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@dexter-rothwell
I Don't Know Why || Rothwell & Vaugham
Há quem diga que gentileza é sempre uma boa característica, mas naquele momento Dexter refutava essa ideia. O rapaz possuía o péssimo habito de agir sem pensar e na tentativa de ajudar outros acabou por se meter naquela situação. Agora, lá estava com a cabeça latejando de dor, com um olhar claro de indignação estampado no rosto, rodeado de pessoas que o olhavam assustados e quase sendo preso por ter brigando com um desconhecido na tentativa de defender uma garota que nunca vira na vida.
Olhando de modo geral, a atitude de Dexter havia sido correta, afinal, ele não poderia ver um homem na casa dos trinta anos brigando com uma menina com possíveis dezoito anos e não fazer nada. Na verdade, inicialmente, o moreno não havia se dado ao trabalho de interferir por acreditar que se tratava de uma briga normal de namorados, porém, ao escutar as vozes se exaltarem e ao ver como o homem cravar a mão fortemente envolta de um dos braços da moça, Dexter teve que intervir.
Sem se dar conta de seus atos o rapaz chegou até o casal a passos largos e sem se importar com as pessoas em sua volta. Chegando ao seu lugar de intento, empurrou o peito do desconhecido com as duas mãos e ordenou que o homem se afastasse da mulher que parecia assustada demais para esboçar uma reação. Durante todo o discurso sua voz saiu rasa e áspera, mas não pareceu surtir efeito, pois mesmo após o homem se distanciar com o empurrão ele logo voltou a dar passos em direção a Dexter e devolver a agressão.
As vozes de ambos se elevavam cada vez mais e as e ameaças e gestões grosseiros deram lugar a empurrões e gritos. O peito de Dexter provavelmente teria marcas roxas após ser diversas vezes impulsionado pra longe de forma grosseira e o desconhecido deverá terminar da mesma forma, mas isso não era o bastante. Ver o homem tratando a garota já o enfurecia, mas vê-lo devolvendo a agressão como se sua antiga ação houvesse sido correta fez a fúria de Dexter aumentar, tornando-se assim ainda mais agressivo, chamando por isso ainda mais a atenção das poucas pessoas que se encontravam ali.
O caos na rua era tamanho que por fim a policia apareceu para intervir. Agora, Dexter se via de braços atados. O homem com quem brigava, a julgar pelos trajes que usava, era obviamente da classe alta, logo, não importa quem era o inocente ali, o que pertence à classe baixa obviamente acabaria como o culpado da história. Ainda assim, em busca de se safar da situação, o rapaz tentou argumentar com o policial sobre o que realmente ocorrera ali, mas tudo que recebeu foi um violento golpe de cassetete na lateral esquerda do rosto. A agressão foi tão forte que o interior de sua boca se rompeu e o gosto férreo do sangue lhe tocou a língua. Se havia dúvida anteriormente sobre quem seria declarado culpado pela briga, agora ela fora sanada. Chegando a essa conclusão, Dexter se amaldiçoou por ter arriscado o próprio pescoço por uma garota que agora nem aparentava ter o interesse de defendê-lo.
lonely nights, strange things || Dexter & Holden
Havia escolhido o dia perfeito para sair sozinha dos túneis — não havia quase nenhum som, com exceção das vozes distantes e dos passos apressados dos cidadãos de Gallica I preocupados em chegar em casa antes do toque de recolher. O cheiro do lixo fresco não incomodava tanto seu nariz quanto costumava incomodar, qualquer coisa era ar puro em comparação à umidade perene daquele que considerava seu habitat natural. O sol havia se posto há algumas horas, mas Holden ainda estava encostada no muro sujo do prédio que dava boas vindas à rua sem saída de onde havia vindo. Era como um fantasma, as poucas pessoas que passavam por ali sequer preocupavam-se em olhá-la e um raro sorriso escapava de seus lábios por isso. Estava fora dos túneis há três horas e não havia surtado. É claro que seu corpo estremeceu ao ouvir, longe, as sirenes de um carro de polícia e ela quase se encolheu, enquanto lágrimas começavam a queimar seus olhos. No entanto, o som se tornou tão distante quanto as vozes e, em alguns minutos, parecia mais uma lembrança ruim. Fragmentos daquele pesadelo que não conseguia esquecer e, sem precisar gritar por ajuda, havia conseguido se recompor e voltar a observar a paisagem.
Agora escurecia e as vozes ficavam cada vez mais distantes, baixas, medrosas. Aquele era um bairro de classe baixa e, se Holden se forçasse a lembrar de sua outra vida, saberia que não era preciso de um deslize para que algo lhe acontecesse ali se fosse pego. E esses “incidentes” eram muito menos raros daquele o qual havia sido vítima, uma vida atrás. O vento gelado fazia com que sua pele reclamasse e, tão abruptamente quanto havia decidido sair dos túneis, decidiu que voltaria para eles. Já havia feito demais para um dia e seu cérebro precisava descansar.
Caminhou lentamente pela rua escura, em direção ao portão que rangeu assim que tocou nele. Respirou fundo, tentando lembrar o caminho de volta. “Duas a direita, três a… Não, duas a esquerda e uma a direita.” Murmurrou para si mesma, enquanto dava passos cegos pelo trajeto mal iluminado. Sentia o frio tocar sua pele, a qual reclamava e amaldiçoou-se por não ter levado um agasalho mais grosso. Assim que chegou ao elevador, escutou uma voz que, diferente de todas as vozes que havia escutado naquele dia, havia feito o coração acelerar. Não de um jeito bom.
