The Stonewall Inn
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PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

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gclinho:
❛ ——— Se essas porras de nifflers saíram daqui ou não, o problema é exclusivamente e do Ministério da Magia. Você é do Ministério da Magia? Eu acho que não, então saí daqui antes que eu te jogue ácido sulfúrico! ❜ Após expulsar o repórter e fechar a porta em sua cara, Oleg ainda vigiou o lado externo da loja por algum tempo, tentando ver se o homem iria mesmo embora ou permaneceria rondando o estabelecimento como um urubu, o que já havia feito mais cedo. Ao constatar que ele se afastava, o russo soltou um suspiro de alívio e voltou os olhos ávidos à pessoa que o esperava dentro do comércio. ❛ ——— E você não pense que se escapou! ❜ Rápido, cruzou a distância entre cliente e vendedor, adentrando o espaço pessoal alheio. ❛ ——— O que vai comprar hoje? Eu criei tantas coisas maravilhosas desde as últimas férias! De poções de beleza até misturas alquímicas semi-prontas. Essas últimas, aliás, são até patenteadas, um luxo. ❜
quando o escocês passou pelas portas da loja de poções um tanto conhecida, não esperava encontrar oleg irritado com um repórter, literalmente o expulsando do estabelecimento. o loiro fez questão de passar em silêncio pelos dois, não querendo chamar atenção, até chegar ao balcão. enquanto ouvia o falatório do soviético, andrew permaneceu no mesmo lugar, mas de costas para os outros dois. aproveitou para ver se encontrava algo que lhe ajudasse. talvez estivesse exposto em alguma prateleira. sem sucesso, porém não precisou esperar muito, já que logo a palavra estava sendo designada a ele. assim que o mais novo parou de falar o bartender se virou, ficando de frente para ele. a falta de espaço, considerado necessário por muitos, não lhe era um problema. não quando se tratava de oleg rasputin. abriu um sorriso charmoso, encolhendo os ombros. —— me dói saber que você está achando que minha aparência é ultrapassada, mas tudo bem, oleg. —— fingiu ressentimento, saindo de sua pose para colocar as mãos nos bolsos do casaco. —— queria comprar algo que acalme felinos de grande porte. general patinhas está muito irritado ultimamente e eu já tenho cicatrizes de guerra. desconfio de que ele esteja um tantinho irritado comigo. —— encolheu os ombros como se jurasse que era inocente. haviam outros motivos para ele estar ali, mas achava que não era necessário dizer que estava sentindo falta do soviético.
gifted, 2017
whitcsoul:
⌊ 平和 ⌉ —— Desde o início de seu estágio no Olivaras, Shiro andava sempre em cima do horário. Nunca atrasado, mas muito perto de. Com sua ridícula ideia de delivery de varinhas, as coisas tinham se complicado ainda mais, levando-o a atravessar Stars Creak com os braços atulhados de caixinhas naquele momento. Apressado e distraído com sua tarefa, não notou o corpo maciço vagando no meio da calçada e acabou trombando com o mesmo. Por pouco não caiu, conseguindo recuperar o equilíbrio rapidamente, mas o menos não poderia ser dito de sua mercadoria, agora espalhada pelo chão. ❛ ——— Ok, ok, tudo bem, eu entendo. Mas pode me ajudar a recolhê-las, por favor? ❜ Questionou, franzindo o cenho. ❛ ——— Espero que nenhuma tenha se danificado. Essa entrega é enorme e a comissão vai ser boa. Talvez eu ganhe uma gorjeta. Mas o que eu estou fazendo falando das minhas finanças para um desconhecido no meio da rua? Ok, ignora essa última parte. ❜
ao olhar para shiro sentia que estava olhando para um quadro que mostrava o passado. bem, eles não eram semelhantes em questão de aparência, mas andrew já esteve naquela situação após terminar os estudos em hogwarts. por pelo menos um ano ficou encarregado de ajudar os pais na loja de varinhas da família e, apesar de não andar pelas ruas com caixas e mais caixas, o escocês acabava por ter a tarefa de carregar a mercadoria dentro da loja. era bastante complicado e deveria ter bastante cuidado, ele bem sabia. por isso se sentiu mal ao ver o que havia feito, mesmo que sem querer. —— mas é claro. novamente peço perdão. —— se abaixou rapidamente, começando a juntar as caixas enquanto ouvia o mais novo divagar. soltou uma risada suave, balançando a cabeça. —— se alguma estiver danificada eu posso te ajudar a consertar. não sou um olivaras, mas... tenho certo conhecimento sobre o assunto. —— ao terminar de juntar as caixas de varinhas se levantou, estendendo para o japonês. —— quer ver se alguma foi afetada?
