A Consciência Universal (Espírito Divino) não se presta a quaisquer processos de destruição, pois são totalmente incompatíveis com as forças construtivas e criadoras universais, já que estão em total dissonância com a sua natureza amorosa e misericordiosa. Admitir esta possibilidade é um sacrilégio supersticioso, fútil e absurdo. Qualquer radiação pensamental destrutiva, incompatível e inarmoniosa que tente deixar a mente e a consciência de um indivíduo para chegar a outro encontra repulsão instantânea e dissolução imediata.
Pensamentos maléficos são obrigados a recuar para a consciência da mente transmissora, onde a reação se dá sobre o indivíduo maléfico e não sobre a vítima. O homem é um ser livre de toda dominância e de todo controle mental de qualquer outra mente que não seja a sua.
O medo1 de poderes ocultos e desconhecidos torna as pessoas vítimas de suas próprias formas auto-criadas de pensamento destrutivo.
Aquele que teme a magia negra2 por causa de uma crença sincera em sua existência e poder se torna, automaticamente, através da auto-sugestão, não só escravizado pelo medo com também presa fácil dos males que sua mente inventa.
São os nossos próprios nervos, a nossa constituição sensória e a nossa consciência física terrena e mortal que conduzem, através de todo o nosso corpo, os pensamentos destrutivos, inarmônicos, infecciosos e venenosos que a nossa própria mente cria pelo medo e pelas crenças supersticiosas na feitiçaria. Assim, nós, como indivíduos, nos tornamos vítimas dos nossos próprios pensamentos veneníferos, mas, não poderemos jamais nos tornar vítimas dos pensamentos venenosos de outrem.
Envenenamento Mental = Tudo aquilo que possamos conceber em nossa mente pelo medo e por falsas crenças, permitindo que se torne uma lei ou um comando em si.
Vivemos, agimos e fazemos nosso pensamento e nosso raciocínio totalmente de acordo com as reações automáticas despertadas em nossos sistemas físico, psíquico, nervoso ou mental.
A primeira Lei da Existência é a preservação [autopreservação] de si-mesmo. Outro instinto natural é a conservação [manutenção] do Eu.
A mente humana reluta em aceitar comando de outra mente. A única maneira bem-sucedida para se fazer outra mente obedecer a um desejo da nossa está em transmitir o comando de um modo tão sutil, que seja inconsciente ou voluntariamente aceito pela outra mente e realizado com a sua cooperação e aprovação, antes que ela tenha tido tempo de analisá-lo ou de se ofender com ele.3
É má psicologia confiar na compreensão correta de qualquer pessoa, quanto aos méritos de uma proposição, a ponto de acreditar que ela obedecerá a um comando sem qualquer investigação.
Modos pelos quais idéias ou comandos podem ser transmitidos de uma mente para outra: 1º) frases ardilosamente redigidas em uma aparência insuspeitada e agradavelmente açucarada; 2º) sugestões impronunciadas, normalmente por um gesto ou pelo silêncio, quando se esperam palavras faladas; e 3º) combinação dos dois primeiros modos, mas, apresentado de forma pictórica, seja por um desenho, seja por um filme, uma fotografia, um diagrama, uma relação de números estatísticos ou outros símbolos.
A mente, no corpo humano, pode criar muitas condições mentais estranhas e peculiares... Uma concepção mental, sem ter qualquer base real ou física para seus efeitos, pode criar, no corpo humano, um resultado fisiológico real. Uma ideia ou um pensamento podem se transformar em algo que não é apenas mental, e, sim, tão real quanto qualquer outro fato concreto que já tenha afetado o corpo humano.
Se a mente humana aceita uma ideia sem discussão, dúvida, questionamento ou desconfiança de qualquer espécie, esta ideia se torna não apenas aceita, mas, uma lei, um comando ou um princípio que, logicamente, cumprirá seu propósito e sua natureza sem qualquer outra corroboração na realidade ou em processos psicológicos.
Quando a mente humana aceita a existência, a veracidade e a realidade de algo ou de um fato, com base na fé ou na integridade do criador da idéia, viverá de acordo com a crença que admitiu como verdade.5
Qualquer ferimento ou condição física anormal que perturbe o funcionamento de determinada área do cérebro poderá causar, e muitas vezes causa, interpretações e traduções erradas da impressão criada sobre a retina. Mesmo uma pessoa que não esteja em estado hipnótico nem em um estado de sugestionabilidade poderá olhar para um pedaço de borracha preta e ver um pedaço de metal se tornando incandescente.
Qualquer que seja a ideia aceita pelo nosso cérebro e pela nossa consciência interior, ou pela consciência psíquica, ou pelos processos psicológicos de raciocínio, se transforma em lei para nós. Mas, esta lei não tem que ser cumprida conscientemente por nós através de quaisquer outros esforços conscientes que incluam pensamento, análise e raciocínio.
O raciocínio depende da educação recebida no passado.6
Diferenças em educação, em treinamento e em raciocínio levam a diferenças na interpretação dos fenômenos observados.7
Quando uma pessoa aceita uma ideia como sendo verdadeira, ela se torna uma ordem para todos os processos naturais e para todas as leis que controlam o funcionamento do seu corpo.
Qualquer ideia que seja aceitável para nós se transforma de um estado puramente mental em poder e força físicos e dinâmicos, que prossegue, desenrola-se, desenvolve-se e se cumpre de acordo com princípios que estão além do nosso controle, a menos que usemos os mesmos processos psicológicos para frustrar suas atividades, que foram usados para dar existência à ideia.
A mente (ou consciência humana) tem uma tendência, um impulso muito definido, de acreditar e aceitar como verdade aquilo que ela quer acreditar.
Fonte; http://paxprofundis.org/livros/envenenamento/mental.htm?fbclid=IwAR1uBMe0ri18i8MpA2vAhSbzoZaYskoOIQQ_RYINUFj0sxgBfkyXRzChYY0