Consumir... não é algo ruim desde que feito com responsabilidade. Nós consumimos coisas o tempo inteiro. Consumimos informação, música, comida... Mas a questão é quanto isso consome de nós? Estamos num cenário onde o consumo de moda, por exemplo, tem se tornado altamente doentio. Já não bastava o Fast Food agora temos o Fast Fashion, consome hoje para jogar fora amanhã, porque as roupas têm uma qualidade tão ruim que não duram dois meses. O pior é que sacrificaram, literalmente, a vida e o futuro de trabalhadores em países de terceiro mundo, explorando-os de forma escrava sob o pretexto de estarem garantindo a sobrevivência deles. Lucram bilhões e parece que pouca gente se importa conquanto que estejam exibindo o mais novo ícone da moda, que dura pouco, porque foi concebido para durar pouco e assim alimentar o monstro frenético do consumo. Será que realmente precisamos daquela bolsa nova, de mais um par de sapatos para ocupar espaço na nossa estante? Vamos investir nosso suado dinheirinho em peças que hoje são hits e amanhã viram vergonha? Não me entendam mal, não sou contra o consumo, mas sou contra os excessos, a falta de reflexão sobre esse processo. Eu gosto de roupa nova, de acessórios, de andar arrumada como acredito que toda mulher também goste, mas quero fazer isso de maneira consciente, quero investir em peças que contem histórias, que se repitam. Roupas não devem ser descartáveis e nós não precisamos de um peça nova todos os meses, nós precisamos das peças certas. A pergunta que fica: A moda que você consome, consome você? Fica a reflexão.