Como te esquecer, quando não é isso que eu realmente quero? Como me afastar, se tudo o que mais almejo é estar ao seu lado e ter a sua presença durante as 24 horas do dia? Como deixar de sentir, se não posso controlar o que sinto por ti? Como usar a cabeça em relação a você, quando quem controla a porra toda é o meu maldito coração? E é na constante luta para não te procurar, que vão se passando meus dias agora. É na incessante luta de não pensar mais em você, apesar de você insistir aparecer em meus sonhos, que eu vou seguindo com a minha vida.
“Meu amor, eu sei que não está sendo fácil para você, assim como não está sendo para mim também. A vontade de estar ao teu lado é inexplicável. Queria poder sentir tua mão a acariciar o meu rosto, sentir o cheiro do teu perfume e voltar a me sentir seguro no teu abraço. A cabeça e o coração não sabem dançar no mesmo ritmo; erram passos; pisam no pé, pois não entram em um acordo consigo mesmos, logo, não há sincronia. Luto dia após dia para não sofrer demais, já que a saudade é grande e pode até parecer loucura, mas às vezes quando fecho os olhos sinto que estás presente no meu quarto, no sofrer calado. A minha TV insiste em passar filmes e trilhas sonoras de amor que me fazem lembrar você, da nossa simples história e dos nossos bons momentos. Mas errei o passo, pisei na bola, cai. Não consigo mais levantar desde aquele momento em que terminamos e trocamos palavras de ódio e rancor, que, nem mesmo um pior inimigo poderia escutar. Admito ser fraco o bastante, mas quando tento levantar me lembro do que aconteceu conosco e a fraqueza me coloca no chão mais uma vez. É assim que vou vivendo, amor, de quedas e pura melancolia. E se for preciso cair dez vezes para ficar ao teu lado, sim, meu bem, eu cairei.”