ssalazcr:
Talvez Axel não tivesse encontrado Emerson se não tivesse fugindo porque simplesmente ele não queria encontrá-la. Ele não queria ter que confrontar a amiga e expor os fatos sobre Sebastian de novo para ela, era cansativo ela nunca ouvi-lo, muito menos confiar em seu sexto sentido sobre o outro rapaz, mas ali estavam eles frente a frente e com perseguidores em seu encalço. Obedeceu ao pedido da garota e se escondeu atrás de algumas telas em branco, sujando um pouco a mão e os fios de cabelos de tinta no processo, já que não viu que havia tinta fresca no local. Ouviu quando os rapazes entraram na sala e foram rapidamente dispensados pela garota, aquilo fez com que Axel respirasse aliviado por um momento, mas sabia que não duraria para sempre, eles logo o alcançariam ou até mesmo o procuraria no dormitório mais tarde. Saiu de seu esconderijo e encarou Emerson por um segundo. “Obrigado.” foi tudo o que disse, não ficaria muito mais no local, queria evitar as discussões entre os dois, mas sabia que seria inevitável se continuasse na presença da garota por mais do que alguns segundos. “Eu vou indo, pode voltar a fazer o que estava fazendo.” indicou para a tela incompleta perto dela, enquanto caminhava em direção a saída.
Quando viu os trogloditas adentrando a sala, Emerson logo fechou a cara, séria, de forma que fosse levada a sério por eles “Vocês não sabem que aqui não é lugar de bagunça! Pelo amor, nós temos artes delicadas aqui! Vamos, vão embora antes que eu conte para o diretor sobre essa palhaçada!” foi enxotando-os da sala e fechando a porta atrás dele, aliviada por ter sido respeitada, mas só demonstrando isso em um suspiro após ter livrado-se deles. Virou-se, então, para Axel, pedindo implicitamente por explicações. Ainda estava com a porta contra suas costas, o que foi útil para impedir que ele também se livrasse com tanta facilidade daquela situação. “Axel...” ela chamou, baixinho e sem nenhuma repreensão na voz, apenas... Um pedido. Não sabia exatamente um pedido de quê, era algo quase transcendental. “Não vá. Por favor. Só... Fale comigo. Por favor.” ela voltou a pedir, e apesar de não ter forças para impedir que ele fosse embora se realmente quisesse, esperava que sua resistência não fosse necessária. “Desculpe. Aquele dia, lá em casa... Desculpe se eu te magoei, realmente não era a minha intenção. Não era como eu queria que você ficasse sabendo, e menos ainda, não era assim que eu queria que as coisas acontecessem. You’re my best friend, Ax.”








