Eu não sou audiência para a solidão.
Tribalistas. (via allaxg)
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Eu não sou audiência para a solidão.
Tribalistas. (via allaxg)
E vamos falar do Brasil, do meu, do seu, do nosso Brasil. Ah Brasil, minha pátria amada e idolatrada. Meu país de belas paisagens e imensas diversidades, o país dos contrastes, das muitas opiniões e da corrupção. CORRUPÇÃO? Mas espera aí, vamos com calma, tem certeza de que é corrupção? Tudo bem então, vamos buscar explicações. Nós temos estádios, temos deputados que estão bem de vida, temos propostas de leis absurdas e uma geração inteira revoltada. Temos poucos hospitais, e os muito poucos que temos estão em situação precária, temos escolas também, mas falta investimento, reformas, professores, educação de fato, levada ao pé da letra. E sinceramente eu não entendo o porque, o que será mais importante? Nos estádios tudo é simplificado, não tem complicação, você entra rapidinho, se acomoda e tá tudo bem; agora vamos lá no hospital, ficaremos uma, duas, três, quatro, cinco horas, um dia talvez para receber atendimento, isso quando se recebe atendimento. A culpa é de quem? Aonde foi parar o dinheiro pagado em impostos, impostos muitas vezes absurdos que hoje, sinceramente, não vemos retorno algum. E a copa? Ah sim, claro. Quando achamos que não podia ficar pior, piora. E o que acontece? Simples, o Brasil fica entregue a impunidade, os poucos conseguem muito e os muitos que se ferrem com pouco. Educação? Saúde? Pra que? Deixa o moleque jogar futebol, se ele escrever EDUCA”SS”ÃO, tá tudo certo, afinal, ele tem bola no pé. E o povo? Tem que aceitar, tem que ser roubado, ficar calado e fingir que gostou. E a culpa é de quem? O povo acordou? Mas porque tanta demora? O Brasil não anda bem faz muito tempo. Você já pesquisou as estatísticas da educação? Se ainda não, lhe passarei agora uma das estatísticas. ”O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.” E eu ainda preciso dizer algo? Sei muito bem que não é só por vinte centavos, mas pensa comigo, tudo começou por conta dos vinte centavos, e sinceramente, eu não entendo. Por que esperaram pesar no bolso? Por que não começou ao ver um menino pobre, de rua, passando fome? Não me entendam mal, eu sou à favor dos protestos, apoio muito, mesmo com a demora, é bom ver o povo ir as ruas, ver o povo lutar pelos seus direitos, mas a questão é, antes mesmo dos vinte centavos, eles, os bandidos engravatados, roubavam e roubam milhões, de todo um povo sofrido, que luta e conquista com dificuldade pouquíssimo, minimo, quase nada, de dinheiro. E agora eu te pergunto, a culpa é de quem? Doí muito me dizer isso, mas é nossa, do povo brasileiro, dos ELEITORES. Eles não se elegem sozinhos, e não viraram ladrões por conta da politica, quem nasceu de bom caráter, poderá morrer pobre, mas sempre terá caráter, mas aqueles de caráter duvidoso, não mudarão, e são esses, os ladrões engravatados, os que fazem a corrupção.
Yasmin Sanches (via 10notas)
"Este é meu consultório em uma comunidade no interior de Minas Gerais. Aqui não temos estrutura adequada e nem condições de trabalho favoráveis. O mesmo espaço servia de biblioteca da escola, cantina e consultório. O que nos move aqui é o amor que temos a nossos compatriotas mais necessitados. E temos ainda "de sobra" a arte de lutar contra situações deprimentes. No Brasil, não faltam médicos, não falta disposição. Falta vontade política!" Via Dinâmca da Vida
Na entrada do jogo jogo do Brasil no Castelão torcedores que pagaram caros ingressos jogam lixo num latão com uma menina catadora dentro em busca de comida. "Esse é o legado que a Copa das Confederações deixa para algumas pessoas, uma cena humilhante." Por Edimar Soares
...Todo político é um empregado da sociedade pago com dinheiro do contribuinte. Ter sucesso é sua...
27.jun.2013 - A estudante Patrícia de Almeida Vasconcellos, 22, tentou beijar um dos policiais militares que formaram um ostensivo cordão de isolamento na frente do prédio da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte), alvo do sétimo ato contra a tarifa do transporte coletivo no Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense
Essa briga, esses protestos, têm que ser de todo mundo!
Michel Perin
Somos o que a TV chama de vândalos. Ficamos no final para montar barricadas, colocar fogo, causar com a polícia. A ideia era ser algo pacífico, mas quem vandalizou foram eles, os policiais.
Wesley G.
