Era um daqueles dias que tinha que mandar uma mensagem avisando que chegaria tarde do trabalho. Isso porque seus colegas de trabalham não conseguiam pensar em outra coisa a não ser garrafas e mais garrafas de soju para o fim do expediente na sexta-feira. Gyochan não reclamava, longe disso. Dava graças a Deus por ter pessoas tão legais como eles trabalhando ao seu lado, pareciam pensar todos do mesmo jeito, tomavam as mesmas decisões, fazendo com que o ambiente não fosse tão horrível. Por isso celebravam sempre que podiam.
E Gyochan abusava. Nunca tinha aprendido a beber, ainda mais no final de semana. Ele mesmo sabia disso, e sua meta era ser colocado debaixo de um chuveiro com água gelada assim que chegasse em casa, porém, não sabia que as coisas seriam diferentes naquele dia.
Passava das três da manhã, quando o deixaram na porta do prédio. Cambaleou e cambaleou, e parecia estar na porta do próprio apartamento. Digitou a senha uma, duas, três vezes, mas parecia estar errada — Mas que porra...? — questionou, vendo a fechadura duplicada a sua frente. Tentou só mais uma vez, antes de perder a paciência de vez — Namsu-yah! — gritou pelo marido, mas nada. Só tinha um jeito, e esse era o que mais fazia sentia na cabeça do bêbado impaciente.
Afastou-se, claro, mais pra lá do que pra cá, antes de meter o coturno com toda a força que tinha, na pobre porta. Não conseguiu nada de primeira além do grande estrondo, mas na terceira, o pé foi junto com todo o resto do corpo. Foi tão rápido que só viu quando já estava no chão — Eita... — riu como o grande idiota que era, ainda sem perceber que não era o seu apartamento — Amor, cheguei! — a voz arrastada e desafinada era alta o suficiente para incomodar, inclusive o morador.
















