— É, você me encontrou.
-Na verdade, eu estava procurando aquele livro ali atrás de você, mas, hum, oi
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@dontuforget-freya
— É, você me encontrou.
-Na verdade, eu estava procurando aquele livro ali atrás de você, mas, hum, oi
O que? Claro que não Freya! A apresentação é só no fim do ano. É meu aniversário que está chegando.
-Seu aniversário? Parabéns, Gigi. Eu esqueci de anotar isso. Eu trouxe alguns dvds que encontrei nas últimas férias, eles falam sobre o making off de filmes trouxas, tipo é uma edição meio inédita de um diretor contando como ele prepara as audições, os atores, e todo o resto, vai ser seu presente, não me deixa esquecer, talvéz até te dê algumas ideias para a peça
Ei, ei, ei, calma! Eu só tava brincando, relaxa. Sua varinha está inteira, apesar de eu ter sim sentado nela. Devia tomar cuidado com onde a deixa.
-Ah, ei, isso não teve graça, você quase me matou do coração. Eu sei, vou tomar mais cuidado, eu devo ter esquecido onde deixei, de novo
-Ahn, tudo bem, eu… Nem me lembrava de ter te escrito, é…
Você não lembra?
-Eu… Ahn, não, não, eu lembro, claro. Aquela carta em que eu falava sobre, aquele assunto lá, o assunto importante, ou não tão importante, é, o assunto, não é?
-
-Eu não tenho nada para fazer… Se quiser, eu posso ficar com você e… Ah, espera, eu sou meio lerda, isso foi um jeito educado de dizer que você quer ficar sozinho?
— Não, não, você pode ficar se quiser. Eu só não quero que você fique porque se sente obrigada a ficar.
-Está frio lá fora.- comentou balançando os ombros.- Então, se não se incomodar, eu fico aqui. Sei que não é da minha conta, mas você parece meio para baixo.
Faltam apenas quatro dias para o melhor dia do ano! Eu estou tão ansiosa e tenho uma programação recheada, de parar a escola.
-Quatro dias? Melhor dia do ano? Mon dieu, já é a apresentação do teatro? Como eu pude esquecer? Achei que tinha anotado as datas certas!
Então, hipoteticamente falando, se alguém tivesse sentado na sua varinha sem querer e ela tivesse, sei lá, quebrado, o quão ferrada essa pessoa estaria?
-Ah, eu provavelmente ia fazer um drama enorme, ainda bem que isso não aconteceu e…. Espera, você quebrou minha varinha? O que? Como assim? Não enxerga por onde senta não? Você é cega ou o que? Ai, meu Merlin, eu não acredito! Eu sou muito irresponsável. Sou uma idiota. Como que eu larguei minha varinha assim sozinha? Merda, merda, merda. E agora? Como que u vou pegar uma nova? Eu amava aquela varinha! Nunca nenhuma nesse mundo inteiro vai substituir ela. A gente tinha uma história! Não estou acreditando
— Foi mal, eu só… Não tô me sentindo muito bem pra ir lá pra fora. Você não precisa me fazer companhia se não quiser, eu entendo.
-Eu não tenho nada para fazer... Se quiser, eu posso ficar com você e... Ah, espera, eu sou meio lerda, isso foi um jeito educado de dizer que você quer ficar sozinho?
Eu sei que não respondi suas cartas e que sumi sem explicação nenhuma. Mas, por favor, não fique aí só me olhando e fazendo com que me sinta culpada.
-Ahn, tudo bem, eu... Nem me lembrava de ter te escrito, é...
