❝ No matter how your heart is grieving, if you keep on believing, the dreams that you wish will come true❞ - Cinderella ( Ella )

祝日 / Permanent Vacation
noise dept.
taylor price
hello vonnie

No title available
Sade Olutola

Kiana Khansmith
No title available
Not today Justin

titsay
d e v o n
todays bird
almost home
Peter Solarz
i don't do bad sauce passes

★

pixel skylines
Xuebing Du
Three Goblin Art
NASA

seen from United States

seen from Australia

seen from Germany

seen from Russia

seen from United States

seen from T1
seen from United States

seen from Brunei
seen from United States
seen from Germany

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Nigeria

seen from United States

seen from Estonia

seen from United States
seen from United States
seen from United States
@donnadecasa
❝ No matter how your heart is grieving, if you keep on believing, the dreams that you wish will come true❞ - Cinderella ( Ella )
⧼ ✢ Equilibrava com maestria a bandeja de prata nas mãos, seguindo as ordens de Charles Thron enquanto se dirigia à sala. Sobre a bandeja, três bules e um par de xícaras estavam dispostos, assim como um pote vítreo com sequilhos frescos, e tudo deveria ser servido aos convidados, oferecendo à eles as opções de chá, café e leite. Joias bem alimentadas não reclamam, e compradores de barriga cheia são mais fáceis de convencer. É o que o organizador havia lhe dito ao exigir rapidez. Já na saleta, Belladonna esboçou um sorriso ao encerrar o espaço entre ela e a pessoa mais próxima. ❝ —— Poderia lhe oferecer algo? ❞ Questionou, voltando os olhos para a bandeja que carregava. ❝ —— Tenho chá de camomila, café e leite quente... ❞
Henry não podia acreditar no que os Thorn estavam fazendo. Persuadir casais a se apaixonarem para então elevarem o valor até mesmo das joias mais baratas? Duvidava que, mesmo com os prejuízos, qualquer um naquela família teria de viver na pobreza ao fim da temporada. Mais uma vez: o que havia acontecido ao romantismo? Aquele momento pedia por um herói, um devoto — secreto — de Diniel. Henry aproximou-se de um grupo de pessoas, abrigadas do frio na sala, e se pronunciou: “Pois eu não permitirei que o romance morra por conta desses tiranos. Posso completar as dívidas dos casais necessitados, tudo que peço em troca é sua história de amor.”
⧼ ✢ A pequena parte de sua mente que acreditava ser errado vender garotas bem treinadas à homens ricos, achava um absurdo o que os Thron estavam fazendo ao elevar o valor das joias. Mas esta parte de Belladonna era pequena demais, e a garota sequer tinha coragem de expressar sua opinião. Enquanto passava com cobertas, contudo, perto do filho do governador, um sorriso abriu em seus lábios e havia parado próxima à ele sem ao menos se dar conta. ❝ —— Sua atitude é muito nobre, senhor Henry. Se tratar o seu povo da mesma forma, será o melhor governante do qual já se ouviu falar. ❞ O elogio era sincero, sem segundas intenções, e o sorriso tímido da garota deixava isso clado. Notando estar tempo demais próxima do comprador, sem lhe oferecer nada, estendeu-lhe a coberta. ❝ —— Aceita? Posso buscar um chá, café, algo para comer também.... ❞
qual foi o momento mais interessante que já viveu até então em Wisteria Hollow? // Quando foi a última vez que você chorou em frente a uma pessoa? E quando chorou sozinho pela última vez? // Qual era a sua profissão dos sonhos na infância?
Qual foi o momento mais interessante que já viveu até então em Wisteria Hollow?
Foi quando o cozinheiro, Vladmir, me ajudou à arrumar um dos quartos. Este foi o momento mais engraçado e interessante que vivi em Wisteria.
Quando foi a última vez que você chorou em frente a uma pessoa? E quando chorou sozinho pela última vez?
Acredito que tenha sido um dia antes de minha chegada em Adoria, quando deixei minha casa. E sozinha, bem… todos sempre choramos no calor de nossos travesseiros, certo?
Qual era a sua profissão dos sonhos na infância?
Dançarina de ballet, sempre foi o que desejei fazer.
11 – Se soubesse que tem apenas mais um dia de vida, o que faria?
