Teaser do Projeto Célula Cerrado sobre composições e compositores autorais de Uberlândia e do triângulo mineiro. Um salve à toda gente boa e linda que fez esse registro acontecer.

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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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Fai_Ryy
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@desencontrario
Teaser do Projeto Célula Cerrado sobre composições e compositores autorais de Uberlândia e do triângulo mineiro. Um salve à toda gente boa e linda que fez esse registro acontecer.
Álbum completo do Desencontrário em forma de música, melodia e vozes. Uma das maiores satisfações da vida.
Um salve à arte de cada um.
- A vida é maior que qualquer julgamento,
É um assovio no tempo,
É um artifício do amor.
SUPERTRAMP
Me lembro bem das asas já gastas de tanto voar
E das penas que caíam como memórias que adorava lembrar.
Quanto sentido via nisso? Não sei.
A disposição era sempre mudar de sentido e direção.
A CADA PENA CAÍDA UMA VIDA QUE NÃO LEVEI.
Mas sei que não bastava a vida que levava,
As regras que seguia,
A boca que calava
E o olho que nada via.
O quão difícil é largar o berço e adentrar os labirintos
Procurando por perguntas a cada curva da caminhada?
O tudo e o nada.
Não mais criança, tentara desentender à irmã:
O gosto de fruta passada não poderia enganar:
A serpente nada pode contra quem sabe voar.
E é assim, quando preso ao nada
Que a peça é pregada.
E o desorientar dos passos
Logo entra em ritmia.
Peço perdão, pai, pelas asas criadas que você fez questão de ajudar, MAS MEU LAR NÃO TEM FRONTEIRAS.
Pelos amores ciganos, paixões e enganos,
As mais belas canções.
Nesse branco todo vou me encontrar.
Nesses versos tolos vão me conhecer,
Vou me eternizar.
(27/02/2015)
Noturno Consta que foi mera discordância, Dessas estranhezas já comuns de dar em nós. Conta como um passo em falso nessa dança; Ah, a tirania doce nessa sua voz É de fazer valer qualquer instância Pra me emaranhar, assim, em ti e em teus lençóis. E é desse quadro a verossimilhança Da ausência que te torna em minha algoz. Mas contam que toda a ternura, e a ingrata fissura prevalecerá. E encantam quando a vida é dura e nossa mistura só faz melhorar.
2018, @chederrecords.
Aos originários, o primordial.
Por queimar os livros em que tanto guardei os desafinos de meu pranto,
Desconstruí o universo ao meu redor.
Li os autores de razão contrária à minha.
Daqueles que julguei pela ideia mais profana serem dignos de calar.
Sei dos poetas do caos e dos filósofos do apocalipse.
Do absolutismo falho, obsoleto.
Da ideia proibida pela máquina e que inibe a expressão do inverso.
Cada um traz consigo a versão do comum que mais lhe agradar.
Quero que nesse lugar tudo mais seja debatido.
Descarte o que não puder ser divido,
O primitivo aqui dá forma à ideia
Pra que a ideia não fique, de forma alguma,
Presa às correntes das quais não sabemos nos libertar.
Deputado
Eduardo, mais parece retardo esse seu compromisso e essa sua posição.
Você nem sabe o que fala – e quando diz vale nada -
Soa como piada e desacredita a nação (e a razão).
Ah, se o povo pudesse dizer o que sente
E soubesse o que quer realmente,
Isso iria mudar.
Você vai cair e estaremos lá pra ver
E não te apedrejar será mostrar-te a face de Cristo que você tanto vendeu.
Leve os outros com você
Para o quinto do tanto de pranto de todos os santos que você excluiu.
Tempo, pt. I
E que estou por ver – no começo das contas – que este tal progresso não é, assim, tão genial como o vendem.