It's hard to dance with a devil on your back | Freya&___
Freya abriu os olhos lentamente ao ouvir o som de seu despertador, em toda sua vida, por ser organizada e possuir aversão a atrasos, acabara cultivando o costume de deixar três despertadores, um para cerca de quarenta minutos antes do horário, para que tivesse tempo de se arrumar, outro apenas como uma adiantada de cinco minutos antes de seu compromisso, e o terceiro cerca de uma hora depois do horário marcado, apenas para que acordasse já ciente de que perderia o programa. Naquela manhã, Freya não ouviu o primeiro despertador, nem mesmo o segundo, portanto acordou apressada ao som do terceiro com medo de estar atrasando-se para algo. E então, como toda manhã, vinha o vazio, seguido de uma tremenda dor de cabeça, enquanto esfregava os olhos ao se espreguiçar, Freya recapitulou-se em sua mente, a última coisa que lembrava era ter dado boa noite para os pais e deitado em sua cama, certa de que no dia seguinte iria com os pais em uma comemoração a seu aniversário de 16 anos, porém era assim que se sentia todos os dias ao acordar, em seguida vinha o desespero ao perceber que não estava em seu quarto, e sim em Hogwarts, porém era este o momento em que a garota via em sua escrivaninha um caderno gigante com uma post-it colada onde estavam os dizeres em sua própria letra, "leia-me todos os dias", e aí era sempre a mesma coisa: ao folhear as páginas que relatavam uma justificativa para sua falta de memória, ela sentia-se melancólica, e então lia as partes onde estava escrito sobre o assassinato que custara a vida de seus pais já a cerca de um ano, havia até recortes de manchetes de jornais trouxas comprovando a veracidade dos fatos. A menina começava a sentir um sufoco, um vazio, uma agonia incessante junto ao desespero, e por ultimo, via as frases escritas pelos avós e por si mesma, cada uma delas dizia para a menina superar e seguir em frente, como vinha fazendo a quase um ano sem nem ao menos recordar-se disso, afinal tinha de viver cada dia como se fosse único, mesmo sabendo que ao acordar na manhã seguinte não lembraria de nada. Era assim todas as manhãs... Menos naquela. Ao olhar para os lados, Freya deparou-se com a escuridão. Desde seus três anos tinha o costume de adormecer com alguma luz acessa, seja o abajur ou seja uma fresta do banheiro, porém, mal sabia ela que suas colegas de quarto já estavam a horas na sala de aula, e que ao sair haviam apagado todas as luzes do quarto, e então, Freya, muito confusa, levantou-se com cautela e caminhou em direção ao interruptor, porém, esperava dar de cara com as paredes clarinhas de seu quarto na casa dos pais, e não com o dormitório de Beauxbatons. E aí, sem dar a mínima atenção para o objeto sobre sua escrivaninha que continha as respostas para suas indagações, a garota começou a andar em círculos pelo quarto, ela olhava para os lados sem entender o que estava acontecendo, sentia o coração bater acelerado ao notar que algo estava estranho. Queria entender, queria respostas... "Alguém?" chamou com a voz vacilante, porém para sua extrema decepção, não recebeu resposta alguma. Freya começou a sentir-se agoniada, um calafrio percorria seu corpo por completo e ela buscava algo, alguém... Qualquer coisa. Qualquer coisa era melhor que o vazio e a confusão que se passava em sua mente. Sem saber o que fazer, a garota desceu correndo as escadas em direção ao salão comunal, que para seu desespero, estava vazio. Desespero... Era assim que se sentia, desesperada, portanto, marchou inconscientemente em direção á saída de sua sala comunal, ela olhava para todos os lados rapidamente sem entender direito o que estava acontecendo, observou atentamente os quadros que a olhavam com piedade enquanto andava rapidamente pelo corredor. E então, uma dor de cabeça aguda devido ao coração acelerado veio sem qualquer aviso, Freya fechou os olhos com força e encostou as costas em uma parede qualquer, sua mente ficou negra, e em seu subconsciente via apenas fragmentos dissipados de seu ultimo ano, ouviu então um cortante grito de dor de seus pais, seguido ao som de uma bala, ela pode visualizar a si mesma acordando em um hospital, teve alguns vislumbres rápidos dos últimos meses em Hogwarts, e então vozes. Várias vozes falavam ao mesmo tempo em sua cabeça, ouvia vozes familiares de amigos e parentes antigos, algumas outras que não reconhecia porém sabia serem familiares... Uma sensação estranha apodereou-se de Freya, ela sentia-se sufocada, como se as paredes estivessem se encolhendo e espremendo-a no meio, seu coração batia descompassado, as pernas bambas fizeram com que a garota escorregasse as costas e caísse no chão, seus olhos fechados depositavam lágrimas de desespero que escorregavam por seu rosto, sua respiração estava rápida e muito irregular a ponto da menina conseguir ouví-la ofegante em meio a soluços, sentia o rosto arder pois o mesmo estava extremamente avermelhado, ela tentou ficar de pé, porém tudo parecia girar, e ao abrir os olhos lentamente, sua visão estava muito embaçada. Freya já havia passado por isso antes, porém não se recordava, afinal era apenas uma pequena criança, porém já vira igualzinho em sua mãe esta reação, um ataque de pânico. A bruxa lutava para manter a calma, lembrava-se com muita clareza de quando a mãe a instruíra o que fazer nesses casos: manter a calma e distrair-se, porém era como se não tivesse mais controle de si, sentia o corpo tremer em desespero, sabia que sua voz falha falava palavras em meio á respiração que a mesma não conseguia controlar, tentou manter-se calma, mas logo foi tomada por uma onda gigante de medo, que fez com que seus olhos enchem-se de lágrimas e a boca liberasse sussurros assustados, ela estava perdendo o controle de si mesma, e não tinha nada que odiasse mais do que perder o controle. Ao final, com a vista embaçada, Freya só conseguiu enxergar a figura distorcida de alguém que se aproximava.
amei o video que fez sobre a freya <3 lindo!!
