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lunch time ♡ *゚· ˚
Seu trabalho era uma de suas maiores preciosidades naquela existência no Limbo, assim como uma das coisas que nunca falhava em a fazer sorrir. Os jardins eram sem a menor sombra de dúvida o seu local favorito e a sensação de ir até eles era a mesma que sentia durante a primeira vez o fazendo, nunca deixando de os achar magníficos. Sabia muito bem que seu amor por tudo o que havia nele era o suficiente para que as idas até o trabalho nunca fossem cansativas, assim como para garantir que um sorriso nunca deixasse seu rosto durante as horas em que lá estivesse. Ela mesma sempre daria um jeito de ir até lá nos dias livres caso sua profissão fosse outra, mas como não era o caso, apenas a restava agradecer por poder trabalhar em um local tão belo quanto aquele. Nunca entenderia como as pessoas costumavam não dar bola para seu entusiasmo em relação a eles; quem em sã consciência não ficaria admirado sequer pela possibilidade de ter tal beleza diante de seus olhos?
Entretanto, era sempre um alívio quando finalmente chegava na hora do almoço – não por estar ansiosa para se livrar de seus afazeres por um certo tempo, muito pelo contrário. O motivo era o de saber que encontraria com uma de suas queridas amizades para que almoçassem juntas, um costume que estavam desenvolvendo e do qual Inna estava realmente gostando. Passar esse período livre de seu tempo ao lado de Nara era ótimo, ainda mais por assim terem sempre a oportunidade de colocar seus assuntos em dia e se divertirem uma com a outra enquanto discutiam as trivialidades de suas manhãs. Era fato que a Han estava com um sorriso nos lábios delicados desde o momento em que havia sido liberada do trabalho, só a restando aguardar pela chegada da outra para que pudessem sair juntas.
@prttynara
O sol acertava em cheio o rosto angelical, a mulher precisava semicerrar os olhos para conseguir enxergar com eficiência o caminho que percorria. Amaldiçoava-se internamente diversas vezes por ter ido trabalhar com uma meia calça tão quente abaixo da saia social preta. A biblioteca costumava ser um lugar frio pela manhã, graças ao ar condicionado que sua “querida” colega de trabalho teimava em ligar. Não importava o clima, aquele maldito aparelho estava ligado.
Sorriso singelo brotou nos lábios de Nara, assim que avistou o local de sua grande amiga, uma das garotas que mais lhe dava segurança para permanecer ali no limbo e a lembrar que nem tudo eram trevas. Jogou as mãos para cima, espreguiçando o corpo em um alongamento mal feito assim que adentrou o jardim. Apreciava com cautela cada pétala, e o cheiro de rosas recém plantadas invadiam as narinas de forma já conhecida. Yeon Nara amava aquele ambiente, tão calmo, sereno, diferente dos problemas que a cercavam: Talvez Han estivesse certa, conversar com as plantas trazia uma paz interna.
— Inna? — Chamou a dona dos olhos sempre firmes e penetrantes. — Está aí? Estou com tanta fome, apareça logo antes que coma um de seus girassóis! Os dedos habilidosos, rápidos na técnica de encapar livros, faziam um coque frouxo para livrar um pouco do calor.
It’s up to you to find beauty in the ugliest of days.
Beauty / Life (via writingllama)
“Você me fez mentir, parabéns.” A vista embaixo deles geralmente era capaz de acalma-lo mesmo em seus dias mais desesperadores, porém naquele momento o jovem sentia R A I V A ; pura & sangrando, como havia sentido apenas algumas vezes na vida. “E eu achando que essa fase da minha vida tinha acabado, bem quando eu morri, mulher !” Nenhuma das emoções negativas eram realmente direcionadas a ela ; Nara tinha problemas o suficientes e feridas que ele nunca queria reabrir, porém as palavras ainda escaparam de sua boca em um tom indignado que não havia usado em anos. “Não é justo, não, nada disso é justo, você tem que contar.”
