status: aberto.
quando: após o início das aulas.
onde: no Clube de Duelos.
Era sua primeira vez no Clube de Duelos, após convites de alguns colegas como James, Lupin e Lily, a última em especial, enviou-o até uma carta para contar que ele poderia realizar uma aula, como poderíamos dizer, “experimental”. Os colegas se esforçaram tanto que não havia como simplesmente não ir, e mesmo que houvesse, ele não fugiria dessa vez, afinal, deu a sua palavra. “Então… Estou aqui e não sei o que devo fazer”, murmurou baixinho, olhando em volta atrás de algum rosto conhecido.
O lugar era bonito, tinha que admitir, e nunca viu um Clube lotado como aquele. Pessoas de todas as casas circulavam pelo local, e todos pareciam estar imersos em conversas calorosas sobre uma oportunidade de “lutar de verdade”, o que fez Dodie estremecer. Demoraria até digerir completamente a ideia. Não quero lutar, ele pensou, mas quero ajudar meus amigos se assim for necessário. Era um tremendo conflito interno. Ao mesmo tempo que parecia importante estar preparado, também se irritava em ver tantos rostos conhecidos lutando por pura diversão quando, no fundo, o parecia apenas algo fútil que propagava superioridade não apenas sob trouxas, mas entre os próprios bruxos. Estava tão perdido em pensamentos que mal notou a presença de muse acenando em frente ao seu rosto, na tentativa de chamar sua atenção. “Oh, me desculpe… Eu estava pensando aqui com meus botões e acho que”, contemplou, sem muito ânimo, “você deveria ir ao Coral dos Sapos, é mais empolgante que duas pessoas brincando de destruir uma a outra”.
Quem não arrisca, não petisca, era como dizia o ditado, e talvez por tamanha vontade de tirar uma provinha de como eram as aulas que não descansou enquanto não se ajeitou para ir até o clube de duelos. A aula experimental era atrativa para Davey, por que não seria? Algo novo, uma chance de competir contra alguém, ganhar alguma visibilidade por ser muito bom em sua primeira aula... Ora, tais coisas eram simplesmente música para os ouvidos do Gudgeon, e eram ainda melhores que Bee Gees! Ao notar a presença de Caradoc ao seu lado, sua imediata reação foi a de replicar-lhe mentalmente um ‘nem eu’, mas, claro, não falaria isso em voz alta jamais. Ele não deveria dizer que não sabia o que fazer, deveria apenas mostrar pra quê veio. Então, quando o outro pareceu imergir nos próprios pensamentos, Davey lhe chamou a atenção e sorriu com a cara deste após despertar dos devaneios. “Você acha mesmo? Não parece empolgado em estar aqui.” As sobrancelhas grossas juntaram-se ao centro, tratando de ler a expressão facial alheia para que pudesse tirar algo dali. Era involuntário. “Por que eu deveria ir? É você quem quer ir, ao invés disso? Ou só está com receio do que pode acontecer?” Como dito antes: involuntário; Davey não conseguia reter as perguntas dentro de si. “Bom, não é como se você fosse morrer aqui em um treino, também. É seguro... eu acho. Estou aqui pra primeira aula e espero que não seja a última. Estava mesmo pensando em acrescentar algo novo na minha rotina, talvez seja isso!”
“Eu não estou”, admite, “o problema é que eu sei que é seguro, o que não me agrada nem um pouco é a ideia de lutar “à toa”. Me parece… Bom… Como se fosse apenas uma brincadeira. Que não levam a sério como deveriam levar, porque as pessoas podem machucar em uma situação dessas. Sem contar que isso afirma a nossa “superioridade” sobre os trouxas e como mestiçou, eu considero a magia um presente. Que não deveria ser usada tão levianamente”. Fez uma careta com o próprio discurso. O garoto costumava ser divertido e alegre, mas acreditava de verdade que as coisas podiam melhorar se as pessoas fossem mais pacíficas. “Eu vou! Toda quarta-feira, e é divertido!”















