﹂ 𝐆𝐄𝐓 𝐃𝐀𝐋𝐋𝐀𝐙𝐄𝐃. 〳
o contrato foi assinado! o mais novo membro da records music group se chama DALLAS SONG, tem VINTE E SEIS ANOS e se parece muito com PARK CHANYEOL. ele está na US como VOCAL E GUITARRA. mal posso esperar para ouvi-lo!
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@dcllazed
﹂ 𝐆𝐄𝐓 𝐃𝐀𝐋𝐋𝐀𝐙𝐄𝐃. 〳
o contrato foi assinado! o mais novo membro da records music group se chama DALLAS SONG, tem VINTE E SEIS ANOS e se parece muito com PARK CHANYEOL. ele está na US como VOCAL E GUITARRA. mal posso esperar para ouvi-lo!
lcttiejgl:
♡ | O festival da gravadora era uma reminiscência assustadora daquele, anos atrás; do tempo em que ainda estava com sua banda antiga e quando tocava com amigos, e não só colegas de trabalho, que estavam atrás de um sonho. Lottie assistia com as sobrancelhas franzidas ao monitor em que passava a gravação da passagem de som que acabaram há pouco de fazer. Podia chamar ela de cricri e de chata, mas ela via Dallas replicar alguns dos erros no vídeo da apresentação daquele primeiro festival – vídeo esse que estava tatuado em sua mente, de tantas vezes que ela viu se perguntando o que teria levado a gravadora a decidir que deveriam ser uma dupla. Ela não podia negar que os dois haviam crescido muito como artistas, mas era inevitável que alguns erros ainda fossem cometidos ou perdurassem. Com um suspiro, ela se virou em direção ao guitarrista, escolhendo suas palavras de modo a não parecer que estava o atacando. “@dcllazed, você está errado a nota antes de always in the dark, aquilo que eu te falei que você fez no festival indie. Precisamos mudar o arranjo?”
(🎸 ) duo. dupla. todos os dias, dallas se perguntava o que havia acontecido, o que viam nos dois, para sequer considerá-los o suficiente juntos. é claro, não podia negar o talento de charlotte, mas não se davam. não importava o quanto tentasse — e ele havia cansado de tentar —, os 'santos' não batiam. seu olhar ergue-se para encontrar o alheio, bem ciente do que ela falava, era uma nota difícil de sustentar, mas não admitiria isso para ela, mesmo porque o alcance vocal de sua dupla era diferente do seu. então dallas apenas suspirou, secando o suor que lhe molhava a testa com as costas da mão. "é que você não se mantém no ritmo", pontuou tentando não soar rude, mas ele tinha esse mal, falava sem pensar direito. foi assim no primeiro encontro com ela e seria assim pra sempre. "your love is like a shadow on me all of the time...", cantarolou testando brevemente a velocidade entre os lábios e franziu o cenho. "é mais devagar... your love is like a shadow on me all of the time — all of the time... e daí eu consigo", ele concentrou-se, para não errar a maldita nota. "i don't know what to do, i'm always in the dark", e quando concluiu com sucesso, sorriu, como se isso provasse seu ponto, mais do que ciente de que isso não refutava o que lottie havia lhe dito.
chcchi;
៹ ❪ 𝄞 ❫ ⊰ os olhos o sondaram com cuidado. normalmente chachi não ponderava quanto a dar sua opinião, ao mesmo tempo que sabia que, às vezes, poderia ser um pouco invasiva. o que a fazia controlar a própria língua, algo que não conseguiu fazer daquela vez. ━━ você está animado por causa dessa quantidade exagerada de energético que está tomando. ━ o julgou, por mais que estivesse se esforçando para não fazê-lo. ━━ para com isso ou vai acabar tendo um ataque do coração antes de sair do lugar. ⊱
(🎸 ) ele sabia. dallas torceu o nariz, quase irritado. ele sabia que parte de sua agitação era o energético, mas sua mente estava tão a mil que seu corpo parecia incapaz de acompanhar, por isso mergulhou-se nos energéticos. ainda assim, fora o tom alheio que o incomodara. "hm", sonorizou quase silencioso demais para quem batia os pés contra o chão no mesmo ritmo que o coração batia contra o peito. "já parei", ergueu os braços, rendendo-se e quase se estabacou ao tentar impedir que sua guitarra, em seu colo, fosse ao chão. "porra", resmungou irritadiço. "até porque se eu tivesse um ataque do coração, tenho certeza que os caras da gravadora iriam me caçar no hospital pra me bater. ou seria minha dupla? independente", deu de ombros, tagarela.
