma boneca, uma marionete. E mesmo que achasse aquilo exagerado, pois não achava que Jorge fosse assim tão esperto quanto ele achava que era, quando a noite terminava ela se sentia como um animal que caíra numa armadilha.
E pior era que nem adiantava todo esse pensamento ocorrer antes do ato em si.
Porque agora, com o corpo dele prensando o seu contra a superficie mais próxima, as línguas se encontrando e suas próprias mãos lhe traindo e o puxando para mais perto, toda sua tese, todo o seu pensamento se esfarelava, e a coerência se perdia completamente quando as mãos dele passavam por suas coxas.
E então se despiam, tão rápido que ela nem sabia dizer quem tirara o que ou se isso ao menos importava. E então estavam na cama, geralmente a dela, sempre acontecia no territória dela, e ele agia com gentileza enquanto beijava o seu corpo e passava a mão por suas curvas. Nunca soube dizer afinal se Rio de Janeiro era realmente gentil ou se era uma coisa superficial. Para agradar os gringos. Ou, no caso, para ludibria-la.
E era uma droga que ela gostasse do cheiro familiar de praia que ele tinha, que talvez fosse algo levemente narcisista porque já ouvira que era assim que ela cheirava antes. Talvez fosse por isso que ela acabasse sendo a vitima escolhida por Jorge, porque todos sabiam do narcisismo excessivo dele e talvez ele gostasse de sentir um cheiro tão familiar quando estava com ela. E isso acabava sendo sua armadilha, porque por um momento ela se sentia em casa, em território conhecido. Como um animal que caminha para o buraco sem nem ao menos perceber.
E aquele filho da puta ainda por cima era bom. Talvez fizesse parte da sua abordagem sedutora para ter certeza de que ela cairia na rede outras vezes mas ela sempre chegava ao ápice mais de uma vez, gemendo alto, o prazer se espalhando por seu corpo. Ela então acabava dizendo algo sobre ele ser um conquistador barato, só pra ter o que dizer e ele só ria e não parava com o que fazia e talvez ele realmente tivesse chegado num ponto em que desenvolvera uma técnica ou---
Ela não sabia mais o que estava fazendo. Porque naquele momento ela estava realmente se divertindo, o arranhava com as suas unhas compridas, tentava lhe levar a loucura, puxava seus cabelos. Queria senti-lo tremer por debaixo de suas mãos e aprendera o suficiente durante seus outros encontros para saber o que exatamente lhe agradava mais.
Quando ele chegava ao ápice, ele sempre gemia baixo, e ela acreditava que tivesse algo a ver com o fato de que eles eram um caso de uma noite só. Rio nunca era contido, quando estava de corpo e alma em alguma coisa. Mas aquilo não a incomodava, porque ela também sabia que seria diferente se ela gostasse dele mais do que como irmão.
E então ele se deitava ao lado dela.
Ela o olha de perfil. Estava suado, o cabelo bagunçado, cheiro de marcas que ela havia deixado pelo seu corpo. Mas ele era bonito. E nem podia mais falar de um corte de cabelo horroroso, cabelo comprido sempre tinha lhe assentado bem e lhe dava um ar despretensiosamente atraente. Ele olha para ela e seus olhos a estudam e ela imagina que ele devia estar tendo algum pensamento parecido. E então ele sorri e lhe da um beijo na bochecha e de repente, eram irmãos de novo e começavam a conversar, sobre alguma coisa qualquer, sobre bobagens. Toda aquela luxuria, aquele fogo, ficava pra trás e era quase que estranho. Talvez fosse a própria natureza deles de imortais que tornassem os limites entre as emoções cada vez mais tênues. E por isso, nesse momento, quando ele brincava com seus cabelos lisos molhados de suor, só conseguia enxergar isso como fraternal e era bom também.
E o problema em si só começava bem depois que ele ia embora. Porque era quando ela caia em si. E se lembrava que ele iria lhe ignorar pelos próximos meses, talvez nem olhasse na sua cara nas próximas vezes que se reunissem, faria todas as piadas sobre o estado dela das quais ela já estava cansada. Não sabia afinal se ele realmente se esquecia que ela existia ou só achava muito engraçado parecer surpreso toda vez que alguém dissesse que haviam quatro estados no sudeste e não três, todas as vezes que fizesse piada com o nome do estado dela. Será que ele só continuava achando tudo isso tão divertido assim?
Mas pra ela não tinha graça. Aquilo machucava, porque ela se sentia traída. Uma hora, ela achava que realmente tinha um irmão, um cúmplice. E outra hora, Rio era só... Rio. Que não ligava pro que acontecia com o Brasil afora o estado dele. Que não gostava quando lhe apontassem os defeitos. Cujas soluções geralmente consistiam em empurrar o problema para os outros. Que dizia coisas que doíam o tempo inteiro e talvez só não parecesse tão ruim quanto São Paulo porque Rio ainda era simpático e divertido. Quando queria. Quando lhe convinha.
