“Diga-me do que se vangloria e eu lhe direi do que careces”
- Zafón | O jogo do anjo (o cemitério dos livros esquecidos)
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“Diga-me do que se vangloria e eu lhe direi do que careces”
- Zafón | O jogo do anjo (o cemitério dos livros esquecidos)
“Toda oportunidade de negócio tem seu ponto de partida na incapacidade de uma outra pessoa para resolver um problema simples e inevitável.”
Zafon | o jogo do anjo — cemitério dos livros esquecidos 
- Acho que tem talento e garra, Isabela. Mais do que pensa e menos do que espera. Mas existe muita gente com o talento e garra e muitos não chegam a lugar algum. Isso é só o começo para se fazer qualquer coisa na vida. O talento natural é como a força de um atleta. Alguém pode nascer com maior ou menor capacidade, mas ninguém chega a ser um atleta simplesmente porque nasceu alto, forte ou rápido. O que faz o atleta, ou o artista, é o trabalho, o domínio do ofício e a técnica. A inteligência inata é simplesmente munição. Para chegar a fazer alguma coisa com ela é necessário transformar sua mente em uma arma de precisão.
— por que a metáfora bélica?
— Toda obra de arte é agressiva, Isabela. E a vida de todo artista é uma guerra, grande ou pequena, a começar pela luta contra as próprias limitações. Para chegar a qualquer lugar que deseja alcançar, é preciso primeiro a ambição, depois o talento, o conhecimento e, finalmente, a oportunidade.
Zafon | o jogo do anjo (Cemitério dos livros esquecidos)
- Em geral, quanto mais talento tem, mais a pessoa duvida que o tenha realmente — disse eu. — e o inverso também.
- Zafon (o jogo do anjo — o cemitério dos livros esquecidos)
- Não está com a cara boa - sentenciou.
- Indigestão, repliquei.
- De quê?
- De realidade. 
- Zafon (o jogo do anjo — cemitério dos livros esquecidos)
“ Tome. Isso cura tudo, menos burrice, que é uma epidemia sempre em alta.”
- Zafón (o jogo do anjo — o cemitério dos livros esquecidos)
[…] Quando menos esperar, estarei completando 30 anos de perceberei que a cada dia pareço menos com a pessoa que eu queria ser quando eu tinha 15. […]
— Creio que é um juiz demasiado severo de si mesmo, o que sempre é uma qualidade típica das pessoas de valor. 
Autor: Zafón
Livro:
O jogo do anjo (o Cemitério dos livros esquecidos)
A guerra só lhe ensinou a matar outros homens iguais a ele antes que o matassem, sempre em nome de causas grandiosas e vazias que, quanto mais perto do combate se estava, mais absurdas e vis se mostravam.
Zafón
O jogo do anjo (o cemitério dos livros esquecidos)
[…] Quando menos esperar, estarei completando 30 anos e perceberei que a cada dia apareço menos com a pessoa que eu queria ser quando tinha 15.
[…] - Creio que é um juiz demasiado severo de si mesmo, o que sempre é uma qualidade típica das pessoas de valor.
( o jogo do anjo traço o cemitério dos livros esquecidos. Zafon)
- Mas os leitores gostam dos meus contos — argumentava eu.
- E o mérito não é seu. É da concorrência, que é tão ruim e pedante que seria capaz de, em um único parágrafo, deixar até um burro em estado catatônico. Vamos ver se a amadurece de uma vez por todas e cai da árvore do fruto proibido.
Eu concordava fingindo arrependimento, mas acariciava secretamente aquelas palavras proibidas, grand guignol, dizendo a mim mesmo que toda causa, por mais frívola que fosse, necessitava de um campeão que defendesse sua honra. 
[…]
Minha boa e incompreensível sorte era atribuída à proteção de Pedro Vidal, à ignorância e à estupidez dos nossos assinantes e ao disseminado e batido paradigma nacional que decretava que alcançar certo reconhecimento em qualquer âmbito profissional era, sem exceções, prova irrefutável da incapacidade e falta de merecimento.
( O jogo do anjo — o cemitério dos livros esquecidos) Záfon
(Cena beijo Matthew and Cordelia - Corrente de Espinhos - Cassandra)
- Matthew - começou ela. — Por que você não tentou me beijar desde que viemos a Paris?
