◜*˖ ☪·˙˖ As órbes do anjo estavam tão negras que podiam ser facilmente comparadas as de um demônio. Não era uma surpresa que ele podia ser confundido com um demônio a julgar pelas suas atitudes com algumas almas e até com alguns anjos, que considerava “amigos”. Os lábios avermelhados mantinham-se entreabertos, prontos para caçar qualquer pedaço de pele pálida e marcar de forma estupidamente indecente. Dooyeon não segura a risada sacana que sai por entre os lábios, era uma situação um tanto quanto surpreendente estar logo ali, fodendo com a menina petulante ao qual queria era fazer desaparecer do limbo. Não tiveram uma boa primeira impressão, todavia não limitava sua vontade de foder com ela já que era extremamente atraente, mesmo que aparentasse um pouco inocente aos seus olhos. O mais alto era bruto. O par oposto e talvez perfeito para Yina naquela ocasião. Os dedos esguios escorrem por entre as coxas fartas querendo achar o pano da calcinha, e quando acha não hesita em rasgá-lo do corpo menor, deixando por fim a menina completamente nua. A adrenalina de estarem escondidos em um canto, indo totalmente contra as regras apenas aumentava a excitação dentro do corpo masculino. Não era para menos, havia ficado dias longos sem um toque obsceno sequer, e para alguém como o Seo, isso era um pouco frustrante, e talvez o motivo real de toda a sua raiva para cima das almas que tinham suas almas gêmeas para amarem o quanto quiserem. A brutalidade no ato foi consequência daquele pensamento infeliz. Dodo apoia as mãos ao lado da cabeça da morena, que o olha de forma indecifrável. Ele não consegue imaginar o que se passa na mente da mulher, todavia esta não mostra sinal de desistência, e isso apenas incentiva o moreno a ir fundo em uma estocada solitária, mordendo o lábio fortemente com o ato. Yina era incrivelmente quente e acolhedora. Talvez não fosse muito de transar em vida e isso agradou o homem em cima de si. O corpo movimenta-se vagarosamente, querendo escutar mais das manhas que saíam da boca alheia, eram deliciosas, tão deliciosa quanto o interior que lhe abrigava. Era um pecado. Um “anjo” estava a cometer um pecado. Mas o fato de ser um conseguia deixar as coisas incrivelmente melhores, tendo a certeza no fim de que Dooyeon não era nem de longe merecedor do título de anjo. Os fios cinzas já começavam a grudar na testa superficialmente molhada, o corpo já havia mudado o ritmo para um bem mais intenso enquanto as mãos apertavam qualquer carne próxima querendo descontar o tesão correndo solto nas veias. O beijo lascivo que acompanha o ato apenas incrementa a cena pecaminosa, a qual Dooyeon está tão imerso que não nota os olhos desejosos em cima de si. A faceta contempla o orgasmo que está por vir, abrindo as pérolas negras para admirar igualmente a morena, esta que não demora a agradá-lo com um gemido alto, denunciando assim o ápice que atinge. O Seo jura que acompanhou-a apenas de contemplar a mulher, todavia não admite, apenas deixa o corpo cair por cima do alheio, ofegante e realizado. Aquele era decerto um motivo para repetir doses futuramente, ou até jogar contra ela dependendo da situação. Mas não era momento para pensar nisso, era momento para desfrutar o prazer que ainda corria vivo nos músculos, deixando o moreno em completo êxtase.