“Sete anos.”
“Ah, então ele está na flor da idade!”
“Eu sou o Danny, prazer.”

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@dannycalabresa
“Sete anos.”
“Ah, então ele está na flor da idade!”
“Eu sou o Danny, prazer.”
Ok, não entendo muito disso, mas acho que estou um pouco pior que você, também pensava que minha matéria iria ser bem mais fácil.
“É um saco. Mesmo? Você está estudando o que? Talvez eu possa ajudar”
Huuum, provável. Mas…Eu ainda voto nos Gêmeos, filhos dos primeiros assassinos. Aqueles sim, eles me dão medo. Já conversou com um dos dois?
“Não, nem gostaria. Eles são medonhos sim. Você falou com eles? Se tem medo porque o fez?”
Qual livro é?
“Um tal de ‘Quem é você Alasca?’. Eu queria gostar, mas estou achando um saco, sinceramente.”
I’m your stylist // Mich&Danny
Danny acordou aquela manhã animado. Iria desenhar sua primeira roupa para outra pessoa. Ele tinha um portfólio inteiro de roupas, óculos, sapatos e vários outros objetos e peças de roupas que gostaria de usar em sua futura linha de roupas. Mas, a não ser para sua irmã, nunca havia desenhado roupas. Lembrava que uma vez tinha feito um desenho de um vestido lindíssimo de festa para sua mãe. A mesma amara tanto que tinha levado o desenho a um costureiro para que o mesmo o produzisse. Tinha uns 10 anos e foi mais ou menos nessa época que descobriu o que realmente queria fazer. E óbvio que seu pai havia suprimido tal desejo todos esses anos. Mas nada disso importava mais, pois agora vivia seu sonho e se formaria em moda como sempre quis.
Depois de se lavar devidamente foi para a sala, aonde sua irmã já estava a fazer o dejejum deles. Sentou-se e foi logo falando para ela que precisaria do apartamento, pois precisava do mesmo hoje. Iria chamar Mich para que ele pudesse produzir a roupa para este, como ele lhe havia lhe pedido um dia desses. Ela logo estranhou, porém ele lhe garantiu que eles só iriam fazer isso, nada demais. Contou que o havia achado bonito, claro. Mas não o vira com maus olhos. Claro, talvez no inicio, porém logo sua mente o colocou no lugar dos amigos e não de futuros-peguetes. “Não sou tão piranha assim, mana, por favor. Nem todos os meninos que vejo quero sexo.” disse ele ainda para ela. Ela concordou em deixá-los a sós e disse também que iria resolver qualquer coisa por aí, foi vaga porém ele não se importou. Estava feliz de poder ter a casa só para si. E o amigo também. Trocou de roupa enquanto sua irmã pegava as chaves e saía. Colocou uma camisa sem mangas e um shorts largos e então pegou seu celular, para enviar a mensagem. Desbloqueando o celular, foi no whats e procurou nos contatos pelo nome de Mich - Michelangelo - para lhe mandar a mensagem. “Oie! Está livre hoje? Espero que sim. Estava pensando de você vir para eu podermos discutir sobre sua roupa. O que acha?” Apertando o botão send e esperou. Um minuto depois pensou em que ele poderia não saber quem era. Não sabia porque este pensamento lhe atingiu, porém aconteceu e por isso ele começou a digitar novamente. “Danny aqui *emoji de coração*”. Pronto. Mais calmo se dirigiu ao sofá na sala e deixou seu corpo cair pesadamente sobre ele.
“Então vamos fazer assim. Quando der, você me avisa? Lembrei que tenho que fazer uma coisa agora.”
“Feito. Okay, vai lá. Não vou te atrasar mais. Tchauzinho!”
10 Layers {Danniel Stryder }
Está tudo bem?
“Não... Esse livro que minha mãe me deu para ler está muito chato! Quero arremessar ele longe. Mas ai ela ia me assassinar.”
Não é assim tão difícil!
