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by evijark
Quantas vezes abracei forte o travesseiro querendo que fosse você, Quantas vezes eu disse "Eu te amo" no quarto vazio querendo dizer pra você.
- Pedro Paulo
Já tiveram a sensação de que estão exaustos mentalmente e tem uma baita vontade de escrever um texto falando tudo, aliviar um pouco, organizar os pensamentos e tal.. mas na hora que tu senta para escrever as palavras simplesmente não saem? É como se estivesse faltando algo para você se libertar, talvez um ombro amigo ou algo que apareça inexplicavelmente e mude as coisas.
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“Saber que eu não fui o suficiente pra você me destruiu por dentro.”
— Discursou.
Desejo-lhe sorte, baby. Você sabe, há um bocado de coisas que amei em você.
Bukowski.
“Estar ao seu lado basta. Por isso não deixa de vir não, chama no abraço, aperta até o sorriso sair em conjunto. Vem mesmo bravo, vem cansado, vem irritado, vem mesmo no seu pior dia, porque pior do que te ver meio calado, é não te ter nenhum pouquinho durante o dia. Vem que a gente melhora o humor juntos, eu posso ser seu travesseiro ou quem sabe você o meu… É sempre melhor junto.”
— Nanda Marques.
“Acho que depois de tanto tempo afirmando pros quatro cantos do mundo o quanto nós éramos errados um pro outro, eu finalmente consegui entender que a verdade era o contrário disso. Eu não tô dizendo que a gente seja perfeito um pro outro (mas não mesmo) e nem que a gente combine ou qualquer coisa desse gênero. Porque eu continuo sem entender seus vacilos e você ainda não enxerga meus acertos. O que eu vim te dizer, Stubb, é que talvez no meio dessa bagunça toda que a gente se enfiou tentando não acreditar que o destino colocaria você e eu no mesmo caminho, a gente tenha se perdido. Você pode ser todo estragado e cheio de erros mas se encaixou em mim de um jeito que nem todos aqueles outros conseguiram. Eu não consigo mais ser aquela garota que sabia controlar o que sentia, que esquecia quando queria, que gostava quando fosse necessário. Você me ensinou a ser espontânea e eu te amaldiçoou por isso porque só do seu lado eu consigo ser. Eu já perdi a conta de quantas noites sem dormir eu passei porque ou eu te odiava demais ou eu te amava demais e ambas as coisas eram de formas tão exageradas que era como um soco no estômago. Eu que já neguei tanto que era sua, hoje eu deixo o orgulho na mala pra admitir que eu não saberia ser de mais ninguém (se não você). Eu ainda não consigo suportar a sua postura errante e seu jeito descontraído de andar, mas eu ainda sinto cada pedacinho do meu corpo arrepiar andando do seu lado com seu ombro relaxado aproveitando pra segurar a minha mão e soltar no mesmo segundo. Eu não sei ser Robin sem você, Stubb. Mesmo que eu ainda mantenha aquele ar independente que não precisa de você pra nada, eu não sou autossuficiente porque minha suficiência é e sempre foi você. Eu posso ir embora amanhã te dizendo que admitir isso tudo foi o pior erro que cometi depois de você, mas você me puxa de volta e me faz ver que eu sou burra e cega quando nego (pros quatro cantos do mundo) que a gente é sim, certo um pro outro. Que você é meu oposto, que seu signo é meu inferno astral e mesmo assim você me leva ao paraíso. Eu aprendi na marra que ficar com você tem vezes que é a pior coisa do mundo, mas sem você seria como ter que aprender a andar de novo. E você é aquele cara complexo com peças faltando mas acabou que você era o que faltava em mim. Mesmo sendo esse babaca da pior espécie e esse cafajeste barato. Você me atingiu como bala perdida sem nem dar tempo pra que eu me abaixasse, foi tudo muito rápido. Mas o que eu sinto por você não tá perdido e não vai acabar na mesma rapidez que começou. Porque, Stubb… Se não for você, não vai ser ninguém. Mesmo sendo toda incerta e sem saber nada do futuro, a minha certeza é você e os meus pés no chão são graças a isso. E só pra registrar: eu ainda te acho o cara mais babaca do mundo. Mas eu sou presa em você de um jeito que nem algemas conseguiriam prender alguém. Não tem mais jeito e nem pra onde fugir. Porque toda vez que eu fujo eu acabo voltando pro mesmo lugar… Você.”
— robin and stubb.
