h4rryknox:
Haveria uma graça se eu dissesse o que eu quero que você faça, senhorita? — um pequeno sorriso malicioso apontou nos lábios de Knox. Os gestos e as ações que a loira esbanjava para ele, o fazia esquecer de qualquer motivo que o havia irritado -por enquanto-. Em momentos como aquele, Harry pegava-se lembrando o modo que os dois haviam se conhecido e como tudo se desenvolveu logo depois. O risco de serem descobertos por alguém da escola, o grande vexame que aquilo poderia ter causado para os dois e em sua recém carreira como professor… tudo que ele fazia ao lembrar era sorrir. Deu alguns passos para trás, liberando-se a contra-gosto do toque de Tessa. Se ela adorava provocá-lo, Harry também gostava e fazia o mesmo. Abriu os cinco primeiros botões da camiseta que usava, fazendo o mesmo com os botões da manga. Caminhou em direção á pequena cozinha do apartamento, abrindo a geladeira, procurando por algo que pudesse saciar a sensação de fome que o invadirá agora pouco -fome essa, não só de comida. — Talvez daqui á alguns dias não estarei vivendo mais neste imóvel… Você já deve saber que eu estava organizando tudo em relação a reforma da antiga casa em que eu vivi boa parte da minha vida com a minha mãe… É perto de tudo que preciso no momento, se quiser, você pode começar arrumar algumas coisas suas para enviar pra lá. Sempre há espaço… — falou, virando-se para olhá-la, ainda com o sorriso malicioso nos lábios. Havia tirado de dentro da geladeira uma caixa de suco, logo em seguida partiu para os armários para se servir. — Eu pensei em comprar móveis novos… pensei que você pudesse me ajudar com a mobília do meu quarto… sou horrível para escolher camas. — bebeu brevemente o suco, sem tirar os olhos da loira, esperando uma reação dela sobre o que havia acado de dizer. — E claro, é sempre bem-vindo um toque feminino na arrumação. Há quatro quartos lá, se quiser, podemos fazer um quarto para as suas irmãs, para quando elas forem passar algum dia ou noite lá e… eu andei pensando, se você poderia me ajudar à decorar um outro quarto para uma menina de doze anos… ela não sabe da existência, mas logo saberá… — suspirou ao voltar lembrar do assunto mais cedo, balançando a cabeça para os lados, permitindo-se esquecer mais uma vez daquilo. Deixaria as explicações para mais tarde. Deixou o copo ainda cheio sobre a bancada, caminhando em direção a porta que dava para o quarto principal do imóvel, voltando a abrir os botões da camiseta, deixando o tórax exposto. — Uma massagem seria ótimo.
Pendeu a cabeça para o lado, encarando-o com um misto de curiosidade e reprovação. Provocá-lo? Não tinha tanto efeito, ao menos, era o que ele demonstrava. Ele provocá-la? Não era capaz de resistir. “Tortura”, pensou antes de comprimir os lábios. Manter o seu olhar no rosto de Harry tornava-se mais difícil e não demorou para plantar um sorriso tolo nos lábios. Balançou a cabeça negativa e discretamente ao observá-lo afastar-se. "Não..." O tom baixo e brincalhão não fora capaz de esconder a verdade por detrás da palavra; Não queria estar longe de Knox, nem por um segundo, não enquanto estava ali. Ele encarou-a e ela colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, voltando a olhar para o chão. Ultimamente, havia pensado muito em como tudo desenvolvera-se, como o que eles tinham havia desenvolvido-se. Junto a ele, em seu apartamento, privava-se de todos os problemas e de todas as responsabilidades, como se existisse apenas os dois — por mais clichê que fosse. Erguendo o olhar apenas quando ele mencionou os móveis, não ousou dizer uma só palavra. Gostava de como tudo aquilo soava, gostava da ideia de que algum dia poderiam ter tudo juntos e, apesar de temer acreditar, tudo o que fez foi ouvir atentamente, aproximando-se da cozinha sem, realmente, aproximar-se do moreno. Não fora difícil esconder a surpresa ao ouvir Harold mencionar a “menina de doze anos”. Talvez, ela estivesse em sua mente mais do que deveria nos últimos dias e ela sim era o que Harry precisava. Não estava incomodada, mas não estava completamente confortável. Diferente de quando mencionavam suas irmãs, Tess não o corrigiu ao dizer, firmemente, que “crescera com uma irmã, e assim permaneceria”. “Você quer dizer que o meu toque é bem-vindo.” Fingiu insatisfação, resmungando ao observá-lo caminhar para o quarto, não demorando a acompanhá-lo em passos lentos. Mordiscou o lábio inferior internamente. Dessa vez não prendia o olhar no rosto do homem ou tentava o fazer, apenas parou na porta do cômodo, encarando-o por alguns segundos. "Harry..." O nome escapou de seus lábios em um tom rouco, de clemência, como se fosse arrepender-se do que faria a seguir, do que diria. A aproximação dessa vez não fora com segundas intenções, apenas precisava observá-lo mais de perto, mesmo que ainda não o fizesse; seus olhos, baixos, encaravam um ponto aleatório. “Quando tudo começou, quando isso começou, tínhamos muitas razões para não continuar...” Involuntariamente, segurou o rosto do homem em suas mãos, focando-se inteiramente nele. “E continuamos, arriscamos e...” Suspirou pesadamente, fechando os olhos por alguns segundos. “você fez valer a pena cada segundo, porque você vale a pena.” Talvez, essa fosse a única forma que encontraria para dizer que o passado de Harold não a assustava ou a afastaria, e por mais que fosse incomum admitir, arrepender-se não parecia uma opção. “Agora seria o melhor momento para continuar a fazer isso.” À medida que as palavras eram ditas, suas mãos passeavam delicadamente pelo tórax alheio, expondo-o completamente ao, finalmente, retirar a camisa.














