Você sabe o que é Omni-Channel? Prepare-se para esta tendência!
Você já ouviu falar em Omni-Channel? Não? Saiba que essa é uma das maiores tendências do varejo mundial. Leia mais e descubra como esse conceito está mudando o comportamento dos consumidores no Brasil e mundo, incluindo, claro, o varejo farmacêutico.
Na última segunda-feira, dia 15 de julho de 2013, a startup EasyFarma, que realiza cotações para medicamentos em farmácias próximas a localidade do consumidor, colocou no ar sua primeira versão do site. Ainda em caráter experimental, o site está disponível apenas para pedidos realizados na região do Centro da Cidade do Rio de Janeiro.
Eduardo Ferreira, um dos fundadores da EasyFarma explica: "Nesse momento, não estamos integrando com as farmácias ainda. Parte do processo é analógico. Entretanto, o benefício gerado para o consumidor é o mesmo. Mostramos a eles o menor preço da região onde ele se encontra.".
Eduardo também explica que um dos objetivos é aprender sobre o comportamento dos consumidores: "Estamos recebendo feedbacks incríveis de nossos consumidores. Eles nos dão ideias e a partir delas estamos trabalhando e melhorando nossa ferramenta."
A EasyFarma está em versão beta, sendo esta limitada ao número máximo de 100 usuários. Caso deseje utilizar, basta acessar o site http://beta.easyfarma.me.
Quais as principais interações dos medicamentos antidepressivos? - Parte 4
Olá pessoal! Fazendo uma pequena revisão, nessa série de artigos sobre depressão, já conversamos sobre:
- O que é a depressão?
- O que são antidepressivos?
- Quanto tempo demoram para fazer efeito?
No post de hoje vamos falar de um sério problema com o uso dos antidepressivos: O aparecimento de interação medicamentosa.
Muitas pessoas com transtornos de humor antes de buscarem ajuda médica recorrem ao uso de substâncias licitas ou até ilícitas para mascarar o sofrimento. Porém, se a pessoa começa a utilizar o antidepressivo e continua com o hábito do uso dessas substâncias, como o álcool ou drogas, muitos problemas neurológicos aparecem, piores do que os relacionados apenas a depressão ou o uso de drogas.
Essas interações são as mais perigosas que existem, pois, o álcool ou drogas atuam diretamente no cérebro modificando o seu estado de funcionamento, assim como os antidepressivos, e essa interação pode ocasionar em piora no estado depressivo, perda do efeito antidepressivo do medicamento, elevada excitação, coma e até morte dependendo da dose de álcool ou droga utilizada.
Por esses motivos é contra indicado o uso de álcool e drogas com medicamentos que atuam no cérebro. Com relação ao uso concomitante com outros medicamentos, há inúmeras interações medicamentosas descritas com o uso de antidepressivos que precisamos estar atentos, como:
- O aumento dos riscos de confusão mental, alucinações e pesadelos em associação com amandatina, antidiscinéticos e anti-histâmicos.
- Aumento da ação de anticoagulantes, aumento dos riscos de agranulocitose (diminuição na produção sanguínea) em associação com antitireoidianos,
- Ação diminuída por barbitúricos e Carbamazepina, sofrer ou provocar aumento das reações adversas com clozapina, ciclobenzaprina, haloperidol, loxapina.
- Diminuir o efeito de antiarrítmicos e anti-hipertensivos, aumentar a depressão mental induzida por corticosteroides, entre outras.
Como você pôde perceber o uso de antidepressivos é muito delicado e deve ser levado muito a sério.
Analisando todos os posts da nossa selecionamos algumas dicas que podem fazer toda a diferença:
1 - Respeite quem está passando por um quadro de depressão pois o problema é um problema sério e deve ser tratado como tal.
2 - Os antidepressivos demoram um certo tempo para fazer efeito, portanto, nunca abandone o tratamento sem antes consultar seu médico
3 - O tratamento da depressão é muito delicado e o uso de medicamentos antidepressivos junto com álcool e outras substâncias podem trazer graves efeitos colaterais podendo levar até a morte.