Talvez fosse a propaganda toda de “cidade maravilhosa”. A lavagem cerebral da mídia. O fato de sua capital ser o cartão postal do Brasil. Talvez tudo isso levasse a criar uma imagem mais suave, mais legal e mais atraente a sua personificação também. Mas Rio de Janeiro, tanto a cidade como seu representante, não eram tão incríveis assim. Tinha a poluição, a violência, a periferia, coisas realmente feias, realmente desagradáveis. O lado legal e bonito era quase que uma fachada, escondendo uma realidade que de maravilhosa não tinha nada.
Rio não era uma pessoa ruim.
Mas isso não era o suficiente para fazer dele uma pessoa boa.
Aí tô lá indo dormir de boas e começo a pensar em ships e estados e etc, coisa linda. Aí do nada surge a ideia “cara, imagina escrever um pwp oneshot do Rio com cada estado”.
...
Eu não acho que eu vá fazer isso, mas achei a ideia digna de postagem aqui.
Fic sem titulo (ou titulo provisório de Adote um cara, mas eu queria algo melhor)
Fandom: Hetalia, Estados, essas coisas
Pairing: SPRJ e vc não não tem provas de que eu sou viciada, sai daqui.
Summary: André tem a brilhante ideia de solucionar um problema pessoal da maneira mais clássica possível - contratando uma ator. Ou, no caso, a segunda melhor opção possível, um garoto de programa. Só que ele não contava que esse cara fosse ser bem mais esperto do que ele gostaria. E agora ele não vai conseguir se livrar dele tão cedo.
[Está nesse blog porque os primeiros capítulos só contém menção a sexo mas partir do terceiro ou quarto a coisa fica interessante.]
Capitulo 1
André respirou fundo. Tá, ele podia fazer isso. Ele já tinha decidido que ia fazer certo? Ele mesmo tinha ponderado e chegado a conclusão de que aquela era a melhor opção – a curto prazo pelo menos. Não tinha porque hesitar justo agora. Até porque era ridículo, ficar ali sentado no volante, parado numa rua deserta com medo de virar na curva e do que exatamente aconteceria depois dali. Se alguém o visse ia comentar da sua covardia. E podia não ter ninguém ali, mas ele sabia que acabaria se julgando depois e o mínimo que podia fazer era ao menos tentar.
Então pisou no acelerador e entrou naquela rua, sabendo bem o tipo de coisa que ia encontrar.
Era bem estranho entrar com aquele carro de marca, naquele bairro de periferia, especificamente naquela rua que era apelidada de--- Ah, melhor nem comentar. Pelo menos o vidro era fumê e podia fazer uma careta para todos os mais diversos tipos de drag queens e transformistas pelos quais passava. Realmente era o “point”. Pelo menos haviam carros muito mais luxuosos que o dele também, estacionados e de portas abertas para todo aquele glitter e purpurina entrar.
Mas ele estava em busca de alguém que parecesse normal. Não era possível que todo pros--- garoto de programa fosse ser tão gritantemente viado daquele jeito, não é?
Ao poucos, foram aparecendo caras que... Ao menos pareciam caras. Mas não era nada daquilo que estava procurando e começava a pensar que tinha sido uma péssima ideia. Ir naquela rua cheia de... Bem, gente barata. Ou ao menos era assim que via. Era lógico que não ia encontrar ninguém com o tipo de nível que ele queria, não é? Era mais fácil tentar achar um ator desesperado o suficiente. Por mais que um garoto de programa provavelmente seria mais barato e isso que havia pesado na sua decisão de ir até ali. Situações desesperadas pedem medidas desesperadas... Não é?
Quando já estava quase desistindo e ia só chegar até o final da rua para poder virar e ir para casa, ele viu alguém. Finalmente. Sem roupas chamativas, sem nada que gritasse viado (bom o cabelo dele era meio comprido mas dava mais uma impressão de surfista do que de “deixei meu cabelo crescer pra provar que sou fabuloso”) e o melhor de tudo era que ele estava só parado, encostado na parede e lendo. Lendo. A não ser que fosse um livro pornográfico, provava que ele era inteligente, não é? E mesmo se fosse só um pornô, pelo menos era uma pessoa minimamente instruída.
Estacionou o carro. E pelo visto o cara estava realmente bastante distraído, porque se assustou ao ver o carro ali. E olhou para os lados como se lembrasse que tecnicamente estava em serviço. E antes que ele pudesse realmente reagir muito, André baixou o vidro e disse.
- Você estaria disposto a fazer um serviço que não tivesse nada a ver com sexo?
