E a terra desce
Zine, impressão sobre papel
2018
Cosmic Funnies

No title available
Game of Thrones Daily
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Jules of Nature
$LAYYYTER

Discoholic 🪩

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occasionally subtle
Three Goblin Art

Kiana Khansmith
Claire Keane
Alisa U Zemlji Chuda
wallacepolsom
dirt enthusiast

shark vs the universe
No title available

roma★
Acquired Stardust
trying on a metaphor
seen from China

seen from Germany

seen from United States
seen from Australia
seen from United Kingdom

seen from Malaysia

seen from Australia

seen from United States
seen from Brazil

seen from India
seen from Brazil

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from Greece
seen from United States
@ecorpoesia
E a terra desce
Zine, impressão sobre papel
2018
Espinho que pinica de pequeno já traz a ponta
2018
Grafite e impressão sobre papel
vivencia com as crianças da aldeia guarani na Reserva Rio Silveiras em Boraceia- SP
isso é um livro de poesia que se le de olhos fechados
livro feito com materiais diversos
40 x 30 cm
faça da sacola plástica um óculos para ver menos
entenda a sacola plástica como um mecanismo para ver o ar
faça da sacola plástica a sua nova identidade
registros do almoço de xepa realizado na Casa Alagada
2018
trechos da zine "44 formas de comer um elefante" publicada pela editora Vindouros
2017
intervenção realizada nos cartazes pelas manifestantes
33 cartazes levados para a manifestação "todas por ela" em São Paulo, 2016, quando Beatriz foi estuprada por 33 homens e o vídeo desta violência circulava na internet.
palavras que falam sobre palavras que se encontram sob palavras.
adesivos com a reorganização de conhecimentos tácitos
2017
ecorpoesia na cozinha: morungaba
Núcleo Morungaba é uma pequena casa amarela perto da Avenida Doutor Arnaldo que abriga pessoas com deficiências intelectuais e pessoas em situação de acolhimento, oferecendo cursos livres de artes visuais, dança, teatro, música e culinária.
Foi realizado uma experiência ecorpoética na cozinha do Morungaba que brincávamos com a comida, entendendo o cozinhar como um processo de ateliê que resulta de experiências estéticas diferentes. Os alimentos usados durante este dia foram alimentos que comumente não iriam fazer parte do prato principal: as PANCs.
PANCs são as Plantas Alimentícias Não Convencionais, que podem ser desde alimentos provindos de continentes longínquos até as plantas espontâneas que nascem em todas as ruas conhecidas como “mato” ou “ervas-daninhas”. Muitas acabam nascendo junto com o cultivo de monocultura mas são jogadas fora por serem consideradas “invasoras”. O conhecimento das PANCs ainda é um conhecimento pouco traduzido para a linguagem editorial das enciclopédias e livros explicativos, seus saberes estão contidos na sabedoria antiga das pessoas que vivem em contato com a Terra e terra e que passam esses sabores adiante pela língua. As PANCs são a sabedoria ancestral deixada fora do centro epistemológico, é o conhecimento renegado e tingido como “não importante”. Diminuímos cada vez mais a nossa gama de alimentos consumíveis, não pela falta, mas pela seleção mesquinha daquilo que vai para o nosso prato baseado numa estrutura econômica que visa a monocultura. As PANCs são aqui um símbolo do conhecimento que foi deixado para trás, da sabedoria dos ritos de passagem, dos sabores ancestrais, da cultura que foi esquecida, da resistência daquilo que é diverso e negar a participar deste sistema econômico violento que divide desigualmente as terras, os sabores e os saberes.