Pyo Gayeon (Hangul: 표가연; nascida em 03 de novembro de 1996), mais conhecida como Peggy, é uma cantora, atriz e compositora sul-coreana. É líder do girlgroup sul-coreano NEVA—EH, formado pela Sea Entertainment. Ela estreou com o grupo em 2015, com o lançamento dos singles "Cupid" e "Shooting Love".
Escutou o som da notificação de uma mensagem chegando, abrindo rapidamente o aplicativo e lendo a mesma rapidamente. Respondeu GaYeon com um simples “okay J”, apenas para mostrar que tinha lido o que ela havia lhe enviado. Manteve seu olhar focado na direção da porta do local, com a esperança de que pudesse avistar a mais nova no momento em que ela chegasse, para que não acabasse sendo pego de surpresa com a sua chegada. Sorriu ao finalmente avistar a garota, embora isso não pudesse ser notado pela mesma, devido a máscara que estava utilizando como uma espécie de disfarce.
Se permitiu rir um pouco com o comentário de GaYeon ao se sentar, acenando para ela com a mão direita. — Obrigado, obrigado. — Agradeceu, embora não fosse de seu costume fazê-lo com elogios como aquele. Entregou para ela o cardápio que estava na mesa, para que a garota pudesse escolher o que iria comer e/ou beber. — Olá, por sinal. Eu me adiantei e já peguei a minha comida e bebida, mas se sinta à vontade ‘pra pedir. — Falou, então pegando o seu cappuccino e tomando um gole da bebida quente. — Como você está? Muito ocupada?
Sorriu, o sorriso chegando aos olhos – a única parte visível do rosto da menina. — Ya, por nada, não agradeça. — balançou a mão na frente do rosto, fazendo pouco caso daquilo, acomodando-se melhor na cadeira que sentava. Pegou o cardápio das mãos do outro, assentindo com a cabeça para a frase dita e agradecendo baixinho por este, não demorando muito para passar os olhos pelo mesmo. Avistou uma das atendentes, chamando-a para perto discretamente, abaixando a máscara para poder ser entendida com mais facilidade. — Boa tarde! Eu gostaria de um chá de morango e uma torta de... — pausou, passando novamente os olhos pelo cardápio, logo virando para ela novamente. — De morango! — Sorriu antes de voltar a cobrir o rosto com a máscara, não querendo que mais ninguém lhe visse.
Tirou o capuz da jaqueta, livrando os cabelos dali, só porque começavam a incomodar sua nuca. — Hm, sempre, oppa. Tá pra nascer alguém mais ocupada que eu. — estranhou a própria voz abafada, livrando-se novamente da máscara e jogando o cabelo para frente do rosto, tornando mais difícil ser reconhecida. — Mas e você? Como andam as coisas? — apoiou o cotovelo na mesa, e o queixo na palma da mão, tombando a cabeça levemente para o lado. — E quando vai ter comeback? Estou ficando com abstinência, não sei se sabe, mas nós do Neva-eh somos grandes fãs do Lupin sunbae.
Temos o prazer de dar as boas vindas à Pyo Gayeon! Pedimos desculpa se por vezes a confundirmos com a Park Sunyoung, mas, acredite, não é por mal. Peggy veio de Seul, Coréia do Sul, e faz Graduação no Curso de Artes Cênicas, estando no 2º ano e 3º semestre! Para conhecê-la mais, sigam-no no Tumblr e Twitter. Boas aulas!
1. How old were you the first time you fell in love?
2. Name the first person who broke your heart
3. How many different best friends have you had in your life?
4. Do you have a best friend?
5. Do you have any specific talent?
6. Do you fit into any stereotypes?
7. What’s your sexuality?
8. What’s your favorite animal?
9. What are your favorite pet names?
10. What do you think love is?
11.When did you discover your favorite band?
12. Do you want to get married?
13. Do you want to have kids?
14. When did you have your first kiss?
15. How did you lose your virginity?
16. Have you been cheated on?
17. How many times have you fallen in love, requited or not?
18. Have you ever rejected anyone?
19. Have you ever cheated?
20. Have you ever been in a long distance relationship?
21. Do you prefer the romantic or sexual aspects of relationships?
22. What’s your favorite thing about your significant other?
23. Do you have a significant other?
24. What’s your favorite thing about your best friend?
25. Do you want a significant other?
26. Do you like anyone?
27. Who was the last person you loved?
28. Do you have a celebrity crush?
29. Name a song that makes you want to fall in love
30. Do you think you’ll be happy later in life?
com @eas-jade, @eas-peggy e @eas-kyungil no saguão da biblioteca principal da Yonsei University.