“Como você pode falar isso? Você já viu isso aqui? Achei que a parte de marketing fosse ser melhor... Mas até agora está sendo ridículo.”
“Arght! Ai, desisto disso. Não vou conseguir!”
“Gêmeos? Meu pai tem uma irmã gêmea. Ele não gosta dela, mas nunca disse isso.” Pega o celular de volta e anota o número no telefone dele.
“Na minha casa temos uma pequena política de não usar gravatas, meu pai tem medo delas… Sim, das gravatas.”
“Medo das gravatas? Acho que nunca conheci ou soube de ninguém que pensasse assim. Ou melhor, que temesse as gravatas. E olha que coincidência! Mas fica tranquilo, seu segredo vai pra cova comigo.” Ele lançou-lhe um olhar de trama divertido.
“Mudar a constituição é um processo extremamente complicado, não vale a pena só para mudar a forma de eleição.”
“Então o sistema é falho. As eleições são erradas e não se pode fazer nada para mudar.”
“Ai, quero mudar de assunto. Está meio pesado falar disso.”
“Ele agradece o elogio, acredite, ele adora ser elogiado.”
“Ah, eu imagino o porque.” Ele então afagou o cachorro e ainda de cabeça baixa falou. “Qual a idade?”
“Vantagens de ter irmãos… Eu não os tenho. Ainda bem. E sim, estou livre amanha.” Pega o telefone e passa pra ele. “Salva seu telefone e endereço ai, eu apareço amanha lá.”
“Michelangelo, mas alguns ai me chamam de Mich. Faz sentido, eu sou lerdo pra moda, demorei um tempão pra aprender a dar um nó em gravata.”
“Ah, mas nos damos super bem. A amo demais. Somos gêmeos.” Ele pegou o celular do garoto e começou a anotar as informações. Ainda de cabeça baixa sorriu. “Mich, gostei. E dar nó em gravatas é super fácil, aprendi ainda garoto.” Ele então levantou a cabeça e entregou o celular a ele. “Também não se pode ser bom em tudo né.” Entregou o seu celular então, tirando-o do bolso e colocando o código de destravamento. “Anota seu numero ai também, para saber pra quem mandar mensagem quando a casa estiver livre.”
“É, eu digo muito isso. Então é, é comum.”
“Sua casa, com certeza. Simples mas com classe, gosto de como isso soa.”
“Gênios..” ele disse sorrindo de forma gozada, para mexer com o outro. “Okay. Vamos marcar. Me passa seu contacto que eu vou enxotar minha irmã pra fora de casa para trabalharmos melhor. Amanhã ta legal pra você?”
“Sim, eu sou lerdinho, devagar quase parando mas de moda eu super entendo. É minha ‘parada’. Aliás, sou Danny.”
“Eu sou muito inteligente, um gênio na verdade. Matemática é minha forma de leitura.”
“Algo incrível, no estilo terno ou com gravata. Amo isso.”
“Nossa. Nunca pensei que alguém diria uma coisa dessas. Sabe, essa frase. Enfim.” ele sorriu analisando o rosto do mesmo. “É, você tem cara desse estilo. Sabe, simples mas com classe. É claro que desenho. Minha casa ou a sua?”
– Eu sempre te desculpo, não é mesmo, Danny? – ela deu uma risada e o abraçou desajeitadamente quando o mesmo se jogou em cima dela – o que não era muito confortável, mas, ela deixava mesmo assim. – SOCORRO! ESTOU SENDO ATACADA! – deu um gritinho agudo mas deu também uma mordida na bochecha do irmão, rindo da reação dele. – Vamos ver um filme, não me mate!
Largou ela com as mordidinhas, alisando a bochecha. “Bem, como você é misericordiosa e eu te amo, você escolhe o filme. Eu faço a pipoca.” Ele então se levantou e correu para a cozinha. Quase deslizou e foi ao chão devido as meias. “Vai ser amanteigada!”