Envolve o que ainda não nos é totalmente perceptível
E escancara em publicidade o que não se poderá alcançar
O grito que não alcança nossa atenção em meio aos termos
Dentro do grão que cala o sol que nunca falha
Refletindo aquilo que não tem nome e não se pode capturar (talvez só em espelho ou meditação):
O TEMPO SE MOVE NO ASSOALHO DO ESPAÇO QUE ELE PRÓPRIO EXTINGUIU
E SUA SOMBRA NÃO SE PODE ALCANÇAR E NEM TEMER.
(07/08/2016 – Canarana, casa do ISA)
ARTIFÍCIO DO SAMBA É CANTO COLETIVO
COMO OUTRORA QUIMERA O ÓDIO AGORA IMPERA,
A RAIVA DESESPERA E JÁ NÃO MAIS PONDERA.
E É COMO SE A OPOSIÇÃO ME ENTREGASSE MAIS QUE ALARDE
OU SE A VOZ DE QUEM GOVERNA SE ASSUMISSE COVARDE.
EU CANTO PELO TANTO QUE ME ENCANTO EM CADA CANTO
E NÃO HÁ SANTO, FÉ OU PRANTO QUE ME FAÇA PARAR
E AINDA QUE FALTASSE SANIDADE
NUNCA VI DIFICULDADE
QUE TODA A HUMANIDADE NÃO PUDESSE SUPERAR.
A VIDA É MAIOR QUE QUALQUER JULGAMENTO.
É UM ASSOBIO NO TEMPO,
UM ARTIFÍCIO DO AMOR.
QUISERA EU FAZER DESSA DANÇA DA VIDA
UM ETERNO SAMBAR
É, QUE HÁ TANTO CANTO EM MIM,
QUE MEU SAMBA É, ASSIM, DE DOR.
PUDERA DEUS, ENTÃO, ESTANCAR A FERIDA.
NO QUE É TERNO E CASTIGA, ME INCITA A CANTAR
MOSTRO A TI MEU VALOR.
É MEU DESTINO, É -
VIVER É VOCAÇÃO -
E VOCÊS VÃO OUVIR FALAR DE NÓS.
Nascimento
Olá, como vai?
Eu sou parte do chão.
Sou fruto da terra
Pulso em qualquer dimensão.
Já não era sem tempo
Me libertei da razão
E toda a vaidade que aqui se encerra
É um canto que vira oração
Eu que já sei de cor o descompasso dessa dança:
A crença que estimula o que a voz não alcança,
O passo já tranquilo,
A luta que avança,
A raiva do oprimido e os olhos da criança.
Eu canto pelos cantos que a vida me levar.
Canto pelos santos que ela me enviar.
Canto pelos prantos que puder secar.
Canto em cada encanto que é pra me encontrar.
E canto em cada encontro que é pra te encantar.
(2016, Canarana/MT)
Memória das águas
No olho que nada quer ver o cansaço da vista cega e amola a faca do destino
E em sertão-favela-aldeia palavra alguma fala mais alto que a fome dos meninos.
Solitude companheira, a razão que incendeia não consegue preencher.
E como o universo – que requer expansão contínua – golpeio a regra frouxa que prefere excluir a agregar.
É MAIS FÁCIL PRENDER OU EDUCAR?
Abraço o tempo que me é dado e beijo a vida que me resta.
Nessa partícula de vida do sopro divino, esclareço:
Somos juntos aquilo não falta. A abundância dos elementos que se cruzam em nova consciência, e – SE O AMOR FALA – sou, em mim, o último suspiro que não me faltará.
Onde tem fim a memória?
Eu sei que você sabe, Sempre soube e sempre saberá Que eu falei que você fala, Sempre falou e sempre falará De mim.
E, mesmo que nem sempre fosse assim tão ruim, É o fim. Mesmo que eu nem sempre fosse tão ruim assim.
Perdoai esse mal jeito meu de lidar com as desventuras. É – que – quando o erro se acerta, a miséria vira fartura. E bagunça tudo aqui dentro de um jeito que inibe a cura. É o meu querer te querendo em argumento à toda essa tortura.
É como voar / Amarrado ao peso da ficha que cai.