Os olhos da mulher se escancararam no ‘ simples ’ fato de pensar em contar a verdade sobre que a levou até ali, o limbo, tornava seu estomago um lugar incapaz de ser habitado.
O desespero foi mutável em questões de segundos: ver Min daquela forma, a única pessoa que ainda parecia se preocupar naquele maldito lugar com seu bem-estar, estava em péssimas condições, graças a ela.
Nara virou o rosto para o oposto do amigo, este que estava lhe cedendo moradia, visto que conviver com Yeon Nara era algo insuportável, era o que acreditava com veracidade. Intolerável estar no mesmo ambiente. Desprezível. Era exatamente isto que achava que Jin sentia. Achava não, tinha certeza.
Esse sentimento de angustia parecia incapaz de ser mantido no peito, derramando de seu interior por meio de lágrimas finas e silenciosas.
— Eu sinto muito... — Disse praticamente impossível de ouvir. — Min, eu sinto muito. — Balançava a cabeça em movimento negativo, como se a ação pudesse apagar toda dor que sentia. — Você tem razão, nada disso é justo. — Os dedos ansiosos não se continham, movendo-se de forma excessiva no laço na cintura, formado pelo casaco de costura barata, porém amistoso e belo. Nara conseguia despertar olhares mesmo com roupas simples, apenas carregando uma áurea difícil de ser encontrada em outras pessoas. — É tudo minha culpa. E tenho certeza, — Foi necessária uma pausa para puxar ar, em sua contagem parecia nunca cessar. — Jinyoung nunca irá me perdoar por ter provocado o Jonghyuk, se eu houvesse sido mais obediente isso não teria acontecido.
E mais uma vez ela estava ali, se culpando por uma morte.
— Acho melhor eu procurar outro lugar para ficar, merece paz, — Engoliu a seco sentindo o peso da saliva de forma cortante. — “Essa fase da sua vida já acabou”. — Repetiu as palavras de MIn, sem desdenho, sem raiva. Era internamente grata por ele ser tão incrível com ela.
Dizer que ele estava com raiva seria uma mentira e dizer que ele estava feliz não seria verdade. Estava “simplesmente” algo entre os dois que não poderia ser explicado, mas deveria estar acostumado com isso ; porque era tudo o que ele parecia sentir em torno dela. ‘ Ela está morando comigo ‘, dissera Minhyuk e Jin inventou novas palavras para amaldiçoá-lo antes de sair e agradecer o amigo silenciosamente enquanto dirigia. Não, não era que ele estivesse preocupado que Nara não tivesse lugar para ficar. Não, não, ele superou isso.
Porém algo ainda o deixava inquieto ao pensar em deixar a mulher para se virar, sem ninguém ao seu lado. É claro que ela era capaz de tudo, mas o fisioterapeuta conhecia bem os perigos que aquele lugar guardava. No entanto, porque era importante ?? Ele não conseguia entender, e Minhyuk, sempre tão chato, disse que não explicaria ; mas que talvez ele devesse pensar no espaço em seu coração que exibia um enorme N, marcado com ferro quente. Jin sempre pensou que era uma cicatriz, e era por isso que o lugar dela sempre seria o mesmo. Porque ela havia deixado uma marca e só isso. Talvez devesse mesmo questionar-se novamente.
Um som alto logo preencheu o espaço na biblioteca e ele realmente não tinha a intenção de fechar o livro de forma tão agressiva, mas graças a Deus era o único ali. Bem ele e ela. Portanto, o menino decidiu que esta era uma oportunidade perfeita para acabar com outras dúvidas e acalmar o ritmo de seu coração, que enlouquecia quando ele pensava por que diabos ela estava ali. “Só me diga como -” Foi tudo o que sussurrou enquanto encostado em sua mesa, de costas para ela. Uma inversão de papéis. “Apenas me diga como - e que você viveu bem.”
( @prttynara )
Cada hora era uma tortura. Cada minuto era uma lástima. Cada segundo era uma dor mais forte.