4 - Antes de usar medicamentos antidepressivos conte ao seu médico se faz uso de bebida alcoólica, medicamentos e seus hábitos alimentares.
Encerramos por aqui nossa série sobre a depressão! E lembre-se: Depressão é coisa séria.
Cristiano Bacarin | Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual de Maringá - UEM
Quanto tempo demora para os antidepressivos fazerem efeito? - Parte 3
Olá pessoal! Hoje vamos continuar nossa série de posts sobre depressão.
Sabe-se que para o tratamento da depressão, são recomendados antidepressivos. Entretanto, muitas pessoas que necessitam deste medicamento não veem resultados em curto prazo. Por isso o post de hoje visa responder a seguinte pergunta: Quanto tempo demora pra os antidepressivos fazerem efeito?
Primeiramente, nunca é demais dizer que o uso de medicamentos antidepressivos deve ser feito com orientação de profissionais da saúde como o médico psiquiatra, psicólogo e farmacêutico. Estes são medicamentos de uso crônico com diferentes posologias e tempo de duração, dependendo de cada caso. Porém, via de regra, há uma latência para o aparecimento dos efeitos antidepressivos pelos medicamentos.
O que isso significa? Significa que nenhum tratamento antidepressivo mostrará efeitos positivos em poucos dias ou até semanas. Seu efeito costuma aparecer com cerca de 2 meses após o inicio do tratamento. Isso ocorre pois estes medicamentos requerem um determinado tempo para causarem modificações no cérebro que levem a um prognóstico positivo da doença.
Este tempo de latência para o inicio da ação ocorre principalmente com os medicamentos que agem aumentando os níveis de serotonina no cérebro, o que vai acontecendo gradativamente, e se normaliza apenas algumas semanas após o inicio do tratamento.
Muitos pacientes não aderem ao tratamento corretamente devido a esse fator e acabam fazendo o mau uso do medicamento ou mesmo abandonando o tratamento. Como consequência, poderá ocorrer a piora no estado da depressão, além de desânimo quanto à própria doença, por achar que a melhora não está ocorrendo.
O tempo de latência para o aparecimento dos efeitos desejáveis é muito importante, sendo os primeiros meses de tratamento fundamentais para uma boa adesão e resultados do tratamento.
Se você faz uso desses medicamentos, ou conhece alguém que o faz, um conselho: o tratamento jamais deverá ser abandonado simplesmente porque os resultados não apareceram nas primeiras semanas.
Caso esteja em dúvida sobre o tema, sempre consulte um profissional antes de qualquer decisão.
Cristiano Bacarin | Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual de Maringá - UEM
Continuando nossa série sobre a depressão hoje vamos falar um pouco sobre os Medicamentos Antidepressivos! O que são, como funcionam, e em quanto tempo fazem efeito?
O que são antidepressivos?
A forma mais comum de reversão ou controle dos sintomas da depressão é com o uso de medicamentos antidepressivos, os quais são substâncias utilizadas para os transtornos do humor. Você fez ou conhece alguém que faz uso de medicamentos antidepressivos? Tenho certeza que sim!
Dentre os medicamentos de uso crônico mais vendidos hoje no mercado, os antidepressivos, assim como os medicamentos para transtornos de ansiedade, são disparados os mais comercializados. Isso demostra a dependência cada vez maior das pessoas em minimizar seus sofrimentos diante a sociedade com o uso de substâncias químicas.
Atualmente os antidepressivos, por restaurar o desequilíbrio de determinados neurotransmissores (transmitem as informações no cérebro), estão sendo utilizados também em outros transtornos do humor não depressivo, como em transtornos de ansiedade generalizada, pânicos, déficit de atenção e até transtornos psicóticos.
As substâncias classificadas como antidepressivas atuam diretamente nas conexões existentes entre os neurônios, alterando sua forma de funcionamento e aumentando a transmissão de informações entre os neurônios, ou seja, causa um efeito de euforia.