carolinevie;
˚ ༘♡ ⋆。˚ Caroline suspirava mais uma vez numa manifestação clara de desaprovação às escolhas e comportamento do outro. Preferia a calmaria e trabalhava melhor sob os efeitos da tranquilidade, parecia ser o contrário com relação a Dallas. — Você deveria se consultar com um psiquiatra. — Sugeriu com seriedade enquanto escolhia os pincéis para continuar a maquiagem. Era uma sugestão séria, mas talvez Dallas a ignorasse graças ao tom e personalidade de Caroline. — Não é normal ficar desse jeito. Seu desejo é sofrer um infarto durante um solo? uma carreira curta não combina com você. Agora senta aqui e fica quieto, eu preciso terminar e me livrar de ti.
(🎸 ) ele fechou os olhos, erguendo o rosto para a maquiadora. dallas estava ciente da personalidade alheia, isso não o impedia de sempre agir da mesma maneira para com ela. abriu seu melhor sorriso, numa risada silenciosa, então ponderou. "talvez", murmurou ao final. não discordava, talvez um neurologista também e um psicólogo. era sempre bom. "carol, você me ama, admite", provocou entre risos, o que provavelmente só tornava o trabalho dela ainda mais difícil, fora o bater incessante de seu pé contra o chão, quase inquieto demais, e talvez fosse verdade. "sou seu melhor modelo e você não deseja nunca mais fazer maquiagem em outra pessoa, eu sei."
sukci;
os braços cruzados demonstravam estar analisando a banda tocando no palco. os olhos afiados acompanhavam cada pequeno detalhe, fossem os dedos dedilhando, o tom vocalizado sobre o microfone e a platéia gritando enlouquecidamente. o aurora com certeza ia muito mais longe, e claro que seriam bem melhores caso suki fosse promovida como vocal oficial, mas os empresários da records de fato não pareciam os mais inteligentes vendo todo o histórico de artistas e promoções. merecia ser solo, e se não fosse por zane provavelmente já teria morrido de tédio. piscou duas vezes assim que a voz masculina a inundou, o olhando com certo escárnio. “o quanto você bebeu.” assentiu. “se não te achasse frouxo demais para isso ou não estivesse fedendo a energético, diria até que cheirou uma carreirinha.”
(🎸 ) o tom de voz o levou a revirar os olhos e a visão da garota faltou embrulhar o estômago, mas dallas não deixou sua irritação chegar até sua expressão, ele a manteve inexpressiva, respirando brevemente enquanto a encarava. "frouxo, tsc", estalou a língua no céu da boca. "faz assim...", pontuou, quase delicado. "que tal ser corajosa pra lá? e ir cheirar sua carreirinha em paz?", sugeriu irônico.