Relatos de um (talvez?) protestante
“Sabe, mãe, eu pensei muito em você antes da primeira grande manifestação. Pensei muito em tudo que apreendi de você, uma mulher trabalhadora. Pensei muito no que estamos vivenciando em nosso país hoje, época em que me encontro no início/ parte inicial da minha “maturidade política”. Moro fora, tenho que ganhar meu dinheiro e me sustentar, estudar, escrever, beber, aproveitar, transar, sonhar, viver. Sou adulto, acredito que devo defender minhas bandeiras. Estudo porque acho que posso de alguma forma contribuir a alguém com o que produzo, com o que faço pra viver hoje. Mas, como homem criado com muito amor e condições financeiras relativamente boas, poucas vezes fui realmente a manifestações. Tinha uma dúvida sobre aquilo, tinha um pouco de medo também, do que não conhecia, do que é repressão de verdade, do que é violência de verdade, do que realmente acontece com muitas e muitas pessoas em nosso país, no mundo. Eu pensei em tudo isso porque pela primeira vez na minha vida me sentia compelido a ajudar em algo, a atuar politicamente (sim, isso é política, isso é vida, a vida se articula por relações, por jogos, por ideologias, por relações de poder – ou seja, é política também) em prol de algo que eu acreditasse. Como diz aquela frase clássica sobre os jovens das antigas, sei apenas o que eu não quero, o que eu vejo e não concordo. O Rio de Janeiro é um lugar incrível, e ao mesmo tempo é um lugar muito tenebroso. Há uma relação muito opressiva e desigual por parte do governo para com o povo que mora aqui, quem é daqui e não tem o que interessa à cidade, na visão do governo (ou seja: dinheiro). Eu sou alguém que está à mercê dos mandos e desmandos do governo coercivo daqui, tal como muitos e muitos outros. Eu decidi ir à manifestação, não falei pra você. No dia seguinte aconteceu uma outra manifestação, dessa vez na minha cidade daqui mesmo, que não é o Rio, e houve confronto – eu tinha ido embora antes do bicho pegar no dia anterior, sem saber. Tirei minha camisa, protegi minha boca e nariz. Corri, me revoltei, gritei, ocupei um espaço. Estava lá, fazendo número, Mostrando que há outras pessoas que também olham para o seu redor e vêem coisas parecidas com as que eu vejo. As relações de desigualdade, de conservadorismo político-social. De uma sombra estranha de ideias retrógradas e perigosas, que insiste em ficar por nossas cabeças. Não me machuquei, me mantive seguro, mas também enfrentei, vi e senti de perto. Talvez seja um daqueles suspiros dos jovens (de corpo ou espírito), que sabem que aquele é o momento da vida de fazer esse tipo de loucura… ou talvez não, quem sabe? Ontem estive no maior protesto, me juntei junto a pelo menos mais outras 100 mil pessoas, fui parte de algo maior. Vi de perto a violência, temi, me mantive. Junto com tantos outros que nunca imaginaram que estariam lá. Que estariam munidos pela coragem e pela esperança. Pelo ser jovem: por sonhar. Por saber duvidar, saber a hora de se postar perante algo. Nunca me senti tão vivo na minha vida, sabe, mãe? Nunca me senti tão atento, forte, esperançoso como naquele momento. Me senti parte de algo maior, muito maior. Uma ideia, um sonho. Uma possibilidade de melhorar, de ajudar. Eu vou me cuidar, como sempre o fiz, mãe. Mas não se esqueça que precisamos querer e conseguir mudar coisas. E é isso que estamos tentando fazer, de coração. Apenas torça pela gente.”
Via: Caio de Freitas Paes (HQ Subversiva)
O desespero de uma professora: vereadores aprovam projeto que retira direitos, reduz salários, aumenta a carga horária e corta benefícios dos professores que ficarem doentes no exercício da profissão em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 2013.
Política é como TV sem controle remoto: se você não se levantar para mudar, vai ser obrigado a assistir o que não quer.
Camila Aguiar
Resto do valor da passagem será subsidiada pela prefeitura da cidade. Preço integral do transporte público do município era R$ 3,16.
No Olho do Furacão: Jovem sai as ruas com câmera em primeira pessoa para mostrar as atrocidades contra a população civil do Brasil. Créditos: www.micheldesouza.com
Jovem que caiu de viaduto durante as manifestações morre no HPS João XXIII
Morreu no fim da noite desta quarta-feira (26), o jovem que caiu do viaduto José de Alencar, na avenida Antonio Carlos, durante os confrontos entre a Polícia Militar (PM) e os vândalos infiltrados nas manifestações que acontecem em Belo Horizonte. O metalúrgico Douglas Henrique de Oliveira Souza, de 21 anos, caiu de uma altura de aproximadamente 6m, em um vão que existe no viaduto. Do mesmo local, outras quatro pessoas caíram durante os protestos. O jovem foi socorrido pelos bombeiros e levado de helicóptero, em estado gravíssimo, para o Hospital João XXIII. Douglas teve perda de massa encefálica, passou por diversas cirurgias durante a noite, mas não resistiu aos ferimentos. Esta é a primeira morte contabilizada em consequência dos protestos que tomaram as ruas da capital desde a última semana.