- ̗̀ ☆ everyone knows why i do what i do | ( dayoon & hoojin )
Nunca foi uma pessoa que conseguia esconder suas emoções com facilidade, principalmente quando estava no ápice delas. É claro que isso não a impedia de manipular algumas pessoas com facilidade, demonstrando toda a gentileza ou sensualidade que havia dentro de si; máscaras que foram tão cuidadosamente construídas para que disfarçassem as suas verdadeiras intenções. Encontrava diversões durante a noite, alguém que a fizesse esquecer de onde estava e o que faria no outro dia. Byungshin não era apenas uma gangue, mas sim uma parte de sua vida, passando várias e várias horas pensando no que deveria fazer a seguir.
Hoojin era uma das pessoas em quem se afogou durante uma noite e, desde aquele dia, procurava caso precisasse aliviar um pouco do estresse e ansiedade. Algo que poderia ser interpretado como algo simples se não bagunçasse sua mente de uma maneira que não conseguisse mais controlar os seus atos, não compreendendo como algo que parecia ser tão fácil começasse a se desenrolar em uma catástrofe. Jamais desejou compromisso com uma pessoa e sabia que o outro se sentia da mesma maneira, tornando as coisas ainda mais complicadas. Ambos possuíam um espírito livre, não permitindo que houvesse qualquer apego, mas quando escutava o que o homem fazia, uma raiva incontrolável tomava o seu corpo. Era quase como se tivesse a necessidade de possui-lo, não porque possuía algum sentimento oculto, mas tê-lo completamente para si era uma ideia um tanto divertida.
Dayoon não conseguia parar esses pensamentos, tentando compreender onde havia errado para que se permitisse sentir aquilo. Era quase ridículo o ciúmes que sentia toda vez que escutava das conquistas do mais velho, não sabendo de onde exatamente vinha aquilo. Não fazia parte de algo romântico, sendo exclusivamente parte da luxúria de Dayoon. Depois de beber um pouco, não soube como foi parar na frente da porta da pessoa que estava ocupando a sua mente no momento, mas nem ligou tanto para o fato. Apenas apertou a campainha, esperando que o outro a atendesse.
Continuar lendo
Hoojin estava enfiado em uma calça de moletom cinza e com a escova de dentes presa no canto da boca quando a campanhia tocou. Mal cuspiu a espuma da boca antes de rumar até a porta de entrada, passando a toalha que descansava em seu ombro no canto dos lábios antes de destrancar a porta, e por mais que quisesse ficar surpreso com a presença da menor, não conseguia, porque era sempre assim; Dayoon cheirando à vodka em sua porta lá pelas tantas da madrugada ou o justo oposto.
Pois, mesmo que nunca fosse admitir, Dayoon podia ir e vir o quanto quisesse, poderia jogar coisas em si e poderia esmurra-lo, mas Hoojin sempre a receberia de braços abertos e um sorriso extremamente brincalhão no rosto, porque ele precisava dela de um jeito estranho, mesmo que ela não sentisse o mesmo.
Não disse nada quando deixou a porta aberta, jogando a toalha sobre uma das poltronas da sala, buscando seu celular na mesa de centro como quem estava muito interessado em qualquer rede social, sinalizando com dois tapinhas no local ao seu lado antes de deixar o aparelho de lado novamente, esperando que ela entendesse.
— Achei que dessa vez fosse demorar mais um pouco pra vir até aqui...