OOC:
obrigadaaaaaaa <3<3<3 tipo serio msm <3
ஜ Freya Bellegarde ≈ If My Life Were a Movie ஜ
“Written in these walls are the stories That I can’t explain I leave my heart open But it stays right here empty for days”
Ao perceber o quanto sua pergunta parecia afeta-lo Freya arrependeu-se de te-lo feito, porém agora tinha uma ideia do que poderia estar acontecendo.- Não precisa se lembrar. Pense em outra coisa, qualquer coisa, o que quer que for, já está no passado.- ela estava prestes a dizer que poderia ser uma espécie de ataque de pânico, porém temia que isso o deixasse mais angustiado.- Você está passando por hm… Uma crise de ansiedade, acontece com algumas pessoas do nada ou quando estão em alguma situação difícil, eu entendo, é normal, já passei por isso a muito tempo, as vezes acontece por conta de genética, mas não se preocupe, isso vai passar.- tentou recordar-se naquele momento de todas as recomendações que ouvira da mãe, porém tudo o que lembrou foi que era importante manter a respiração estável e tentar acalmar a pessoa.- Com licença.- murmurou baixinho limpando uma lágrima que escorria pelas bochechas do garoto.- Você está se sentindo sufocado? Quer procurar um lugar aberto? Ou quer tentar chegar na enfermaria?- ela tentava soar o mais confiante possível, até mesmo esquecera o quão estava incomodada com a situação estranha daquele castelo.- Tenta pensar em outras coisas, por que você não me conta algo? Tipo, não sei, talvez qual sua história preferida? Pode ser algo que aconteceu de verdade, ou algo de um filme ou livro…
Ele confiava nas palavras da garota. Geralmente ele não se deixaria levar pelos papos de um estranho, mas ele não tinha mais nada a se agarrar e um ataque de ansiedade não parecia ser tão péssimo.
- Eu não sei pra que lado fica a enfermaria e muito menos pra que lado fica a saída deste corredor. Eu não consigo sair daqui, é como se um feitiço me fizesse correr e o corredor nunca acabar… - Nick tinha desistido de tentar sair dalí a algum tempo, ele tentava a todo custo fugir, mas só acabava se perdendo mais.
- Uma história que gosto? Rapunzel. Eu gosto tanto da Rapunzel… - Sua mãe costumava contar-lhe aquela história e a semelhança com sua vida era inegável. Uma mãe louca que ama a filha de um jeito que beira a perversão e a priva de ver o mundo e quando tentam salva-la, coisas ruins acontecem. Ele não havia se tocado da semelhança, mas ele amava a história.
Aquela justificativa parecia plausível, estivera tão ocupada tentando ajudá-lo que Freya já até havia esquecido de como estava irritada pela falta de controle sobre si mesma, afinal não conseguia nem ir para seu dormitório sem perder-se.- Tudo bem. A gente fica aqui.- murmurou baixinho, enquanto tentava pensar em algo rápido que poderia iniciar um diálogo, era o que lembrava-se: pode parecer uma eternidade, mas ataques de pânico uma hora acabam, tente distrair a pessoa para que ela mantenha-se ocupada com outra coisa.- Rapunzel? Eu conheço, mas você sabia que existem muitas versões diferentes dessa história? Eu li uma vez em um livro uma, mas já vi outras diferentes, principalmente em filmes, até mesmo a Disney está criando uma animação com uma história diferente da Rapunzel... Como é a que você conhece? Quer me contar?
S~çaEla observou ele por um certo tempo, um pouco confusa.- Eu também estou ouvindo- murmurou baixinho mudando o olhar para a parede.- Que estranho, que estranho que estranho. Como… Como que faz para isso parar?
Não sei… eu só quero entender. É tão confuso e tão horrorizante ao mesmo tempo. – ele semicerrou os olhos enquanto a encarava. – São muitas ao mesmo tempo.
-Eu sei, eu estou ouvindo... O que será que é isso? Como será que faz para parar? - Freya franziu a testa olhando para o mesmo lugar que ele, odiava aquela sensação de impotência, de não saber o que estava acontecendo ou não poder fazer algo.- Você acha que podem ter encantado as paredes? Ou talvez tenha algo dentro ou atrás dela, ou é alguma coisa na nossa mente...?
-Eu sou Freya. Freya Bellegarde.- a garota murmurou baixinho, e então sentiu-o segurando seus braços com força, ao olhar para a expressão no rosto dele, ela sentiu-se agoniada, conseguia sentir o desespero dele e teve que se controlar para não perder o controle também. Freya soltou seus braços que já estavam doendo e passou-o ao redor do ombro dele, puxando-o para um abraço.- Respira fundo três vezes, puxa o ar pelo o nariz e solta pela boca.- instruiu tentando passar calma em sua voz.- Eu preciso perguntar, você já passou por algo parecido assim antes?- naquele momento lembrou-se de que a própria mãe costumava ter ataques de pânico e já havia instruído a filha a lidar com essa situação e precisava saber se aquele garoto estava passando por isso ou apenas estava desesperado pelo momento.