E aí o cara olhou para ele com uma cara de “quê?” tão grande que ele quase se perguntou se tinha perguntado para o cara certo. Vai que ele era só um transeunte? (Mas todo mundo sabia o que tinha naquela rua, você não podia simplesmente ficar de bobeira por ali. Tinha que ser muito tapado para não perceber isso.) Já estava imaginando varias possibilidades diferentes e em como aquilo tudo era uma péssima ideia e que ele devia era fechar o vidro e ir embora com um mínimo de dignidade quando o cara decidiu reagir e responder:
- … Estamos falando de quanto? É algo ilegal? - Ele perguntou se aproximando do carro.
Bom, ele respondera, era tarde demais.
- Pode dizer o quanto você quer depois que eu falar o que é. E não, te garanto que é só... Um problema pessoal.
- E o que exatamente você quer que eu faça? - Ele perguntou, se debruçando na janela. - Em resumo?
- Sabe atuar?
Ele riu.
- Se eu consigo forçar orgasmo, posso fazer qualquer coisa.
Tentou não fazer uma careta e nem revirar os olhos. Certo, ele quem tinha decidido ir atrás desse tipo de gente, não podia bem reclamar de comentários assim.
- Ótimo. Será que podemos... Conversar sobre isso em outro lugar?
- Com medo de ser visto aqui, é?
O sorriso provocador dele lhe fez sentir uma certa irritação mas decidiu ignorar.
- Será que podemos?
- Claro, claro, gracinha, eu sei como é. - E André realmente estava sentindo certa vontade de bater na cara dele por causa daquele sorriso mas tudo bem, ele podia ignorar isso também. - Mas eu quero ser pago pra ouvir. E se eu não gostar eu vou negar.
Trincou os dentes. Ok, ele podia ter escolhido um cara menos inteligente, com certeza.
- Tá. Parece justo. Quanto você quer?
- Hm... - Ele ficou pensando. - Bom, você pode me levar pra jantar também. Isso me pagaria.
Piscou algumas vezes, processando a informação.
- … Que?
- E de preferencia num lugar beeeem legal. E caro. Pode escolher o local, mas eu vou saber se você tentar me sacanear.
Suspirou.
- Tá. Entra no carro.
E ele deu a volta todo animado para entrar do outro lado.
É, seria uma longa noite, pelo visto.
O levou para um restaurante bem mais caro do que gostaria, mas que pelo menos sabia que poderia conseguir uma área bem reservada por lá. O que menos queria era ser visto com--- aquele tipo de gente. Sem ofensas ou preconceito mas não era exatamente algo bom para a reputação.
E claro que esse cara tinha que ficar bem animado e sorrir demais e--- Só torcia para que ninguém achasse que os dois tinham alguma coisa, do jeito que aquele desgraçado fez questão de se pendurar no seu braço como se fosse a coisa mais normal do mundo. E pior que ele sentia que ele só queria era testá-lo e por isso mesmo não reagia a nada.
Finalmente sentaram e ficou com medo de que o cara fosse pedir a coisa mais cara do cardápio. Mas pelo menos ele pediu um prato normal.
Finalmente, estavam a sós e ele o olhou, esperando.
- Posso perguntar seu nome?
- Claaaaro. É Vinícius. - E aliás detestava o jeito dele de alongar as vogais sem motivo nenhum. - Posso perguntar o seu ou você ainda não vai me falar?
Pensou um pouco, apertando os lábios. Bom... Não tinha nada a perder, tinha?
- André.
- Nome bonito. - Disse apoiando o rosto numa das mãos.
Sentiu o rosto queimar um pouco. Estaria corando? Não, claro que não essa ideia era ridícula.
De repente uma outra coisa se passou pela sua cabeça, lembrando de alguma das histórias que ouvira por aí.
- Espera... O seu nome.. É real ou é um desses pseudos inventados?
Vinicius ou sei lá como se chamava começou a rir.
- É claro que esse não é o meu nome. É o nome pelo qual os meus clientes me conhecem.
- … E seu nome de verdade seria... ?
- Já te falei que é o nome que eu dou para os clientes. Dê-se por satisfeito. - Disse mais sério.
- Mas eu falei meu nome de verdade! - Estava indignado e nem tentava esconder.
- Porque você claramente não faz ideia de como fazer negócios. - Ia contra argumentar, mas ele não deixou. - Não quando se trata da indústria do sexo. Ninguém dá o nome de verdade.
- Mas--- Isso---
- Se te serve de consolo, Vinícius é realmente meu segundo nome. E só estou dizendo isso porque te achei bonitinho e fiquei com pena de você, então você está com sorte.
André ficou remoendo aquilo. Não era pra ser difícil. Não era pra ele se sentir como se estivesse tendo que convencer um cliente a comprar algo dele. A situação tinha que ser completamente oposta! Estava odiando essa súbita troca de lugares, mas não queria desistir. Provavelmente era o que esse cara queria, que ele desistisse. E depois iria rir dele por ser fraco. Não, ele era melhor que isso e ia levar essa negociação até o fim.