leocns;
Não conseguiu segurar o riso ao ver o estado em que o outro se encontrava. Na verdade, tinha imaginado uma cena bem parecida ao pensar em como Dallas se sairia no festival, mas nenhum cenário incluía latinhas de Monster espalhadas ao redor do guitarrista e muito menos que ele estaria mais agitado que o normal. Se é que fosse possível. “Acho melhor você trocar isso aí por água, ou não vai conseguir subir no palco daqui a pouco”, alertou. Esse era o mínimo de preocupação que Leon conseguia demonstrar para alguém que não fosse seu irmão, e vê-lo falar algo assim já significava muita coisa. Não era a pessoa mais delicada do mundo, mas ao menos tentava, de vez em quando. Tudo dependia do seu humor, e naquele dia estava relativamente bem, tirando a presença barulhenta de Dallas. “Não que eu me importe, vai ser engraçado ver você caindo no meio do palco”
(🎸 ) dallas não conseguia evitar pensar em como seus rins estariam após a quantidade exagerada de energético que havia ingerido. isso fora o coração ansioso socando seu tórax de maneira insistente. ainda assim, sorriu na direção de leon com um sorriso mais aberto do que qualquer outro que já tivesse dado. "é preocupação que eu ouço na sua voz, leonardo?", perguntou brincalhão, rindo brevemente antes de assentir. achava melhor tomar o conselho como seu, então procurou uma garrafinha de água ao seu redor para tomar um gole. "eu jamais deixaria minha dupla sozinha no palco, sabe como é?", não porque gostasse dela, mas porque era sua responsabilidade como membro de um duo de sucesso. mesmo assim, o tom ardido continuava presente.
ellayang;
sua concentração é exclusiva para passagem de sons e apresentações, mas ali, expectando outros finalizarem a própria, não podia impedir as batidas repetitivas da sola do sapato no chão. óbvio que estava com uma bebida em mãos, um copo grande de plástico contendo algum drink elaborado com gin que podia facilmente passar como suco de frutas vermelhas. voluntariamente, ella não recorria à bebidas doces, mas se dessem um copo e ela estivesse de bom humor, isso acontecia. molhou o lábio mais uma vez, as sobrancelhas juntas com o pensamento específico do que deveria beber a seguir. o subconsciente nem se atrevia a pensar no show que estava por vir, afinal nenhum nervosismo era permitido. a atenção foi tomada pelo monólogo do rapaz e, mesmo que não a envolvesse, decidiu respondê-lo. “ nunca é demais. bebe aí. ” reafirmou ao movimentar a cabeça e, embora qualquer um soubesse ser mentira, ela falava sério sobre beber. era boa em incentivar comportamentos que nenhuma mãe ou pessoa responsável recomendaria. “ monster nunca me chamou a atenção, é mais doce que essa merda aqui ” mexeu seu copo, mostrando-se um pouco insatisfeita com o conteúdo. tudo era extremamente doce até que ficasse bêbada, depois disso, ela aceitava qualquer coisa.
(🎸 ) dallas torceu o nariz. mesmo ele sabia de seus limites e duvidava que uma quarta lata de monster seria a decisão mais responsável a se tomar, levando em conta que logo teria um show a apresentar e que sua dupla era ninguém menos que charlotte jegal. suspirou. "normalmente, eu iria concordar", riu então pousou a guitarra ao seu lado, ergueu-se e pisou em todas as latas, para amassá-las, apenas por mania. disso sim sua avó iria se orgulhar, mas ele não ousaria contar a ela a quantidade de energético que havia tomado. "eu prefiro cerveja do que destilados", admitiu encolhendo os ombros. "demoro menos para ficar bêbado, sabe? mas monster é bom pra dar a adrenalina que eu gosto", continuou tagarelando, as mãos movendo-se mais do que o normal. então tornou a sentar-se, pé batendo contra o chão no mesmo ritmo de seu coração.
