A proximidade entre eles parecia carregar eletricidade no ar. Cada olhar demorava um segundo a mais do que o necessário, cada toque — ainda que casual — deixava um rastro quente na pele. Quando finalmente ficaram a sós, o silêncio falou por eles. Ele se aproximou devagar, como quem saboreia a antecipação, e ela não recuou. O mundo ao redor perdeu importância, reduzido ao espaço mínimo entre seus corpos. E naquele instante suspenso, o desejo não precisava de palavras — apenas de presença.
PM