cursedkay:
A vida adulta não era nem um pouco como parecia. Era… Silenciosa demais. Kay nunca imaginou que sentiria falta do caos de Hogwarts, os alunos conversando e correndo pelos corredores, de acordar e ouvir suas colegas de quarto reclamarem por ela estar acordada tão cedo. Mas havia um lado bom de morar sozinha: podia fazer o que bem entendesse na hora que bem entendesse. Isso é, depois de sair do estágio, das aulas, da yoga e da academia. Estava voltando do hospital, contando mentalmente a lista de coisas que tinha para fazer quando chegar em casa, quando esbarrou nele. –”Opaa. Olha, eu sei que sou mais baixa que você, mas não sou tão invisível assim, sou?”–
acabou rindo do comentário da jovem, tendo que balançar a cabeça negativamente. —— não, não é. eu que estava no “modo automático” e sai andando sem me ligar nas coisas. —— colocou as mãos dentro dos bolsos do casaco, olhando para a garota com certa curiosidade. —— indo pro trabalho? talvez eu estivesse fazendo o mesmo e... ah, não. é meu dia de folga. o que diabos eu ia fazer mesmo? —— no final parecia falar sozinho, embora não fosse a intenção do loiro excluir a garota. ele só estava realmente confuso, mas decidiu deixar de lado seus próprios problemas. —— não derrubei nada seu, né? —— olhou para baixo, procurando algum pertence da mais nova pelo chão.
Não era difícil para Cho criar um afeto imenso por alguém, por mais que mal conhecesse a pessoa ou que, como era o caso, nunca a tivesse visto antes. Esbarrar no maior, no entanto, fê-la resmungar pelo estrondo só porque, em seguida, ao erguer o olhar para fitar quem era, sentiu o coração palpitar. Que homem grande, bonito e… “Oi?” Ele mexia a boca, mas o que falava? Sua mente lhe pregava peças muito fácil, por isso podia jurar que ele estava dizendo que ela era linda e que nunca tinha visto nada igual. Por isso Cho começou a tocar no cabelo, enrolando uma mecha no dedo indicador no instante em que encontrou os fios. Fora isso, a risadinha boba e a perna meio torta, fruto de seu charme instintivo.
o escocês estava preocupado tentando descobrir se havia machucado a garota ao esbarrar nela, afinal a diferença entre os tamanhos dos dois era gritante. —— se machucou? —— perguntou calmo, porém não houve resposta. na verdade, a garota parecia... confusa? ou seria distraída? segurou a mão da coreana, sorrindo gentilmente. —— eu pedi desculpas por ter esbarrado em você e perguntei se você se machucou. —— não entendia o que a mais nova estava fazendo, ou talvez entendesse muito bem e estivesse fingindo para ele mesmo. no fundo, parecia uma cena cômica.
lerovx:
Quando alguém esbarrou em si, Margot parou de andar de imediato. Teve de respirar fundo para não distribuir uma dose de xingamentos impacientes. Quando maneou o rosto na direção alheia, porém, não havia um traço de raiva e sim uma faceta risonha. ❛ ── No problem. Deu de ombros, se virando por completo. ❛ ── Estão todos bem distraídos por aqui.
normalmente não era um cara distraído daquela forma e na verdade andrew sempre andava atento as coisas ao redor, reflexos de seu antigo trabalho. felizmente a mulher parecia ser muito gentil e não ter se incomodado com o ocorrido. —— isso é verdade. essa época as ruas costumam estar cheias e todo mundo anda olhando para a lista de compras ou pras fachadas das lojas. —— coçou a nuca, totalmente sem jeito por não ser nenhuma dessas pessoas citadas. —— eu lembro dos meus pais correndo comigo e meus irmãos pelo beco diagonal. a pressa de comprar o material escolar antes que as coisas se esgotassem. —— divagou, percebendo então que a garota provavelmente não tinha um pingo de vontade de saber sobre sua vida.
