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@afogar
eu tenho sentido o mundo explodir dentro do peito.
Eu nunca fui prioridade de ninguém, nem minha.
— Motoshima.
o que fica mesmo quando se vai
o colar que você me deu quebrou. será que você se vai como ele? tenho sentido a dor da antecipação, e posso te dizer: não é legal de se sentir.hoje eu chorei pensando na tua perda e me perguntei... será que você se vai como a minha mente antecipa? difícil dizer, mas tem doído. e muito.
enquanto eu chorava, eu falava o quanto te amo — talvez pra te fazer palpável e presente aqui dentro. pra eu não esquecer que a gente se amou também. que foi recíproco. e o quanto o nosso amor foi lindo.
eu senti. senti tudo que tenho evitado sentir. e consenti que não vai ser fácil se você for. mas eu tenho tentado elaborar, dentro da minha cabeça, caso você precise ir.
minha psicóloga me ouviu falar de você hoje. e eu lembrei de quando você reclamou por não ser minha demanda em terapia (foi engraçado, mesmo com vontade de chorar). posso te dizer que você se tornou, tá?
falei do medo da perda. de como pensar em não te ter mais aqui me dói. de como eu não queria sentir isso. ser humano tem dessas evitações — e evitar só piora a dor. às vezes é cansativo. e eu não tô reclamando, mas é difícil.é difícil aceitar que o amor também tem partidas, mesmo quando o coração ainda quer permanecer.
mas acho que amar também é isso — permitir que o outro siga, mesmo quando uma parte da gente quer segurar firme.se você for, espero que leve contigo o que foi bonito, o que foi verdadeiro.
e se ficar, que a gente continue encontrando jeitos de se cuidar, de se reconhecer, mesmo quando tudo muda ao redor.
de qualquer forma, você já é parte de mim — não como ausência, mas como lembrança viva do que o amor pode ser quando é inteiro, mesmo que dure só o tempo que precise durar.
e eu te sinto em mansidão, como tantas vezes já te falei. criamos algo tão íntimo e tão sincero, espero que você sinta o mesmo.
eu pensei muito na sua ida hoje, na volta pra casa. minha mente criou muitos cenários possíveis — enfim, eu sempre catastrofizando tudo.
mas Deus sabe que eu tenho orado pra você ficar, e pedido tanto por você, por nós, pelo nosso amor…por essa força que a gente tenta segurar mesmo quando parece escapar pelos dedos. eu tenho pedido pra que a luz que ainda existe em você não se apague, pra que ela encontre um espaço pra respirar, pra existir em paz.
porque eu acredito — de verdade — que o amor que a gente construiu é abrigo. é casa. e eu oro pra que esse amor, de algum jeito, te alcance nos dias em que tudo parecer pesado demais.
talvez eu não possa te salvar de tudo, mas posso continuar aqui, sentindo você em mansidão, lembrando do que somos quando o mundo silencia.
e se um dia o caminho te levar pra longe, que seja com leveza… sabendo que foi amor. sempre foi.
e.c
o que fica mesmo quando se vai
o colar que você me deu quebrou. será que você se vai como ele? tenho sentido a dor da antecipação, e posso te dizer: não é legal de se sentir.hoje eu chorei pensando na tua perda e me perguntei... será que você se vai como a minha mente antecipa? difícil dizer, mas tem doído. e muito.
enquanto eu chorava, eu falava o quanto te amo — talvez pra te fazer palpável e presente aqui dentro. pra eu não esquecer que a gente se amou também. que foi recíproco. e o quanto o nosso amor foi lindo.
eu senti. senti tudo que tenho evitado sentir. e consenti que não vai ser fácil se você for. mas eu tenho tentado elaborar, dentro da minha cabeça, caso você precise ir.
minha psicóloga me ouviu falar de você hoje. e eu lembrei de quando você reclamou por não ser minha demanda em terapia (foi engraçado, mesmo com vontade de chorar). posso te dizer que você se tornou, tá?
falei do medo da perda. de como pensar em não te ter mais aqui me dói. de como eu não queria sentir isso. ser humano tem dessas evitações — e evitar só piora a dor. às vezes é cansativo. e eu não tô reclamando, mas é difícil.é difícil aceitar que o amor também tem partidas, mesmo quando o coração ainda quer permanecer.
mas acho que amar também é isso — permitir que o outro siga, mesmo quando uma parte da gente quer segurar firme.se você for, espero que leve contigo o que foi bonito, o que foi verdadeiro.
e se ficar, que a gente continue encontrando jeitos de se cuidar, de se reconhecer, mesmo quando tudo muda ao redor.
de qualquer forma, você já é parte de mim — não como ausência, mas como lembrança viva do que o amor pode ser quando é inteiro, mesmo que dure só o tempo que precise durar.
e eu te sinto em mansidão, como tantas vezes já te falei. criamos algo tão íntimo e tão sincero, espero que você sinta o mesmo.
eu pensei muito na sua ida hoje, na volta pra casa. minha mente criou muitos cenários possíveis — enfim, eu sempre catastrofizando tudo.
mas Deus sabe que eu tenho orado pra você ficar, e pedido tanto por você, por nós, pelo nosso amor…por essa força que a gente tenta segurar mesmo quando parece escapar pelos dedos. eu tenho pedido pra que a luz que ainda existe em você não se apague, pra que ela encontre um espaço pra respirar, pra existir em paz.
porque eu acredito — de verdade — que o amor que a gente construiu é abrigo. é casa. e eu oro pra que esse amor, de algum jeito, te alcance nos dias em que tudo parecer pesado demais.