Nara nunca teve dificuldades para reprimir os sentimentos de desconforto, mas naquele momento tudo tornou-se muito mais intenso. Impossível para mulher ignorar o fato que ambos naquele ápice eram estranhos outra vez; sua memória era virada do avesso tentando trazer á tona estações de sua vida sem Jin. As únicas que recordava estavam nas dadas após seu casamento. O fatídico dia que disse “sim” e todos seus sonhos de uma eternidade perfeita foram sugados e lançados ao alto do espaço. Marte talvez. Sim, era isso! A justificativa de tanta tristeza: alguém tomou esse sentimento de si por força da energia, um feitiço, agora esbaldava pelo planeta de solo arenoso.
Suspirou não acreditando em tanta bobagem que seu cérebro estava criando em uma falha tentativa de se sentir melhor. Sabia que isso só iria parar, tanta culpa em seus braços, quando ele a perdoasse.
A realidade veio á tona no momento o grande barulho ecoou em sua mente, trazendo seus pés viajantes de volta ao chão. Yeon Nara conhecia aquela postura rígida do ex-amigo, sabia que algo estava o afligindo, e ao se dar conta que estava o encarando tanto tempo às bochechas se tornaram rosadas. Vergonha? Não, raiva de alguém tão frio que não busca entender o outro lado da história.
Flashbacks daquela noite fatídica invadiu seu corpo, as mãos se tornaram tremulas e formigantes; ela odiava ser tão frágil na frente de qualquer um, principalmente na presença de alguém que a conhecia tão bem. Um “não” alto e gritado repetia em várias entonações na mente, exatamente como aqueles da noite em que perdeu a vida. Entretanto não era uma escolha contar a verdade para Jin, era uma certeza sem outras vias. Ela teria de mentir. Nunca diria que o responsável pela cicatriz que carrega no corpo era culpa do irmão dele. O homem que escolheu passar o resto da vida. Cômico era a situação na cabeça da jovem lembrar-se de todas as vezes que Jonghyuk jurou a proteger para sempre.
Os dedos de Nara se fecharam na palma com força, pressionando as unhas enquanto tentava acalmar a respiração ofegante.
— Não o diz respeito. — Sua voz saíra afiada, uma coisa muito incomum para a doce mulher. — Desde que eu cheguei aqui me menosprezou, não tenho porque lhe contar, da mesma forma que não irei mais lhe dirigir a palavra.
Talvez o mel de sua alma estivesse se transformando em veneno.
— Como sempre desejou. — As sobrancelhas arqueadas no silabar das palavras era uma das fortes características da mulher, um mal habito talvez. Como ela sabia que o dele era rolar os olhos. Mas nada mais importava.
Deu as costas para o dono dos olhos mais brilhantes que vira, mesmo depois da morte, seguindo em direção das prateleiras. Quem vira por fora imaginaria que estava o menosprezando, pobres equivocados, a realidade era que se permanece ali, encarando-o, as lágrimas viriam à tona. E estava cansada de lidar com elas.
I don’t care that they stole my idea . . I care that they don’t have any of their own
Nikola Tesla (via wnq-science)
— 𝒯𝒶𝑔𝓈 ❝𝒩𝒶𝓇𝒶.❞
✖♫&. Life just s u c k s then we all die.
‘ i’m so sorry. for everything. ’ #ctu
→(tw: menção de sangue).
𝒩𝒶 𝓅𝒶𝓁𝓂𝒶 𝒹𝑒 sua mão as lágrimas aterrissavam. O corpoencolhido na beirada da escada não conseguia assimilar o fato de que o amigohavia voltado e a tratado tão friamente. Eram inseparáveis, os tipos de almaque se conectam e se carrega pelo resto da vida, mas, naquele momento, não suportavamais sua presença. Nara não podia aguentar.
Suas íris frágeis e cansadas observavam Min em sua frenteque tomava as mãos com delicadeza, sua mente estava tão aérea e semidentificação.
