Apenas idéias aleatórias
UM SEGREDO ALÉM DE PANDORA
Em um mundo pós-apocalíptico, no ano de 2050, havia uma garota que se chamava Nate May, tinha 17 anos e faltava apenas 2 dias para poder fazer 18, a sua tão esperada maioridade. Penso que a exaltação da tal maioridade rola desde os primórdios da Terra. Como esperado, Nate também estava muito ansiosa e repleta de duvidas quanto a sua fase adulta que estava por vir. Ela amava pensar em ter tido a oportunidade de ter a vida, mesmo em meio ao caos em que nasceu, bizarramente, ela foi a única criança a sobreviver após o parto, e foi nesse mesmo dia que começou a Guerra Final A tal guerra que, ironicamente, nunca chegou ao seu Final. Claramente viver em um mundo pós-apocalíptico em meio a guerra, não deve ser la aquelas coisas maravilhosas. Mas apesar daquele caos que a cerca todos os dias, e mesmo com todos os afazeres e suas responsabilidades, dada na minha opinião exageradamente, Nate adorava ir para a biblioteca, para poder ler suas historias favoritas e encontrar mundos fantásticos e muito distante daquela realidade cruel que vivia. Vivia de um modo severo embaixo da casa que, aos poucos, deixou de chamar de lar, e que infelizmente teria que viver continuamente aquela tortura até que ela se tornasse independente sim, ela já era independente a muito tempo.
A verdade era que a Srta. Nate não era completamente feliz, mesmo sempre estando com aquele sorriso formidável em seu rosto nem um pouco angelical mas sim, incrivelmente robusto e ao mesmo tempo, totalmente, gracioso. Nate May tinha seus segredos que apenas ela e seus familiares sabiam e isso foi severamente fechado, como todos diziam, a sete chaves. Este segredo é mais temido pela família que a própria caixa de pandora, que citada na mitologia grega como uma caixa que continha os males do mundo. E apesar de tudo isto, Nate exalava graça e compaixão, mas cada vez mais ela sentia uma escuridão surgindo dentro de si. Algo a fazia sentir que dias sombrios estariam por vir.
Ela dava voltas pela cidade, tentando aproveitar cada momento que poderia ter fora de sua residencia e longe da sua família intolerante. Mesmo querendo estar sentada naquele tapete felpudo e macio da sala de estar, ficar admirando as chamas que vinham da lareira a sua frente, ela com toda certeza preferia ficar na silenciosa e gélida noite, com a luz do luar passando pela raras frestas daquelas partículas infinitas de sujeira no céu.
Aquele cidade não havia mais vida, aquele mundo não tinha mais salvamento, era isso que pensava ao olhar o céu, todo santo dia. Mas sempre se recordava de sua anciã, que era secretamente sua psicologa. Os pais de Nate, não toleravam a ideia de ela poder ter ajuda psicológica, aceitavam a filha como um fardo, só por ter problemas emocionais. Mas Nate, acabou encontrando em um mundo obscuro uma pessoa incrivelmente pacifica e amável, que tanto desejava que pudesse ser sua mãe. Mas a Dra. Kathlyn, fez com que Srta. May evoluísse tanto emocionalmente, como espiritualmente. Nate aprendeu com sua anciã, que se em nós existe luz, nós próprios podemos iluminar o nosso caminho a frente, mesmo nas noite mais densas e escuras da Terra. E observando aquelas frestas de luz vindas do céu, foi com se ainda existisse esperança. Mas Nate pensava consigo mesma, que uma garota como ela de 17 anos não poderia nem se salvar, imagina impactar o mundo empesteado de crueldade e frieza, que era frio muito além que a temperatura, era algo que para Nate, ja era sobrenatural.
Rabiscos de uma nada bela fantasia, de Débora Cristina.

















