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@dcresswell
[Flashback] Do you ever get that fear that you can't shift the tide? | Dirk & Dominique
dontellmewhoishouldbe:
Antes que Dominique pudesse sequer tomar alguma distância da porta do gabinete do professor Flitwick, Dirk Cresswell pareceu se materializar diante de si, tão logo acabara de se dar por conta que era com ele que o catedrático falava de tal maneira – para a sua surpresa, diga-se de passagem. Tendo recuado apenas alguns passos, restava pouca margem à indagação de que teria ouvido o que se passara no interior do cômodo – e se houvesse alguma dúvida, havia uma mistura do que parecia culpa e comiseração, acompanhadas de certo choque, estampada em suas feições no momento em que pousou seus olhos sobre a figura do ravino para assegurar do contrário.
Ela não deveria estar ali.
Agora, se havia algo a que estava habituada – e alguns diriam que possuía um talento especial para tal – era em estar onde não deveria, em se meter onde não era chamada. Enquanto muitas pessoas poderiam perder a curiosidade inquiridora que cultivaram em seus dias de infância, Dom, tão próxima de completar seus 18 anos (e, portanto, já uma bruxa maior de idade), ainda conservava o interesse que, por vezes, beirava à intromissão de outrora. Questionadora por excelência, a Podmore do meio dificilmente se dava por convencida em uma primeira resposta, uma primeira impressão, o que a levava em empreitadas em que poderia ser, naturalmente, catalogada como um tanto quanto enxerida, em particular se levado em conta seu atrevimento habitual. Todavia, estava em sua natureza sê-lo e, geralmente, sabia mensurar seus limites de maneira razoável. Não obstante, se havia algo que não poderia ser dito a seu respeito, isso seria que Dominique Podmore era uma abelhuda por mero prazer em sê-lo – até porque não se considerava uma. Muito embora fosse curiosa, ser bisbilhoteira implicava em que seu enxerimento fosse simplesmente fruto de algum tipo de malícia, de uma vontade de saber por saber, de poder interferir simplesmente por poder fazê-lo – e, em hipótese ainda pior, divulga-lo. Poderia ter os defeitos que fossem (não poucos, certamente), mas a ruiva jamais compactuaria com a máquina de boatos de Hogwarts (ou que lugar fosse, para esses méritos). Se estava parada à porta de Filius Flitwick e ouvira o que o catedrático tinha a dizer ao monitor e capitão de quadribol da Ravenclaw, não era porque estava espionando um dos dois (ou ambos), clandestinamente, com o intuito de fazer algo com a informação obtida às custas do infortúnio alheio – e, se fosse, fracamente, deveria melhorar, porque acabara de ser pega no ato!
No entanto, era o que a cena permitia inferir. Sem muitas dificuldades em encontrar evidências incriminadoras contra ela, não seria difícil para ele assumir que estivera com os ouvidos atentos, à escuta das últimas (más) novas. E por mais que a lufana, por vezes, não pudesse se importar menos com o que pensariam de sua curiosidade, aquela era outra situação. Não apenas em termos de serem os dois conhecidos, mas porque a jovem, com seu histórico acadêmico marcado por infrações, entendia bastante bem o que era ouvir aquele discurso da boca de quem menos gostaria de ver dizê-lo.
Comprimiu seus lábios ao escutar o “Acho que essa noite não tem como piorar” vindo do mais novo, sem nem sequer saber verbalizar uma resposta. Você não sabe como, disse apenas em seus pensamentos, lacônica e com certa ironia, depois de ter esquecido, por alguns instantes, o porquê de estar ali. Sua mente fora, afinal, inundada por uma onda de ponderações sobre a reviravolta que acabava de acontecer em seus planos: se esperava alguma grande virada naquela noite, o máximo que antevira (e torcia por) seria a grandiosíssima bondade de Flitwick de livrá-la de passar horas ao lado de Arnold Peasegood, cumprindo a detenção que pegaram juntos por não terem se comportado adequadamente – e o quão dúbio isso poderia soar acabava estragado quando defrontado à inegável verdade de que fora por pouco que não transfigurara a cabeça do rapaz em uma abóbora ou coisa pior – durante o duelo amigável que deveriam travar. Nada daquilo poderia ter sido previsto e, portanto, era ainda difícil de processar os fragmentos que escutara há pouco e a surpresa de descobrir que se dirigiam ao rapaz agora bem a sua frente, de modo que se viu quase sem reações, sem palavras a oferecer, senão encará-lo com os olhos abertos que pareciam dois grandes pires e recuar, instintivamente, mais alguns passos para trás e, então, estacar.