— Jin me odeia, e eu nem ao menos sei por quê. — Fixou oolhar nas cortinas cinza que voavam graças ao vento. — Onde eu errei Minhyuk?
☯ coming home late
𝒪 𝒸𝒽𝑒𝒾𝓇𝑜 𝒹𝑒 bebida cara podia ser sentido da sala. Comosempre Nara estava jogada no sofá de Jin aguardando a chegada do irresponsável.A garota sempre temia o pior, ficava teorizando acasos que poderiam leva-lo a óbitoou uma doença qualquer muito grave. “Ah Jin, você é um idiota”, suspirou elavendo o garoto andar cambaleando em sua direção.
— Você ainda vai ser o responsável de me provocar um ataquecardíaco. — Resmungou.
Automaticamente apanhou o braço do homem muito maior que elae passou em torno do pescoço. Deveria mesmo deixa-lo ali no meio da sala comuma boa dor nas costas para se lembrar no dia seguinte as burradas que deveriater feito.
— Está fedendo á sabonete barato de hotel, Jin. — Franziuo cenho o arrastando até as escadas que o levaria até o quarto. — Nem se atrevadizer nada, sabe que eu nunca estive em lugares assim, você quem rouba dessesestabelecimentos e me dá em pedido de desculpas. — Rolou os olhos soltando um gemido aocolidir o corpo com o corrimão. — Espero que não tenha se encontrado com mulherquase vinte anos mais velha novamente, dessa vez não irei te defender demaridos bravos.
Ela poderia estar tentando aparentar carrancuda ecompletamente brava, porém dentro de si estava desesperada. Odiava ver o amigodessa forma, tão vulnerável e balbuciando coisas aleatórias. Jin eraculpado por várias de suas noites acordada, apenas na aflição do seu aguardo.
— Venha, estamos quase chegando… — Pelo menos era o quequeria acreditar.
Ainda no terceiro degrau não suportou o peso e um mulheramigo saiu rolando os outros degraus.
— Pare de reclamar, nem doeu tanto assim! — Colocou as mãosna cintura observando o estado deplorável do homem. — Juro Jin, se você semachucou eu irei dar um soco entre suas pernas!
Rapidamente a garota se ajoelhou em frente do homem, observandocom atenção cada parte de seu corpo. Entre as palmas da mão analisava os traçosfirmes e olhos profundos dele: abatido.
— Está bem. — Disse aliviada o soltando levemente.
Não teve chances de emergir, a cabeça e o corpo do homem sealinharam no seu. A cabeça deitada em seu colo e uma respiração tranquila tomoucorpo daquele angelical ser. Não pode evitar sorrir.
— Boa noite, Jin. — Sussurrou acariciando os fios escurossedosos, porém que carregava partes coladas. Resultado de cerveja barata, só nãosabia como havia chego ali; na verdade ela nem queria saber.
Rezava com os olhos fechados que seu melhor amigo tomassejuízo.
&♫.I’ll вε чσυя ρlαтιиυм; I’ll вε чσυя ѕιlνεя; I’ll вε чσυя gσld.♥
❝You’re so drunk when I’m pretty.❞ / ❝I’m in Pirates of the Caribbean right now..❞
✿❝𝒀𝒐𝒖’𝒓𝒆 𝒔𝒐 𝒅𝒓𝒖𝒏𝒌 𝒘𝒉𝒆𝒏 𝑰’𝒎 𝒑𝒓𝒆𝒕𝒕𝒚.❞
𝒴𝑒𝑜𝓃 𝒩𝒶𝓇𝒶 𝓃𝒶̃𝑜 sabia o certo, mas estava rindodescontroladamente olhando para a amiga de cabelos bagunçados. Aquela semdúvidas foi sua melhor escolha: sair com Inna e curtir a noite sem presenciardramas ou ficar se remoendo no quarto.
Ela não se sentia mais tão sozinha, o sorriso da mulhersempre a animava, principalmente quando começava a falar sobre plantas e abeleza de cada pétala. O amor pelo trabalho era mesmo emocionante, e como umaboa curiosa Nara não deixava nada passar despercebido.
