he wasn't even looking at me and he found me
$LAYYYTER
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
trying on a metaphor
Claire Keane
h
Jules of Nature
Sweet Seals For You, Always

Andulka
The Bowery Presents
tumblr dot com
I'd rather be in outer space 🛸
Xuebing Du
hello vonnie
No title available
ojovivo
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
cherry valley forever
untitled

tannertan36

seen from United States

seen from Bangladesh
seen from Colombia
seen from France
seen from United States
seen from United States
seen from Canada

seen from Philippines
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United Kingdom
@desabafandocthay
Uma das coisas que mais me traz paz é saber que eu fiz o meu melhor. Mesmo que isso não tenha sido suficiente para outra pessoa, eu sei que entreguei o que havia de mais verdadeiro em mim.
No texto anterior, contei um pouco da minha história. Foi algo que me machucou muito, mas, ao mesmo tempo, me fez viver. Em outros tempos, talvez eu estivesse trancada no quarto, chorando, deixando a vida passar. Afinal, poucos dias depois do término, descobri que a pessoa já estava em um aplicativo de relacionamento.
Mas hoje eu entendo que nem tudo é sobre nós.
Eu não julgo essa pessoa por ter feito isso. Pelo contrário, acredito que ela também não estava bem. Porque alguém que realmente está em paz consigo mesmo não sai de uma confusão para entrar em outra. Não busca preencher um vazio às custas de outras pessoas.
O que mais me entristece é perceber que eu permiti sentir algo tão verdadeiro por alguém que ainda estava confuso. E mais do que isso, dói pensar que essa mesma confusão pode acabar machucando outras pessoas.
Eu gosto de imaginar isso como dois copos.
Quando somos um copo cheio e alguém chega à nossa vida, nós transbordamos. Compartilhamos o que temos de melhor sem deixar de ser quem somos.
Mas quando somos um copo pela metade, muitas vezes buscamos no outro aquilo que falta em nós. Vamos sugando o amor, o carinho, a atenção e a dedicação daquela pessoa para nos sentirmos completos. O problema é que, quando nos sentimos preenchidos, às vezes acreditamos que já não precisamos mais dela e vamos embora.
Enquanto isso, o outro copo, que deu tanto de si para nos preencher, acaba vazio, ferido e tentando entender onde errou.
Hoje eu enxergo tudo isso de uma forma diferente.
Eu estou bem. Estou feliz. É claro que existem momentos em que as lembranças aparecem. Não apenas desse relacionamento, mas de outras histórias que fizeram parte da minha vida. Algumas memórias sempre existirão.
A diferença é que o tempo, a dor e o amadurecimento ensinam.
Nada vale mais do que a nossa paz. Nada vale mais do que deitar a cabeça no travesseiro sabendo que você foi verdadeiro, que amou, respeitou, cuidou e fez o seu melhor.
Isso não significa que a outra pessoa era ruim. Talvez ela também tenha sido boa dentro das possibilidades que tinha naquele momento. A diferença é que vocês estavam vivendo intensidades diferentes.
Enquanto o seu copo estava cheio, o dela ainda estava vazio.
E quando demonstramos muito amor para quem nunca aprendeu a recebê-lo, isso pode assustar. Pessoas que cresceram sem afeto, carinho ou segurança, muitas vezes estranham quando encontram alguém disposto a oferecer tudo isso.
Por isso, esta não é uma mensagem para apontar culpados.
É apenas uma reflexão para lembrar que, às vezes, ninguém foi necessariamente o vilão da história. Às vezes, uma pessoa confusa entra na vida de outra tentando encontrar felicidade, mas acaba causando dor no caminho. Nem sempre isso é intencional, mas continua sendo doloroso.
É exatamente aí que entra a responsabilidade afetiva.
Espero que este texto faça você refletir um pouco. E, se a sua história se parece com a minha, saiba que você não está sozinho.
Se quiser compartilhar o que viveu, vou ter o maior carinho em ler sua história. Talvez, conversando, a gente descubra que algumas dores ficam mais leves quando deixam de ser carregadas em silêncio.
Hoje eu quero falar sobre responsabilidade afetiva e sobre o quanto ela é importante.
Recentemente, saí de um relacionamento com uma pessoa que dizia querer construir uma vida ao meu lado. Falava em casamento, preparou um pedido de namoro com aliança, vinho, champanhe, buquê de flores... Fez tudo parecer um sonho.
Mas, poucos dias depois, após algumas discussões e percebendo que ela estava diferente, ouvi que precisava de um tempo porque estava confusa.
É claro que isso me machucou. Fiquei triste, decepcionada. Mesmo assim, parei para pensar que todo mundo tem o direito de viver suas batalhas internas, e nem sempre cabe a nós julgar. Então eu respeitei a decisão e a apoiei.
Quando o relacionamento terminou, cortei todos os vínculos: redes sociais, número de telefone, tudo. Dois dias depois, recebi um print dessa mesma pessoa em um aplicativo de relacionamento.
Naquele momento, a dor foi enorme.
Comecei a me perguntar onde eu tinha errado. O que eu tinha feito de tão ruim? Eu me dedicava, acordava cedo para ajudar, levava para o trabalho, buscava depois. Estava presente, respeitava, amava e fazia o meu melhor todos os dias.
Até que me lembrei de uma frase que dizia:
"Você nunca vai ser suficiente no lugar que não é seu."
E aquilo fez sentido.
Quando um lugar não é para nós, podemos dar 100% de nós mesmos, e ainda assim nunca será suficiente.
Doeu entender isso, mas foi necessário.
Infelizmente, essa pessoa não teve a responsabilidade afetiva de não iniciar algo para o qual ainda não estava preparada. Mas eu tive maturidade para entender que aquele já não era o meu lugar. Eu estava entregando 100% para alguém que entregava apenas 50%.
Hoje, apesar da dor, agradeço a Deus por esse ciclo ter se encerrado. Porque, às vezes, o que nos machuca também nos livra.
Se você está passando por algo parecido, quero que saiba: não se culpe por ter amado de verdade. Nem sempre o problema está em quem ama. Às vezes, simplesmente estamos tentando permanecer em um lugar que nunca foi nosso.
Esse é o meu desabafo.