STARTER ABERTO.
Alice já havia passado por aquele corredor umas duzentas vezes, pelas contas dela, mas não custava nada dar mais uma olhada, certo? Precisava encontrar sua adaga. Era uma arma estupidamente trouxa, mas ridiculamente afiada. Bruxos sangravam também. Ela não queria imaginar o que poderia acontecer caso descobrissem que tinha não apenas uma, mas uma dúzia de adagas consigo. Também não queria imaginar como aquilo tinha desaparecido do fundo do seu armário. Alice Murphy coçou a cabeça, colocou as mãos na cintura e suspirou, gestos típicos de irritação. “Ei, você!” Ela falou alto, de um jeito que fazia a mãe repreendê-la. Damas não gritam, era o que sempre dizia. Alice puxou a pessoa pela grava com pouca delicadeza. “Você precisa me ajudar, por favor!” Implorou ao soltar as vestes alheias. “Perdi uma coisa... Uma coisa não tão grande. Bonita e brilhante, mas não tão brilhante! É importante para mim... Mas não muito.” Não queria proferir o nome adaga, nem deixar claro o quão importante era.








