Ainda não sei ao certo qual das minhas escolhas teve por consequência você, afinal não acredito em destino ou ação de uma força cósmica sobrenatural. Eu que estava completamente distraída olhando os girassóis pela janela, com o coração interditado por tempo indeterminado para reconstrução, fui surpreendida por um qualquer, você. Um ser que eu desejei tão demasiadamente no primeiro vislumbrar, sabe aquelas paixões arrasadoras de cinco minutos? Eu tive por você, senti uma vontade intensa de beijá-lo ali na primeira vez que nos olhamos, não entendi porque minha essência apetecia tanto um desconhecido, mas que parecia ter passado mil vidas comigo. Eu queria a resposta: porquê? Porque você? Poderia ser qualquer um, mas quando encarei seus olhos grandes e insinuantes eu senti no fundo do peito e a única coisa que conseguia falar era puta merda. Não foi amor, não. Amor se constrói dia pós dia. Foi uma daquelas paixões triunfantes de filmes românticos. Talvez nós não nos completássemos, talvez você fosse de Marte e eu de Vênus, talvez meus trilhões de defeitos, mágoas e cicatrizes fossem impedir que eu me entregasse de corpo e alma. Mas naquele momento, eu só conseguia pensar que se fodam os porquês, talvez e dores. Eu queria sair correndo atrás de você te agarrar e prender em cópula a minh’ alma até o fim dos meus dias. Eu era a menina da janela e você o cara que passava por ali, senti que aquela história boba de flecha do Cupido podia ser verdadeira, pois algo realmente atravessou meu peito e dilacerou o meu ser, quem sabe eu apenas estivesse sendo sonhadora novamente ou porventura você estivesse sentindo o mesmo. Quem sabe seria mais fácil correr até você e perguntar se de todos seus sonhos românticos você aceitaria se apaixonar pela menina da janela apaixonada por girassóis.
Almalizei datilografou com Vireipassaro. (via vireipassaro)

