Morgana teve que fazer muito esforço para levantar da cama naquela semana. Ainda fazia poucos dias desde o falecimento de sua mãe e tudo ao seu redor não parecia mais fazer sentido algum. Passou horas e horas enfurnada no quarto e definhando sobre a cama, aproveitando da própria dor e remoendo todos os problemas e a culpa pelas atitudes do passado, até que seu manager ditou um basta. Ou ela voltava para as aulas imediatamente ou reprovaria por falta em todas as disciplinas daquele semestre. Então mesmo sendo um zumbi ambulante, Hayul obedeceu ao homem e enfrentou o ambiente hostil que era a Yonsei University.
Passiva poderia ser a palavra do ano para a garota. Acatava todas as ordens sem pestanejar ou retrucar como era comum fazer; passava a maior parte do tempo calada e sem reclamar; não fazia movimentos bruscos, saindo da sala de aula diretamente para a van que a levava para o dormitório, passando o resto do dia deitada e sem trocar palavras com ninguém além das colegas de grupo, puramente por obrigação. Vendo isto, alguns de seus amigos insistiram veemente que ela participasse de alguma atividade extracurricular, para que sua mente não ficasse mais vazia e deprimente.
Inscreveu-se na exposição que aconteceria dali uns dias e retomou suas atividades em redes sociais como uma boa viciada. Até animou-se um pouco com a ideia de viajar por um fim de semana inteiro e aproveitar que a diretoria finalmente tinha um pouco de compaixão com os estudantes. E naquela quarta-feira, já quase na data limite do grande evento, Hayul enviou um sms no grupo de sua equipe “já cheguei no saguão, onde vocês estão?’’ com um emoji aleatório apenas para não soar grossa. De olhar vazio e cabeça ao vento, encostada no batente na entrada da biblioteca principal, Morgana esperava seus colegas para discutir como colocariam em prática as ideias que tiveram ao longo daquela semana.
Gayeon estava uma pilha de nervos. A rotina absurda da loira ficava cada vez mais pesada, fazendo com que a menina mal tivesse tempo para si, imagine algum tempo para a universidade? Ia para a universidade apenas para marcar presença, pois sua cabeça estava muito longe dali, e ao sair da aula, ia correndo para o prédio da Sea Entertainment – sem nem passar perto do clube que participava – para resolver os eventuais problemas do seu grupo, passando o resto da tarde treinando para o futuro comeback que teriam e voltando morta para o dormitório, só pensando em sua cama.
Não era segredo para ninguém o quanto a garota gostava de estudar, por isso sentia-se cada vez pior com sua própria negligencia para com seus estudos e responsabilidades, coisa que pesava demais na cabeça dela, afinal, nunca antes tivera tantos problemas para organizar sua vida como naquele período. Quando a exposição fora anunciada, a menina não perdeu tempo em se inscrever, visando voltar a se conectar com a instituição e seu corpo discente – esquecendo-se momentaneamente de sua rotina completamente louca. Ficara genuinamente feliz com o time que caíra, mais por conta das pessoas nele do que do tema em si, uma vez que desgostava demais de filmes de terror.
Mais da metade do seu grupo era composto por idols ou trainees, coisa que deixou a menina extremamente apreensiva, pois combinar as agendas era algo quase impossível. Felizmente, conseguiram marcar uma data confortável para a maioria deles, combinariam as coisas e passariam as informações para os outros. A Pyo estava do outro lado do complexo quando recebera a mensagem da amiga, respondendo apenas com um “Chego em alguns minutos” enquanto apressava o passo, rumo a biblioteca. Chegara em menos de cinco minutos, ofegante pela pequena corrida, apoiou-se na parede ao lado de Hayul. Sabia da terrível perda de sua amiga e ainda não tinham se visto desde o acontecido, por isso a loira aproximou-se ainda mais, pegando o braço alheio e entrelaçando-o ao seu, abraçando-a em um carinho meio desajeitado. — Está tudo bem, estrelinha?