o escocês sequer sabia como havia parado ali, só se lembrava de ter saído de casa e o motivo fora totalmente esquecido. precisava comprar algo? bem, o pensamento se perdeu completamente quando começou a divagar sobre o passado e como ele estaria indo para hogwarts se ainda fosse uma criança ou adolescente. mesmo que estivesse olhando para frente, andrew não estava exatamente prestando atenção no que estava fazendo e para onde estava indo, voltando a si apenas quando sentiu esbarrar em algo ou alguém com seu ombro. —— perdão, não olhei direito por onde andava. —— em um tom educado se desculpou, sentindo-se sem jeito por ter estado tão alheio ao mundo ao redor que nem mesmo vira a pessoa a sua frente.
“Of all these pieces of broken dreams, this one that scares and confuses me the most.”
“A família Murdock era uma antiga e conhecida família bruxa em Glasgow, possuindo uma linhagem de sangue-puro por anos, mas diferente da maioria das famílias puristas, os Murdock não odiavam os mestiços e trouxas. Eles eram completamente indiferentes em questão de status sanguíneo, sempre preocupados com seu próprio negócio de criação de varinhas. Uma família feliz, carinhosa e gentil com os de fora — algo que incomodava os puristas amigos da família. Em 1970, quando a Primeira Guerra Bruxa teve seu início, houve um massacre na residência da família, com comensais da morte em busca da extinção dos Murdock após estes se negarem a se reunir com Lord Voldemort, considerando sua causa algo completamente brutal e maligno. A grande família se resumiu ao núcleo de Thomas, Megan e seus filhos, porém não todos, um dos gêmeos mais velhos tendo morrido durante o ataque. Ainda em meio ao ataque, Thomas e Megan fugiram com seus filhos para o único lugar que julgavam seguro: Hogsmeade, onde tentaram reiniciar a vida.”
biography + connections
‧ ﹙ANDREW MURDOCK.
Of all these pieces of 𝐁𝐑𝐎𝐊𝐄𝐍 𝐃𝐑𝐄𝐀𝐌𝐒 this one that scares and confuses me. I’m looking at her, getting farther away. She becomes a small dot and then 𝐃𝐈𝐒𝐀𝐏𝐏𝐄𝐀𝐑𝐒. Will this go away after time passes? I remember the 𝐎𝐋𝐃 𝐓𝐈𝐌𝐄𝐒. I remember you. On days where thin rain falls like today I remember your shadow. Our memories that I secretly put in my drawer I take them out and reminisce again by myself. Why didn’t I know – about the weight of sadness that comes with goodbye?
𝐈 𝐒𝐇𝐎𝐔𝐋𝐃'𝐕𝐄 𝐓𝐑𝐀𝐓𝐄𝐃 𝐘𝐎𝐔 𝐁𝐄𝐓𝐓𝐄𝐑 𝐖𝐇𝐄𝐍 𝐈 𝐇𝐀𝐃 𝐘𝐎𝐔.
<<DEZ CAMADAS>>
And we could run away before the light of day. You know we always could. The mountains say, the mountains say.
ANDREW’S PLAYLIST.