Dominique precisava dizer algo. As palavras estavam na ponta de sua língua, mas quando ensaiou uma fala, notou que não sabia ao certo o que dizer, como dizê-lo. Hesitante, mordeu o interior de suas bochechas. – Hey… – disse, a voz mais amena, sem muita força. O que ela sabia sobre Dirk Cresswell? Eram colegas, no máximo, e muito embora houvesse certa amistosidade entre ambos – além de outras intenções, algumas veladas, outras nem tanto – não passavam disso. Poderiam vir a se tornar bons amigos no futuro, a julgar por suas interações anteriores, mas ainda estavam longe de sê-lo. Por mais intrometida que pudesse ser, sabia que aquilo era sério, e que não poderia simplesmente reagir de qualquer maneira frente àquela situação. Mas o quanto mais tentava levar aquilo a sério, a dar uma resposta adequada, a articular suas palavras de modo a ser prestativa, mais percebia o quanto tudo isso lhe escapava por entre os dedos, como aquela não seria a sua reação verdadeira. E então vieram os dizeres seguintes dele. “Prioridade na coletiva de imprensa”?!, os seus reflexos imediatamente responderam, o cenho se franzindo diante do humor depreciativo do outro, e algo clicou dentro de si.
Empertigou-se, mantendo o silêncio por alguns instantes, reconstruindo-se de seu desconcerto. – Sinto muito, Cresswell… – começou, deixando a palavra no ar por alguns segundos. – Mas não sei. – emendou, repentinamente. – Acho que você vai ter que me oferecer uma proposta melhor. Meu silêncio costuma ser caro. – disse com um assentir, como se em ênfase, em tom mais leve, sem nem mesmo negar aquilo que ele já deveria ter concluído àquela altura: ela ouvira o que se passara no interior no escritório de Flitwick (mesmo que apenas parcialmente e sem intenção de fazê-lo). – E, também, eu não prometeria esse tipo de coisa se fosse você, huh? Você pode não saber, mas costumo cobrar as dívidas que fazem comigo e volto às noites para puxar o pé de quem não cumprir o trato – independente de o quão ruim tenha sido o seu dia. You know, it’s an irish thing or something. – A sobrancelha direita levemente arqueada, um dar de ombros despreocupado, o ar zombeteiro em seu semblante, faziam parecer que achava graça do teor supostamente agourento de sua ameça. – Ou seriam os leprechauns…? – apressou-se em acrescentar, em uma ressalva, parecendo pensativa por um breve instante. Mas então estalou um muxoxo, como quem não se importava. – Detestaria ter que fazer isso, honestamente. – Ela não parecia estar detestando dizer aquilo, no entanto. A expressão zombeteira se esvaiu em seguida, no entanto. – Don’t you worry, your secret is safe with me, Cresswell. Pode contar comigo, a qualquer momento. – E pontuou sua frase com uma piscadela um sorriso ligeiro, sem ser matreiro, sem brincar em seus lábios, apenas genuíno, simpático, muito embora, talvez, não estivesse em lugar de fazê-lo.