“E, por alguma razão, naquele momento, senti o ar pesado. Carregado de solidão. E aquela solidão permaneceu comigo pelo resto da noite. Até os melhores momento daquela noite foram afetados por esse incidente isolado - esse não incidente -, diante da minha antiga casa. A falta de interesse dele por mim foi como um lembrete. Mesmo que eu tivesse uma história naquele lugar, não importava. Não dá para voltar atrás, para o jeito que as coisas eram. Do jeito que você pensava que elas eram. Tudo o que a gente realmente possui… é o agora.”
— Os 13 Porquês.
“Cara, olha pra ela. Mas olha de verdade, bem fundo, até ultrapassar a pele e a carne e o ego e chegar lá dentro, onde o coração bate e os pensamentos fervilham e os sentimentos aquecem. Agora cê tá vendo? Não é tão ruim quanto parece, né? Nem tão triste ou solitário. Tem até umas margaridas ali no canto que ela guarda pra fazer bem-me-quer-mal-me-quer, de vez em quando ela burla as regras e arranca duas pétalas de uma vez só pra dar certo no final, sabe? No fundo ela não foi feita pra sofrer. Talvez seja essa falta de aptidão pra dias ruins que tenha a deixado assim. Ela sorri com os olhos muito mais que com os lábios, é preciso prestar atenção, enquanto seu rosto permanece congelado naquela expressão de quem vive indiferente à tudo e à todos, são as duas bolas castanhas que denunciam: de fria, ela não tem nada. E nem quer ter. Olha pra ela, cara, mas olha como quem quer desvendar os segredos do mundo. Ela é um poço fundo arquitetado com incógnitas que assustam e fazem a gente querer sair correndo escalando os tijolinhos escorregadios que parecem armadilhas para os descuidados – e é. Mas quem tem coragem de ir até o final descobre que a vista compensa. É bonito lá dentro, cara, a gente até consegue entender o porquê é que ela criou essa espécie de proteção que afasta tanta gente, tem lugares que não são feitos pra qualquer um entrar, e o coração dela é um deles. Tem mais poesia ali do que em qualquer poema do Drummond, cara, coisa que seria capaz de deixar Fernando Pessoa boquiaberto, você só precisa conseguir ler o que ela aprendeu, depois de muita ferida e muita cicatriz, a emudecer. Olha pra ela, cara, mas olha de verdade, olha pro jeito como ela mexe no cabelo e nesse vicio que ela tem de estar sempre mordendo a boca, mas não olha como se essas fossem só manias bobas, tem muito mais dela em cada uma dessas atitudes do que você pode imaginar. Olha como ela fala pouco e escuta muito até que, de repente, jorra uma tempestade de palavras e depois volta a se calar. Como se você tivesse que entender tudo naquele vai e vem de excesso e escassez de palavras, e tem, é só prestar atenção, cara, porque ela sempre te diz tudo. Olha para os sinais que ela te dá, olha para o que ela esqueceu de falar, mas te disse, em segredo, enquanto te olhava de canto conversando com os seus amigos e sorria de um jeito que raramente faz, olha para as entrelinhas que ela te dá e entenda que é o jeito dela de fazer você saber o que ela já sabe. Olha pra dentro dela, cara, olha pra além dessa armadura que ela criou como uma tentativa de não voltar a se machucar, olha pra onde o sangue pulsa e as artérias vibram e as veias dilatam. Olha como ela te olha, sem carta na mesa e sem blefar, sem nenhum tipo de jogo, pelo menos dessa vez, só um fondue de chocolate com morango e um vinho francês, talvez um pouco de mpb, ela ama o Chico, coloca o vinil pra rodar e chama ela pra dançar pela sala iluminada só pelo abajur e olha bem fundo daqueles globos preenchidos com rímel e enxerga o que ela tem pra te dar, escuta naquele quase silêncio celestial os gritos que os olhos dela tem dado, e sorri, sem dizer nada, que ela vai entender que você também disse que dessa vez é de verdade. Olha pra ela, cara, que ela já tá olhando pra você.”
— Gabriela Freitas.
Eu precisava de ajuda, mas ninguém notou o meu pedido de socorro, então foi mais fácil para me afastar. Tenho cada vez mais sentido menos vontade de estar perto das pessoas e de socializar. Tenho me sentindo cheia de pessoas vazias e suas conversas mais vazias ainda. Não sinto mais vontade em conhecer e logo depois desconhecer. Eu tô fugindo. Não sei bem ao certo para onde, mas tô indo. Apenas um desabafo, Nessa Cross.