— Eu não estou bêbada, que bobagem! — Disse embolando aspalavras. — Apenas levemente alterada. — E então voltou a rir compulsivamente.
Ah, negação. Um dos estágios de reais bêbados.
— Eu só preciso de mais ‘Bacardi’, assim vou ficar novinhaem folha! — Alegou jogando os braços para cima e saiu da pista de dançabalançando os braços no ritmo da música eletrônica.
Ela não sabia como, mas ainda se mantinha em pé firmemente.Não se preocupou com o fato de estar descalça no chão frio, talvez sua sandáliaalta estivesse jogada na entrada, mas quem se importava? Nara definitivamentenão.
Movendo os quadris que estavam presos em uma calça apertadachegou até o balcão, onde arranjou duas garrafas de bebida desconhecida; nãoestava com cabeça para escolher marca ou qual queria, apenas desejava curtir anoite maravilhosa que lhe foi entregue. Eram raros momentos de felicidade porali.
&♫.◤Lεт'ѕ мαкε тнε мσѕт σƒ тнε иιgнт, l ι к ε ωε'яε gσииα dιε чσυиg.◥
‘ i tried to call you every night. ’ #tombada neuza
𝒜𝓅𝑒𝓇𝓉𝑜𝓊 𝑜 𝒸𝑒𝓁𝓊𝓁𝒶𝓇 levemente entre os dedos, conhecia aquelavoz, definitivamente havia o deixado preocupado. Não entendia muito bem o porquê,sabia que ela não estava sozinha.
Levou aquilo como uma bobagem, ele era sempre tão dramático.
— Sinto muito Jin, estava ocupada. — Nara parecia tãoanimada do outro lado da linha. — Fui naquele seu restaurante preferido com oJonghyuk, pedimos até o vinho branco!
Nara estaria mentindo se dissesse que não ouvira o som de Everybody’s Watching Me chamando aatenção durante o encontro. O aparelho parecia desesperado por atenção, masacreditou que seria deselegante atender durante o jantar. Jin poderia esperar.
— Seu irmão sempre é tão atencioso comigo, nossorelacionamento está cada vez melhor, — Sorria olhando pela janela do quarto ovento carregar algumas folhas. — E a minha parte preferida da noite foi nãopresenciar o meu acompanhante enfiar jeokkarakna gengiva e fingir ser um tigre-dente-de-sabre.
’ you are the better looking out of the two of us. ’
— 𝒩𝒶̃𝑜 𝒹𝒾𝑔𝒶 bobagens, — Negou com a cabeça balançando acaneta entre os dedos. Anteriormente esta servia para sustentar seus fios em umcoque bagunçado. — Sabe que cada um tem sua beleza, e a sua é tão exuberante.
Ela não mentia, aquela garota em sua frente era dona de umolhar tão intenso e um sorriso exuberante, adorava quando este aparecia.
— Deveria prender um pouco do seu cabelo, ele está tampandotodo seu rosto e nem está tão frio para isso. — Se aproximou levando as mechasescuras para trás da orelha da outra. — Muito melhor. — Sorriu tombando acabeça levemente para o lado. — Venha pessoalmente amanhã para renovar o livroque lhe darei um presente. — Disse apoiando o cotovelo sobre o balcão. — E nemadianta fazer esta careta, sou teimosa o bastante para não desistir, sabedisso. — Piscou o olho direito.
Nara tinha uma coleção de arcos e tiaras, um dos mimos queganhara na adolescência de seu pai, cada viagem recebia um novo, mas atualmenteraramente usava. Uma vermelha em especial ficaria perfeita na mulher em suafrente, destacando os lábios bonitos e rosados, e claro o rosto que merecia serapreciado pelo sol.