Entreabriu os lábios algumas vezes, sem ter certeza se deveria responder ou não. "Quem está falando?" Repetiu a pergunta, no mesmo tom amargo que parecia tatuado em sua voz, à medida em que dava alguns passos atrás, semicerrando os olhos à procura da origem. Sem sucesso. “Estou falando sério, mostre-se!” Tentou soar ameaçadora, mas não sabia bem como fazê-lo — normalmente ameaçava as pessoas com o olhar e, bem, naquele momento não estava certa de para onde deveria olhar.
Dexter amaldiçoou em pensamento o gênio que havia instalado as lâmpadas naquele túnel. A escuridão ali estava tão grande que o rapaz precisou de um esforço desmedido para focalizar o rosto de quem vinha em sua direção e mais uma vez ele teve certeza que jamais vira aquela garota em sua vida. Se encontrando em uma situação inédita, Dexter não sabia como agir. Até onde se recorda, não é comum pessoas se perderem pelos túneis e chegarem até o elevador, então como infernos aquela mulher fora parar ali?
Em meio ao pânico, seu primeiro pensamento consistia na outra ser uma policial do toque de recolher que se aventurou demais pelas ruas e acabou por chegar ali. Se esse fosse o caso, o melhor a se fazer seria levar a garota para dentro e deixar que os outros cuidassem dela, mas e se mais alguem viesse em buscá-la? Dexter dificilmente se sairia bem na luta corpo a corpo com mais de um policial. Nervoso com a própria situação, o rapaz sentia seu ritmo cardíaco aumentar e leves tiques nervosos em sua cabaça em consequência disso, mas ele optou por ignorar esses sintomas, pois pelo menos uma vez ali ele estava disposto a tomar a dianteira do problema.
Sendo assim o rapaz segurou mais fortemente a arma improvisada que tinha em mãos, um velho bastão de baseball, e se aproximou da moça. O som de seus passos cuidadosos era audível no túnel sombrio e antes que o próprio Dexter quebrasse aquele quase silencio a voz da garota ecoou pelo recinto. O caminhar ociosos que escutou em seguida o fez ficar ainda mais em guarda e por isso acabou por erguer o bastão em uma postura defensiva.
— Sou eu quem faz as perguntas. — Novamente sua voz saiu firme e em um tom mais elevado, mas dessa vez ele não se sentiu muito seguro com as próprias palavras. — Quem é você? Como veio parar aqui? — Sua fala agora saia com um tom mais falho e quebradiço. Cada vez que lidava com policiais ele se recordava do momento em que Lara foi levada e isso fazia com que um enorme peso se instalasse em seu estômago. A leve recordação daquele dia o relembrava do grande inútil que ele sabia que era e o faz repensar se enfrentar aquela mulher havia sido sua melhor escolha.
E assim, lutando contra o próprio desespero e maus pensamentos que rondavam sua mente, Dexter voltou a se aproximar da moça e se conteve apenas quando estava a poucos passos de distância da tal. O moreno não possuía certeza quanto a sua decisão, mas agora que já havia chegado ali ele não dispunha de outra alternativa. Sendo assim, ao parar, sua postura protetora continuou, porém não deveria ser muito conveniente naquele momento. Era perceptível para qualquer um apenas de mirar o garoto poderia que sua respiração era rápida e mãos tremiam. Estes eram óbvios indicadores de nervosismo, ou seja, não era exatamente a imagem que um guarda rebelde deveria transmitir.
Diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério...
Mas eu não tenho que te dizer pra fazer nada não, minha senhora. Pode falar a vontade, o mundo é livre… em termos.
but eu aprovo a parte do “tira essa bermuda”
Diz aí rebel, se trocando de lado vc ficasse rico, desistia de ir contra o governo?
Isso não faz muito sentido. Eu não ingressei nos rebeldes por cauda de dinheiro, então porque eu largaria a causa por isso?
Até porque, se eu quisesse ficar rico eu ia pelo menos tentar arrumar um emprego melhor que técnico de iluminação né, porque o salario ali…
meu colo está aqui pra te consolar quando você quiser
Isso é sério? Se for, muito obrigado pela oferta.
nem fala em colo com ele fio kkk
Ignore esses invejosos e lembre que há alguém no mundo que te ama. Obs: eu te amo, LINDO!!!!
homem delicia estou te aguardando
Pelo menos posso me iludir com isso
"nem bonito eu sou" YA FISHING FOR COMPLIMENTS nojento
Certo certo, você me pegou. Sou lindo, sexy e seduzo todas por ai, o fato de eu nunca ter namorado é só porque eu nunca quis mesmo e não por opção dos outros.
nasceu bonito assim ou fez cursinho?
Nenhum dos dois, nem bonito eu sou, mas valeu ai.
vc vai de saia de bicicletinha uma mão vai no gidão e a outra tapando a calcinha
Oh a falta de respeito com o pobre cidadão da classe baixa.
Enter at your peril! Past the bolted doors, where impossible things may happen, that the world has never seen before! In Dexter's Laboratory lives the smartest boy you've ever seen, but Dee Dee blows his experiments to smithereens! That is the gloom and boom while things go boom in Dexter's lab!
posso me chamar de retardada por estar rindo disso?
o que mudaria se pudesse?
Quer uma lista completa?
como você se sente sendo um fracasso?
Tenho mais com o que me preocupar do que com isso.
Sua irmã já deve estar morta queridu
oxi que maldade
fmk livre?
F: pra que restringir as opções?
M: Josephine. Não que nós realmente pudêssemos nos casar, mas se tem alguém que eu quero em minha vida seria ela, então…
K(ill): Jonh, talvez. Não que o queira morto, só o mais longe de mim que puder.
vale com pessoas que não estão no jogo ainda? pq se não valer fudeu