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#mithology #Christina #Chung
Oh, what is it worth
When all that's left is hurt?
Baco e o coro das ninfas, de John Reinhard Weguelin (1849 - 1927)
Orgias dionísicas
Por meio de um fragmento de Plutarco, relativo às antigas festas beócias das Dédalas, em honra de Hera, sabe-se que em Atenas, e possivelmente na Beócia, se evitava cuidadosamente todo e qualquer contato entre os objetos que pertenciam ao culto de Hera e aqueles pertencentes a Dioniso. Até mesmo as sacerdotisas das duas divindades não se cumprimentavam. A muralha que separava os dois cultos era certamente conseqüência das características opostas dessas divindades: de um lado, Hera, a protetora dos casamentos; de outro Dioniso, o deus das orgias e dos "desregramentos".
Tanto as orgias báquicas como as homenagens coletivas das mulheres de Platéias a Hera Teléia tinham por cenário o monte Cíteron, o que contribuía para açular os ânimos dos adeptos de uma e de outra divindade e alimentar a tradicional rivalidade entre os dois imortais.
Deus das orgias, do êxtase, do entusiasmo e da liberação, Dioniso era festejado com procissões ruidosas que acabaram por dar origem ao ditirambo, ao drama satírio, à tragédia e à comédia. Com a helenização de Roma a partir do século III a.C., os mistérios dionisíacos com a sua licensiosidade e características orgiásticas, aliás mal compreendidas e interpretadas pelos romanos, penetraram particularmente na Itália central e meridional. O Senado Romano, por um decreto de 186 a.C. (Senatus consultum de Bacchanalibus), "também por motivos políticos", proibiu sob pena de morte (o que provavelmente não foi levado muito a sério) as chamadas Bacchanalia, "Bacanais". Mas as seitas místicas sempre mantiveram a tradição dionisíaca e o deus das orgias chegou sem dificuldades à época imperial.
A Juventude de Baco, de William Bouguereau (1884)
Dionísio
Na Grécia Dionísio, em Roma Baco. Único deus gerado por uma mortal, Dionísio é o filho de Zeus quando veio a Terra disfarçado de humano com a princesa tebana Semele. Outras concepções apresentam Perséfone, a soberana dos infernos, como mãe de Dionísio. Consta na mitologia que Zeus seduziu a princesa causando a ira de sua irmã e esposa Hera que, possuída pelos ciúmes, se passa por ama de leite e convence Semele a pedir uma prova a Zeus de quem realmente era.
Mesmo consciente das consequências, Zeus atende o pedido da amada que se transforma em pó por não aguentar a luz do deus. Zeus consegue tirar seu filho do útero de Semele e o salva, gerando em sua coxa até o nascimento. Dionísio é criado pela tia Hera com o auxílios das dríades, horas e ninfas. Mas Hera nunca conseguiu perdoar a traição e enlouquece Dionísio quando este se torna adulto. Dionísio caminha por todos os recantos da Terra até encontrar Cibele, que o cura e passa a ensiná-lo o cultivo das plantas, junto com Sileno que lhe transmite a arte de produzir vinho. É quando Dionísio torna-se o deus das plantas e do vinho e decide revelar aos mortais o segredo do cultivo da videira.
Dessa forma, Dionísio é representado como um jovem loiro, com os cabelos pelos ombros, muito bonito e alegre com um cálice transbordando vinho em uma das mãos, e na outra uma lança adornada com folhas e fitas.
Nos rituais a Dionísio são oferecidos coelhos, corvos e bodes, já que ele é também considerado um grande guerreiro, que vence os adversários e se livra das armadilhas da tia Hera, sua maior rival. Além de deus do vinho, também é associado ao erotismo e prazer, sendo homenageado com grandes orgias e teatros. Dai o termo “bacanal”, que vem da representação romana como Baco.
Dionísio é muito simpático a quem lhe cultua, mas pode causar loucura nas pessoas que menosprezam os festins devassos dedicados a ele. Consta que Dionísio se recolhe à morte durante o inverno, e renasce na primavera trazendo com ele as flores e uvas.
The Butterflies and Moths of Europe,1903,
Bastet
A função mágica do gato
Ainda sobre o gato, dentro da bruxaria esse animal é associado ao dom de clarividência e adivinhação. Os povos das runas dos antigos nórdicos, usavam esse conhecimento canalizado na forma de sapatos e gorros de peles de gato em seus rituais. Na bruxaria, acredita-se que ter um gato no quarto, durante o parto, é de grande ajuda para trazer o bebê ao mundo. Ter um gato em casa traz equilíbrio à energia feminina e ao lado emocional e espiritual. Mesmo que não seja possível ter o animal presente, a energia pode ser canalizada num amuleto de gato.
A função mágica do gato, é despertar a visão para os mistérios, dando um entendimento à clarividência. Também é possível aprender com esse animal a graça, sutileza, elegância e o charme, além da independência e liberdade . Em rituais para aumentar a sabedoria e intuição, o gato é invocado. A habilidade de cair em pé, pode ajudar seus protegidos a sair de situações embaraçosas e complicadas. Nesse animal também é aprendido a evocar a sagacidade, o reflexo rápido e a engenhosidade, aguardando o momento certo para atacar e atingir com foco os objetivos. Porém a sombra do gato revela apreço pelo conforto e preguiça.
O gato
A simbologia do gato sempre foi associada às pessoas envolvidas com trabalhos mágicos. Em muitas culturas são admirados, como os gregos na figura da deusa Ailuros, e os egípcios na deusa Bastet (também descrita como Ubasti ou Ba-en-Aset) como uma divindade solar, protetora da fertilidade e, portanto, das mulheres. Com a chegada dos gregos no Egito, as divindades sofreram sincretismo e Bastet passou a ser associada à Ártemis, sendo agora vista como deusa da lua. Já em outras culturas, principalmente influenciadas pelo cristianismo, manifestam aversão. Na Idade Média, os gatos foram muito perseguidos por serem vistos como demônios, ainda mais os pretos que podiam ser bruxas disfarçadas.
Na cultura celta, o gato aparece tanto de forma positiva, como negativa.Na bruxaria, o gato é associado à figura da Grande Deusa (figura central na tradição pagã) relacionando o fato dos olhos do gato brilharem à noite, deslocarem-se despercebidos, realizarem um ritual de cópula abertamente, além da cor de seus pelos variar da mesma forma que a lua.
Dessa forma, o gato serve como uma ponte entre o praticante e a Deusa. Na bruxaria a cor preta é vista como a canalizadora das energias criadoras e que melhor concentra o poder, por isso o gato preto seria o mais poderoso. Muito disso se deve ao mito dos gatos pretos, que continuam sendo vistos como animais de mal agouro na contemporaneidade.
Autor desconhecido
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