As mãos dele, que estavam acariciando as costas de Corde-lia, pararam. Matthew falou:
— Você me disse que me considerava apenas um amigo.
Você ainda é uma mulher casada, na verdade. Posso ser um bêbado e um traste, mas tenho meus limites.
- Acredito que já somos um escândalo deplorável em Londres.
- Não me importo com escândalo - afirmou Matthew -, como deve ficar evidente em cada coisa que faço. Mas tenho meus limites para... mim mesmo. — A voz dele falhou. — Você acha que não quis beijar você? Eu quis beijar você a cada momento de cada dia. Eu me controlei. Sempre vou me controlar, a não ser... — Havia voracidade na voz dele. Um desespero. A não ser que me diga que não preciso mais.
Ela deixou seus dedos agarrarem o tecido da camisa de
Matthew. Puxando-o para mais perto, falou:
- Eu gostaria que você me beijasse.
- Daisy, não brinque...
Cordelia ficou na ponta dos pés. Roçou os lábios nos dele.
Por um momento, a memória lampejou na escuridão de sua mente: a Sala dos Sussurros, a lareira, James a beijando - oprimeiro beijo de sua vida -, acendendo uma chama inimagi-nável. Não, Cordelia censurou a si mesma. Esqueça. Esqueço.
- Por favor - pediu ela.
- Daisy - sussurrou Matthew, em uma voz estrangulada, antes que o controle parecesse abandoná-lo. Com um gemido, ele a puxou para si, abaixando a cabeça para cobrir a boca de Cordelia com a dele.
Quando eles se tocaram, tudo sumiu para Cordelia - preocupações, medos, frustrações, desespero. A boca de Matthew era quente contra a dela, e ele cambaleou para trás contra um poste.
Matthew a beijou fervorosamente, de novo e de novo, entrelaçando os dedos no cabelo de Cordelia. Cada beijo era mais ardente, mais intenso do que o anterior. Ele tinha um gosto doce e açucarado, como bala.
Cordelia deixou suas mãos percorrerem Matthew, o corpo esguio, os braços que ela admirara antes, o peito por cima da camisa, a pele de Matthew ardendo com fervor ao seu toque.
Ela mergulhou os dedos no cabelo espesso dele, mais grosso do que o de James, e segurou o rosto de Matthew entre as mãos.
Ele descartara as luvas e a tocava também, as mãos contra o veludo grosso do vestido dela. Cordelia gemeu baixinho e sentiu o corpo inteiro dele estremecer. Matthew enterrou o rosto na lateral do pescoço dela. A pulsação dele estava acelerada como fogo selvagem.
- Nós precisamos voltar para o hotel, Daisy - sussurrou ele, beijando o pescoço de Cordelia, - Precisamos voltar, meu Deus, antes que eu desgrace a mim mesmo e a você diante de toda Paris.
Cordelia mal se lembrou da caminhada. Eles pegaram os casacos, deixaram a arma de Matthew e voltaram em um tipo de transe. Pararam várias vezes para se beijar sob a sombra das portas. Matthew a segurou com tanta força que chegou a doer, as mãos dele no cabelo de Cordelia enrolando mechas nos dedos.
Era como um sonho, pensou Cordelia, conforme passavam pelo funcionário na recepção do hotel. Ele pareceu tentar gesticular para os dois, mas Matthew e Cordelia entraram em um dos elevadores dourados e com cristais, e permitiram que os carregasse para cima. Cordelia não conseguiu conter uma risada quase histérica quando Matthew pressionou as costas dela contra a parede espelhada, beijando seu pescoço. Com os dedos no cabelo dele, Cordelia se olhou no espelho oposto.
Estava corada, quase embriagada, a manga do vestido vermeIho rasgada. Na luta, talvez, ou por Matthew. Ela não tinha certeza.
A suíte estava escura quando eles chegaram. Matthew fechou a porta com um chute, arrancando o casaco com mãos trê-mulas. Ele também estava corado, seu cabelo como ouro embaraçado pelos dedos de Cordelia. Ela o puxou para si. Os dois ainda estavam na entrada, mas a porta estava trancada.