Enquanto aguardava a sua vez na fila da cafeteria, ajeitou a máscara escura que utilizava para cobrir o rosto e, consequentemente, servir de disfarce. Não queria que a saída com a amiga se tornasse um tumulto por causa dos fãs de ambos, por isso, torcia para que a máscara e o capuz que utilizava fossem o suficiente para que pudessem ter um fim de tarde tranquilo. Fazia um certo tempo que não saiam juntos, e sentia falta da sua companhia; mesmo que não fossem tão próximos, eram bons divertidos os momentos que passavam juntos.
Quando a fila finalmente andou, ajeitou as mangas do casaco escuro, então colocando a destra dentro do bolso e retirando uma carteira vermelha de dentro dele. — Por favor, um cappuccino e um muffin de chocolate. — Pediu para a mulher do outro lado do balcão, entregando-lhe em seguida o dinheiro que havia retirado da carteira. Esperou pacientemente o seu pedido, agradecendo com um gesto de cabeça quando o mesmo finalmente chegou. Então, pegou a bandeja em que havia deixado as suas coisas, se sentando e pegando o celular do bolso. Como não sabia se GaYeon já estava vindo ou não, achou que o melhor a se fazer era mandar uma mensagem para ela.
To: Peggy.
Você já está vindo? Estou numa mesa perto do aquecedor.
Gayeon não tinha muitos amigos, não fora de seu grupo. Desde pequena, nunca foi lhe dada a chance de ser uma criança normal, e a Pyo acabou por aceitar e se acostumar com aquilo, virando praticamente uma antissocial. Depois que entrou na indústria musical, achava que aquilo apenas pioraria, uma vez que não tinha tempo nem para respirar, imagine só criar uma amizade? Mal sabia ela que estava enganada, e seu debut lhe deu a oportunidade de criar laços com vários artistas - principalmente com seus sundaes do Lupin -, e a melhor parte daquilo era que eles lhe entendiam tanto na vida como idol, como fora dessa.
Jaehyun foi uma pessoa com a qual a loira identificara-se de cara. O mais velho tinha a personalidade semelhante à sua, coisa que os ajudou em suas interações desde sempre. O garoto era alguém cujo ela gostava muito, por isso nem pensou em negar quando o assunto do café apareceu. Enrolara seus loiros dentro de uma touca e jogara um capuz por cima, colocando sua máscara de ursinhos em seu rosto – gostava tanto dessa que usava sempre, começava a temer ser reconhecida apenas por estar usando-a – antes de sair do dormitório, avisando as outras para onde iria.
O café que marcaram não era longe dali, por isso a menina foi a pé mesmo. Estava na metade do caminho quando seu celular vibrou, denunciando a mensagem do mais velho, mensagem essa que ela não demorou para responder.
To: Jaejae.
Chego aí em cinco minutos, bby.
Guardou o celular, acelerando o passo e chegando na frente do estabelecimento antes do tempo indicado. Entrou sem demora, procurando pelo amigo nas mesas perto do aquecedor, onde ele disse que estava, não demorando muito para encontrá-lo.
— Hey, Jaehyun oppa. Está fofo escondido desse jeito. — A menina disse antes de sentar-se, a fala saindo abafada por conta da máscara.
Gayeon bufou baixinho, em puro descaso para o que o mais velho falava. Ela sabia que não estava nas melhores condições e que deveria ter ficado em seu dormitório, mas não admitiria aquilo para Sunho nem morta. Tentava se mostrar melhor do que estava – sabendo que a possibilidade de estar falhando miseravelmente era alta. Não ligava, ela já tinha colocado em sua cabeça que estava bem e ninguém conseguiria convence-la do contrário.
Brigava com as teclas do piano, seus dedos treinados tentavam achar a melhor sequência de notas possível para o momento, mas parou ao ouvir os dizeres do mais alto. — Ha, é claro que eu tenho bom gosto para música, oppa. Todo esse tempo juntos nesse clube e você só descobriu isso agora? — Brincou, voltando a prestar atenção nas teclas bonitas. Balançou a cabeça positivamente para o pedido do Han, acompanhando-o com o olhar e sorrindo ao vê-lo pegar o violão, logo já estando de volta.
Tomou folego para cantar, começando, mas parando no segundo seguinte ao ouvir a própria voz de forma anasalada por conta da doença. Jogou a cabeça para trás, gargalhando alto do acontecido, limpando a garganta antes de começar novamente. Cantou, agora com a voz bem mais límpida, tentando seguir a melodia tocada pelo outro. Virou-se de frente para o piano novamente, tocando algumas notas, acompanhando a melodia que o outro tocava.
