“Saudade é quando não sobra nada mas você sente tudo.”
— Artesias.
noise dept.
$LAYYYTER

Kaledo Art
dirt enthusiast
Today's Document
Xuebing Du

#extradirty

Andulka
Cosmic Funnies

ellievsbear
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
Monterey Bay Aquarium
No title available

❣ Chile in a Photography ❣
DEAR READER
🪼

JBB: An Artblog!
wallacepolsom
almost home
seen from Malaysia
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States

seen from Iraq
seen from Malaysia
seen from Argentina

seen from Greece

seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from Philippines
seen from United States

seen from Poland

seen from Malaysia

seen from United States
seen from United States
@desdeoventre
“Saudade é quando não sobra nada mas você sente tudo.”
— Artesias.
O inverno termina hoje, e eu queria muito poder dizer que eu sobrevivi. Queria muito poder dizer que eu sobrevivi para ver a primavera chegar, pra ficar parada debaixo de um ipê amarelo, fechar os olhos e sentir o vento fresco sobrar e derrubar as flores sobre mim. Queria muito poder dizer que eu sobrevivi pra ir até a praia molhar os pés nas águas salgadas que já começam a aquecer. Queria muito poder dizer que eu sobrevivi para ver os pôres-do-sol e as manhãs preenchidas pela sinfonia dos pássaros. Eu queria tanto ver a primavera de novo, e passear de carro com a janela aberta sentindo o sol e o vento na minha pele. Eu queria tanto ir lá no rio, sentar e ouvir ele correr, eu queria tanto me sentir em paz. Aquela paz que dá na gente quando, no domingo depois do almoço, sentamos numa rede e lemos um livro, como se não houvesse preocupação na vida. Eu queria muito sentir aquele cheirinho que só a primavera tem, que transporta a gente para boas memórias. Eu queria muito ter boas memórias para lembrar. Eu queria mesmo ter sobrevivido ao inverno, eu achei mesmo que eu sobreviveria ao inverno. Eu lutei muito para sobreviver ao inverno. Com todas as minhas forças, com todo o meu coração, com tudo de bonito que existia em mim eu tentei. A não ser que alguém me encontre a tempo, a não ser que alguém me veja nos últimos minutos, eu vou precisar encontrar um jeito de dizer adeus.
Adeus para todas as idas à praia e para todas as vezes que eu mergulhei nas águas do mar. Adeus a todos os almoços e jantares nos quais eu ri até a barriga doer e comi com tanta alegria que me esqueci que a vida podia ser ruim. Adeus aos textos que escrevi, adeus às expectativas que eu criei e aos sonhos que eu sonhei. Não há mais solo fértil para florescer em mim nenhuma flor. Dessa vez não vai ter primavera. E depois da primavera, eu não verei o verão, e não haverá Natal, nem cheiro de chuva, nem tempestades, nem caipirinha e banhos de piscina. Mas eu não consigo mais acreditar. Eu não consigo mais acreditar em nada, porque todas as vezes que eu acredito e me entrego e me permito sentir alguma coisa boa, a vida me tira… a vida me tira tudo. Então pra que continuar insistindo? Não vejo razão, nem propósito… o inverno me tirou tudo. Não me restou uma só gotinha de esperança. Eu me lembro dos dias em que eu fui feliz, e eu sinto uma falta avassaladora desses dias. Mas a minha dor é tão grande. Parece que eu estou me afogando… a água entra em meus pulmões e eu me desespero. Queima muito, queima tanto que a água parece fogo dentro de mim, e eu não consigo respirar, e eu não consigo chegar na superfície… acho que estou lutando há mais tempo do que um ser humano comum conseguiria. Eu não consigo voltar, já não consigo enxergar mais nada. Me sinto afundando e afundando. Acho que chegou a hora, não tenho mais forças pra lutar contra esse oceano inteiro que me sufoca. Eu nunca mais vou sentir a primavera chegar de novo.
Qual o meu lugar no mundo?
Todas as coisas parecem ter
perdido o sentido.
Em tudo o que eu faço coloco um pouco
do meu amor por você,
e por consequência te quero perto
pra compartilhar as felicidades comigo.
Eu vou embora. Vou embora pra tão longe que vão esquecer qual é o som da minha voz. Vão esquecer como é a minha risada, qual tipo de música eu gosto de ouvir, o sabor da minha comida, o meu prato preferido. Vou estar tão longe que não vão mais lembrar de mim quando a cidade amarelar na primavera, ou quando o céu estiver limpo e a lua brilhar. Eu vou embora. E quando eu for vai ser de uma vez, sem despedidas, sem últimas vezes, sem lágrimas, sem olhar para trás. Eu costumava ter medo de ser esquecida, mas a verdade é que o esquecimento é inevitável, e eu não fiz nada de extraordinário para ser lembrada. Eu vou embora e quando meu nome for citado, ou quando alguma lembrança sobre mim voltar à memória, vai ser como um choque percorrendo o corpo... e vai passar. Acho que me cansei de tentar ser memorável, inesquecível, incrível... acho que eu me cansei de ser.
S.
Eu queria ser tão feliz, fazer tantas coisas, ser tantas coisas, mas eu me sinto tão cansada pra isso.