Um garçom chegou trazendo as bebidas que eles tinham pedido e André aproveitou a pausa para se acalmar.
- … Você realmente não vai me dizer seu nome, vai?
- Me dê um bom motivo pra confiar em você e eu te digo. - Ele tomou um gole do suco que tinha pedido. - E então, o que você precisa?
- Bom... - Agora sim era hora de corar, mas ele preferiu apenas ficar brincando com o porta guardanapos e não olha-lo diretamente para evitar qualquer embaraço. - Bom. Eu preciso que você finja ser meu colega de quarto por um tempo.
Deu uma olhada para ver a reação dele. E o jeito que os lábios dele começaram a tremer...
- Não se atreva a rir, eu estou pagando pelo seu jantar.
Ele tapou a boca com as mãos.
- Tá. Continua. - Falou mesmo com a boxa tapada.
- Bom... É... Você só precisa.. Fingir que é meu amigo e... Só dar uns depoimentos falsos.
- … Pra justiça? - Ele tirou as mãos da boca, parecendo preocupado.
- Não, pra minha mãe.
Ele devia ter achado que era piada mas então percebeu que seu tom era sério e teve que cobrir a boca com as mãos e prender a respiração também.
André revirou os olhos.
- Tá. Ri logo.
E foi o que ele fez.
- Cara--- Eu não acredito que você--- Serio, isso é alguma pegadinha?
- Não. - Respondeu, já bem irritado.
- Meu senhor, tu não pode ser real, cara! Tá, então você quer que eu minta pra sua mãe? Que gracinha.
- Não é tão simples nem tão idiota quanto você faz parecer, tá?
- E qual é a razão então?
- Não vou te contar a história toda até que você aceite o serviço.
Ele pareceu um pouco surpreso mas logo tornou a sorrir daquele jeito provocador.
- Alguém está aprendendo como funcionam as coisas. Então, basicamente, o que eu tenho de fazer é fingir que te conheço?
- Basicamente, sim.
O garçom voltou, dessa vez com seus pedidos e ficaram um tempo se distraindo com a comida, até André voltar a falar.
- Só preciso que você se apresente para a minha mãe e confirme qualquer coisa que eu disser. Não vai ser difícil, eu ensaio tudo que for preciso com você.
- E por quanto tempo exatamente eu tenho que fingir?
- Ela só vai ficar na cidade por uma semana. Mas não preciso de você por mais do que dois dias. Vai ser o bastante para convencer ela.
Ele enrolou o dedo no cabelo, pensativo.
- Hm... Não sei se só dinheiro paga por isso.,
- Como assim só dinheiro não paga? - Ergueu uma sobrancelha, tentando imaginar onde aquele cara estava querendo chegar.
- Bom, eu nunca fiz isso, vai exigir uma preparação bem maior de mim, não acha? Não posso simplesmente aparecer no dia e pronto.
- … O que você esta querendo dizer?
- Você vai levar sua mãe na sua casa?
- … Lógico. - Ainda não via a onde aquele desgraçado queria chegar, mas sabia que estava detestando tudo isso.
- Seria estranho se eu, se moro com você, não estivesse habituado com as coisas da casa, não é?
- … Diga em português claro o que você está pensando.
- Nada, só estava te questionando. - Parou para acabar de comer e passar o guardanapo na boca. - Onde você mora?
- … Porque eu iria te falar isso? Já disse, detalhes só se você aceitar.
- Não aceito se você não me disser.
- Então é melhor você ir embora.
Ele riu brevemente.
- Awn, calma! Quero só o bairro, não o endereço inteiro, ok? Juro que não vou te perseguir.
Revirou os olhos.
- Morumbi,
Viu os olhos dele se iluminarem.
- Nesse caso, eu aceito. Maaaas tenho algumas condições. Quando sua mãe vai chegar?
- Daqui a um mês.
- Ótimo. Então quero ficar um mês na sua casa.
Não sabia nem dizer que expressão devia estar fazendo mas com certeza era de choque e de indignação.
- Mas isso---- Isso não tem o menor sentido! - Ergueu o tom de voz sem nem perceber.
- Claro que tem. Preciso conhecer sua casa, conhecer melhor você, essas coisas todas.
- Você quer é hospedagem de graça!
- E isso é algum crime?
André teve que se parar antes que começasse a xingar ou algo assim.
- Você--- Eu não--- Eu não vou concordar com isso!
- Problema seu, então eu não aceito.
- Mas--- Você é só um puto, não pode fazer tanta exigência assim.
