Queria ser algo para alguém sem questionar, sem pedir se não apenas amar, onde encontro proteção e confiança sem exitar.
Eu queria ser seu filho.
Preciso me conter quando sinto a inveja, quando ele vem na chuva a buscar, quando você sequer sabe quando a que estou embaixo, irá parar.
Quando perguntam seu nome e eu não sei como responder, ele é e existe mas não aqui, como deveria ser.
Você me odeia porque vê neste rosto o seu, vê neste rosto aquele repleto de sonhos, porque vê nesse rosto o que resultou das suas ações.
Você me odeia porque eu não perdoo, porque eu nego e grito, porque eu defendo e não desisto, quando você se impõe aqui.
Mas eu queria ser filho.
De algo, de alguém. Nem que fosse de um Deus, nem que fosse de um pai, de um avô. Sem precisar ser forte o tempo todo, sem precisar balançar pelo pescoço, e escrever ao me questionar de novo.