talvez eu não possa te salvar de tudo, mas posso continuar aqui, sentindo você em mansidão, lembrando do que somos quando o mundo silencia.
e se um dia o caminho te levar pra longe, que seja com leveza… sabendo que foi amor. sempre foi.
e.c
o que fica mesmo quando se vai
o colar que você me deu quebrou. será que você se vai como ele? tenho sentido a dor da antecipação, e posso te dizer: não é legal de se sentir.hoje eu chorei pensando na tua perda e me perguntei... será que você se vai como a minha mente antecipa? difícil dizer, mas tem doído. e muito.
enquanto eu chorava, eu falava o quanto te amo — talvez pra te fazer palpável e presente aqui dentro. pra eu não esquecer que a gente se amou também. que foi recíproco. e o quanto o nosso amor foi lindo.
eu senti. senti tudo que tenho evitado sentir. e consenti que não vai ser fácil se você for. mas eu tenho tentado elaborar, dentro da minha cabeça, caso você precise ir.
minha psicóloga me ouviu falar de você hoje. e eu lembrei de quando você reclamou por não ser minha demanda em terapia (foi engraçado, mesmo com vontade de chorar). posso te dizer que você se tornou, tá?
falei do medo da perda. de como pensar em não te ter mais aqui me dói. de como eu não queria sentir isso. ser humano tem dessas evitações — e evitar só piora a dor. às vezes é cansativo. e eu não tô reclamando, mas é difícil.é difícil aceitar que o amor também tem partidas, mesmo quando o coração ainda quer permanecer.
mas acho que amar também é isso — permitir que o outro siga, mesmo quando uma parte da gente quer segurar firme.se você for, espero que leve contigo o que foi bonito, o que foi verdadeiro.
e se ficar, que a gente continue encontrando jeitos de se cuidar, de se reconhecer, mesmo quando tudo muda ao redor.
de qualquer forma, você já é parte de mim — não como ausência, mas como lembrança viva do que o amor pode ser quando é inteiro, mesmo que dure só o tempo que precise durar.
e eu te sinto em mansidão, como tantas vezes já te falei. criamos algo tão íntimo e tão sincero, espero que você sinta o mesmo.
eu pensei muito na sua ida hoje, na volta pra casa. minha mente criou muitos cenários possíveis — enfim, eu sempre catastrofizando tudo.
mas Deus sabe que eu tenho orado pra você ficar, e pedido tanto por você, por nós, pelo nosso amor…por essa força que a gente tenta segurar mesmo quando parece escapar pelos dedos. eu tenho pedido pra que a luz que ainda existe em você não se apague, pra que ela encontre um espaço pra respirar, pra existir em paz.
porque eu acredito — de verdade — que o amor que a gente construiu é abrigo. é casa. e eu oro pra que esse amor, de algum jeito, te alcance nos dias em que tudo parecer pesado demais.
talvez eu não possa te salvar de tudo, mas posso continuar aqui, sentindo você em mansidão, lembrando do que somos quando o mundo silencia.
e se um dia o caminho te levar pra longe, que seja com leveza… sabendo que foi amor. sempre foi.
e.c
a dor tem som de chuva. você escuta as gotículas? tem face fragmentada. você consegue ver os restos? tem cor preta, mas não sei se dá para aquarelar e se dá, eu não ousaria usar. tem sabor amargo. quantas vezes você quis vomitar pra fazer parar?
a dor grita em mim e eu desalento. as vezes quero fugir, mas meus pés estão presos ao chão. em meu âmago, desabo. e como mar turbulento, inundo.
se Plutão não é considerado planeta eu quero ser como ele. pois assim o mundo me anula e consequentemente, a dor irá se esvair. ou talvez desde o começo eu nunca estive lá.
apenas poeira estelar a esperar o vento me levar.
e.c
O que você leva quando parte?
Quando se vai, leva-me contigo. O que permanece aqui, não sou eu. A saudade que fica e persiste reverbera o som do seu nome. Acredite, boa parte de você sempre permanecerá.
O que se vai é efêmero, mas o que fica é eterno.
Eu te sinto em mansidão, nas brisas suaves que tocam a pele. Nas memórias, como raios de sol, que aquecem e iluminam meu ser. Você é o eco em cada suspiro, a minha melodia que não cessa de fluir.
Em cada sorriso, encontro seu reflexo, pintando a paleta das minhas emoções. Você é o alicerce nas páginas do meu livro, um capítulo que nunca desvanece, apenas evolui.
Nossas histórias entrelaçadas como fios invisíveis, tecem o bordado da eternidade. Você, além do palpável, transcende, uma presença que se expande na alma.
Assim, mesmo na ausência aparente, você é o tudo que permanece, inabalável. Como uma poesia que se reinventa, você é tudo e um pouco mais, indefinível.
e.c
Me tocou como se já me conhecesse a milhares de vidas.
É difícil quando temos que escolher entre o que queremos e o que precisamos.
Mr. Darkman
Mas eu vou me curar. Vou pegar cada pequena parte disso aqui e transformar em poesia. Só que antes vai arder. Vai me corroer. Vai me matar aos poucos e depois me trazer de volta.
Vez ou outra, dá para fugir da dor. Em noites como essa, ela insiste em permanecer.
Setembros que nunca acabam, psicoativos.
aprenda,
lar é aquele lugar onde você não precisa se fantasiar para se encaixar.
Vez ou outra, ainda arde.