- Não posso? - Ele se debruçou na mesa, falando mais baixo. - Querido, eu sou uma puta de luxo, sou caro, não dou pra qualquer um e escolho quem são os meus clientes. E quero todas as minhas condições atendidas.
- Vocês não tem algo como cliente sempre tem razão ou coisa assim? - Aquilo tudo já estava lhe dando um pontada de dor de cabeça. Já podia prever que passaria uma noite horrível só por conta dessa conversa.
- Não, porque nesse ramo, quem manda é quem se prostitui e não o contrario. Quer dizer, se você tiver nével para isso.
- E quem disse que você tem nível? Você estava naquela rua, cheia de gente que com certeza não chega nem a 50 reais a hora.
- Você tá certo, mas eu não estava lá procurando um cliente. Não necessariamente. Eu só uso aquele ponto para divulgação dos meus serviços. Eu escolho os caras que realmente tem dinheiro e me ofereço para eles. Claro que não aceito nada na hora e se eles quiserem, que me procurem depois. Eu não entro no carro de qualquer um. Aliás, nem deixo que ninguém me leve a lugar algum.
- Mas você entrou no meu carro.
- Porque era óbvio que você não fazia ideia de nada. E eu queria ver até onde sua historia ia me levar. - Ele voltou a se recostar na cadeira. - E fora que você também faz um pouco o meu tipo e eu achei que podia ser interessante. E as vezes é legar correr riscos.
Tentou ignorar o que ele tinha falado sobre ser seu tipo e nem pensar a respeito.
- Sua história é encantadora mas continuo não querendo ninguém na minha casa por tanto tempo. Pode esquecer.
- Tá. - Ele sorriu – Covarde.
- Como-- Porque eu seria covarde?
- Covarde sim. Está com medo de quê, de eu te atacar de noite? Eu vou estar muito mais vulnerável na sua casa do que o contrário. Acha que eu vou te assaltar?
- Meus motivos pra não te querer lá são exclusivamente meus e você não precisa saber deles.
Ele deu de ombros.
- Então divirta-se procurando outra pessoa. Vai voltar para aquela rua? Acha que aqueles caras que mal sabem escrever o próprio nome vão se passar por alguém decente o suficiente para impressionar bem a sua mãe? Admita que está desesperado e que não pode se dar ao luxo de querer outra pessoa.
- Não estou desesperado.
- Ninguém que não esteja desesperado ia pensar em contratar alguém só pra isso.
Ficaram se olhando por um tempo, André, bem irritado e Vinicius bem calmo e bem humorado. Ele sabia que já tinha ganhado e André não ia conseguir pular fora agora.
- Certo. Fechado.
- Mas calma aí, eu ainda não falei minha segunda condição.
- Você não tem direito a uma segunda!
- Claro que tenho! Quero 200 reais o dia. E 400 pelos dias que vou ter que falar com a sua mãe.
- Isso é muito dinheiro!
- Acredite, é bem menos do que eu cobro, e eu tenho que repassar uma cota para o meu... Agente. Você vai me fazer parar um mês inteiro de trabalho para poder te atender. Tem ideia da perda de dinheiro?
Massageou as têmporas. Ia ser obrigado a aceitar, não ia?
- ... Certo. Como quiser.
- Ótimo! - Falou todo animado, puxando sua carteira e procurando por algo. Achou o que queria e estendeu para ele um cartãozinho. - Aqui. Como sou um bom negociador justo vou te dar essa noite para pensar em tudo isso e te dar a oportunidade de tentar achar outra pessoa. - E o sorriso dele já dizia “e você não vai achar”. - Esse é o numero onde pode me encontrar. Me ligue amanhã para acertarmos maiores detalhes. E pra você me dizer o meu novo endereço é claro. - Voltou a mexer na carteira, pegando um bolo de dinheiro. - E isso paga pelo jantar.
André, que se distraíra um pouco olhando para o cartão (e pensando em como aquilo era inteligentemente inofensivo, só um cartão branco com o nome e telefone escrito em letras pretas. ninguém ia adivinhar para o que era, com certeza), que mal registrou o que ele disse.
- Ah-- Você vai pagar? - Perguntou estranhando um pouco.
- Eu só queria ver se você era rico de verdade. E eu estava com fome. Sem falar que tecnicamente, você vai me dar muito mais depois então para que eu preciso me preocupar?
E aquilo foi como se ele estivesse querendo lhe jogar na cara mesmo que era uma puta de luxo e que tinha dinheiro. Como se ele tivesse duvidado depois daquilo tudo.
- Que seja. - Se recostou na cadeira, doido para que aquela noite acabasse.
- Pode deixar que eu chego em casa sozinho. - Se levantou e jogou um beijo para ele. - Sonhe comigo.
E ele já ia saindo, quando de repente se virou, com um sorriso que dessa vez parecia de verdade e não de escarnio.
- Ah, e meu nome de verdade é Jorge. Foi um prazer.