Apologize — OneRepublic Meet me halfway — The black eyed peas Mountains — Message to bears Black Flies — Ben Howard Mirror — Justin Timberlake Obstacles — Syd Matters Spanish Sahara — Foals
gclinho:
O rosto do soviético se iluminou. Juntou as mãos, sorrindo abertamente. ❛ ——— Sim! Eu poderia viver na sua casa, você iria enjoar de me ver. ❜ Com muita insistência e lágrimas de crocodilo, Oleg já fora dono de um gato sphynx chamado Fabrício. Era uma ótima companhia, mas acabou se perdendo em algum lugar de Hogwarts durante seu quarto ano e ainda hoje o Rasputin o procura pelos corredores. Felinos continuavam sendo seus animais preferidos e ele bem que poderia aproveitar a companhia de Andrew e um gatinho. Seria uma ótima combinação… Ainda mais se pudesse usar das habilidades do Murdock e surrupiar um chocolate quente vez ou outra. ❛ ——— Parece divertido. ❜ Comentou, umedecendo os lábios com a língua. Não fazia muita questão de ser discreto, no final das contas. A resposta do homem lhe provocou um riso contido. ❛ ——— Prometo, mas você deve saber que a palavra de um Rasputin não vale muito. Nosso trabalho é ludibriar. Mas pode me cobrar. Será um prazer cumprir com essa promessa. ❜ Se não bastasse o olhar, o tom aveludado adotado pelo soviético indicava que estava falando sério. Gostaria de poder escapar com Andrew para algum lugar e realizar as perversidades que diziam, mas a comemoração estava longe de acabar e Oleg ainda se perguntava o que tinha de errado em sua cabeça naquele momento para achar plausível se entregar a um estranho. Talvez fosse a tão desejada atenção que tanto ansiava receber; finalmente alguém a dedicava em totalidade ao legilimente. O fato de ser atraente e intrigante colaboravam para alimentar as ideias insanas do mais novo. ❛ ——— Gosto de homens de atitude. Mas que tal focarmos em um e depois no outro? Assim aproveitamos o máximo de ambos. ❜ Piscou. A alcunha proferida pelos lábios do outro, como uma onda de calor, espalhou-se pelo corpo inteiro. Que abençoassem o autocontrole de Oleg, se não já estaria cravando as garras naquele homem. Em vez disso, limitava-se às desconfortáveis mudanças de posição para ignorar a agitação em seu baixo ventre. ❛ ——— Nós certamente teremos um problema com os vizinhos. Não costumo me conter. É justo que você possa ao menos escutar o que está causando em mim. ❜ Respirou profundamente. Precisava se esforçar para focar no momento e evitar os movimentos letárgicos, como se qualquer ação violenta pudesse interromper o prazeroso ritmo encontrado por ambos. Contudo, a movimentação súbita de Andrew não foi mal recebida, pelo contrário; Oleg fixou os olhos escuros sobre os dele, observando-o com pupilas dilatadas. Sem controle sobre o próprio corpo, o russo não hesitou em seguir a boca do homem para tentar mantê-lo em contato consigo por mais tempo, um único selar não tendo sido suficiente para sanar a vontade que lhe despertara. Se bobeassem, havia apenas servido para aumentar sua fome. Viu-se de pé, ambas as mãos apoiadas no balcão e uma expressão que claramente amaldiçoava que não pudessem ir além. ❛ ——— E quando você saí desse maldito turno, pelo amor de Baba Yaga e todas as Zoryas? ❜ Se possível, o sotaque apenas marcara presença maior em seu discurso devido ao estado claramente alterado. Ainda de pé, levou uma das mãos ao colarinho da camisa branca, expulsando os primeiros três botões de suas casas. ❛ ——— Ainda é inverno? Está quente para caralho aqui. ❜ Bufou, de maneira um tanto quanto mimada, até porque Oleg era um pouco mimado, sim. Isso tudo porque sempre se acostumara a não parar de buscar até conseguir. Andrew — diria o nome dele e não o que gostaria de fazer com o mesmo porque a mente estava repleta de opções e via-se indeciso — era definitivamente um objetivo a ser alcançado agora. ❛ ——— Eu vou atacá-lo se não pararmos agora. Acho que vou tomar um ar lá fora para não acabar te prejudicando. Posso voltar depois? De preferência quando já puder te escalar como uma árvore. ❜
—— você seria muito bem vindo. —— o mais velho proferiu num tom calmo, apesar da vontade de rir com a animação do soviético. ele duvidava que iria enjoar da companhia de oleg, muito pelo fato de que o corvino fora a primeira pessoa a invadir sua bolha sem grandes dificuldades. aquele andrew conversando com o rasputin era o verdadeiro andrew murdock, descontraído e brincalhão, mas as únicas pessoas que sabiam daquele lado do escocês eram seus amigos mais próximos, a grande maioria o conhecendo antes da tragédia com os pais e a noiva. contudo, oleg rapidamente conseguira extrair seu verdadeiro eu e atraído o ex-auror. andrew estava até cogitando adotar um gato com o mais novo! —— ah, quer dizer que não devo confiar na sua palavra, hm? esteve mentindo pra mim esse tempo todo?! —— fingiu estar ofendido, tocando o