Basicamente os antidepressivos atuam aumentando a concentração de neurotransmissores excitatórios que estão atuando entre os neurônios como a norepinefrina, serotonina e dopamina, aumentando. Com o aumento da atividade do cérebro, o quadro de desânimo e alterações no humor costuma ser revertido.
Lembre-se que os medicamentos só devem ser usados com orientação médica! Apesar de fazerem o bem, se usados aleatoriamente podem causar vários riscos e até a mesmo a morte.
Apesar de reverter o quadro de depressão, os medicamentos antidepressivos demoram um pouco para começar a fazer efeito, portanto, não abandone o tratamento!
No próximo post vou falar um pouco mais sobre isso.
Até a próxima!
Cristiano Bacarin | Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual de Maringá - UEM
O que você ainda não sabe sobre a depressão - Parte 1
Olá pessoal! A partir de hoje iremos iniciar uma série de posts chamada: "O que você ainda não sabe sobre a depressão?".
Para isso, convidamos o especialista Cristiano Bacarin para nos fornecer algumas informações importantes. O objetivo aqui é, a cada post, abordar assuntos específicos sobre este mal que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 121 milhões de pessoas ao redor do mundo e está entre as principais causas que contribuem para incapacitar um indivíduo.
A OMS prevê que até o ano de 2020 a depressão passe a ser a segunda maior causa de incapacidade e perda de qualidade de vida. Estima-se hoje que cerca de 17 milhões de brasileiros tenham a doença.
O que é depressão?
Muitas pessoas associam à depressão como apenas um estado de tristeza, mas essa é uma definição “pobre” e errada da síndrome depressiva. A depressão é uma doença neurológica associada a alterações do humor, causando alterações no comportamento dos pacientes que podem ser vistas como: agitação ou fadiga, desinteresse pelas atividades cotidianas, dificuldade de concentração e raciocínio, perda de energia, insônia, hipersonolência, redução do interesse sexual, alterações no apetite (excesso ou diminuição), retraimento social, tendência suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar). A autoestima fica baixa e ocorrem frequentemente sentimentos de culpa e incapacidade com relação as atividade do cotidiano.
A depressão pode ser secundária a doenças já existentes, como esclerose múltipla, Parkinson, Alzheimer, degeneração muscular e dor crônica. Muitas pessoas não vêem a depressão como uma doença e até acham que seja “frescura” de pessoas que são acometidas pela síndrome. Mas a depressão é uma condição médica complexa, comum, crônica e recorrente na sociedade atual e de extrema importância para os órgãos de saúde no mundo todo. É uma enfermidade que afeta todo o corpo, o estado de ânimo e o status mental.
Atualmente com a modernização acelerada do mundo, globalização e aumento das atividades realizadas no dia a dia pelos seres humanos, está havendo um grande aumento do estado de estresse nas pessoas, o que pode ser refletido em transtornos de humor, como a depressão, principalmente por frustrações recorrentes, perdas ou realizações não alcançadas.
Respeite sempre as pessoas que estão passando por um problema assim! Elas precisam de todo apoio possível da família e amigos.
Agora que você já sabe um pouco mais sobre a depressão vou encerrar por aqui! No próximo post vou falar sobre os medicamentos antidepressivos... Até lá!
Cristiano Bacarin | Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual de Maringá - UEM
No Post de hoje vou falar um pouco com vocês sobre os Medicamentos Fracionáveis! Uma iniciativa que apesar de pouco praticada no país é muito válida para a população.
Você sabe o que é um medicamento fracionável? Não! Então continue lendo para entender.
Antes de falar do medicamento fracionável propriamente dito, gostaria de apresentar uma informação. Você sabia que grande parte das intoxicações no Brasil é causada por medicamentos? As causas são as mais diversas dentre elas: uso do medicamento sem a orientação de um médico ou profissional da saúde, medicamentos vencidos, indicação de vizinhos, medicamentos emprestados, etc.