E André ficou lá, sem saber se ficava com raiva ou se sentia um pouco melhor por ele ter dado seu nome, afinal. Se não fosse outra mentira. É, no final era melhor ficar com raiva mesmo. Bastante raiva, porque aparentemente ia ficar preso a esse cara por um tempo. Só esperava não ter um surto psicótico com tudo isso. Só o que lhe faltava, perder dinheiro e ainda ir parar na cadeia...
Porn não precisa de titulo. Se não vai ter que ser um titulo ridículo então deixa assim.
Summary: PWP. SPRJ. Rio (Jorge) é meu, SP (André) não mas eu pedi autorização -q Primeiro smut da minha vida, vamos chorar de emoção -nn
Notas pra mim no futuro: Olha, Mari, você pode voltar aqui um dia e dizer “nossa isso tá muito ruim” mas nunca esqueça do tamanho da pesquisa que você fez pra isso ter alguma coerência. You go girl, I’m proud. (Terminado em 07/11/2015. Isso é data histórica. Queria dizer quando eu comecei mas eu estimo que foi a 3 semanas atrás dessa data aí.)
Só sentiu suas costas se chocarem contra a parede e André prensar seu corpo com o dele de um jeito que fez uma onda de excitação passar pelo seu corpo. Os dois se beijavam vorazmente, as línguas em uma batalha por dominância, embora nenhum dos dois estivesse muito preocupado em ganhar. Já tinham deixado que seus egos lhe atrapalhassem por tempo demais, motivo pelo qual aquilo nunca tinha acontecido entre eles antes – só em sonho ou nos melhores delírios, mas que nunca se comparavam a realidade de sentir o calor real do corpo um do outro.
Jorge arranhava o pescoço do paulista, a outra mão se enroscando nos seus cabelos escuros. Ignoravam completamente a falta de ar e já estavam sem fôlego a tempos, mas nem por isso paravam, apenas faziam pausas curtas para pegar o máximo de ar possível. Exploravam a boca um do outro como quem não quer perder nenhum detalhe. Tinham todo o tempo do mundo para ficarem juntos, mas isso não parecia ser o suficiente depois de tantos séculos. Já tinham começado a se despir desde a sala, o paletó e a gravata do paulista estavam largados em algum canto da casa, assim como os sapatos que nem sabiam mais onde teriam sido deixados.
As mãos do paulista viajavam pelo seu corpo, parecendo espalhar fogo por onde passavam, mesmo por cima das roupas. Mais sentiu do que viu o sorriso presunçoso do paulista, que com um movimento um tanto violento puxara seus cabelos, lhe arrancando um gemido e forçando o fluminense a se separar dele e deixar toda a pele do pescoço desprotegida. André atacou seu pescoço com beijos e mordidas, recebendo alguns grunhidos de aprovação em resposta.
Mas Jorge não era do tipo de ficar parado e logo achara algo para se entreter; Foi desabotoando os botões da camisa social do outro, passando as mãos pelo peitoral dele e aprovando os músculos que tateava. Não foi preciso mais que um leve empurrão para que André entendesse a mensagem de que a peça não podia mais ficar ali. Ele se afastou, tirando a camisa com um certo cuidado, enquanto Jorge tirou a própria regata que usava em questão de segundos e já o empurrava em direção a cama.
- Muito devagar. - Reclamou quando finalmente André jogou a camisa no chão.
- Sinto muito se as minhas roupas são de marca e caras e as suas não.
- Idiota. - Xingou, mas era bem óbvio o seu meio sorriso. No fundo adorava que fossem tão diferentes em vários quesitos.
Jogou o paulista na cama e engatinhou para cima dele. Trocaram um beijo curto, bem mais calmo que os anteriores e Jorge foi descendo seus beijos, fazendo todo o contorno da mandíbula e descendo pelo pescoço. Aproveitou para dar uma mordida na pele entre ombro e pescoço, arrancando um gemido do paulista que lhe fez sorrir, orgulhoso. Continuou seu passeio, entre beijos e chupões, amando poder marcar toda a pele clara dele. Percebia que São paulo parecia muito submisso a sua vontade no momento, o que o fazia desconfiar que ele devia estar tramando alguma coisa, conhecendo ele. Mas sinceramente, não se importava enquanto pudesse tê-lo para si. Traçou as cicatrizes que ele tinha com as pontas dos dedos e os lábios, algumas que lhe traziam as memórias exatas de como elas haviam surgido, por ele mesmo ter estado presente.
Mas logo o que era um carinho voltou a ser luxúria, quando pressionou suas virilhas juntas e mesmo ainda estando de calça podia sentir bem que o outro estava tão excitado quanto ele. Sem mais demoras, se pôs a tentar tirar a calça dele, se enrolando um pouco com o cinto na sua ânsia e se perguntando mentalmente pra que tanta roupa, meu Deus? Quando finalmente conseguira soltar o cinto e desabotoar a calça dele, o paulista resolvera achar que Jorge já tinha feito festa demais e decidiu cortar o seu barato, lhe agarrando pelos pulsos.
