capachodosdeuses
“É, ainda estou sóbrio. Mas uma partezinha da minha cabeça já está começando a achar as coisas engraçadas, o que é ótimo sinal” falou dando uma risada baixa, balançando a cabeça, pensativo. Talvez aquela fosse a melhor parte de festas. Além, é claro, de casos de uma noite, que normalmente acabavam o encontrando. Não era como se ele procurasse tanto, mas sempre o encontravam. Quando a loira acabou pedindo para que explicasse, Max acabou subindo os cantos dos lábios em um riso frouxo - que não era comum dele - e acabou balançando a cabeça negativamente “É, talvez uma piada interna. Na real eu nunca tenho folga, nem amanhã. Mas parece que o Max de agora não liga pra isso” falou antes de terminar de beber o conteúdo de seu copo e logo balançou a cabeça em um sorrisinho “É um prazer, Ellie. Me chamo Maximillian. O cara que nunca folga.” ironizou sua própria situação “Mas pelo menos por aqui a comida está boa e a bebida é de graça, não é? Bom programa pro fim de semana.”
“E quantas dessas você já tomou?” Perguntou apontando a bebida na mão dele. Mesmo com a curiosidade, ela não podia deixar de concordar que uma das melhores sensações era o de estar levemente alegre para se divertir, mas plenamente consciente de tudo que fazia. Não podia culpá-lo se ele quisesse ficar naquele estado. Festas como aquela poderia ser chatas para alguns (não ela, ela gostava de conhecer pessoas novas). "Eu teria escolhido uma coisa mais divertida, como o cara mais legal da festa, mas tudo bem Maximillian-sem-folgas,” ela disse com um tom divertido e o canto dos lábios se curvando num sorriso. Ela ainda não entendia muito bem o motivo dele achar aquilo engraçado, mas deveria fazer algum sentido para ele. Porém, ao contrário dele, tudo que ela tinha era folga. Ela precisava arrumar algo para ocupar o seu tempo. “Eu concordo──nada como um open bar para alegrar o fim de semana,” não que ela precisasse de um open bar, porque ela poderia simplesmente comprar o bar, ou um vinhedo. Será que aquilo poderia ser classificado como uma mentira? Não, não devia ser. Ela só não era completamente relacionável. “Você não folga nem em feriados nacionais?” Pensou em perguntar a trivialidade, achando que era melhor do que o que estava pensando. Estava se distraindo com seus próprios pensamentos.


