— Yah! Ficou muito bom. Mas o que acha de subirmos um semitom na ponte? — A menina indagou, agora bastante animada com o rumo que estavam tomando.
A loira sentia-se bem naquela sala. Ali ela não era a filha de Pyo KiYeon, não era uma cantora famosa e - o mais importante de tudo – ali ela não era A Peggy. Não precisava ser perfeita e provar todos os dias que era capaz de carregar o nome que levava... era apenas a GaYeon, uma menina completamente apaixonada por música e musicais e que por acaso cantava e tocava alguns instrumentos em seu tempo livre.
A temperatura na sala estava muito mais agradável do que do lado de fora, o que fez com que a menina retirasse seu capuz e sua touca, soltando os cabelos loiros da prisão em que estavam. Tirou também sua máscara de ursinho do rosto, inspirando fundo o ar característico daquele sala, segurando este nos pulmões por alguns segundos. Tinha cheirinho de verniz e náilon e ela simplesmente adorava.
ㅡ Consegue me reconhecer agora? ㅡ brincou com o fato de que estava toda encapuzada e que o mais velho provavelmente não a teria reconhecido se ela não tivesse falado, mesmo sabendo que aquilo não era verdade. ㅡ Estou bem, só peguei um resfriado chato, nada muito importante... ㅡ fez pouco caso, mas não negou quando o mais velho se aproximou com a cadeira, sentando-se sem demora. Suas pernas pareciam agradecer enquanto ela fazia o mesmo a SunHo, abaixando o tronco novamente em outra reverencia.
ㅡ Hm, eu odiei o meu dia, oppa. ㅡ falou, abaixando os ombros de forma dramática para externar seu descontentamento para com sua falta de saúde. ㅡ Perdi aula, perdi ensaio, perdi o clube, perdi tudo. Como foi o seu? ㅡ perguntou, esperando ouvir uma resposta melhor que a sua. Animou-se subitamente com a menção da musica, esticando-se para pegar sua bolsa que estava em cima do piano. Abriu-a e tirou suas composições, entregando a escolhida para o mais velho e se levantando apenas para sentar-se no piano. ㅡ É uma música calma, mas não quero que fique sem graça, sabe? Pensei em algo tipo... ㅡ tentou algumas notas, fazendo uma careta em seguida. Não conseguia imaginar uma melodia que harmonizasse com o ritmo imaginado em sua cabeça. Frustrou-se, batendo sua cabeça nas teclas do piano, formando um som cômico. ㅡ Eu não sei. Me mostra o que você pensou... Quer que eu cante para você imaginar melhor?
personagens: pyo gayeon (@eas-peggy) and im nari (@eas-nari)
classificação: livre
local: sea entertainment
observações: log privada
A saúde de Gayeon estava uma droga. A garota passava por uma maré de azar que nunca tinha passado antes, e isso a assustava bastante. Chegava realmente a cogitar a possibilidade de alguém ter jogando uma maldição em si, mas logo descartava quando lembrava-se que estava fazendo dieta para o futuro comeback do seu grupo e que normalmente sua imunidade caia durante aquele período pela falta da boa alimentação. Por conta da gripe completamente indesejada que tinha lhe pego de jeito na semana anterior, a menina perdera dois ensaios do grupo – o que era inadmissível para a líder do Neva-eh, que achava que uma de suas maiores virtudes era sua responsabilidade. Faltar daquele jeito não era nada responsável e fazia com que ela ficasse com um peso enorme na consciência, por isso naquele dia – as outras meninas estavam de folga da agência e ela já sentia-se relativamente e melhor com de sua gripe - rumou para a sea entertainment a fim de "tirar o atraso" dos ensaios sozinha.
Saiu do dormitório direto para o prédio da Sea, parando apenas para comprar um chá gelado pois não tinha comido nada durante o dia. Seu apetite era quase inexistente, e ela só comprara a bebida porque sabia que passaria mal caso não comesse nada. Nem precisou se identificar ao chegar ao prédio da agência, uma vez que todos ali conheciam a si e as outras integrantes de seu grupo, só pediu permissão para usar uma das salas de ensaio.