- Ah, mas eu tenho outro planos para você.
E sem muitas dificuldades, já que o próprio carioca não lhe apresentou nenhum tipo de resistência, o jogou na cama e rolou para cima dele. Mesmo assim, Jorge deu um gemido contrariado.
- E o que você pretende fazer, ehm? - Fez uma voz rouca e submissiva, que provocou riso no paulista.
- Sabe que o papel de virgem inocente não combina nem um pouco com você, não sabe?
- Eu não sei do que você está falando. - Murmurou manhoso.
- Você é ridículo.
Botou a mão no elástico dos shorts frouxos do moreno, que entendeu o recado, levantando um pouco o corpo. Com um movimento rápido, arrancou-lhe a calça junto com a roupa intima e Jorge acabou com o trabalho de chutar tudo para o chão.
Agora, tendo Rio inteiramente para ele olhar e tocar como bem entendesse, teve que abrir um sorriso, pensando que finalmente ele era só seu e não seria de mais ninguém daqui pra frente. Era uma sensação de vitória muito boa, embora não soubesse exatamente sobre quem teria vencido.
- Eu sei que eu sou bonito mas não precisa me olhar a noite toda. - Jorge provocou.
E se arrependeu no instante seguinte quando André, com um sorriso sacana, apertou o seu membro de forma que o fez ofegar.
- Fica quietinho, Jorge. Você fica bem mais atraente assim.
Estimulou o membro dele com as mãos, se deliciando com as expressões que ele fazia. Usava um ritmo lento e provocador, só pra sacanear com a impaciência do ariano, que lhe xingava em voz baixa entre gemidos.
Se inclinou sobre ele, tomando-lhe os lábios, enquanto aumentava o ritmo dos movimentos, abafando um gemido com sua boca. As mãos de Jorge apertavam seus bíceps com força, as unhas marcando levemente sua pele como reação ao que ele fazia. Nem sentia dor, apenas prazer em saber que estava enlouquecendo Rio de Janeiro.
De repente parou com tudo, se afastando do moreno, que imediatamente reagiu irritado.
- Porra, André.
- Você devia aprender a ter mais calma.
E se afastou para poder dar atenção a sua ereção que já estava incomodando faz tempo, tirando a própria calça rapidamente, ciente dos olhos de Jorge sobre si.
Jorge fez um barulho de aprovação, lambendo os lábios, mas quando André voltou a ficar por cima dele, a primeira coisa que fez foi prender as mãos dele acima da cabeça.
- Eu sei no que está pensando, mas agora não.
- Você vai mesmo me torturar assim?
- Só estou te mantendo sobre controle.
- E eu tenho que te obedecer sem falar nada?
- Obedecer, sim. Sem falar seria bom, mas sei que você não consegue. - E se inclinou, falando no seu ouvido agora, aproveitando para pressionar a ereções juntas. - E eu gosto muito mais de te ouvir gemendo.
- Eu devia… Te dar uma resposta a altura… Qualquer hora dessas… - Murmurou fechando os olhos.
Ele só continuou a movimentação, esfregando seus corpos juntos, enquanto lhe beijava a nuca. Podia sentir a respiração do paulista tão descompassada quanto a sua no seu ouvido quando ele se aproximou novamente para sussurrar.
- Eu posso?
Tentou responder, mas no estado que estava apenas misturou um “sim” e um “aham”, o que fez André rir baixo.
- Então vai ter que fazer uma coisa por mim antes.
- Agora você deixa, é? - Queria ter soado mais sarcástico, mas era difícil controlar qualquer entonação com a respiração tão alterada.
- Eu disse que estava só te mantendo sob controle. - E assim soltou os pulsos de Rio, se afastando e deixando que ele saísse debaixo dele. Sentou na cama e Jorge ficou de quatro, se aproximando com uma expressão nada pura.
Abocanhou seu membro, enquanto apertava e arranhava as suas coxas. Passou a língua por toda a extensão e sugou com vontade, usando as mãos ao mesmo tempo para massagear todo as áreas próximas. Estava muito satisfeito de ouvir André lhe xingar de nomes que geralmente não usava quando estava em controle total da situação. Sentiu as mãos deles se emaranhando no seus cabelo comprido, numa massagem entrecortada por alguns puxões.
Parou um pouco o que estava fazendo, para poder olhar para ele. Estava com os olhos fechados a cabeça pendendo para trás. Jorge sorriu.
- Olha pra mim.
André abriu os olhos e o fez.
