Dizem que a vida começa onde termina sua zona de conforto. Você já viveu hoje?
— Bruna Gomes

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Dizem que a vida começa onde termina sua zona de conforto. Você já viveu hoje?
— Bruna Gomes
saiba reconhecer os olhos de quem lhe quer bem.
Os laços das memórias também são capazes de se tornarem algemas.
Gravetos.
E antes, aquele era o beijo mais quente do mundo. O beijo na testa que podia me guiar por entre meus medos, descansar minha cabeça e sonhar meus olhos por detrás das pálpebras em um mundo só meu, um mundo que deixou de existir ou se transformou tanto que já não cabe mais em mim, no meu corpo, no meu peito, no meu coração, na minha mente. Só me resta sonhar com a alma, ela sim está suspensa, ela está bem além das nuvens.
Caí sem pausa no abismo que criei em mim. in C.
Lembra do quanto eu gostava de tocar os nós dos seus dedos? Sua mão sempre foi maior e abraçava a minha assim como você me abraçava: por completo. Como se fosse ontem, me recordo das suas expressões tensas, dos seus ombros erguidos como que em defesa, e do seu “adeus” puro, sem complementos. O sorriso opaco, o toque errante, o seu abraço que parecia uma casa de outra pessoa. Não minha.
Seu abraço ainda era seu abraço, suas mãos ainda eram suas mãos, porém tudo parecia tão errado. Gostaria que você tivesse me dito o que pensou naquela tarde de novembro, sentado do meu lado, com olhos turbulentos.
Não sabia que aquela despedida era definitiva, entretanto, aqui estou em uma noite de dezembro sentindo falta de você.
idiossincrasias de Violet. hc.
“Alguns acreditam que o amor é algo que não precisamos. Que o que precisamos para viver é apenas comida, água e oxigênio. Sim, concordo que comida nos dá energia; água nos hidrata; oxigênio nos dá o ar da vida. Mas esses são o sustento do corpo, da carne. Poderíamos sim passar o resto de nossas vidas sem amor, mas qual sentido essa vida nos traria? Qual sentido do corpo, sem a alma? O amor é que sustenta a alma. Imagina quão triste seríamos sem ele. Se o mundo já é um caos com ele, sem ele não existiria porquê lutar. Acreditam que o amor nos faz sofrer. Mas eu acredito que ele nos ajuda à nos descobrir, à crescer e amadurecer. A gente ama na inocência, mas o amor não é para os fracos. Ele é forte, pode até nos desgastar. Mas para quem não tiver forças para sustentá-lo dentro de si, ele dará forças para seguir em frente e se reerguer. Dizem que amamos o que nos faz bem. E quem disse que o amor escolhe à dedo quem amar? Acho até engraçado quando dizem que o amor acabou. O amor não nasce, e nem morre. Ele já está ali, esperando ser partilhado por pessoas certas. Ele acontece e deixa de acontecer. Ele grita e cala. Mas quando ele se instala em alguém forte, que é capaz de sustentá-lo e cultivá-lo ao lado de um outro alguém, o amor vira sussurro; algo manso e terno; livre e puro. Salvo de qualquer desastre o que mundo possa causar.”
— Jackelaine L. Pinto, Reexistirei.
“O mundo é teu, menina. Para de querer enfeitar teu céu com estrelas falsas. Enfeita com teu brilho, que fica mais bonito. Para de querer plantar um jardim com amores secos. Regue-se de amor próprio e seja teu próprio jardim. Floresça e deixe que as borboletas venham te visitar, às convide para dançar da tua própria música, e assim elas estarão ao teu favor. O mundo é teu, menina. É você quem o conduz. Você não depende de ninguém para ser feliz. Você não precisa de ninguém para te dizer o que fazer; para te dizer o que é certo, e o que é errado. O mundo é teu, e faça dele o que bem entender. Tem medo de viver? Só se perde o medo vivendo. Mostra tua alma nua e corre pelo mundo sem receios; mostra quem tu és de verdade. Se liberta, que o mundo é teu, e de ti ninguém tira.”
— Jackelaine L. Pinto, Reexistirei.
“Houve um estrondo. Foi como um tiro, e em um segundo tudo se tornou mais lento. Aquelas palavras ecoaram em meu cérebro milhões de vezes. Desisto, desisto, desisto… Os móveis se movimentaram ao meu redor, deixando tudo um pouco mais confuso. Fiquei meio tonta, nauseada e o ar começou a faltar, quase não o sentia em meus pulmões. Não pude mais me sustentar, então escutei o peso do meu corpo caindo sobre o chão. Me debrucei em minhas próprias lágrimas, arrastando-me para o canto do quarto. Me senti suja e fraca, tão fraca. De repente tudo parou. Os móveis voltaram ao lugar; o ar tornou à circular; e o que era escuro tomou um pouco de luz. Minha visão ainda não tinha voltado à total nitidez, mas pude ver alguém em minha frente. A pessoa estava de costas, e em leves passos caminhou em direção à janela do quarto. Só quando então ela virou é que pude reconhecer. Me reconhecer. Pude ver o quanto eu estava destruída e sem vida. E quando finalmente fui em direção ao meu Eu, já era tarde demais. Nossos olhos se encontraram e só houve um sussurro saindo de nossas bocas “não me deixa cair”. E ela caiu. Eu caí. Foi então que eu morri. Hoje morri dentro de mim.”