Nick tentou e tentou até que conseguiu puxar o ar fundo uma vez, as outras duas foram mais fáceis depois, mas ele não conseguia parar de chorar. Ele ainda soluçava como uma criança de oito anos. “ Eu preciso perguntar, você já passou por algo parecido assim antes? “ Ele refletiu sobre a pergunta e lembrou-se de uma memória vaga sobre algo parecido. Quando ele era criança, sua mãe durante um de seus surtos pegou uma faca e começou a se cortar na frente dele enquanto ela gritava. Ele ficou da mesma forma. Lembrar daquilo não iria o fazer bem. - Aconteceu uma vez. Eu era muito pequeno… Não queria ter lembrado disso. Por que isso está acontecendo?
Ao perceber o quanto sua pergunta parecia afeta-lo Freya arrependeu-se de te-lo feito, porém agora tinha uma ideia do que poderia estar acontecendo.- Não precisa se lembrar. Pense em outra coisa, qualquer coisa, o que quer que for, já está no passado.- ela estava prestes a dizer que poderia ser uma espécie de ataque de pânico, porém temia que isso o deixasse mais angustiado.- Você está passando por hm... Uma crise de ansiedade, acontece com algumas pessoas do nada ou quando estão em alguma situação difícil, eu entendo, é normal, já passei por isso a muito tempo, as vezes acontece por conta de genética, mas não se preocupe, isso vai passar.- tentou recordar-se naquele momento de todas as recomendações que ouvira da mãe, porém tudo o que lembrou foi que era importante manter a respiração estável e tentar acalmar a pessoa.- Com licença.- murmurou baixinho limpando uma lágrima que escorria pelas bochechas do garoto.- Você está se sentindo sufocado? Quer procurar um lugar aberto? Ou quer tentar chegar na enfermaria?- ela tentava soar o mais confiante possível, até mesmo esquecera o quão estava incomodada com a situação estranha daquele castelo.- Tenta pensar em outras coisas, por que você não me conta algo? Tipo, não sei, talvez qual sua história preferida? Pode ser algo que aconteceu de verdade, ou algo de um filme ou livro...
— Shh, sh, sh. – Heloísa colocou a destra na boca do aluno que estava atrás de si, tentando entender e distinguir o misto de sons que ouvia. — Você consegue ouvir também? – E se virou para a pessoa, só então percebendo que sua mão a impedia de responder. — Ah! – Retirou-a, com um sorriso amarelo no rosto e balançou a cabeça, para que ela respondesse. — Acho que… Estão tentando nos mandar uma mensagem. Você consegue ouvir?
-Mmmmurmurou com a boca tampada, encarando a outra garota com uma expressão surpresa quando a mesma soltou-a.- Eu não estou ouvindo nada, mas ei! Você já vou aquele filme que fala da história do Alan Kardec? Ele foi o pai do espiritismo, e ele falava com espíritos através de batidas na parede, imagina que foda se essa bagunça toda não for loucura, e sim os espíritos querendo se comunicar que nem em Atividade Paranormal? Okay, agora eu não estou mais nervosa, ia ser emocionante. Se tiver algum espírito, dá duas batidas na parede!
-Calma, por favor se acalma, eu não sei o que está acontecendo, eu não sei como fazer parar, desculpa, mas eu não consigo ver ninguém assim, você não vai enlouquecer, pense em coisas boas, não se preocupa, vai dar tudo certo
Quem é você? Por que eu não me lembro de nada? Eu não sei por que estou aqui, o que está acontecendo? - Nick segurou forte nos braços da garota. Tão forte que provavelmente a machucaria, mas ele não tinha mais controle sobre si. Seus olhos azuis cheios d’água agora estavam tomados pelo mais puro desespero.
-Eu sou Freya. Freya Bellegarde.- a garota murmurou baixinho, e então sentiu-o segurando seus braços com força, ao olhar para a expressão no rosto dele, ela sentiu-se agoniada, conseguia sentir o desespero dele e teve que se controlar para não perder o controle também. Freya soltou seus braços que já estavam doendo e passou-o ao redor do ombro dele, puxando-o para um abraço.- Respira fundo três vezes, puxa o ar pelo o nariz e solta pela boca.- instruiu tentando passar calma em sua voz.- Eu preciso perguntar, você já passou por algo parecido assim antes?- naquele momento lembrou-se de que a própria mãe costumava ter ataques de pânico e já havia instruído a filha a lidar com essa situação e precisava saber se aquele garoto estava passando por isso ou apenas estava desesperado pelo momento.