Jorge voltou a fazer o que estava fazendo antes, mas ainda melhor se possível, sabendo que tinha platéia. Lançou um olhar furtivo para cima, vendo os olhos dele se arregalaram e seu ritmo respiratório se alterar ainda mais.
- Espera! Para! - André falou de repente, de forma entrecortada.
Jorge obedeceu, rindo.
- Te tirei do controle tanto assim?
O paulistano colocou as mãos nos ombros dele, lhe guiando de volta para posição anterior e Jorge nem protestou, apenas deitando e mantendo as pernas abertas.
- Você é um filho da puta, sabia?
- Você podia experimentar assumir que eu sou muito bom nisso.
- E alimentar o seu ego? Só em seus sonhos.
Jorge riu, completamente a vontade enquanto André pegava suas pernas, guiando-as para cima dos seus ombros, fazendo uma caricia nelas. Aproveitou também para beijar e morder o interior da sua coxa. Jorge só se deliciava. Adorava as mãos do estado vizinho em seu corpo, fazendo o contraste entre seu tom de pele moreno e o branco dele parecer ainda mais forte.
André foi descendo as mãos e lhe deu um aperto na bunda enquanto tratava de erguer um pouco mais o seu corpo. Logo sentiu o membro dele entrando e fez um pouco de careta até que o outro conseguiu se ajustar e começar seus movimentos. Fechou os olhos, procurando não fazer mais nada do que sentir. Se movia junto com ele, para lhe ajudar a chegar exatamente no seu ponto de prazer. Reabriu os olhos quando uma estocada em particular lhe fizera gemer mais alto e a forma intensa como André lhe olhava lhe fez perder a respiração momentaneamente.
Aquilo foi a gota d'água para que o calor se espalhasse por seu corpo e mal conseguisse se aguentar de luxúria. Puxou o paulistano para um beijo voraz, enquanto continuavam os movimentos, suas unhas arranhando as costas dele sem a menor delicadeza e André segurava seus cabelos de forma que lhe causava uma dor boa. Enlouquecido de prazer, mordia o pescoço, o ombro, tudo de pele que podia encontrar pouco se importando se ele conseguiria esconder as marcas no dia seguinte ou não. André também parecia lhe atacar a pele sem a menor coerência além de querer marcar tudo que estivesse por perto. Sentia que estava próximo e imaginava que André também.
Chegaram ao ápice juntos. O prazer foi se espalhando por todo o seu corpo, quase lhe cegando e lhe fazendo esquecer onde estava, quem era, qualquer coisa que não fosse o quanto aquela sensação era boa. E então abriu os olhos e viu André em cima de si com a mesma expressão de prazer. Isso fez com que sentisse a maior felicidade e sensação de completude que já sentira na vida. Depois de tanto tempo ansiando por aquele momento… André sorriu para ele, igualmente sem fôlego, ambos vermelhos e suados pelo esforço. Saíram da posição que estavam, André se deitando ao lado dele e trocaram um beijo casto.
Rio sorriu, tirando os fios molhados da testa do paulista.
Ficaram em silencio por um tempo só olhando um para o outro, até que André quebrou o silêncio:
- A gente devia limpar essa bagunça.
- Para de ser certinho, André.
- Você sabe que a casa é minha e não sua, né?
Jorge só se aninhou mais perto, respirando fundo para poder sentir o seu cheiro. Não fazia ideia se era perfume ou só o cheiro natural dele, mas adorava aquela fragrância que ele tinha mais do que qualquer outra coisa que pudesse se lembrar.
- Eu sou de casa. Vamos dormir, daqui a uma hora a gente acorda, faz tudo de novo e depois da terceira rodada talvez a gente arrume tudo, tá?
André passou o braço por cima dele, lhe puxando para perto.
- Não acredito que você já está pensando nisso. - Implicou.
- Você está com a mão na minha bunda. - Murmurou contra o peito dele.
André riu e ele pode praticamente sentir a vibrações.
- Ok, você me pegou. Vamos fazer do seu jeito, dessa vez.
- Devia ser assim todas as vezes.
Se afastou para olhar André.
- Eu te amo. - Jorge falou bem sério.
- Eu também. - Ele sorriu.
Jorge sorriu também, voltando a se esconder no abraço dele. Sentiu André lhe dar um beijo nos cabelos. Se perguntava porque nunca tinha se declarado antes. Tudo bem, sabia o motivo, mas naquele momento tudo parecia tão fútil diante da felicidade que estava sentindo… Era bem difícil pensar agora em qualquer motivo para fazer aquela situação algo menos do que absolutamente correta. Mas não ia perder tempo se arrependendo do passado. Seja como for, o importante era que, daqui pra frente, iam pertencer só um ao outro e a mais ninguém.
E isso era o suficiente para acalmar sua natureza vagamente possessiva e seu coração inquieto por bastante tempo.