⧼ ✢ Para alguém que não vivia o momento, a pergunta de Davina a pegou de surpresa, e um olhar arregalado fora devolvido para a joia. ❝ —— Não sei, senhorita. ❞ Era sincera, mas sabia que aquilo não era o suficiente. Ao menos lhe daria alguns segundos para pensar enquanto se ocupava em espanar o pó da penteadeira dela. ❝ —— Se amasse alguém, e ainda não tivesse lhe dito, provavelmente não diria para essa pessoa. Não precisaria machucar mais pessoas com minha partida. Mas eu comeria tudo o que um dia tive vontade, usaria meu melhor vestido e diria adeus às pessoas que são realmente importantes para mim. Acho que é isto o que faria… E a senhorita? ❞
Quais são os pontos da sua personalidade que você acredita que precisem ser melhorados?
⧼ ✢ ❝ —— Acho que minha crença exagerada na humanidade. Alguns chamam isso de ingenuidade, mas eu acredito que é uma questão de não julgamento. Veja: a pessoa é boa, até me provar que pode ser essencialmente ruim. ❞
35 – De todas as pessoas da sua família, a morte de quem seria mais perturbadora para você? Por quê?
⧼ ✢ ❝ —— A morte dos meus pais foi a mais perturbadora, e suas consequências me seguem até hoje. Eles eram tudo o que eu tinha, e sem eles, fiquei literalmente sem nada. Mas, agora, acredito que a morte de qualquer um dos meus irmãos seria perturbadora, pois eles são a única família que me resta, e perdê-los seria puramente triste e traumatizante. ❞
O caminho havia sido feito em silêncio até o final do corredor, perto da entrada do quarto onde mantinham mantimentos. — Rápido, antes que alguém nos veja! — Ela orientou, abrindo a passagem com a chave que havia roubado há alguns dias. Uma escapulida não fazia mal a ninguém e, naquele ponto, ela já estava experiente naquilo. — O que está esperando?
⧼ ✢ Noz moscada. Noz moscada. Noz moscada. Belladonna repetia mentalmente enquanto fazia seu caminho até a dispensa, para não se esquecer do que Berta havia pedido para ela. A chave era deferida contra a palma de sua mão, no mesmo ritmo em que pronunciava o nome da especiaria. Qualquer linha de raciocínio, contudo, fora interrompida ao ouvir os sussurros femininos, que fizeram com que se aproximasse mais devagar. ❝ —— Senhorita Byrne? ❞ Indagou, reconhecendo as madeixas ruivas da jade, mas vagamente surpresa por encontrá-la sozinha, principalmente ali e naquele momento. Com a dispensa aberta. ❝ —— Está precisando de algo, senhorita? ❞
⊰ — ❊ ᴛʜᴇ 𝕄𝕠𝕣𝕪𝕘𝕘𝕒𝕟 ❝ letter ❞
⧼ ✢ ❝ —— É muita gentileza sua se propor à me ajudar, mas não era necessário. ❞ Ela comentou, buscando os olhos de @pcrta enquanto esticava-se sobre a cama, na tentativa de encapar o colchão com o lençol. Havia se encontrado com o cozinheiro à caminho da ala dos quartos masculinos, e cavalheiro como sempre, o outro lhe ofereceu ajuda. Não importou o quanto a camareira disse que não precisava, quando deu por si, já estava rindo com o mais velho. Cumpriu a tarefa, escorregando os dedos pelo lençol já colocado na intenção de o esticar. Sem nenhuma ruga nas camas dos rapazes, a voz de Culpepper numerando as regras de arrumação soou em sua mente, e ela sorriu de forma involuntária. ❝ —— Terá de aceitar minha ajuda na cozinha qualquer dia destes. Mas aviso que minha especialidade é bagunça... ❞ As bochechas levemente avermelhadas enalteciam a timidez enquanto a camareira afofava o travesseiro, colocando-o sobre a cama. Aquilo não era em todo verdade, visto que cozinhou na casa de Madame Syrel, e de Bovary, assim como na própria casa quando casada. Mas o que fazia sequer chegava aos pés das obras-primas produzidas por Vladmir. ❝ —— Então é assim que aproveita seus dias de folga? ❞
F L A S H B A C K
kasecmg:
Depois de uma tarde dedicada a cavalgar sozinho, tudo o que Kase queria era um banho antes de descer para o jantar. Em Wisteria Hollow tinha de seguir um cronograma rígido, mas não havia dúvida de que levava uma vida de governador, comendo do bom e do melhor, bebendo os vinhos mais finos, participando dos melhores eventos e convivendo com lindas mulheres. Um ano atrás, ele mesmo não se via nessa posição, e apesar de todos os desprazeres de Adoria, a Corte de Luz era um descanso bem-vindo do Novo Mundo, quase como um oásis em meio à terra sem atrativos. Quando ingressou em seus aposentos, lamentou imediatamente a presença de alguém, percebendo, de pronto, que se tratava de uma moça. Ele poderia ter reclamado ao ver o uniforme, insatisfeito pelo ingresso constante de empregados em seus aposentos, mas a descida apressada da outra fez com que se desequilibrasse momentaneamente. Os reflexos apurados de Kase o levaram a acudir a serviçal de pronto, imaginando que teria problemas se se machucasse justamente ali. A surpresa maior, no entanto, veio quando encarou o rosto feminino, sendo atingido tardiamente pela revelação de que a conhecia. “Você”, respondeu automaticamente em reconhecimento, com um sorriso malicioso. Aquela era uma ótima notícia. “Vejo que Madame Bovary perdeu uma funcionária”
⧼ ✢ Concentrada demais nas feições dele para se dar conta de que já deveria ter pedido que a soltasse, Bella comparava o que via em sua frente com as últimas lembranças que tinha do soldado. Nem em seus maiores sonhos poderia imaginar que Kase Cartwell um dia estaria ali, na posição de um comprador. As mãos, grudadas à nuca dele, deixavam-os próximos, mas só percebeu quando sentiu o hálito refrescante do homem resvalar através da derme de sua face. Os olhos piscaram, dígitos escorregando para o peitoral do rapaz ao finalmente entender que estavam perto demais dele. Sozinha, não se soltaria, mas esperava que a pressão aplicada na região fosse o suficiente para que ele a libertasse e pudesse se recompor. ❝ —— Kase... ❞ Cumprimentou-o como estava acostumada, esboçando um tímido sorriso. O moreno era um dos únicos seres de Wisteria que sabia sobre seu passado, e tê-lo ali era... reconfortante! A fala que chegou à seus ouvidos no momento seguinte, tornaria as bochechas da camareira ainda mais avermelhadas se não fosse o soldado que as dizia. Com ele, possuía intimidade o suficiente para responder em tom jocoso, ainda ostentando um sorriso que beirava o inocente: ❝ —— Para a infelicidade de diversos cavalheiros, sim. E os Thron ganharam uma. Não para fazer o mesmo serviço, é claro, por Uros fique quieta Belladonna! ❞
F L A S H B A C K
pcrta:
Confusão foi amiúde se esvaindo da expressão de Donndubhán a medida que absorvia a explicação de Belladonna. Ah, então era aquilo! A mesma coisa de quando Dmitri chamava Lyra de sunshine, por mais que ela não fosse literalmente um raio de sol ––– pessoas não se casavam com raios de sol sendo que eles eram inanimados, claro! Disso Vlad sabia, e era outra coisa que Anton jamais o convenceria do contrário! “ ––– Ah!” Exclamou, num claro tom de compreensão, e abriu um sorriso largo e sincero para a camareira. “ ––– Então os Thorn encontraram apelidos carinhosos para as garotas. Entendi.” Tão gentil da parte deles, por mais que Jasper pudesse se mostrar carrancudo as vezes, e Natasha dizer que essa história era tudo conversa pra boi dormir e para colocar dinheiro no bolso deles. Os Thorn eram a prova clara que jamais devemos julgar pessoas pelo que elas parecem ser! “ ––– E você, Bella? Qual pedra você foi apelidada?” Indagou, ainda com um sorriso nos lábios. Será que ele podia ser uma pedra também? Ou eram apenas as garotas? Lucy dizia que isso de ’coisa de garotos’ não existia, então Jasper, sendo boa pessoa daquele jeito, poderia pensar a mesma coisa. Ele e Lucy deveriam se conhecer ––– ela era bem mais paciente do que a Natasha e com certeza não ia dar uma vassourada na cabeça do sr. Thorn, como a outra já prometera fazer com delinquentes que sujam o chão limpinho dela. “ ––– Bastante coisa!” Proferiu, e fez menção de conduzir Belladonna até o balcão da cozinha, onde ainda haviam algumas peças que poderiam ser consumidas antes da comemoração. “ ––– Temos trufa de maracujá.” Ofereceu uma a camareira. “ ––– Alguns vinhos e o tiramisu. O Leonardo enviou o café da Itália para fazermos. Espero que a senhorita goste”
