Onde tudo acabou e também onde tudo começou.
Foi um desastre, acabou, sério acabou, nada mas vai ser como era antes, Eu achei que ali era o fim de tudo, senti um vazio enorme dentro do peito, já nem tinha sentido estar ali, já nem tinha mais cores, nem os cantos dos passarinhos, nem aquelas velhas sensações que um dia existiu, foi ali bem ali onde tudo acabou, o vazio parecia me destruir por dentro, o vazio criou um lugar chamado solidão dentro de mim, e foi exatamente nesse fim onde eu vi que tudo iria recomeçar . É um novo início, é uma nova tela, é uma nova estrutura, a vida é movida de finais e recomeços, e meu recomeço só estava no início, eu ainda não entendia o por que de tudo aquilo, mas sempre procurei não questionar as mudanças radicais que o universo me fez passar, e hoje só hoje me sinto melhor, sinto que estou ganhando novas cores para pintar uma nova tela, já comecei a rabisca-la na verdade, joguei um pouco de amarelo para mostrar o meu renascimento, assim como o sol, que nasce todos os dias com aquele brilho tão lindo e amarelo, e escrever tem sido minha nova escultura, vai ver um dia junto todas as páginas e faço um livro, a vida não é difícil de ser vivida, mas as dores a torna um dia nebuloso e cheio de furacões nos trazendo a sensação de esgotamento, e é sobre aguentar esses dias para que a vida faça sentido, por que é como dizem, depois da tempestade é que vem a calmaria. É sobre aproveitar os dias de sol, sentir os cheiros das rosas, sentir o calor dos raios de sol, sentir a alegria que é estar vivo. E o ritmo da batida da vida é esse, aproveitar cada nota, cada acorde, cada tom, e o sentido só vai saber quem for capaz de tocar seu próprio ritmo .






