Nunca tinha ensaiado sozinha, a sensação era que a sala estava bem maior e ela não gostava do silencio característico da falta das outras integrantes, mas não tinha muito o que pudesse fazer uma vez que fora ela que faltara aos ensaios. Alongou-se por menos tempo que o indicado, logo indo para perto do som, colocando as musicas que elas promoveriam assim que chegasse o tempo certo para o comeback. Escutou a batida da musica de uma das canções - a que tinha coreografia mais fácil – fazendo todos os passos sem muitos problemas, mas quando a outra começou ela precisou passar cerca de três vezes para acertar todos os passos.
Ensaiou as coreografias mais algumas vezes antes de sentar-se no chão e partir para a parte mais importante para si – o canto. Ensaiaria ali mesmo, uma vez que as outras meninas não estavam e não havia necessidade de se deslocar e talvez ocupar uma outra sala apenas para aquilo. Aqueceu a voz, dessa vez de maneira muito mais eficiente do que quando aquecera seu corpo para a dança, antes de colocar o instrumental para tocar, cantando não somente sua parte, mas as das outras garotas também - sua única dificuldade era nos raps da Nari, fazendo-a rir sozinha do pequeno desastre. Estava tão empolgada com as musicas que não notou quando o seu celular começou a vibrar. Depois de repetir as musicas algumas vezes e já começando a sentir a garganta cansada, a loira finalmente notou o aparelho, pegando-o e desbloqueando-o em seguida.
GaYeon tinha seguido os posts sobre o Neva-eh, para sempre estar ciente das menções e da imagem que o grupo estava passando, mas a reportagem ali era apenas sobre ela – apesar da tag ter o nome do seu grupo – e sobre sua mãe. Arqueou as sobrancelhas antes de se por a ler, ainda estranhando a notificação.
"Internautas reúnem evidencias de que Peggy do Neva-eh estaria usando da fama de Pyo KiYeon, sua mãe, para se promover."
A menina revirou os olhos, estava cansada de ver noticias como aquela, e nunca vinha de sites relevantes. Rolou a tela, procurando pelos comentários ignorando todo o corpo da reportagem, achando-os sem muito esforço.
"Notei que quando ela era menor não gostava de sair com a mãe, mas agora que debutou vive colada com ela."
"Essa menina é uma fingida, todos sabem que ela só conseguiu debutar por causa de KiYeon. Não tem talento ou carisma."
"Mas isso não é de hoje, desde que virou trainee ela vive grudada na mãe para sair nas fotos e conseguir fama."
"Essa é a única maneira dela ser relevante. Não é a melhor cantora, dançarina, rapper e nem é a mais bonita do próprio grupo."
GaYeon travou o celular, se recusando a continuar lendo aquilo. Estava convencida de que sua garganta só fechara por causada gripe e que só estava chorando porque a doença tinha lhe deixado vulnerável. Ela já tinha escutado coisa muito pior, então por que estava tão sentida? Ela não sabia, mas se limitou a se encolher no chão e chorar baixinho por algum tempo. Não importava o que ela fizesse, poderia melhorar no canto, na dança, na atuação ou em qualquer outra coisa, parecia que seus esforços eram em vão.
Ela nunca seria reconhecida pelo próprio talento, sempre viveria na sombra de sua mãe. Jogou o celular no chão, em um momento de raiva, se arrependendo no minuto seguinte pelo barulho ter sido muito maior do que pensara que seria. Arrastou-se para perto do aparelho, verificando se este ainda estava inteiro – felizmente sim -, nervosa e com medo de alguém entrar ali e se deparar com seu rosto banhado em lágrimas.
with: @eas-sunho
where: sala de música @ yonsei
about: classificação livre; privado.
GaYeon acordara extremamente indisposta. Não tinha uma área do seu corpo que não reclamasse de dor quando ela se mexia, isso sem falar na queimadura em seus dedos da mão direita que insistiam em latejar o dia todo. Tinha quase certeza que alguém jogara uma maldição nela, aquela era a única razão para a maré de azar que vinha tendo.
Depois de muito ponderar, a loira decidira por não ir para a aula aquele dia. A gripe já tinha tomado conta de ser corpo, fazendo com que ela expulsasse Hana do quarto que dividiam no dormitório para que a mesma não adoecesse também. Sentia-se mal por faltar a aula, mas não via como poderia aguentar o dia todo daquele jeito. Tiraria o dia para descansar e só iria para o campus quando desse a hora marcada com SunHo. Pedira a ajuda do rapaz e não iria dar um bolo nele quando ele se mostrava tão disposto a ajudá-la.
