DEI DE CARA
@deidecara
Todo mundo dá com a cara. Você, eu, o atento e a figura mais distraída dão com a cara. Tropeçamos em coisas, fatos, acasos. Clichês. Do nada, eventos, lances. As situações mais incomuns e inusitadas. Outras, banais. Experiências únicas e surpreendentes. Acontecimentos que se desdobram e debruçam-se diante de nós. Novidades que de pronto incendeiam nossa imaginação e logo caducam para abrirem espaço a tantas outras novas. Um fluxo que irrompe, um ineditismo constante, uma massa de estímulos. Há também as lembranças! Um monte delas. Chegam à mente e se instalam. Vale tudo nessa colcha que é estar vivo e ligado: uma personagem que não esbarramos faz tempo, a versão de uma música que desnorteia, a notícia (verdadeira ou falsa) que invadiu as redes sociais, as mesas de bares, os almoços de domingo e os cochichos à cama. Uma curiosidade, novidade ou pensamento que valham a pena compartilhar. Os conteúdos mais incríveis produzidos pela grande comunidade de blogueiros sem fronteiras: fotos, ilustrações, vídeos, músicas, insights, enfim, artes e registros mil do real e do imaginário. Dei De Cara (em sua expressão mais coloquial) nasceu com este propósito: o de dividir com os amigos e os anônimos aquilo que eu ando dando com a cara por aí. Aquilo que garimpo, descubro, seleciono e pinço, para então reeditar e interpretar livremente, ao emprestar releituras e conjurações que desejo sempre originais. E são! Cada post foi formulado de maneira única, autoral, seja em sua intitulação, seleção de imagem e texto corrido. Todo o conjunto. Seu sentido. Seu simbolismo. A ideia central. Você encontrará aqui o que chama a atenção, é inesperado, não se pode ignorar. O que lança provocações, estabelece enigmas, desvenda saberes. Posts, muitas vezes, um bocado idiotas, canalhas, obscenos e inventivos. Jogos de palavras, jogo de opostos, o que parece ir numa direção mas indica outra. Reflexões. Pirações. Ambiguidades. Mensagens cifradas. Recados por vias tortas. Toques. Diálogos com endereço certo. Bastante poesia rasteira, cantadinha, ridicularidades e motivos para vergonha alheia. De mim. Também há solecismos, barbarismos, cacófatos e redundâncias a serviço de um incerto e vacilante estilo de linguagem. No geral, um convite à sua participação! O que rola no design, na arquitetura, no mercado de consumo e no comportamento das pessoas. Pregações triviais, frases fúteis, tiradas bregas, falsas profundidades; filosofias de rua, verdades prontas, vulgaridades. Dogmas e crenças. Amenidades culturais? Uma constante. Eis um espaço em que polulam ignorâncias, povoam bobagens e tolices, além de divertir, animar, provocar e empurrar as pessoas para a frente; por fim, por demais autobiográfico, autorreferente, confessional - porque todos nós reunimos histórias, porque todos estamos entrelaçados nas mesmas narrativas. Basta colocá-las em seu grande diário. E compartilhá-las! Espero que você curta. Algumas vezes você achará tudo muito raso, superficial, babaca – e é mesmo, garanto; outras, profundo, denso, cabeção – dou fé. Se um post, um único, tiver tocado você, então terá valido toda a dedicação. Enjoy it!