CHANYEOL IN THE STUDIO
leocns;
Leon podia jurar que mataria o rapaz ao seu lado a qualquer momento. Talvez matar fosse uma palavra muito forte, mas tinha que se segurar e contar até cinco para bater em Dallas na frente de todas aquelas pessoas. Por ser uma figura pública, tinha dificuldade em manter a compostura quando o outro fazia esse tipo de brincadeira enquanto sua voz ecoava pelos altos falantes. Sabia que o amigo fazia aquilo para provocar, e isso o deixava ainda mais irritado. Com a sobrancelha erguida, aproximou seu rosto do microfone. “Acho que, felizmente, você vai ter que esperar anos por uma declaração minha”, entrou na brincadeira, ouvindo a risada das pessoas ao seu redor. Se afastou do microfone, apenas para que sua voz não fosse transmitida pelos altos falantes, e aproximou seu rosto de Dallas, com um olhar nada amigável no rosto. “Da próxima vez eu faço você engolir esse microfone, vê se fica quieto e vamos logo com isso”, murmurou. Seus dedos passaram a dedilhar as teclas com maestria, como se já tivesse tocado essa música inúmeras vezes, enquanto olhava para Dallas, esperando que ele também começasse a tocar a guitarra que tinha em mãos.
( 🎸 ) dallas não conseguia evitar criar gosto pela emoção que dava provocando leon: a sensação de beira de morte deixava seus nervos à flor da pele e a adrenalina era jogada lá no alto, ainda assim, ele adorava a situação. vê-lo entrar na brincadeira no microfone ganhou uma gargalhada espalhafatosa que ecoou longe no palco, mas calou-se diante da ameaça. “você fica muito sexy assim, leonardo”, o medo, contudo, não evitou que a maior das besteiras ressoasse de seus lábios direto no microfone a sua frente. ele assistiu os dedos ágeis de leon dar início à melodia, cada vez mais experiente em reconhecer as notas de um teclado, então acompanhou-o na música. endless love não era exatamente difícil, mas era uma música romãntica, que exigia sentimento. e esse sentimento ele entregaria como um ator vencedor de um oscar. “leon... my love”, iniciou, fazendo a pausa dramática característica da música. “there’s only you in my life, the only thing that’s right.”
jclian;
͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏͏ ͏Gargalhou com a ideia mirabolante. “Prometo que se eu ganhar um Grammy por ela, eu faço um discurso de agradecimento especial a você”, rebateu divertido, mostrando os polegares em confirmação. Tomaram caminho em direção à barraca “Meu amigo, bem possível que ganhemos nossa bebida de graça, você é gatão, o facecard é irrecusável”. Cutucou a costela do rapaz com o cotovelo. Aproximando-se a barraca, Julian não tardou em puxar o amigo, indicando que ele deveria acompanhá-lo; por sorte, não havia fila — parecia que as pessoas estavam mais interessadas em descobrir quem estava no palco — então não demorou para que o mais novo se desvencilhasse e apoiasse o cotovelo sobre o balcão de madeira improvisado e, logo em seguida, o queixo sobre a palma da mão, debruçando-se sobre a superfície. “Duas cervejas, por favor, para mim e o meu amigo aqui.” Apontou com a cabeça em direção à Dallas, lançando uma piscadela à jovem mulher que havia lhe atendido. No entanto, antes que pudesse tirar a carteira do bolso, logo que as garrafas foram entregues, a garota estendeu dois pedaços de papel rasgados, com números escritos com pressa, dizendo que compartilhasse o número também com o rapaz e não precisariam pagar pela bebida. Julian sorriu travesso e se afastou, entregando uma das garrafas para o rapaz mais alto, assim como um dos pedaços de papel. “Eu disse que seu facecard era irrecusável.” Disse simplório. “Jogue fora se lhe constrange, acho que ela nem vai se lembrar disso quando esse lugar começar a ferver.” Abriu sua garrafa, logo tratando de puxar Dallas, gentilmente, pelo pulso em direção à multidão que aproveitava o show. “Você não parece nervoso, acho legal isso…” Confessou.