⧼ ✢ Um assentir de cabeça fora o que expressou ante a teoria do moreno, sorriso genuíno sendo percebido nos lábios rosados da camareira. Os Thron não eram exatamente carinhosos, visto que os apelidos as separavam em categorias e definia quem era melhor, mas ainda assim, eram apelidos. ❝ —— Mais ou menos isso, sim. ❞ Assentiu novamente, como se aprovasse sua resposta. Ao ouvir o questionamento alheio, contudo, fora impossível evitar o baixo riso. Se ela fosse uma pedra, seria no máximo um strass, valendo uma pedra de ouro ou duas devido o fato de saber como cuidar de uma casa. Mas não mais do que isso, seu passado tornando-a imprópria para se casar — além disso, já era casada, e o fato de ninguém saber de seu segredo, não anulava o casamento. Não explicaria tudo isto à ele naquele momento, é claro. Quem sabe em um futuro. ❝ —— Eles apelidam somente as suas alunas, as vinte garotas em seus belos vestidos. ❞ Dera levemente de ombros, exibindo um sorriso que transmitia a mensagem de que não se importava muito com este fato. ❝ —— Mas poderíamos nos apelidar por conta própria... ❞ Sugeriu, ostentando um sorriso nos lábios. Ele, por exemplo, poderia ser uma painite, a pedra mais rara do mundo. Quando o caminho até o balcão fora indicado, deixou-se ser conduzida pelo cozinheiro. Os alimentos, de bela aparência, faziam sua boca encher-se de água, por isto aceitou a trufa quando lhe fora oferecida, dando uma pequena mordida. Deveria ser educada. ❝ —— Hm... que delícia, Vlad! ❞ Viu-se chamando-o pelo apelido, as bochechas adquirindo uma tonalidade rosada ao tempo que evitava adentrar no assunto. ❝ —— Eu gosto de café. Italiano, e preparado pelo senhor, deve ser melhor ainda. ❞ Brincou, exibindo sorriso carismático antes de aproximar o polegar dos lábios e retirar o excesso de chocolate dali. ❝ —— Espero que tenha tempo para aproveitar tudo isto, também. ❞
F L A S H B A C K
kasecmg:
Era quase automático agir daquela forma na presença da morena, recordando-se de um passado não tão distante assim, em que a intimidade entre os dois era algo corriqueiro. Talvez não fosse se ele não tivesse insistido por diversas vezes para ter apenas ela na casa de Bovary, mas não se arrependia de suas escolhas, e não via nenhum prejuízo com a presença da garota na Corte de Luz — pelo contrário. “Não sabia que isso a desagradava, senhorita. Se estiver assim tão ruim, posso parar agora mesmo”, falou, elevando as mãos em sinal de rendição. No entanto, ambos sabiam que aquilo não era verdade, não passando de uma brincadeira. Ouviu atentamente, a encarando de perto enquanto lia seu bilhete, erguendo uma sobrancelha entre uma frase e outra. Reparou nas bochechas corada, levando uma mão até o rosto alheio, massageando o local por um momento, antes de se afastar. “Obrigado, Bels. Foi muito gentil da sua parte. Sabe que não tenho habilidades de escrita mas, se tivesse, escreveria cartas enormes para a senhorita”, falou, em tom jocoso, porque não se via fazendo aquilo. Não era seu método de conquista habitual. “O que posso fazer para compensar essa falha?”
⧼ ✢ Chegava a ser engraçado ver o outro chamando-a de senhorita. Poucas pessoas sabiam das precedências de Moryggan, e o militar fazia parte deste restrito grupo, vindo daí a graça. Estava longe de ser uma senhorita, mas era reconfortante saber que ele a via daquela maneira. ❝ —— Não me desagrada, na verdade. Talvez seja o mais próximo que estarei do senhor novamente... ❞ Era boa no jogo de palavras, ainda que não estivesse de fato jogando com o homem. Ao sentir o toque de Cartwell em sua face, os olhos se ergueram para encontrar os castanhos dele, sorriso iluminando as feições da camareira. Era tão recatado se comparado à outros momentos que haviam vivido juntos, mas parecia extremamente íntimo por estarem em público. Quando ele se afastou, um murmúrio de reclamação escapou dos lábios rosados, e ela inclinou-se levemente na direção do outro como se pedisse por mais. ❝ —— Não precisa agradecer, é o que realmente desejo para você, senhor Cartwell... ❞ Com a proposta feita, fingiu pensar por um momento antes de sorrir ao comprador. ❝ —— Me leve para passear? Nos jardins... saber como você está, e como veio parar aqui, já compensaria tudo. ❞
@donnadecasa