próprio peito com uma expressão de surpresa. —— temos bastante tempo pra aproveitar as duas coisas. não vai se livrar de mim tão facilmente depois de hoje. —— piscou de volta para o soviético, a malícia praticamente transbordava do olhar do escocês. certamente que drew não permitiria que oleg fugisse depois de bagunçar a sua mente, o fizesse ir contra seus princípios e causado aquele fogo no interior do mais velho, fora as fisgadas na parte inferior de seu corpo. —— não teremos problema algum porque os vizinhos irão apreciar o som da sua bela voz gemendo o meu nome. —— o bartender tinha sorte de ninguém estar ouvindo aquela conversa, principalmente sua chefe, mas ao mesmo tempo em que tinha certo receio de que ouvissem, murdock desejava que alguém estivesse por perto para presenciar aquilo. talvez para dizer, no futuro, que o loiro não havia fantasiado ou exagerado ao achar que as coisas estavam esquentando demais e que logo a tensão não caberia no três vassouras. ao final do selar o maior passou a língua nos lábios, fitando os olhos escuros do rasputin e achando graça a visível irritação dele. riu rouco do sotaque acentuado do corvino, os olhos caindo para a ação de oleg, não disfarçando o fato de que estava praticamente secando o mais novo com os olhos, as fisgadas em seu baixo-ventre incomodando-o ainda mais com a pele atraente do soviético exposta daquela forma. a cada segundo andrew sentia que era ainda melhor do que ele imaginava. ele sequer havia ouvido as perguntas do rasputin, voltando a si apenas quando ouviu o outro bufar, erguendo o olhar para encontrar com o dele novamente. assentiu ainda um tanto hipnotizado. —— nos vemos depois então. —— o olhar do murdock brilhava em malícia, mas se apagou quando um outro cliente se aproximou e assim o escocês colocou sua máscara de bom moço novamente, indo atender o homem após lançar um último olhar malicioso e com uma promessa que apenas oleg entenderia. ele não estava brincando.
ENCERRADO.
i gotta feeling that tonight's gonna be a good night
m-vanhart:
—— eu sei reverter isso, mas ainda não estou bêbado ao ponto de ir contra meus princípios. —— haviam cerca de dois anos que andrew já não mais trabalhava como auror, mas ele ainda tinha aquelas características certinhas. pelo menos em questão de feitiços e afins. magia não era algo seguro para se brincar e ele sabia bem, logo era raro o murdock usa-la para “quebrar regras”. embora ele desse ideias para os outros, ele mesmo não as seguiria por peso na consciência. e apenas andrew sabia o quão pesada sua mente era por conta de suas atitudes do passado. mesmo os amigos mais íntimos não tinham total conhecimento de como o âmago do escocês se retorcia toda vez que o mesmo olhava para trás. seguiu o holandês até a mesa, sentando-se de frente para ele e fazendo um sinal para que fossem servidos, o que não demorou. o atrevimento de mackenzie com relação ao dinheiro de do murdock já não era mais uma surpresa, embora ele sempre agisse como se não soubesse do que o outro estava falando. moradores de hoghead não eram ricos e há muito que andrew saíra de um bairro nobre para ir para lá. após brindar o mais velho levou o copo aos lábios, olhando de relance para o van hart. —— o dinheiro que eu tenho se deve à um trabalho suado, van hart. o dinheiro dos murdock está todo no gringotts. —— proferiu num tom de brincadeira, mas ao mesmo tempo misturado com advertência. os lábios se torceram ajudando o loiro a fazer uma carranca por alguns segundos enquanto ele decidia se acataria o “pedido” do amigo ou não. ele nem estava tão bêbado assim e sentia que aquele dia em específico seria difícil derruba-lo. —— eu não posso prometer nada além de que irei tentar. e pra ser sincero hoje é um daqueles dias maravilhosos que nem o melhor conhaque do mundo irá me abalar. —— deu de ombros, virando o restante da bebida amargurado, fazendo um sinal para que enchessem o vidro novamente. era natal e ele não deveria estar daquele jeito, principalmente por estar na companhia de mackenzie. acertou um tapa no próprio rosto, acordando daquele pesadelo acordado que era se lembrar das dores do passado. decidindo não deixar aquilo o abalar mais, se inclinou na direção do holandês, sorrindo ao que sussurrava. —— mas as brigas até que são boas… elas me deixam desperto ‘pra depois. —— piscou um dos olhos para o mais novo, voltando a se sentar normalmente na cadeira ao que brincava com o copo cheio, contornando sua borda com o indicador. —— mas então… natal não é uma época menos… isso aqui? —— balançou a cabeça na direção do estabelecimento. embora os bares não estivessem totalmente desertos naquela data eles definitivamente estavam mais vazios. as pessoas preferindo comemorar o natal com seus entes queridos ou com os amigos, acompanhados de uma lareira e uma ceia feita com amor.