Vergonha. Vergonha era o sentimento refletido na face de Dirk ao cruzar com Dominique depois da conversa mais desagradável de sua vida. E não fora porque estava sendo ‘descascado’ por um dos seus professores, mas pelas ações que levaram até aquele momento, suas ações, suas decisões. Desde o primeiro dia que começara com as práticas pouco louváveis, Dirk sabia que estava no erro, era esperto o bastante para não se enganar, ainda que tivesse razões justificáveis para a venda de respostas e trabalhos. Mas perdera o controle e o que era apenas para ser um singelo ganha pão, foi crescendo até se tornar um verdadeiro negócio, quase que um mercado negro de trabalhos e resposta de provas. Ele estava errado e não tentaria contornar isso, assumira de cabeça erguida – se é que isso era possível – qualquer tipo de castigo proposto, mas o sentimento de derrota, por si só, era o maior deles. Desapontara seus professores e a si mesmo, dando motivos para aqueles que contestavam a sua presença na escola o perseguirem ainda mais. Perdera tudo o que conquistara ao longo dos anos, coisas que se esforçara para adquirir, diferente de muitos ali que nasceram em berços de ouro, Dirk desde cedo batalhava para o que queria e precisava. Não carregava apenas o seu fardo, também os dos milhares de alunos nascido trouxa que estudavam em Hogwarts ou viriam estudar, ainda que não fosse exigido nada dele, Dirk sabia que tinham que impor uma presença e ele fizera isso com louvor por muito tempo, até agora.
Julgamento algum seria maior do que o que ele colava sobre si, palavras duras poderiam vir de todas as direções, mas dificilmente superariam as que ele havia dito para si mesmo. Fracassado, decepção, vergonha. Eram só apenas algumas dessas palavras e muitas outras certamente surgiriam nos próximos dias e semanas, ele fizera por merecer. Em qualquer outro momento odiaria o fato de justamente Dominique Podmore presenciar um momento constrangedor seu, a verdade era que pouco se importava para o fato de ser a ruiva em questão, qualquer que fosse a pessoa a sua frente o resultado seria igual, estava tão entorpecido pela avalanche de acontecimentos que mal conseguia processar todas informações. Estava miserável e impotente no meio do corredor, como um garotinho perdido de sua mãe em uma grande multidão, de certa forma era como Dirk se sentia, abandonado e desprotegido, mas já não era mais um garotinho que podia correr até os braços da mãe e ser reconfortado, se tinha alguém que ele não queria que soubesse de seus erros, era sua mãe, sua família. A decepção nos olhos do professor e diretor da casa fora um golpe duro, mas nada poderia se comparar a dor que seus pais sentiriam ao ver no que seu amado filho havia se transformado. Poderia soar como exagero, mas sabia o quanto a família havia abdicado para que ele estivesse em Hogwarts, mesmo sendo trouxas os custos de manter um aluno na escola bruxa era alto e Dirk apenas tinha que cumprir o seu papel de bom aluno e nem isso ele fora capaz. Mais uma vez, fracasso e vergonha.
Ainda que estivesse em uma péssima posição, Dirk achou forças para fazer piada de sua situação, afinal o que mais poderia fazer? Agir de forma agressiva não iria ajudar a sua causa, além de ser Dominique a sua frente, alguém que sempre fora extremamente agradável e solícita, além de Podmore não ter uma índole questionável. Se fosse pensar bem, talvez tivera sorte de esbarrar com ela do que com qualquer outro aluno. As feições do loiro relaxaram um pouco quando viu que Dom de certa forma entrara na sua brincadeira, quebrando um pouco o gelo da situação. Era um momento delicado e ela percebera isso, Dirk não poderia ser mais grato. – E não existe um desconto para amigos? – Questionou, um fraco sorriso surgindo em seus lábios, mas o mesmo durou poucos segundos. Estava grato por Dominique não esfregar o erro na sua cara, contudo ainda não estava no melhor de seu espírito para brincar desmedidamente sobre isso. – Sem ofensas, mas acho que consigo lidar bem com um anãozinho verde ou seria um duende? – Lançou a questão no ar, tinha pouco conhecimento sobre a cultura irlandesa e não seria agora que iria correr atrás de informações. Pouco a pouco, Dirk começava a relaxar os ombros, deixando a postura rígida de antes e adotando uma mais descontraída, ainda que o cansaço estivesse explicito em seus olhos e nos pequenos círculos negros abaixo deles. – Mas ouvi dizer que sorvete são seu soft spot, uh? – Não era uma percepção grandiosa, sabia que a proximidade da cozinha da casa dos lufanos facilitava o acesso aos doces, mas não negaria que Dominique chamava a sua atenção, então ela estava mais presente nas suas vistas do que gostaria de admitir.