Tomou o coquetel de remédios específicos para gripe e trocou o curativo de sua mão, bocejando no processo, uma vez que alguns dos remédios já faziam efeito. Deitou-se novamente em sua cama, planejando tirar apenas um cochilo para descansar melhor. Seus dias ultimamente estavam sendo cheios demais e seus músculos já estavam pedindo socorro.
Acordou horas mais tarde, assustada. Não planejara dormir tanto, já estava até atrasada para o combinado com o amigo mais velho, fato que quando notado fez com que Peggy se desesperasse e começasse a correr pelo dormitório em busca do necessário para si. Seu corpo parecia estar bem menos fadigado – o que a garota agradecia infinitamente. Tomou um banho rápido, se enrolando em várias camadas de casacos antes de pegar suas composições e sair.
O taxi foi rápido, felizmente. Em poucos minutos já estava andando pelo campus da Yonsei, os cabelos loiros dentro de um touca, esta coberta pelo capuz de um dos casacos e uma máscara de ursinho lhe cobrindo a face – além de estar frio, ela não queria deixar ninguém doente e, por Deus, sequer tivera tempo de passar maquiagem no rosto, por isso esperava não ser reconhecida por algum de seus fãs.
Andava afobada, pensando o quanto ela – logo ela, Pyo GaYeon, a rainha da responsabilidade – tinha sido irresponsável durante aquele dia. Esperava que SunHo não estivesse com raiva de si, ou ela se sentiria mil vezes pior do que já estava se sentindo. Fora ela que pedira a ajuda dele, e depois deixou-o esperando por ela? Que vergonha.
Meio andou, meio correu em direção a tão conhecida sala de música, entrando pela porta e encontrando o mais velho aparentemente consertando uma guitarra.
— Oppa! Perdão pela demora, eu não vim para a aula hoje e acabei me atrasando.
A loira falou, abaixando o corpo em algumas reverencias desajeitadas, a voz saindo abafada por conta da máscara. Apoiou-se no piano, parando para se recuperar de toda afobação.
Por incrível que pareça, o chão do pequeno palco da sala de teatro era extremamente confortável. GaYeon deitara ali para descansar por quinze minutos – que já estavam acabando, inclusive - e cochilara assim que se encostou no carpete. Suas noites de sono praticamente não existiam, e por ter seus dias tomados por várias atividades, a garota acabava ficando exausta. Não estava tendo aula naquele momento, por isso aproveitou-se da sala do próprio curso de graduação para, pelo menos, descansar as pernas.
Seu celular apitou, alertando-a de que seu tempo havia acabado. Peggy deixou um gemido escapar, se levantando preguiçosamente e bocejando em seguida, caminhando em passos lentos para fora da sala. Dali a um dia o Neva-eh se apresentaria no Festival de Inverno, e era dever dela ver se tudo já estava certo para a pequena apresentação. Foi com esse objetivo em mente que saiu do prédio de salas a Yonsei, caminhando em direção ao pátio ainda de maneira lenta.
Estava animada para a apresentação, já fazia um tempo desde o ultimo comeback das meninas e Peggy sentia falta de se apresentar em um palco. Analisava como deveria ser a performance na sua mente e, apesar dela e das garotas terem ensaiado muito na semana anterior, por alguns segundos ficou receosa quanto a esquecer ou errar algum passo da coreografia. Não, aquilo não iria acontecer, Peggy não se permitiria errar. Riu de leve de seus próprios pensamentos, deveria estar mesmo com sono para duvidar da própria performance no palco.
Atravessava o pátio que levava ao Anfiteatro quando parou abruptamente ao ver um borrão ruivo sentado em um dos bancos, forçou a vista – sua miopia piorava um pouco mais a cada dia – tentando reconhecer a pessoa ali sentada, aquele ruivo lhe era muito familiar. Com quase certeza de que era sim Areum sentada ali – ela não deveria estar aproveitando o festival? - pegou seus óculos de grau na bolsa enquanto se aproximava. Apenas alguns passos de distancia depois e ela já sabia com certeza que era sua parceira de grupo ali.
— Hanie! — abraçou-a por trás, dando a volta no banco e sentando-se ao seu lado. — O que faz aqui sozinha? — olhou rapidamente para o seu relógio de pulso, confusa.