Estavam sozinhos. Os olhos de Matthew eram do mais escuro verde, quase pretos, quando ele tirou a capa dos ombros. Ela caiu farfalhando em uma pilha macia aos pés de Cordelia.
As mãos de Matthew eram habilidosas. Dedos longos se fecharam na nuca de Cordelia, e ela ergueu o rosto para ser beijada. Que ele não ache que James nunca me beijou, pensou ela, e o beijou de volta, desejando que os pensamentos em James saíssem de sua mente. Cordelia passou os braços em volta do pescoço de Matthew. O corpo dele era magro e rígido contra o dela, e sua boca, macia. Ela passou a língua pelo lábio inferior de Matthew, sentindo-o tremer. A mão livre dele desceu pela manga do vestido, expondo o ombro. Ele beijou a pele des-coberta, e Cordelia se ouviu arquejar.
Quem era essa, pensou ela, essa moça ousada beijando um rapaz em um hotel parisiense? Não podia ser ela, Cor-delia. Devia ser outra pessoa, alguém despreocupado, alguém corajoso, alguém cujas paixões não eram direcionadas a um marido que não a amava de volta. Alguém que era desejado, desejado de verdade - ela sentia isso na forma como Matthew a segurava, na forma como ele dizia o nome dela, na forma como tremia quando a puxava para perto, como se não pudesse acreditar na própria sorte.
- Matthew - sussurrou. Suas mãos estavam sob o casaco de Matthew, e Cordelia conseguia sentir o calor dele pelo algodão fino da camisa, sentir o tremor em seu corpo quando ela tocava em sua barriga. - Nós não podemos... Não aqui... Seu quarto...
- Está uma bagunça. Vamos para o seu — disse ele, e a beijou com vontade, erguendo-a nos braços. Matthew a carregou pelas portas francesas até a sala de estar, a única luz era um filete de iluminação pela janela. Uma mistura de luz da lua e da rua, tornando as sombras um cinza escuro. Matthew tropeçou contra uma mesa baixa, soltou um palavrão e então colocou Cordelia momentaneamente no chão.
- Doeu? - sussurrou ela, segurando firme a frente da camisa dele.
- Nada dói - assegurou Matthew, puxando-a para perto para um beijo tão voraz, tão ardente de desejo, que Cordelia o sentiu até os dedos dos pés.
Era um alívio tão grande sentir, se perder em uma sensação, deixar o peso da memória cair de seus ombros. Ela esticou a mão para tocar o rosto dele, uma sombra na escuridão, no momento em que as luzes se acenderam.
Cordelia piscou por um momento, seus olhos se ajustando à nova iluminação. Alguém tinha acendido a luminária Tiffany no canto de leitura. Alguém que estava sentado na poltrona de veludo felpudo sob a luminária, alguém usando um traje de viagem preto, o rosto pálido como um borrão branco entre a camisa e o cabelo preto como azeviche. Alguém com olhos da cor da luz de uma lâmpada e fogo.
James.
É difícil saber quando se tem um segredo… Será que contar vai trazer a cura? Ou apenas mais mágoa? Não é egoísmo eu desabafar apenas para aliviar a minha própria consciência? 
- Corrente de Espinhos (Cassandra Claire)
“Quanto amor as pessoas se negaram ao longo das eras por que acreditavam que não mereciam. Como se a perda de amor não fosse a maior tragédia.”
- Corrente de Espinhos (volume 3 as últimas horas.) Cassandra Claire
“Trabalhei duro para montar as mais finas carruagens que um homem pode fazer, esperando credulamente que um dia os deuses reconheceriam o valor de minhas obras e me recompensariam por isso com a maior prosperidade. Pois nunca o fizeram. Finalmente, convenci-me de que nunca o farão.”
- O Homem Mais Rico da Babilônia
"You cannot save people who do not want to be saved. You can only stand by their side and hope that when they wake and realize they need saving, you will be there to help them.”
- Chain of Iron (Cassandra Clare)
“You will make your self unworthy by considering yourself unworthy. We become what we are afraid we will be”
- Chain of Iron (Cassandra Clare)
“Même si je ne sais plus voir le monde avec mes yeux d’homme, toi je te verrai toujours avec les yeux du coeur”.
(la Princesse Mécanique- Cassandra Clare)