“Sou a rasura mal traçada da minha obra literária. Meu pior inimigo sou eu.”
— Elisa Bartlett. (via revejo)
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@depois-do-fim
“Sou a rasura mal traçada da minha obra literária. Meu pior inimigo sou eu.”
— Elisa Bartlett. (via revejo)
“Tenho sindrome do pânico. Para quem não sabe sindrome do pânico (na maioria dos casos) é o medo constante da morte. Me pergunto por que o medo da morte se ela é a unica certeza da vida? Minha alma não acha saída, e todos os dias vejo meu fim, caminho de encontro a ele. Ando sofrendo com isso todos os dias e já fazem em média 6 meses. Essa doença que muitos consideram frescura tem me impedido de sair, de comer, de beber uma cerveja pois tenho medo de infartar. O lado bom dela foi que me faz parar de fumar cigarro pelo mesmo motivo. Não confio nas pessoas, e acho que ninguém quer me ajudar. Sinto que as pessoas que me aconselham ainda acham que no fundo, lá no fundo, acham isso frescura. Já não sei se vou superar. Eu quero ajuda, mas só eu tenho a ajuda que preciso. Tudo isso é resultado de um passado catastrófico do qual não posso mudar e voltar atrás. Apanhei por muito tempo, sou filha de uma prostituta viciada em crack, da qual desconheço. Meu pai veio de encontro a mim quando eu fiz 12 anos, com uma mulher, para dizer a ela: Veja, eu também tenho uma filha. Passou um verão inteiro hospedado na casa de minha familia. Se tornou obsessivo e super protetor, não me deixava brincar com minhas amigas. Depois desse verão, ele sumiu. Hoje tenho 19 anos, e sou uma criança em tantos quesitos, Tenho cicatrizes na alma, das qual ainda sangram. Eu me perguntava por que. Sempre. Dos 7 aos 14. Aos 14 me revoltei. Fui popular. Mas também sofri bullying. Muito. Juntava lixo na escola para ter o que comer. O que mais me pertuba foi as tantas vezes em que ela tentou me abortar, com injenções e cada vez usando mais droga. Incontaveis vezes. E mesmo assim vim a este mundo. Sofri. Chorei. Morri, um milhão de vezes. E mesmo assim ainda estou aqui. Vendo o tempo passar. Dos 14 aos 19 eu soube lidar, esconder. Mas agora estou aqui, com a corda enrolada no pescoço, esperando a orquestra parar de tocar. Essa orquestra linda que toca sua própria melodia. E me faz acreditar. Por pouco que seja. E aí, você acha mesmo que tem problemas?”
— Enquanto era madrugada (via depois-do-fim)
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