Gostava de inventar alguma receita ou pegar alguma que já existia e por em prática, como os bolinhos que sua mãe fazia. Há muito que queria poder refazer o que fez parte de sua infância e ela gastou alguns bons minutos, bom, algumas boas horas porque não estava acertando de primeira algo que tanto amava. Não por não saber cozinhar, mas porque queria a perfeição na criação de sua mãe e queria poder ter aquela sensação de lar novamente. Algo que parecia ter se perdido naquele período como garota luz. A Safira finalmente se encontrou feliz com o seu resultado, o rosto com uma mancha ou outra de farinha ali, pouco na roupa também, mas valeu à pena. E como se fosse por obra do destino uma cobaia surgiu ali. “Prova esse bolinho e me diz o que acha dele. Agora, por favor! E tá uma delícia, confia.”
⧼ ✢ A cozinha vinha se tornando seu local preferido em toda Wisteria Hollow. Não pelo local em si, embora isto também tivesse relação, mas principalmente pelas pessoas que costumavam ficar por ali. Pela pessoa. Vladmir. Depois de algum tempo vinham se falando mais do que os habituais bom dia e boa tarde quando se encontravam ali ou aqui, e isto era bom. Os trejeitos do homem a encantavam, e podia dizer que Uros finalmente havia a presenteado com um bom amigo. Os pensamentos se dissiparam assim que adentrou o local em questão, os olhos amendoados procurando pela figurado cozinheiro, que aparentemente não estava ali. Estava prestes a deixar a cozinha, certa de que tiraria seu momento de intervalo depois, quando a voz feminina atraiu sua atenção. ❝ —— Muito obrigada, senhorita Merantis. ❞ Agradeceu conforme fazia o que lhe era solicitado, dando uma pequena mordida no bolinho. Era delicioso, e estava curiosa para saber a opinião do cozinheiro sobre isto. ❝ —— Poderia me deixar pegar mais um? ❞ Questionou para a safira, exibindo um sorriso carismático nos lábios. ❝ —— Está realmente delicioso! A senhorita era cozinheira antes de ser recrutada? ❞
Estava confortavelmente acomodada na poltrona de couro, a caneta tinteiro batucando sobre a prancheta com um som oco enquanto cruzava uma das pernas sobre a outra, de um modo muito mais confortável do que a mesura requerida para uma dama de seu calibre. Verdade fosse dita, Sabrina não sabia exatamente porque marcava aquele tipo de reunião: geralmente eram escorregadios quando perguntava algo mais pessoal, mas talvez este fosse o ponto principal. Deveria se encontrar com um dos compradores naquela tarde cinzenta, mas ele tinha se atrasado. Típico. Imprevistos acontecem, Sabrina, sua mãe murmurou em sua mente, mas foi incapaz de reprimir o franzir de nariz. “Imprevistos acontecem, é claro. Falta de respeito, também.” Resmungou, revirando os olhos ao escutar a maçaneta da porta alarmar a chegada de uma nova figura na saleta. “Em que posso ajudar?” Pendeu a cabeça para o lado de maneira cordial, ainda que o estresse a fizesse implorar por um pedaço de bolo, apoiando o rosto em uma das mãos a medida em que elx adentrava no recinto.
⧼ ✢ Prestativa demais, Belladonna acabava acumulando tarefas que não diziam respeito à seu cargo, mas aquilo não a incomodava. Em verdade, gostava de saber que poderia ajudar aos outros, e por isto sempre se mostrava solícita à pedidos. Naquela tarde, enquanto terminava de retirar o pó do hall de entrada, não fora diferente. Um dos compradores, senhor Stuart, pediu para que fosse ao encontro da sobrinha dos Thron e informasse que sua reunião com ela estava cancelada. Havia recebido uma carta, e precisaria se ausentar do compromisso, ele explicara antes de se retirar, deixando uma Belladonna sorridente se encaminhar até a sala de Sra. Hyde. Falanges bateram contra a madeira antes da camareira girar a maçaneta, colocando o rosto para dentro da sala apenas o suficiente para que pudesse observar a mulher. ❝ —— Senhor Stuart me pediu que lhe desse um recado. ❞ Informou, adentrando um pouco mais o local, mas ainda mantendo-se na porta. Pronta para sair caso fosse solicitado, afinal, uma mulher não deve entrar onde não é chamada — lembrava-se do pai lhe dizendo isto. ❝ —— Ele lamenta muito, mas recebeu uma notícia que o impediu de participar da reunião desta tarde, e deseja saber se poderiam reagendar para amanhã... ❞