Voltando ao medicamento fracionado, quando você vai fazer um tratamento o médico te informa a quantidade e o tempo que você vai usar o medicamento. Essa quantidade varia de tratamento para tratamento. Pode acontecer de quando você for retirar o medicamento na farmácia a quantidade vendida não “bater” com a quantidade do seu tratamento! Você pode precisar de apenas seis comprimidos e a menor cartela disponível ter dez comprimidos, fazendo assim com que os outros quatro comprimidos fiquem sem utilidade, ou seja, você paga por eles e não usa.
O medicamento fracionado é aquele que é vendido na quantidade exata que você vai precisar, nem um a mais nem a menos. Eles têm dois objetivos principais:
1° - Evitar o desperdício de medicamentos, gerando economia para o paciente, porque ele paga apenas o que consome;
2° - Lembra que falamos de intoxicação? Então, se você faz uso de todo o produto e não fica nenhum medicamento “livre” e sem utilidade na sua casa, logo você não irá emprestar medicamento para o vizinho, não irá tomar o mesmo remédio quando sentir sintomas parecidos meses mais tarde, etc. Então, o segundo objetivo é reduzir o número de intoxicações por medicamentos.
Uma dica? Antes de comprar seu medicamento, pergunte ao farmacêutico se existe um medicamento fracionado para o seu tratamento!
Exija medicamento fracionado na sua farmácia. Lembre-se, a lei só passa a ser cobrada pelas autoridades quando a sociedade faz sua parte!
Nos comerciais de remédios, na mídia, e até aqui mesmo no blog da EasyFarma, ouvimos frequentemente falar do farmacêutico. Como diria nosso querido Sergio Chapelin, apresentador do Globo Reporter: "Quem são os farmacêuticos? O que fazem? Como eles vivem? Como trabalham?"
Brincadeiras a parte, leia o post de hoje para conhecer esse multiprofissional da saúde, que pode trabalhar com alimentos, cosméticos, produtos de limpeza, pesquisa científica, laboratórios e medicamentos. Aproveite para descobrir como ele pode ajudar você e sua família.
- O Cara que estuda durante anos os medicamentos e sabe como eles devem ser usados e como funcionam no organismo.
- O cara que é o profissional dos medicamentos.
Esse “Cara” é o farmacêutico!
O farmacêutico pode atuar no desenvolvimento de novos cosméticos e medicamentos, ou mesmo em laboratórios fazendo exames clínicos (fezes, urina, sangue etc.). O farmacêutico esta muito mais perto do que você imagina e suas ações estão presentes em vários elementos do seu dia-a-dia como: alimentos, produtos de beleza, medicamentos e outros.
Dentre os lugares onde o farmacêutico pode atuar, a farmácia é o local mais próximo da população! Dentro de uma farmácia ele pode lhe ajudar com informações importantes sobre como usar corretamente seu medicamento, como armazená-lo em sua casa e como descartá-lo. Ele pode lhe ajudar também com o controle da sua pressão arterial, peso e glicemia, além de explicar como se portar antes de exames laboratoriais (como coletar corretamente o material, como utilizar o medicamento antes de um exame, etc.).
A Lei 5.991 de 1973 (Art. 15, § 1º) determina que toda farmácia e drogaria é obrigada a ter um farmacêutico de plantão durante todo o período de funcionamento do estabelecimento. Portanto, na farmácia próxima da sua casa existe um farmacêutico! O que está esperando? Procure-o e tire todas as suas dúvidas a respeito dos seus medicamentos! Cobre a presença deste profissional nas farmácias que você costuma frequentar.
Uma dica? Nunca, mas nunca mesmo faça uso de qualquer medicamento com dúvidas! Pergunte ao seu médico e converse com um farmacêutico. Afinal o uso incorreto de medicamentos é a principal causa de ocorrências de intoxicação.
Ao chegar em casa tenha a certeza que você sabe o PORQUÊ de estar tomando o medicamento, QUANTO TEMPO terá que utilizá-lo, e a correta POSOLOGIA (quantidade do medicamento a ser utilizada).