— Jackelaine L. Pinto, Reexistirei.
“Ontem à noite olhei para o céu e avistei uma única estrela lá em cima, logo percebi que tínhamos algo em comum, nós estávamos tão sós, tão quietas. A estrela tinha uma linda vista independente de onde ela estaria, mas ela era o único motivo para que a minha vista se tornasse bela naquela noite.”
— Jackelaine L. Pinto, Recitografar.
“E quando bate aquele sono. Não por cansaço do corpo, mas da alma mesmo. Depois dos soluços descontrolados no escuro do quarto e do choro abafado no travesseiro. É que o corpo sente a necessidade da alma, e quando ela precisa de descanso o corpo simplesmente obedece.”
— Jackelaine L. Pinto, Recitografar.
“Mudanças são necessárias para o crescimento da alma.”
— Jackelaine L. Pinto, Recitografar.
“Devo dizer que este venha a ser um mero desabafo, provavelmente o maior, mais torturante, porém o mais belo dos meu desabafos. Belo? Sim, são apenas palavras. E palavras são belas, contudo, o significado de algumas delas é que são repugnantes. São palavras que desejo nunca pronunciá-las aos ventos, mas faço questão de deixá-las grafadas. Já faz um bom tempo que não consigo derramar meus tormentos em papeis, talvez o acumulo de mágoas tenha obstruído o túnel de minha inspiração, e do mesmo modo me levou a plena desistência de existir. Eu passei a maior parte da minha vida com medo de ferir alguém, sempre me controlei, me limitei e tentei fazer coisas que agradassem aos outros, e não a mim; me escondi por trás de uma máscara, aliás, o mundo é de aparências e não de verdades. Mas agora quero me libertar. Libertar desse corpo que me prende a extrema dor que a humanidade transmite. Talvez eu seja covarde, por não querer enfrentar aquilo que me faz mal, minhas angústias, minhas dores, e ao invés disso preferir me entregar à inexistência. Mas a dor me habita, e a única maneira de acabar com ela é me entregando também, porque eu sei que ela irá me perseguir até o meu último suspiro. E enquanto eu não der esse último suspiro, levo a tristeza como minha companheira nessa jornada, aliás, ouvi dizer que a tristeza é inevitável e que ela nunca nos deixa só.”
—
Jackelaine L. Pinto, Recitografar.
Na beira do precipício.
“Hoje, eu e o céu nos abraçamos em choro; O céu chorou pela decadência do mundo e eu chorei por fazer parte do mesmo.”
—
Ela só queria que parasse de chover, Recitografar.
Jackelaine L. Pinto.
“Ela tem um jeito meio atrapalhado de organizar as palavras em sua boca, mas tem um jeitinho especial de escreve-las, que sempre agrada os olhos de quem lê. De sua boca pode sair bobagens, mas de seus dedos, ao segurar um lápis pode sair poesia, seus desabafos, e até mesmo o grito de seus silêncios noturnos. Ela é o tipo de pessoa que você tem que prestar muita atenção pra entender.”
— Jackelaine L. Pinto e Kerol Mendes
“A vida é tão cômica que na maioria das vezes, tanto a gente se esforça, tanto a gente luta e busca, para no final não dar certo. É isso o que nos leva à tristeza. Às vezes chegamos à desacreditar naquilo que realmente queremos, deixamos de lutar, deixamos de viver, e tentamos apenas sobreviver.”
— Matheus B. em companhia de Jackelaine L.
“E de repente bate uma tristeza, daquelas que te deixa no chão, daquelas que te deixa sem chão. Daquelas que invade sem pedir permissão, sem ao menos esperar você dizer não.”
— Jackelaine L. Pinto, Recitografar.
“Se passam dias, semanas, meses, tudo continua do jeito que está e a tendência é só piorar. Estou tentando organizar, pôr as coias no lugar, parece que não tem fim, ajeito aqui, ajeito ali. Quanto mais tento arrumar, mais coisas fogem do lugar, isso aqui está uma loucura, está uma desordem – se é que já houve ordem – êta mente bagunçada. Bagunça que não se ajeita, bagunça que não tem jeito.”
— Jackelaine L. Pinto, Recitografar.