( 🎸 ) “se alguém, um dia, ganhar um grammy por escrever uma música sobre mim, seja ela ruim ou boa, eu quero ser creditado e homenageado”, comentou sério e pensativo. “não, sério. e quero que todos falem de mim como se eu também tivesse ganhado o grammy. não foi exatamente isso, mas só ganharam por causa de mim!”, bateu o pé feito uma criança birrenta, mas sorria de orelha a orelha. duvidava que isso realmente acontecesse algum dia, mas a simples fantasia mirabolante lhe deixava sonhador. seria muito divertido que isso realmente viesse a acontecer. “mas o gatão master aqui é você, senhor pegador”, provocou-o despreocupadamente enquanto se aproximavam da tendinha. nem mesmo precisou abrir a boca, a piscadela de julian havia sido o suficiente, contudo ele viu o bilhetinho ser passado e não havia luz no mundo ou base o suficiente que disfarçasse a vermelhidão que tomou seu rosto, subindo pelo pescoço e esquentando até mesmo a orelha: essa era o lado da vida pública sobre a qual ele não estava acostumado. riu baixinho ao pegar o papelzinho junto da garrafa gelada de cerveja, abrindo-a no cinto que usava em sua calça, antes de guardar o número no bolso. “sabe, se eu fosse ela, também tentaria minha sorte com duas estrelas do mundo da música, sendo elas bonitas ou não”, murmurou ao acompanhá-lo na direção do show, percebendo que logo teria que começar a falar mais alto. “claro! sem tirar o crédito da sua carinha bonita e a piscadinha charmosa. ela nunca mais vai se recuperar, julian, seu malvado”, riu, o tom se elevando para ser ouvindo, antes de tomar um gole da cerveja. “eu estou nervoso. até demais. mas vai dar certo, eu acho. apesar dos pesares.”
millicnt;
talvez ainda não fosse tarde demais para cruzar o palco até a coxia oposta, as luzes ainda estavam apagadas na espera do próximo ato e ela podia muito facilmente se infiltrar em meio aos funcionários que preparavam o palco. era o que ela devia fazer, certamente, para evitar a fadiga que sentia só de presenciar o sorriso alheio. seu olhar feio para ele era de lei e só foi reforçado diante da ironia. camille não gostava de muitas pessoas, era verdade, mas existiam seres que conseguiam superar todas as expectativas da mulher. dallas era demais para a sua curta paciência. ah, pronto, virei palhaça agora. escarneou, o cenho franzido em petulância. a síndrome de estrelinha é perigoso. comentou despretensiosamente, alcançando a droga da garrafa e entregando-o com uma leve careta porque se lembrava de uma cláusula ou outra de seu contrato que incluía zelar pelos artistas da empresa. um porre. você é fraco assim? damn. eu chamo uma ambulância, estou de bom humor. ou talvez eu pise em você, mas não é como se você vai estar acordado para saber o que vou escolher.
( 🎸 ) “não fui eu quem disse”, ele defendeu-se, erguendo os ombros e deixando claro no seu rosto que camille era a responsável por se tratar de uma palhaça. mas ainda tinha no olhar o membro brilho infantil de quem estava se divertindo ao incomodá-la. não havia nem mesmo como negar. “muito obrigado”, ele pegou a garrafa e a abriu, deixando-a repousar os lábios enquanto tomava goles lentos. não achava alguém que pertencia dentro da categoria de síndrome de estrelinha, mas iria fingir que aquele comentário não havia remexido consigo. “isso aí é um fetiche”, pontuou descuidado, rindo. “sabe, pisar nas pessoas. fetiche puro”, continuou, como se realmente tivesse expondo a verdade. “não é a minha vibe, essa eu vou passar. mas acho que deve ter alguém dentro da smoking out que curta, quem sabe.”
Chanyeol /「Love Me Right ~romantic universe~」MV
leocns;
“Talvez eu mude de ideia, você sabe que eu posso só me virar e ir embora”, murmurou, tentando sair dos braços do mais alto. O que, tecnicamente, não deu certo. Além da altura, Leon não tinha força física o suficiente para se soltar, ainda mais quando Dallas estava grudado como um carrapato. Suspirou mais uma vez, derrotado e aceitando que não tinha para onde fugir. “Você chamou, então você decide” Foi em direção ao teclado assim que pisaram no palco, esperando que ele viesse em sua direção. “Mas por que um dueto romântico? Se apaixonou, Dallas?” Brincou, erguendo uma de suas sobrancelhas enquanto um riso escapava de seus lábios.