Respondendo essas três perguntas com certeza seu tratamento vai ter muito mais resultado, e os riscos serão muito reduzidos.
Afinal de contas o que é a Farmácia Popular? Como funciona? É de graça?
Você já deve ter visto a famosa plaquinha em algumas farmácias com a seguinte frase: “Aqui tem farmácia popular”. Você sabe o que é isso? Sabe por que foi criada e como funciona? Sabia que tem medicamentos gratuitos e outros com descontos de até 90%?
Se você não sabia de nada disso, já está na hora de conhecer e começar a economizar!
Hipertensão, Diabetes e Asma estão entre as doenças de maior ocorrência no Brasil. Para facilitar o tratamento dessas doenças, o governo criou o programa "Aqui tem Farmácia Popular", que oferece medicamentos gratuitos e com descontos de até 90%.
Para facilitar o seu entendimento e deixar a leitura mais dinâmica, vou explicar tudo por meio de perguntas e respostas, ok? Então vamos lá!
Como funciona?
É simples! Quando for comprar o medicamento apresente a receita médica, um documento com foto, CPF e faça sua compra.
Quem pode comprar?
Sem restrições. Qualquer pessoa pode comprar.
Não tenho receita, posso comprar?
Não. Na Farmácia Popular são vendidos apenas medicamentos mediante apresentação de receita médica.
Onde comprar?
A Farmácia Popular possui lojas próprias espalhadas por todo o Brasil. Existem farmácias que são conveniadas ao programa e também oferecem medicamentos em condições especiais.
Existe diferença entre as lojas próprias do programa e as farmácias conveniadas?
Sim. Nas lojas próprias a variedade de medicamentos é maior do que nas farmácias conveniadas.
Encontro qualquer medicamento na Farmácia Popular?
Não. O programa é para facilitar o tratamento das doenças mais comuns entre os brasileiros, por isso, a variedade de medicamentos é limitada.
Quais medicamentos são oferecidos?
Você pode consultar AQUI quais os medicamentos oferecidos pelo programa.
Quais os principais tratamentos oferecidos?
Dentre os tratamentos oferecidos você vai encontrar medicamentos gratuitos para: Asma, Hipertensão e Diabete.
Como identificar uma Farmácia Popular?
Fácil! Toda Farmácia Popular é identificada por um “selo” com a seguinte frase: “Aqui tem farmácia popular” (imagem do post).
Se você sofre de alguma doença, cujo, tratamento é oferecido pela Farmácia Popular não perca mais tempo! Comece já a usar desse direito e fazer economia.
Uma dica? Quando se consultar com seu médico pergunte sempre se o seu tratamento é atendido pela Farmácia Popular, seu tratamento pode sair de GRAÇA!
Converse com seu médico, pergunte ao farmacêutico.
Descubra se pode confiar ou não no medicamento Similar!
Você sabia que medicamentos como Doralgina e Torsilax são similares?
Existe um senso comum a respeito dos medicamentos similares: que são de baixa qualidade, que não fazem efeito, que não são confiáveis... Afinal de contas o que são os medicamentos similares e porque existe esse “medo” ao comprá-los?
No mercado encontramos três tipos de medicamentos: os de Referência, Genéricos e Similares. Os Genéricos e os de Referência passam por vários testes para garantir que são exatamente iguais e que vão surtir o mesmo efeito no paciente, todos os testes são monitorados e certificados pelo governo comprovando sua qualidade e eficácia.
O medicamento genérico é idêntico ao medicamento de referência tendo a mesma: posologia, principio ativo, forma farmacêutica e via de administração.
O similar, do mesmo modo que o genérico, é “inspirado” no medicamento de Referência, ou seja, ele sempre é produzido a partir de um medicamento de marca, possuindo o mesmo princípio ativo e a mesma indicação terapêutica.
Se ele é inspirado no medicamento de marca, tem o mesmo princípio ativo e a mesma indicação terapêutica o que muda?