❝I didn't fall... the floor just needed a hug. ❞
𝒜 𝑔𝒶𝓇𝑔𝒶𝓁𝒽𝒶𝒹𝒶 𝑔𝑒𝓃𝓊𝒾́𝓃𝒶 e tranquila de Nara ecoava pelabiblioteca central em que trabalhava. A cena que ocorria em sua frente eradefinitivamente divertida. Seu consciente verificou que estava tudo bem, entãopoderia rir tranquilamente.
As mãos que carregavam dois romances europeus descansaram oobjeto na prateleira qualquer ao seu lado, para que assim ajudasse a mulher emsua frente.
— Isso faz todo sentido. — Satirizou movendo a cabeça deleve. — No final das contas todos nós precisamos de um pouco de carinho, não émesmo?
Aquela frase, mesmo dita de forma divertida carregava umamensagem interna, no como se sentia sozinha á cada dia que se passava. Não quefosse diferente enquanto ainda viva, os dias se arrastavam sem ninguém, e mesmoquando seu marido estava em casa era como se estivesse só. Talvez devesseadotar um gato, sempre gostou de animais. Era uma ótima ideia.
— Espero que esteja bem, o chão não parece tão confortávelpara receber pessoas. — Sorriu mais uma vez indo na direção dos livros antesque esquecesse e os deixasse em lugares errados. Nara odiava desorganização.
&♫ .’Ðεѕтιич ѕαιd ιт: Yσυ gσт тσ gεт υρ αиd gεт ιт’.
Why am I afraid to lose you when you’re not even mine?
‘ so what, we’re just not gonna talk about it, huh? ’ #tombando
𝑀𝑒𝓍𝒾𝒶 𝑜𝓈 𝒹𝑒𝒹𝑜𝓈inquietos sobre a mesa da cafeteria, mesmo a bebida quente não parecia osuficiente para animá-la. Já faziam meses desde que não recebera uma únicamensagem daquele que se dizia ser seu melhor amigo. As ligações que o fazia sempre eramlevadas para o mesmo destino: caixa postal. Deus sabe o tanto que lhe foicheia. Será que ele havia ao menos descido a notificação?
— Sinto falta dele Minhyuk, — Fechou as pálpebras lentamente, como se arepetição do nome do dono do sorriso mais lindo que vira fosse se materializarem sua frente. — É como se uma parte minha houvesse se perdido por aí.
Jin havia sumido. Sumido sem ao menos dar notícias ou um adeus queprestasse. Nara temia o pior, odiava causar mal para as pessoas e se houvessedito ou feito algo que o levou tomar tal ação nunca se perdoaria. Assim comoMinhyuk eles estavam sempre ao seu lado, verdadeiros amigos e umacontinuidade de sua alma. Embora odiasse admitir o vínculo com o jovem Jinyoungera muito mais forte; mesmo apesar das brigas e discussões sempre no fim estavatudo bem, ambos sabiam disso, eram ligados com fortes correntes de amor ecarinho. Mas daquela fatídica vez fora diferente.
O aperto no peito que Nara sentia era absurdo, como se ele precisassedela a todo instante. Todavia o que poderia fazer além de esperar? Não teriammarcas na neve para que pudesse seguir e encontrar seu amigo. A impressão deter sido abandonada era péssima; talvez se o marido, cujo era o irmão maisvelho, deixasse-a parecia menos doloroso. Odiava admitir para si mesmo, e nãofaria em voz alta, mas Jin era quem mais precisava.
— Eu não sei para quem recorrer, até atrás de uma de suas ex-namoradinhasfui para buscar notícias. — Torceu o nariz, o péssimo gosto de Jin era sentidode longe, sempre característico de perfumes doces demais. — Entendo que eleprecise de um tempo sozinho para seja lá qual for à razão, mas não me avisar émuito egoísmo.
Estava ficando raivosa e a forma que agarrou o copo longo de café emandou para dentro não fora diferente. Era difícil para a garota de cachecolvermelho cair na triste realidade que ele não estava mais lá pela manhã emfrente da biblioteca que trabalhava apenas para dar bom dia, mesmo sabendo quetrabalhava do outro lado da cidade. Ele não ligava em chegar alguns minutosmais tarde para fazer isto.
