Cuidado para não sufocar com tudo aquilo que você finge não sentir...
Milla Figueiredo (@quemetransborde).

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Cuidado para não sufocar com tudo aquilo que você finge não sentir...
Milla Figueiredo (@quemetransborde).
Cheio de vazios
Em meio a mais um sábado cheio de vazios, me pergunto novamente: de onde vem tanto lugar vago no peito? Eu que não sei convidar a vida para entrar e tomar um café ou eu que prefiro ignorar as mensagens e notificações amigas do dia chamando pra sentir?
No meio desse turbilhão de achar culpados e fazer justiça, me afogo em possibilidades e cenários sem testar nenhum dos vários “e se...” que surgem em mente.
É, no final ela pensa demais mas ainda não aprendeu a sentir seus desejos e angústias na pele...
Se essa tatuagem é minha? Ainda não mas já quero/aceito! Esse é um dos percalços de ser adulta, ter noção que uma gracinha dessas não brota simplesmente no seu braço sem pagar por baixo uns 400 reais - se você for brother da/do tatuadora/tatuador né...
Mas nada que umas semanas andando de ônibus, comendo miojo, cuscuz ou ovo de todas as maneiras possíveis não ajude a realizar. #youngadultproblems
Não leia!
Bem, eu avisei. Siga por conta e risco.
Aqui é declarada a retomada de uma tentativa frustrada de ser blogueirinha #tumblr aos 15/16 anos mas com 23 anos na cara hoje em dia. Algumas paixões continuam (Paris é foda e não tem quem me faça pensar o contrário), alguns ídolos mudaram e a cabecinha por trás dessa molecagem também. Então acompanhe aqui uma perspectiva terapêutica de uma jovem mulher adulta que ainda se sente e vivenciou tantas coisas quanto a adolescente de 16 anos de outrora - ou seja, é uma molenga essa menina HA! Como aparentemente dizer coisas e assumir compromissos publicamente na internet te faz se sentir obrigada a realizá-los, aqui vai a minha chance de ser uma universitária mais normal - se é que isso existe não é mesmo?! -, que marcar os rolês com os amigos e realmente vai, que se permite viver experiências loucas sem o medo da surra de Mainha ou da fatura do cartão no final do mês (IMPOSSÍVEL). Enfim, vamos ver no que vai dar né.
Afinal, ela sempre sente demais...
Já me disseram muito:
- "Você tem que se amar para permitir que o outro te ame!"
Mas não é nada fácil se permitir, se libertar dessas manias infâmes de auto-menosprezo, de auto-depreciação, de auto-negação. E menos fácil é saber o porquê fazemos isso, porquê nos traimos ao limiar do colapso...
É triste, é ruim, é drástico, chega a ser aterrorizante mas acima de tudo, é uma atitude real. E aos poucos, isso te consome sem controle, sem que realmente se perceba o que acontece conosco...
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Marcelle Pallais
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