Diferentemente dos genéricos, os similares não são uma cópia exata do medicamento de marca! Apesar de possuir o mesmo princípio ativo e indicação terapêutica ele pode ser diferente na sua forma farmacêutica (sólido, líquido...), tamanho, prazo de validade e “ingredientes”. Por este motivo, não se pode trocar um medicamento genérico e nem um Referência por um similar sem a permissão do médico.
O medicamento similar, como o próprio nome, diz é um medicamento “semelhante” ao medicamento de marca, apesar de possuir o mesmo efeito, os “ingredientes” podem ser diferentes, e esses “ingredientes” podem não ser compatíveis com o seu organismo e causar alguns efeitos indesejáveis.
Não estou dizendo que o Similar não funciona ou que não é de qualidade. Entretanto, apesar de causar o mesmo efeito, ele é diferente do medicamento de marca, então antes de fazer o uso de um similar pergunte para o seu médico e converse com um farmacêutico.
No que diz respeito a qualidade, todo medicamento similar passa por testes supervisionados e certificados pelo governo que vão garantir a sua segurança, eficácia e qualidade.
Uma dica? Nunca use um medicamento sem a orientação de um médico e nunca faça a troca de um medicamento genérico ou de marca por um similar sem o consentimento do seu médico.
Converse com um farmacêutico, visite sempre seu médico.
Geralmente o termo "genérico" é associado a um produto de segunda linha e de baixa qualidade, enquanto que um produto de marca (referência) é associado a alta qualidade. Mas ao contrário do que muitas pessoas acreditam, no mundo dos medicamentos não é bem assim. O genérico é um produto de alta qualidade que pode te trazer uma economia superior a 50% nos seus gastos. Continue lendo e entenda o motivo dele ser tão barato apesar de possuir a mesma qualidade do produto de marca.
O que é um Medicamento de Referência (marca)?
É um medicamento que passou por diversas pesquisas e testes durante anos. Geralmente são investidos milhões de dólares no desenvolvimento de um novo medicamento. Ele é monitorado pelo governo, que através de relatórios, certifica a eficácia e qualidade do produto. Um medicamento de marca pode demorar mais de 10 anos para ser desenvolvido, depois disso é lançado no mercado e fica “protegido” por uma patente. Ou seja, durante um determinado período de tempo apenas a empresa que desenvolveu o medicamento pode fabricá-lo e vendê-lo. Quando a patente é “quebrada” (o que pode levar anos) o medicamento pode ser fabricado por outros laboratórios e ser “copiado”.
O que é um Medicamento Genérico?
O medicamento genérico basicamente falando é como se fosse uma “cópia” do medicamento de “marca”. Ele tem a mesma indicação terapêutica, posologia (50mg, 25mg...), via de administração (oral, cutânea...), forma farmacêutica (comprimido, creme...) e principio ativo. O genérico, assim como o medicamento de referência, passa por testes e também é monitorado pelo governo para garantir sua eficácia e qualidade. Somente depois que a patente do medicamento de marca é “quebrada” que um medicamento genérico de um determinado produto pode ser desenvolvido e comercializado por qualquer laboratório.
Em qual confiar? Genérico ou Referência?
O genérico não é mais barato porque sua qualidade é inferior, e sim porque o laboratório que o desenvolve tem um investimento de tempo e dinheiro menor para lançá-lo no mercado, uma vez que a maior parte do investimento foi feita para desenvolver o medicamento de referência. Outro fator que agrega para o baixo preço do genérico é a concorrência, pois a partir do momento que a patente é “quebrada” qualquer laboratório pode desenvolver e comercializar o genérico, e a concorrência entre os laboratórios para vender mais faz com que o preço diminua.
Ao comprar seu medicamento faça a sua escolha! Genérico ou referência vai depender do seu bolso. Mas posso dar uma dica? Quando for ao seu médico pergunte sempre pelo genérico. Você pode fazer uma economia de mais de 50%. A sua saúde e seu bolso agradecem.
Visite regularmente seu médico e converse com um farmacêutico.