( 🎸 ) “endless love, então”, concluiu certeiro. se ele era quem escolheria o dueto, não perderia uma chance de encher o saco. ele arrastou o seu microfone para próximo do teclado alheio, rindo, pois via de fundo grupos de pessoas curiosas com a movimentação. “um, dois, três”, testou o microfone apenas para concluir que estava tudo certo, contudo ainda assim tocou levemente com o dígito neste, ouvindo o toc toc abafado ressoar alto. “e você vai cantar a voz feminina”, explicou ainda mais confiante no que fazia, organizando outro microfone para ficar ao alcance alheio. então arrastou os dedos pelas cordas da guitarra, um sorriso presunçoso no rosto. “apaixonei? só se for por você leon leonardo, não tem nem como negar o seu amor. agora sua vez de se declarar”, disse próximo ao microfone, aos risos, sabendo que a voz ecoava nos altos falantes e que possivelmente levaria uma bronca por isso. então apenas piscou para um dos membros da produção que estavam nas coxias e fez um joinha para receber a confirmação de que não tinha problema algum brincarem daquela forma.
millicnt;
tecnicamente, não precisava acompanhar de perto as bandas depois que seu trabalho de deixá-los apresentáveis da melhor forma possível estava realizado, mas não é como se tivesse muita coisa melhor para fazer e ela gostava bastante da sensação de exclusividade de acompanhar os show direto da coxia do palco. as bebidas que conseguia descolar dos coolers deixados ali para os artistas também era um plus bastante interessante, não podia negar. as companhias, no entanto, talvez não fossem as melhores no livro de camille, porque só de presenciar de longe toda a energia e inquietação que exalava do rapaz já fazia suas têmporas começarem a reclamar. mais uma lata e você começa a tremer igual um pinscher, passe para uma segunda e já já chega um taquicardia. só não arruíne suas roupas caso for colapsar por aqui, por favor.
( 🎸 ) ele ergueu o olhar na direção alheia, num meio sorriso que denunciava suas intenções no momento em que reconheceu a voz da estilista. “arruinar as roupas? isso nunca esteve nos meus planos”, ironizou numa provocação clara e sincera. claro que ele jamais estragaria os tecidos das roupas comumente caras que usavam, mas ainda assim não custava nada assustar o coração alheio um pouquinho. havia em seu olho um brilho infantil quando ele estendeu a mão. “me alcance aquela garrafa de água, por favor”, pediu inquisitivo. “colapsar agora não está nos planos, mas não garanto nada para depois do meu número.”
vit-yoovidhya;
Vid não cansava de andar pelos bastidores e pelas infinitas salas que pareciam existir naquele local. Por mais que fosse uma festa ele não conseguia parar de pensar nas coisas que poderiam dar errado, e quando ele não estava pensando nisso, ele perdia tempo demais tentando entender as relações alheias e talvez se inspirando para novas canções para a gravadora. Notou o nervosismo do cantor e mesmo que ele não fosse manager de um grupo específico eram todos família ali. “Seu coração está explodindo? Se estiver é demais. E também posso conseguir um remédio para pressão alta.” Procurou a garrafa de água mais proxima oferecendo para o músico. “Vamos, troque por uma garrafa de água.”