- Se estiver disposta em alguma negociação nessa área...- A questão ficou no ar e Dirk voltou a esboçar um breve sorriso, mantinha as mãos no bolso da calça e se esforçava para manter a cabeça na mesma direção da ruiva, ainda que a vontade fosse de deixá-la baixa, o peso da decepção ainda o consumia. – Obrigado. – A voz saiu mais baixa do que antes e foi dito com tanta rapidez que poderia facilmente passar despercebida. O loiro soltou um longo suspirou e então pigarreou, esticando a coluna e voltando a fitar o rosto de Dominique. – Obrigado. Por não falar e por tudo mais. – Não conseguia colocar bem em palavras o que aqueles poucos minutos significaram para ele, saíra de um dos piores momentos de sua vida até então, para outro que lhe trouxe certa leveza, como uma brisa de ar fresco em uma tarde escaldante. Dominique poderia não ter noção, mas a breve troca de palavras entre eles surtiram um efeito positivo em Dirk, talvez fosse apenas a presença amigável dela, talvez fosse mais, quem poderia dizer? A única certeza que Dirk tinha era da gratidão de ter encontrado ela naquele corredor e naquele fatídico dia e mais ninguém.
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Hagrid's not the only giant on campus, if you know what I mean.
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Bring your fine ass over here, Burke. I’m horny and i’m thinking about you all day.
✉: For a regular parchment from my muse. ♣: Here, have a not so regular (maybe even a dirty one) parchment . ✍: For what my muse has written about yours in their diary. 🔴: For a drunk howler. Ω: and I’ll tell you what my character(s) thinks of yours. ♛: and I’ll summarize our muses’ relationship with a gif Put a “<3” and i’ll tell you about someone i care about, without any names. Put a“</3” and i’ll tell you something that broke me. Put a “):” and i’ll tell you something i dislike about myself. Put a “(:” and i’ll tell you something i like about myself. Put a “:P” and i’ll tell you something that pissed me off. Put a “#” and i’ll tell you the last thing i lied about. Put a “*” and i’ll tell you a secret A ship you have for my character(s) and I’ll tell you what I think.
get to know me meme — (5/10) current celebrity crushes : HUNTER PARRISH
“I cry at the end of every book.”
Who we are and who we need to be to survive | Dirk & Delilah
stirlilah:
Delilah Stirling estava sempre correndo contra o tempo. Os corredores de Hogwarts não a conheciam de outra forma que não fosse em passos apressados, atrasada para alguma aula, atrasada para o jantar, simplesmente atrasada. Nunca estava em tempo para nada, mas afinal, o que ela podia fazer se tinha um sono sobrenaturalmente pesado? Aquele dia era mais um dos dias em que ela havia dormido demais e perdido a noção do tempo. E enquanto marchava para a sala de aula, com seus pergaminhos e materiais escorregando pelas mãos, e seus pés se enrolando na capa longa demais - era um problema quando seus pais insistiam em pegar as vestes de segunda mão de seus primos - não podia deixar de perguntar o que professor Flitwick estaria fazendo naquele momento. Afinal, se não fosse por ele e seu estúpido trabalho, Delilah poderia ter dormido uma tarde tranquila. Mas ele decidira arruinar as vidas de todos os alunos do sétimo ano, obrigando-os a atenderem a uma aula extra para execução de um trabalho sobre alguma coisa e que apesar do descaso de Delilah, valeria uma grande porcentagem da nota final. Mas o maior terror de todos não era esse, e sim, que era um trabalho em dupla.