Eram atos que Yeon Nara sempre percebera, arquivava em sua mente para queas trouxesse a tona em momentos tristes, um reconforto. Naquele momento ela nãotinha melhores memórias para fazer essa busca no arquivo cerebral, visto queele era o causador de tanta amargura.
— É demais isso tudo para mim, ontem briguei com meus pais por motivosidiotas como sempre, porém dessa vez não tinha ninguém lá para ajeitar aquidentro, — Apontou para o próprio peito, enquanto descansava a embalagem dabebida de volta á mesa. — Nenhum idiota para dizer que iria ficar bem e melevar para tomar sorvete independente da temperatura, porque mesmo se ficassecom dor de garganta Jin me levaria ao médico. — As lágrimas acumulavam no cantode seus olhos, uma força grande para que não escorressem pela face. — Ele estáme deixando Min, está cada vez mais distante, e isso me assusta de uma formaincabível no meu peito.
As promessas, planos e ideias de futuro estavam se desfazendo como bolhasno oceano.
— Sei que ainda tenho o Jonghyuk, meu marido, mas não é a mesma coisa,ele não me compreende, — Seu olhar voltou-se para a rua movimentada por trás da janela de vidro do estabelecimento harmonioso. — Não mecompreende como Jin.
Em uma última esperança apanhou o celular ao lado do copo verificando asnotificações, até mesmo desbloqueou o aparelho na esperança de alguma mensagemde texto que não havia chego à tela. Contudo, assim como as ligações e e-mails,estavam vazios.
&♫ .’I jυѕт cαи’т ѕεεм тσ ƒιиd тнε яιgнт ωαч.’
‘ how is this important right now? ’
𝒮𝑒𝓊 𝒶𝓅𝑒𝓉𝒾𝓉𝑒 haviaido embora, a embalagem que sustentava os amendoins favoritos estava sendoamassadas nos dedos devido ao nervosismo.
— Você tem que comer, não importa se já está morta. — Deu dois passospara frente um tanto quanto arisca. — Não quer acabar assim, quer? Já chegou até aqui, se for paraas bactérias nos devorarem que sejamos lindas até o último segundo, toda garotamerece morrer como uma diva.
Yeon Nara sorriu, tentando diminuir a tensão que fora estalado no argélido.
— Aqui, pegue um, são os meus preferidos. — Inclinou os amendoins pelaterceira vez de forma convidativa. — Devemos comer um hambúrguer, estou faminta,e você merece mergulhar em muitas batatas fritas. — Ajeitou o casaco nos ombrose seguiu a diante, tentando sustentar naquele frio suas botas de salto. — Vamos,gingerbread? — Olhou-a por cima do ombro mantendo a expressão amigáveljuntamente com o sorriso bem alinhado.
42: Is morality universal or relative? / 44: What's the worst name you've ever been called? / 47: Do you get along better with old people or little kids?
42: Is morality universal or relative?
*ೃ ❝Relativa, visto que muda a cada sociedade. Moralmente canibalismo em nossa concepção é um ato completamente errado e imoral, mas para muitas tribos é uma atividade comum, principalmente nos tempos antigos em que se acreditava que comer a carne do guerreiro mais forte lhe passava seus “dons”. Até mesmo uma honra!
Tudo está em como e onde se vê.❞
44: What’s the worst name you’ve ever been called?
✹*❝Insuficiente. Talvez não seja uma palavra tão forte em comparação aos outros xingamentos muitas vezes machistas, mas dita dos lábios de alguém que jurou te amar provoca um caos muito maior.❞
47: Do you get along better with old people or little kids?
*ೃ ❝Apesar de nunca ter tido filhos sempre imaginei minha casa cheia deles! Crianças têm uma inocência que me encanta, meu lado afetivo com elas definitivamente é marcante.❞
𝒫𝑒𝓇𝑔𝓊𝓃𝓉𝑒-𝓂𝑒 𝓉𝒶𝓂𝒷𝑒́𝓂!