( 🎸 ) “ainda não”, murmurou em resposta, sorrindo brevemente e tomou a garrafa em mãos. segurava a guitarra com uma mão enquanto tomava um gole apreciativo da água: mesmo o seu gosto estava estranho após a quantidade de energético tomado, mas não seria ele a admitir isso, principalmente para um manager e compositor. ele sorriu. “parecia que meu corpo ia colapsar”, explicou, defendendo-se acerca da questão de garrafas de água. ele não sabia que ficaria tão nervoso assim frente a um festival, tal qual um amador que nunca tinha participado de show algum. “quanto ao remédio, melhor deixar guardado. talvez eu possa precisar”, brincou numa piscadela, apesar da possível verdade.
leocns;
Leon costumava dizer que estava condenado e o motivo estava bem na sua frente, com aquele sorriso de orelha a orelha que fazia o rapaz se perguntar como o seu rosto não doía. Não que odiasse a presença do outro, muito pelo contrário, era um de seus amigos mais próximos e, por mais que negasse diversas vezes, gostava muito de sua companhia por mais barulhenta que fosse, e Leon não estava acostumado com alguém tão comunicativo. Suspirou, pensando em como poderia fugir dessa situação. Era tarde demais, e sabia que não conseguiria escapar de Dallas naquele festival. “Você não me deixa em paz mesmo, hein?” Cruzou os braços, virando seu corpo na direção do amigo. “Achei que dessa vez você não viria igual a um cachorrinho atrás de mim.” Seguiu em passos lentos em direção ao palco, olhando de relance para Dallas logo atrás de si. Não custava nada, não é? “Vamos, antes que eu mude de ideia.”
( 🎸 ) “jamais”, dallas sorriu. ele não se importava mais com a falta de humor alheio e, se fosse sincero, juraria que era esse o charme de leon. e sim, talvez ele fosse um cachorrinho atrás do mais baixo, mas essa era a graça das amizades, não era? ele apenas deu de ombros e andou a passos lagos até alcançá-lo, bem de pertinho, para poder passar o braço por seus ombros e assim incomodá-lo mais um pouco. “você não seria capaz de mudar de ideia”, acusou-o irônico. com sua guitarra já em mãos, o cabelo bagunçado combinando com o tom azul desbotado desta, dallas o acompanhou em direção ao palco. “vem cá, que tal um dueto romântico? endless love, eu apoio.”
jclian;
͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏͏ ͏Perambulando pelo amplo espaço reservado aos artistas e staffs, Julian procurava alguém que pudesse fazer-lhe companhia durante o tempo ocioso logo após a recém passagem de som. E para sua felicidade, não demorou a reconhecer a silhueta de Dallas aproximando-se e logo tratou de oferecer ao rapaz um aceno eufórico, como se a alegria d’outro tivesse instantaneamente lhe contagiado, mesmo que ainda não tivessem propriamente conversado. “E aí! Não muito. Na verdade, estava procurando alguém para dar uma volta e você surgiu como uma luz no fim do túnel” dramatizou, divertido. Logo esboçou um largo e animado sorriso antes de balançar a cabeça em afirmação, concordando com a sugestão do amigo. “Ei, você topa uma cerveja ou algo para beber? Busco para nós, acho que a moça bonita da tenda de bebidas gostou de mim, quem sabe não ganhamos um desconto?” deu de ombros, fingindo gabar-se, e soprou um riso arteiro diante da própria constatação.
( 🎸 ) "luz no fim do túnel dá uma ótima música”, pontuou aleatoriamente. tinha energia a mais em seu corpo e era bom encontrar alguém tão animado quanto ele própria para se desfazer de um tanto desta. sua função em terra era, possivelmente, viver para atazanar os irmãos choi e dessa vez ele estava começando pelo mais novo deste. “você pode escrever e dizer que foi sobre mim que a escreveu, tenho certeza que faria muito sucesso”, continuou em seu sonho sem pé nem cabeça, antes de rir animado, já passando o braço ao redor do corpo alheio para começar a andar em direção a tal tenda de bebidas. “’simbora, rostinho bonito. tenho certeza que ela daria o desconto pra você e eu adoraria ganhar um desconto numa cerveja gelada, então vamos.”