Durante anos, Delilah se esquivara dos trabalhos em dupla com desculpas medíocres ou até mesmo faltando as aulas. A questão era que trabalhos em dupla exigiam um tipo de intimidade e conversas que Delilah preferia não ter, ou melhor, não suportava ter. Não era uma questão de arrogância. Era só que sua mente não era preparada para aquele tipo de coisa. Mas, Flitwick havia insistido. Ou melhor, ela havia pedido para fazer sozinha e o professor responsável pela Ravenclaw sentia algum tipo de satisfação pessoal não facilitando as coisas para ela, optando por lhe dar um ultimato de que ou Delilah faria em dupla, ou ela ficaria sem nota. E ela não estava podendo se dar ao luxo de ficar com mais uma nota baixa. Quando chegou a sala de Feitiços, arfando e completamente desarrumada, logo enxergou a única cadeira vazia da sala. Ainda não conseguia enxergar quem era sua dupla, mas torcia para que fosse alguém que não surtasse por seu leve atraso de quinze minutos. Atravessou a sala diante do olhar severo de professor Flitwick, e completamente desprovida de graça ou delicadeza, sentou-se rapidamente na cadeira, largando suas coisas desarrumadas na mesa. E respirou profundamente, antes de olhar para o lado e ver finalmente quem seria seu parceiro.
Delilah acreditava fielmente no karma. Mas ela não sabia o que tinha feito para ser vítima dele e aquele rapaz ser designado à ela. A única coisa que sabia era que tinha sido algo muito, muito ruim. Afinal, seu parceiro era Dirk Cresswell. Não que ele fosse uma pessoa ruim, ou não que ela soubesse muito dele. Mas não entrava na Ravenclaw por nada, e não se tornava monitor e capitão do time por nada. Ele era um overachiever, e Delilah, bem, uma underachiever. Uma dupla não muito boa - Desculpe o atraso - Ela disse, tentando ser o menos monossilábica o possível - Então… O que quer que eu faça? - Não era o melhor jeito de começar, mas pelo menos era um jeito, e ela não sabia o que mais fazer para estabelecer algum tipo de relação ali com um garoto que era medalhista em ser vencedor. Afundou-se na cadeira, sua franja cobrindo quase totalmente um lado de seu rosto, e seu impulso e vontade eram de cobrir o rosto todo e puxar o capuz da capa por cima. Mas querer não é poder, e por isso, ela passaria a tarde toda na companhia do garoto de ouro Dirk Cresswell e um trabalho de Feitiços.
Estágio probatório, esse fora o status de Dirk no momento. Passado todo o drama a respeito do seu ‘escândalo de trabalhos e prova’, o jovem estava pisando em ovos em Hogwarts, todos os seus movimentos eram observados e qualquer deslize poderia colocar fim em sua carreira acadêmica. Tivera a sorte de ter pessoas compreensivas a seu lado, ainda que a severidade de seus atos não pudesse passar despercebida. Perdera o cargo de monitor e de capitão do time de quadribol, além de estar suspenso do time durante quatro partidas, o que certamente afetaria grandemente a sua equipe. O fato de ter exposto seus companheiros a um problema pessoa, ainda assombrava Dirk, não era justo que outros pagassem por seus erros, contudo era tarde demais para reivindicar qualquer coisa. Como um homem honrado, apenas abaixou a cabeça e aceitou sem reclamações as punições, não tinha direito algum de apelar. E mesmo com os esforços do corpo doscente de suprimir qualquer boato em relação ao ‘problema’ de Dirk, as parede de Hogwarts tinham ouvidos – quase que literalmente – e não demorou para que muitos conhecessem a desagradável mancha em seu registro acadêmico. O loiro que sempre fora ativo e popular, passara a andar cabisbaixo pelos corredores, nos ombros a marca de sua vergonha.
E então, veio o Feriado dos Fundadores, Dirk estava em Hogsmeade quando os atentados aconteceram e mesmo que aos olhos de muitos fosse apenas mais um estudante de Hogwarts, não hesitou em tomar frente e ajudar os amigos e demais feridos na ocasião, suas ações não passaram despercebidas e um voto de confiança fora posto sobre ele. Para ter seus cargos de volta, teria que andar na linha e manter o nível das notas elevados também era parte disso. Mesmo antes de ser monitor, Dirk sempre tivera um compromisso com os horários, raramente se atrasava para qualquer atividade, ainda que tivesse pouca relevância, as aulas estavam no topo de suas obrigações. Por seu grau de aplicação nas aulas e pela grade sempre preenchida, conseguira adiantar algumas matérias do sétimo ano, entre elas a de Feitiços, fazendo a carga horária dos dois anos em horários diferentes. O arranjo era eficiente, pois permitia que o loiro tivesse contato com outros colegas de classe, abrangendo seu circulo social, e bem, Dirk adorava poder adicionar mais conhecidos a sua agenda. After all, He loves a good party. Quando o professor Flitwick anunciou que o próximo trabalho seria em grupo, Cresswell não esboçou qualquer preocupação, trabalhos em grupo não lhe causavam qualquer tipo de intimidação, pelo contrário, até apreciava ter alguém para trocar anotações e enriquecer o aprendizado.