Ensaiando? Ah, não, eu estava tentando dormir um pouco. Esses dias eu estou pior que um zumbi.
A loira riu da própria piada sem graça, se acomodando melhor no banco onde estavam sentadas. Seus olhos extremamente observadores logo notaram as feições amuadas da mais velha, fazendo com que a sirene vermelha se preocupação soasse dentro de sua cabeça. Tinha a estranha mania de querer cuidar de todos aqueles que considerava amigos, e a menina ao seu lado era uma de suas principais “vítimas”. Ponderou por alguns segundos qual seria a razão da outra estar daquele jeito, sua mente trabalhando rápido para chegar a uma resposta que logo saiu dos lábios da de cabelo avermelhado.
Insegurança, sempre ela.
Peggy entortou a boca, tentando arrumar uma solução para o problema de Hana, mas ficava extremamente difícil uma vez que ela não passava por esse tipo de preocupação. Sempre fora muito segura de si, e quando duvidava um pouquinho que fosse de qualquer habilidade sua, treinava ate que aquilo ficasse perfeito e lhe tirasse o medo das costas.
Era isso que a outra tinha que fazer, ensaiar para que perdesse o medo de errar. GaYeon já sabia que a mais velha era extremamente boa e talentosa, só faltava que a mesma visse o mesmo e acreditasse em si. Franziu o nariz para ela, agarrando o seu pulso e puxando-a de volta pelo caminho que veio.
— Você vai ensaiar sim, e vai perceber que é perfeita e não precisa se preocupar com nada.
Ditou firme, indo em direção as salas espelhadas de dança, ainda sem soltar o braço da outra. Em pouco tempo as meninas já estavam paradas no meio de uma sala vazia. GaYeon se dirigiu ao aparelho de som, conectando seu celular ali e logo uma musica clássica começou a tocar.
— Só fiquei calma, unnie. A gente já fez isso muitas vezes. Você faz isso tão bem, você nasceu para se apresentar nos palcos! Não tem pra que se preocupar.
GaYeon se aproximava a medida que falava, olhando nos olhos da mais velha para que ela visse que tudo que ela falava era verdade. Foi até as costas da outra, massageando de leve os ombros tensos.
Por incrível que pareça, o chão do pequeno palco da sala de teatro era extremamente confortável. GaYeon deitara ali para descansar por quinze minutos – que já estavam acabando, inclusive - e cochilara assim que se encostou no carpete. Suas noites de sono praticamente não existiam, e por ter seus dias tomados por várias atividades, a garota acabava ficando exausta. Não estava tendo aula naquele momento, por isso aproveitou-se da sala do próprio curso de graduação para, pelo menos, descansar as pernas.
Seu celular apitou, alertando-a de que seu tempo havia acabado. Peggy deixou um gemido escapar, se levantando preguiçosamente e bocejando em seguida, caminhando em passos lentos para fora da sala. Dali a um dia o Neva-eh se apresentaria no Festival de Inverno, e era dever dela ver se tudo já estava certo para a pequena apresentação. Foi com esse objetivo em mente que saiu do prédio de salas a Yonsei, caminhando em direção ao pátio ainda de maneira lenta.
Estava animada para a apresentação, já fazia um tempo desde o ultimo comeback das meninas e Peggy sentia falta de se apresentar em um palco. Analisava como deveria ser a performance na sua mente e, apesar dela e das garotas terem ensaiado muito na semana anterior, por alguns segundos ficou receosa quanto a esquecer ou errar algum passo da coreografia. Não, aquilo não iria acontecer, Peggy não se permitiria errar. Riu de leve de seus próprios pensamentos, deveria estar mesmo com sono para duvidar da própria performance no palco.
Atravessava o pátio que levava ao Anfiteatro quando parou abruptamente ao ver um borrão ruivo sentado em um dos bancos, forçou a vista – sua miopia piorava um pouco mais a cada dia – tentando reconhecer a pessoa ali sentada, aquele ruivo lhe era muito familiar. Com quase certeza de que era sim Areum sentada ali – ela não deveria estar aproveitando o festival? - pegou seus óculos de grau na bolsa enquanto se aproximava. Apenas alguns passos de distancia depois e ela já sabia com certeza que era sua parceira de grupo ali.
— Hanie! — abraçou-a por trás, dando a volta no banco e sentando-se ao seu lado. — O que faz aqui sozinha? — olhou rapidamente para o seu relógio de pulso, confusa.