(É como voar e viajar na brincadeira torta, E não voltar, se esconder, ficar atrás da porta.) É o ardiloso começo no novo, de novo.
Eu sei de nada, não.
- vou.
Só vim te ver pra lembrar quem sou
Onde tudo começa e o andor vira festa.
Mas sequer se pensou na ausência que resta
Quando a tormenta cessa.
E, se o olhar se encontrou
Na mais pura promessa,
Vou.
Mas agora sem pressa, sou.
(da universidade, da capital e do sol à universalidade, o natural e o sou.)
Ciranda
Ainda sei como contrariar você. E é tão eficaz.
Já faz / Tanto tempo pra provar que é real, Nem sofrer eu sofro mais.
É a sua melodia cantada em outra voz Assim – Como quem conta – Qualquer coisas sobre nós.
É a sua cantoria gritada em meus lençóis É o fim – Como quem canta – Solidão sem estar a sós.
Sei que há de haver de emaranhar,
Querer e ter,
deixar rolar e ser o que há.
Mas como pode ser se a ciranda
- quando vai rodar -
Gira forte e trata de afastar minha mão da tua?
É o fim que se espera pro que foi bom.
Encruzilhado
E é assim, como quem nada quer, que você vem dizer que não tem volta. Então, me solta.
E pela última vez pode me dar a palavra certa, Se não me liberta,
Você tem meu sim, meu não e meu talvez.
E eu fui nem sempre tão sincero, coração aberto.
Pra me redimir eu fiz um trato com o diabo pra livrar-me dos maus tratos que te trazem hoje aqui.
Me fazem ir.
E já não fazem insistir.
No desapego da vida que não levo, mas que não me deixam escapar, me elevo.
Capturo a cena no reflexo do lapso e antes da vontade chegar ao roteiro a mato, morro e renasço.
Meu canto díspar, multiverso, evolui as provas do cansaço à não necessidade de ter razão.
A fé será, em primeira instância, a única ciência exata universal para a evolução.
Os terrenos em que hoje pisamos serão a resposta direta ao desequilíbrio que não causamos.
Caminhemos em constante transformação ou não há estrada que chegue. Nem por toda a sua imparcialidade de jamais querer saber o que há por trás da blindagem usual.
Juízo inicial vale também. Tem cuidado de quê?
(Dos ciclos aos quais atravesso aos círculos aos quais pertenço, o desconhecido, o conhecimento e o imenso. Entender segue belíssimamente difícil, é a busca. Seguimos à procura do que ninguem pode nos mostrar. Os passos - já calmos - hoje dançam. Salve 27. #saravá)
Essencialma
O que me prende é algo do qual não posso escapar - e nem quero.
São raízes, pessoas e valores que não me convém deixar.
É o peso do pessoal e das partes que me tornam o que sou,
E já nem tento te convencer das batalhas que seu povo travou.
A vida vai muito mais além.
É a instância única, causa perdida entregue à fé.
É a distância percorrida, bifurcação contrária ao encontro do que se é.
E o que me é?
Festa. Amor. Inteligência e desconhecido.
Completa transformação do espírito de sobrevivência.
É a essência.
A independência e a responsabilidade pelas vidas que toquei.
Já nem sei, e, quanto mais penso mais voo - e menos conheço.
Mais me engano, escrevo, declamo.
E menos copio, mais enfrento e amo: tudo tem menos preço
E MAIS VALOR.
Noturno, ANTÍTESE.
Consta que foi mera discordância, Dessas estranhezas já comuns de dar em nós.
Conta como um passo em falso nessa dança; Ah, a tirania doce nessa sua voz É de fazer valer qualquer instância Pra me emaranhar a ti em teus lençóis.
E é desse quadro a verossimilhança Da carência que te torna em minha algoz.
Mas cantam que toda a ternura - a ingrata fissura - permanecerá. E encantam quando a vida dura em nossa mistura só faz melhorar.
(Salve-se e entregue-se quem puder.)