Aguardou até que seu nome fosse chamado para ver quem seria seu parceiro no trabalho e franziu o cenho quando o nome fora anunciado, tentando puxar de memória quem seria Delilah Stirling. Nada, nada vinha a sua mente, era como se a menina fosse um fantasma. E talvez ela realmente fosse, pois não havia sinal de qualquer Delilah Stirling nos primeiros quinze minutos de aula, levando Dirk a iniciar a tarefa sozinho, talvez fosse melhor assim, sem distrações e com sorte terminaria antes do prazo final. Já havia começado as anotações quando uma figura sentou-se ao seu lado, deixando a pena sobre a mesa, Dirk ergueu os olhos e observou a menina loira ao seu lado. Então essa é a ‘famosa Delilah Stirling’, pensou, ainda com os olhos fixos em Delilah. – Nada muito complicado. – Iniciou a fala, ignorando completamente o pedido de desculpas da garota. – Por ora, apenas descrever o feitiço ‘Lumos’ e as demais variações, como ‘Lumos Maxima’ e ‘Lumos Solem’. –Fez um gesto de pouco caso enquanto apontava para o pedaço de pergaminho no meio da mesa, com as diretrizes impostas pelo professor. – Acredito que seja para uma espécie de revisão, pois essa tarefa é ridícula. – Resmungou, voltando a fazer mais anotações no pergaminho, soltando um suspiro audível, deixando clara sua irritação. – Ou você tem alguma dificuldade nisso? – Parou de escrever e voltou a fitá-la, ainda que seu tom soasse mais agressivo, não tinha real intenção de insultar a menina. Talvez tivesse coisas demais na cabeça, talvez falhar em uma tarefa tão fácil não refletisse a nova imagem que quisesse passar para os professores. Ou talvez, a imprudência da garota lhe remetesse as suas próprias e odiava aquele sentimento de fracasso que agora o acompanhava. – Alguma dúvida? – Perguntou, sem olhá-la diretamente, a mandíbula resetada, outro sinal claro de irritação. O dia seria longo.
fionaburkes:
C’mon, Cresswell. É só um favorzinho, bem pequeno, não vai te matar. Vou ficar te devendo uma, você pode cobrar quando quiser. Pretty please?
Você não me engana com essa cara, Fee. O que você quer dessa vez?
Ou melhor, em que furada você vai me meter nessa vez? Eu estou em período probatório, não se esqueça, não vou conseguir livrar seu lindo rostinho facilmente.
stirlilah:
Só… não fica nervoso, tá legal? Não sei lidar com gente brava. Não sei nem lidar com gente.
Ãhn… Eu prefiro, hm, deixar o controle com o cosmos, sabe? Tipo, hm, deixar as coisas na mão do destino e… Tá, essa minha desculpa foi péssima, mas é o jeito de dizer que eu não sei nem dizer por onde começar. Eu acho que minha mente parou quando a gente transfigurou um cálice em alguma outra coisa… No primeiro ano. Espera, isso foi um elogio? É, isso foi um elogio. Quem diria. Ok, não, mas nem todo mundo tem coragem de me dizer que às vezes eles são um pouco difíceis de comer. Então acho engraçado oferecer pras pessoas e ver a cara delas enquanto elas mentem dizendo que está ótimo. Mas esses ficaram ótimos mesmo, eu juro!
Metade? Que generoso da sua parte. Ok então, fechado. Ãh… Achei que você não ia perguntar de volta, ok, não me preparei pra essa parte da conversa. Eu nunca soube responder essa pergunta direito, eu não sou muito boa com essas perguntas que envolvem muita sociabilidade e tudo mais, então… É só responder normalmente, né? Tipo… Estou bem. Lidando com as notas fatídicas e tudo mais.
