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@drunkenplace
marton perlaki
De todas as cartas que escrevi, a mais bela foi para ti.
Não me limitei a ti, mas tudo aquilo que gira em torno de ti.
É impressionante como até a mais simples grama de condomínio fica mais verde quando penso em ti.
A forma como sempre narrei sobre nós, diz mais sobre ti que sobre mim.
Falar sobre mim é falar sobre ti.
E contigo tudo fica mais belo porque és bela.
É entre teus cachos que mergulho até me perder de mim.
E é dentro de seu corpo que me perco porque tu se faz dona de mim
Nenhum caminho é pré existente. Algum explorador passou por ali antes? Talvez. Mas quantos exploradores são necessários para que um caminho seja definido como tal? Ainda não encontrei a resposta. Procurei em livros, filmes, jornais, pessoas, mas nenhum deles conseguiu responder. Na verdade, as respostas sempre vêm carregadas de alguma memória afetiva ou marcadas por um marco econômico, algo que centraliza seus esforços em um evento que não necessariamente é inicial, mas afetivo. Seria esse Instagram um marco afetivo? Seria essa arroba algo efetivo? Certo é que trago um cigarro com uma degustação do que é agora. O agora é o ponto inicial: numa madrugada de 2 de novembro de 2020, às 2:22. https://www.instagram.com/p/CHE5erFp7ay/?igshid=2phx0oe0nuvm
Das reviravoltas que a vida dá, eu nem sei mais em quais destas voltas me encontrar. Na verdade, será que seriam necessárias tantas voltas? Será que uma não é o suficiente? Será que eu já passei por ela e não vi? Com tantas dúvidas fica claro saber que eu não sei de nada. Bem sem rumo, só acelera e vai.
Amanhã mesmo vou para casa dos meus pais. Eu nem sei quantos quilômetros tem daqui até lá - mais uma coisa que eu não sei. São aproximadamente cinco horas de carro, em que a estrada, as cidades, as pessoas, a vegetação, enfim, tudo que vou deixando para trás é substituído pelo diferente. É tudo norte, mas é diferente. Daí quando volta, tudo se repete que nem as reviravoltas da vida, sabe?
Às vezes acho que viajo até meus pais com a intenção de me reencontrar, sei lá, deve ter algo de nostalgia ou carência afetiva nisso. Mas fato é: eu realmente sempre me reencontro, o que faz com que eu também volte correndo.
Pois é.
Será que dessa vez vai ser diferente? Não sei. Eu nunca sei, mas traço o destino, acelero e vou.
Amy Friend
@zendaya via Instagram stories | 28/08
Obra de arte
Luis Ricardo Falero (detail)
Passei por muita coisa na vida e agora penso que encontrei o que é necessário para a felicidade. Uma vida tranquila e isolada no campo, com a possibilidade de ser útil à gente para quem é fácil fazer o bem e que não está acostumada que o façam; depois trabalhar em algo que se espera ter alguma utilidade; depois descanso, natureza, livros, música, amor pelo próximo - essa é a minha ideia de felicidade. E depois, no topo de tudo isso, você como companheira, e filhos talvez - o que mais pode o coração de um homem desejar?
Liev Tolstói
Para bom entendedor meia palavra basta. Mas meia é coisa, não palavra. Para bom proseador as palavras guiam o proseado. Curiosidade, empolgação, surpresa, emoção. Mas não é sempre que as palavras acompanham o sentir. O sentir é veloz e confuso como o bater de asas de um beija-flor. O proseador não vê estas asas batendo, mas sabe que voa. Aí, com meio sentimento, lança meia palavra à eternidade para o entendedor que lhe basta.
Chishu Ryu in ‘Bashun’ (Lae Spring), Yasujiro Ou, 1949
Falling