gclinho:
Seria cômico considerar que uma pessoa conhecida poderia facilmente desmanchar todo o flerte de Oleg e Andrew, visto que… Rasputin não era a pessoa com maior experiência sexual no âmbito e isto era fato conhecido, ao menos em sua comunal, onde sempre se engajava em debates incansáveis sobre a virgindade ser um construto social. Não que ele fosse admitir sua inexperiência, é claro. Afinal, lera os livros e sabia a teoria de cor e salteado, possivelmente era melhor em seduzir do que boa parte dos colegas. A prática não poderia ser tão difícil. Já era de praxe enrolar possíveis interesses futuros em seu papo até adquirir intimidade suficiente para decidir se queria seguir com algo mais quente ou não. Curiosamente, porém, Murdock fora um dos poucos capazes de lhe despertar verdadeiro líbido sem muito esforço, o que lhe deixara confuso. É claro, mais um conflito para sua sexualidade. Por que não? Não era como se lutasse com seu gênero diariamente. De qualquer maneira, a malícia exposta em atual cenário não era a única coisa que o agradava, mas também a gentileza, quiçá carinho, do mais velho. Andrew lhe passava segurança e Merlin sabia que tudo o que Oleg precisava era um pouco mais disso. No final das contas não eram os músculos que estavam fazendo um estrago no russo, mas aqueles olhos ternos e toda a atenção que prestavam em si. ❛ ——— Na verdade não parece um mau plano… Eu sempre quis um gato, mas minhas irmãs eram alérgicas. ❜ Justificou, animado, denotando que a ideia estava de pé e que se Andrew lhe passasse o endereço, era bem capaz de ser acordado com um agitado Oleg em sua porta na manhã de domingo, aninhando um felino debaixo do braço. ❛ ——— Maravilhoso. Mal posso esperar para isso acontecer. Que mal lhe pergunte, mas quantos gomos você tem no abdômen? ❜ A pergunta lhe ocorreu de repente e foi feita acompanhada de ávido olhar, deixando claro que a imaginação fértil do Rasputin já havia se enveredado por meios pérfidos. Anteriormente fora apenas um exagero ensaiado, mas agora? Era possível notar a verdade. ❛ ——— Oh, não. Tudo bem, quem se importa com isso? Nós podemos trocar e babar um pela nudez do outro, huh? ❜ Ofereceu, arqueando as sobrancelhas. ❛ ——— Sim, eu sei, mas uma ajuda é sempre bem-vinda. Uma mão, as duas, a boca… Você pode ficar à vontade. ❜ Garantiu. A provocação seguinte lhe fez se mover de maneira ansiosa no banco, possivelmente atingindo algo em seu interior com mais força do que esperava. O súbito contato conseguiu arrancar uma risada do russo, estendendo a destra para colocá-la acima da mão de Andrew em seu rosto. ❛ ——— Certamente. They don’t know how to take care of me, daddy. ❜ Se estavam descendo o caminho diretamente para o dirty talk, Oleg queria ser o primeiro a iniciá-lo. ❛ ——— Sabia que você queria fazer algo crescer em mim, mas não pensei que fosse o ego. ❜ Respondeu à afirmativa do outro. Por sorte, a língua era afiada o suficiente para conseguir se livrar de dúvidas. Sentia que Andrew não seria tão fácil de se enganar para largar um assunto, mas adorava desafios. Soltou a mão do Murdock em seguida, assumindo uma expressão pensativa. ❛ ——— Não é tão divertido quando escolhemos, mas pode me chamar de seu. ❜ Por um minuto, Oleg se pegou pensando que o gerente do Três Vassouras deveria ser um tanto quanto liberal demais em deixar seus funcionários tão à vontade. Não gostaria de arranjar problemas ao outro, embora o pensamento de distraí-lo ao ponto de tal fosse atraente demais para deixar passar. A proximidade alheia mandou um calafrio por sua espinha e as palavras descompassaram a respiração do Rasputin. Era uma sorte que Oleg fosse desavergonhado ao ponto de continuar respondendo com audácia ímpar. ❛ ——— É bom que eu goste de algo mais agressivo então, porque tenho a sensação de que vou desejá-lo por muito mais de dois minutos. You could spank me, daddy. ❜ Articulou, levando a destra à nuca do homem para afagá-lo em toques quase fantasmas.