Eu não estou nervoso, eu só fico ...frustrado com algumas coisas. Eu gosto de ter o controle da situação e você não facilita muito o meu lado, ok?
First things, first. Já entendi, vamos começar pelo básico, talvez a gente não consiga pegar toda a matéria, mas sabendo o básico você vai pelo menos conseguir se virar. Não adianta nada ir pros capítulos finais se a essência não foi entendida. Não diria exatamente um elogio, mas é um incentivo a seu empenho. É um método de ensino, você faz a sua parte e eu reconheço isso, como um sistema de recompensas. A ideia é continuar evoluindo e não retroceder, certo? Ah, então você cozinha mal de propósito? ó para sacanear seus amigos? Você é mais sacana do que pensei, Stirling. Não sabia que tinha esse lado, hm, mais, hm ousado.
Sim, metade. Se conseguir mais do que isso, eu como até dois cookies, colocando minha saúde e dos meus dentes em risco. Hey blonde, just breathe. It’s just a question, c'mon. Viu? Não foi tão difícil assim. Sabe, depois que todo seu problema de notas passar, se e apenas SE você continuar tranquila, podemos fazer algo quanto a sua questão de sociabilidade.
stirlilah:
É, é, acho que pode ser… Não, pera aí, Cresswell, eu tô só brincando, eu quero sim.
Transfiguração, isso. E essa aula é da professora… Sprout. Não! McGonagall. McGonagall, tenho certeza. Acertei…? Está cumprindo e sua animação por isso é palpável, uau. Ok, isso foi rude. Eles só queimaram um pouco da outra vez, estavam totalmente aceitáveis. E esses estão melhores, eu prometo! Hm, aliás. Como, hm, você está?
Como é algo que nós dois precisamos, melhor fazer o melhor disso, não?!
Preciso repassar os fundamentos de Transfiguração ou acha que podemos ir direto pros últimos capítulos estudados? É a sua deixa para ter algum controle aqui, Stirling. Vamos concordar que isso não é exatamente o retrato de diversão, certo? Mas tirando os atrasos, de resto, as coisas estão fluindo bem. Sua noção de aceitável é bem duvidosa, sabia? Alias quem você anda alimentando com isso? Alguém realmente come suas, hm, tentativas culinárias?
Se você acertar metade das questão, eu posso provar seus cookies. Hã? Well, i’m fine, thanks for asking. How about you?
stirlilah:
Eu nem cheguei direito e você já está reclamando? Ok, bateu seu próprio recorde agora.
Desculpe pelo atraso, de novo. Sou tão boa com horários quanto sou com Herbologia. Ou História da Magia. Ou… O que quer que seja esse livro aí que você tem na mão. Bom, sinta-se livre pra ir pros seus compromissos. Mas se for, diga adeus aos galeões que negociamos. E aos cookies que fiz pra você em agradecimento a sua paciência.
Você quer tirar algo melhor do que Trasgo no N.I.E.M.s ou não?
Hoje é Transfiguração, Stirling. Acho que está bem claro o seu comprometimento em melhorar a sua média, mas isso já é problema seu. A minha parte do acordo eu estou cumprindo. Os galeões não são negociáveis ... já esses seus cookies, eu passo. Da última vez que provei algo que você fez quase quebrei meu dente. E não tenho exatamente dinheiro pra cobrir esse tipo de gasto, não é mesmo?!
Isso é uma tutoria e por mais que não faça parte da grade oficial de aulas, não quer dizer que você possa chegar no horário que quiser, Stirling.
Eu também tenho outros compromissos além disso.
E qual é o tipo que te faz repensar a monogamia?
We’re not there yet, mate.
Favourite people from each House? Least favourite people?
With all due respect, my favorite girls: Jinx, Dominique, Penny.
Prefere uma mão amiga ou um bola-gato?
Do you really need to ask?
Qual é a primeira pessoa que você pensa ao acordar?
Eu penso em mim.
And what kind of ginger would be your type?
You know, she's got more wit, a better kiss (hopefully), a hotter touch ... well, this is just me talking about something i clearly don't know (yet). But i can have a good idea of it.