Kiana Fermi
o amor próprio não é construído de uma hora pra outra. dói e demanda esforço, tempo e paciência. seja gentil com você, você tem ido bem.
“Deus, envia-me para qualquer lugar, desde que vás comigo. Coloca qualquer carga sobre mim, desde que me carregues, e desata todos os laços de meu coração, menos o laço que prende o meu coração ao teu.”
— David Livingstone
ABSURDA! (em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) https://www.instagram.com/p/CeZ4Vf3tcj5/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Você transforma tudo. (at Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) https://www.instagram.com/p/Cegk2qUL87n/?igshid=NGJjMDIxMWI=
“É a pior morte, a do amor. Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona. A morte de um amor, ao contrário, é viva. O rompimento mantém todos respirando: eu, você, a dor, a saudade, a mágoa, o desprezo - tudo segue. E ao mesmo tempo não existe mais o que existia antes. É uma morte experimental: um ensaio para você saber o que significa a morte ainda estando vivo, já que quando morrermos de fato, não saberemos.”
— Martha Medeiros.
E de repetir tantas vezes as mesmas coisas
E de chorar tantas vezes pelo mesmo motivo
E de esperar tantas vezes por algo que sequer sabia
Construí um castelo de pedras do qual eu te veria
Do topo da torre mais alta
E suspiraria em segurança por teu amor
Com o tempo já não havia mais motivos
Desci da torre
Abri o portão
Olhei nos teus olhos e ao invés de chorar
Sorri
Te convidei pra entrar, mostrei todos os meus jardins
Te fiz cavaleiro em meu reino
E despido de tua armadura pude enxergar algo que há muito tempo eu não via
E de repetir tantas vezes as mesmas coisas
E sorrir sempre pelo mesmo motivo
Me recuso a voltar para o topo da torre
E te quero sempre comigo
E te fiz mais do que cavaleiro, te fiz meu amigo
E de noite sinto sua falta
E de dia procuro motivos para te ver
Porque sinto que sempre floresço quando encontro você
E sempre que conto uma história
Quando não me falha a memória
O cavaleiro é voce.
E de tudo o que construí
E sempre me protegi
Hoje faz muito mais sentido de portas abertas.
E quando você some e quando você está triste
E quando você não responde
E quando parece que desiste
Sento no meio do jardim e peço
Com toda fé ao universo
Que independente de qualquer coisa
Você seja feliz
“Há um céu aberto dentro de um quarto fechado quando começo a orar.”
— C. S. Lewis.
Não é como se você fosse sorrir ao me ver. Não é como se eu fosse passar pela porta e pular nos teus braços enquanto você me gira e me beija. Não é como se eu fosse um motivo para você se sentir feliz. Não é como se você fosse me deitar no teu peito e acariciar meus cabelos, nem como se fôssemos passar mais tempo sorrindo entre beijos do que nos beijando de fato. Não há nada que faça tudo isso valer à pena. Porque o prazer, o prazer é passageiro, e poderia facilmente ser saciado com qualquer outra pessoa. Também não é o prazer que nos liga. Não há nada que faça isso valer à pena. Se houvesse uma mísera chance de você me envolver nos teus braços, apenas para sentir meu cheiro e tocar minha pele, se houvesse uma mísera chance de ser saudade e não desejo, ainda me pergunto se valeria à pena. Já cansei de me perguntar porque eu, ou porque você. Sim, tem a ver com o toque da sua pele, com seu cheiro e com a forma como me segura no seu colo. Sim, tem a ver com o êxtase que me percorre o corpo quando você me beija. Mas me pergunto se não é apenas desejo, um desejo passageiro, que qualquer pessoa poderia saciar. E se não há motivo algum que nos mantenha juntos, porque insistimos tanto nisso? Já estive apaixonada. Mas como quando menina, apaixonei-me por uma versão inventada, que me rodava nos braços e sentia meu cheiro com paciência para ficar gravada. Uma versão que me beijava lentamente enquanto sorria de felicidade. Uma versão que não existe. E por isso me pergunto, o que me prende a algo que não é real? Não se preocupe, este não é um julgamento da sua índole, quem sou eu. Recaio sobre os meus desejos e quando dou por mim estou envolvida em você e você em mim. Mas mesmo assim, indago-me, porque? O que nos leva a isso? E é um questionamento que martela na minha mente diariamente. Às vezes me pego pensando em você e desejando essa versão utópica, mas ela não existe. Porque não há sentimento, é apenas adrenalina e biologia. E isso me faz questionar ainda mais a necessidade que tenho de te ver e de estar com você. Sucumbo sobre o desejo de estar contigo mais uma vez, e mais uma e mais uma. E perco-me nas indagações sem respostas que me roubam as forças e a vitalidade. Mas se houvesse uma mísera chance de isso tudo bater no seu peito de uma forma diferente, de eu lhe significar algo diferente, seria então um motivo, um motivo para eu não acreditar que fora tudo em vão.