—— good news, eu não sou alérgico. talvez eu adote um… uma boa desculpa pra você me visitar, não acha? —— abriu um sorriso na direção do mais novo sem nenhum rastro de que estava brincando. ele se sentia solitário diariamente, logo um animalzinho de estimação não era tão ruim e ele tinha conhecimento sobre gatos já que tivera um em sua época de hogwarts. o bichano o odiava — assim como tudo que se mexia —, mas andrew nunca se deixou abalar e os felinos ainda eram sua espécie favorita. mas não apenas aquilo o fazia cogitar a ideia, como realmente esperava ver oleg mais vezes, mesmo que o soviético fosse atrás apenas do gato. a companhia do corvino o agradava e ele sentia que de qualquer forma eles sempre teriam algo para conversar, principalmente pelo moreno ser tão curioso. —— o suficiente pra você ficar um longo tempo distraído. —— piscou para o outro, não passando despercebida a forma como ele o analisava, achando engraçado, embora no fundo sentisse uma pequena ponta de vergonha. era algo bem leve e que nem mesmo o murdock notaria. concordou com a cabeça, sentindo que faltava pouco para andrew, de fato, babar pelo rasputin. não sabia se era o interior quente do estabelecimento, a tensão entre os dois ou se oleg de fato estava se tornando mais sensual a cada segundo. oh, talvez ele fosse metade veela? o escocês riu internamente com o próprio pensamento, contudo não os descartou de cara apenas quando concluiu que a tensão estava o despertando e muito provavelmente fazia o mesmo com oleg. já não eram mais brincadeiras e ele podia sentir. —— te ofereço tudo, mas só se me prometer o mesmo. —— mordiscou o lábio inferior após umedecê-lo ao passar a língua por ele. a maciez da pele do corvino certamente não passara despercebida pelo loiro quando ele o tocou. —— they don’t know, but i do and i will. —— prendeu o olhar no do menor por alguns segundos, as orbes azuis mais intensas que o normal. —— posso fazer as duas coisas crescerem ao mesmo tempo e não estaria dizendo nada além da verdade. —— a sugestão fizera seu peito esquentar, mas andrew já havia pensado em outra coisa. ele só precisaria do momento certo para dizer. as reações causadas em oleg arrancaram um sorriso perverso do escocês, ainda mais por ele não se deixar abalar com os dizeres do mais velho. o rasputin tinha reações interessantes, pois fisicamente ele poderia se alterar, mas a língua continuava afiada como uma faca. —— posso, é? vou fazer com que você me deseje a noite toda ao ponto de gritar, baby boy. —— continuou a sussurrar no ouvido do soviético proferindo o apelido num tom aveludado ao que fechava os olhos com o toque macio em sua nuca. suspirou baixo, afastando-se minimamente de onde estava, ficando agora cara a cara. admirou os lábios rosados mais uma vez, roçando a ponta do nariz no dele levemente. o último rastro de sanidade do murdock ainda lutava dizendo que aquilo era errado, mas tão rápido mandou a voz para o inferno, juntando os lábios de ambos em um selar demorado, porém ainda simples, afastando-se com um sorriso ladino. —— é o máximo que terá enquanto eu estiver no meu turno, baby boy.