let's play some music
[com @eas-mingyu, às 4pm no anfiteatro da paz/lagoa]
Os dias passaram de forma turbulenta, como se uma imensa tempestade houvesse atingido o campus da universidade e isso tivesse afetado diretamente Morgana. Ainda era um pouco estranho passar por aqueles corredores depois do que aconteceu e a sensação de calmaria era muito mais angustiante. Era estranho atravessar pelo hall de entrada e ver todos os alunos mortificados e quase sem-vida; a movimentação tinha caído drasticamente do que se comparado ao início do ano letivo e Hayul questionou se o número de estudantes tinha diminuído mesmo ou se só era uma fase. Muitas questões para poucas respostas.
Poderia ser birra ou qualquer outra coisa, mas era até um pouco reconfortante não ver nenhuma alma além a sua naquela praça. Rolava um ou dois estudantes passarem por ali, mas todos sempre seguiam em direção aos prédios principais, não passando tanto tempo perto. Pousou a case do violão e sua mochila com delicadeza sobre o terreno e jogou-se de costas para descansar uns minutos antes de iniciar o pseudo-ensaio. O clima era gostoso e o sol trazia uma sensação quentinha de conforto, parecia que tudo estava seguindo para um caminho bom.
Quando sentiu que estava prestes a cochilar, levantou-se e coçou os olhos com força. Seria seu ensaio com o violão pela primeira vez em meses depois do falecimento de sua mãe e tinha que encarar isso. Apesar do nó na garganta, retirou o instrumento da capa acolchoada e posicionou sobre suas pernas. Os dedos tamborilavam pelas cordas sem de fato tocá-lo; nenhum som saía e Hayul parecia estar inconscientemente torcendo por isso.
Depois de vários suspiros frustrados, o som de passos pelo concreto que cortava a praça tirou o foco de Hayul e a figura esguia se formou com nitidez nas retinas da garota, que não demorou muito para reconhecer. – Ei! Quer tocar? – Apontou para o violão em seu colo, e mesmo que não fosse próxima de Mingyu, arriscou o convite. Ter uma companhia poderia ser uma boa escolha, talvez impedisse Hayul de soluçar após um choro completamente sem sentido.















