@enzocavalc: fingindo que eu que fiz o biscoito. obg @manu-dantas pelo convite, engordei 30kg. #foconaacademia

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duarte-se:
Rafael permanecia calado durante toda a noite. Estava sentado com um braço envolvendo sua namorada num ato - de certo modo - para marcar seu território, devido a presença que em nada lhe agradava ali. Agia de forma impulsiva seguindo seu instinto masculino natural sem conseguir evitar a cara feia não comum de sua personalidade. Giovanna se levantou e seus olhos a seguiram até Manuella, mostrando-lhe um sorriso puramente simpático com a brincadeira sem saber ainda o que tinha dentro da caixa. Distraído com a bebida em sua mão, Rafael não ouviu muito bem a descrição feita por Pierre, só quando sentiu Giovanna lhe cutucando foi que olhou para o rapaz e entendeu que era ele o amigo secreto. Levantou-se e foi até lá, dando um aperto de mão que emendou num abraço com uns tapas de leve nas costas dele. - Valeu moleque. Feliz Natal pra você também. - mostrou novamente um sorriso na tentativa de ser simpático, diferente da expressão que exibia a noite toda. Limpou a garganta. - Eu tirei uma pessoa que tem muita sorte de ter me conhecido - esboçou uma risada fraca. - E foi meio injusto isso aí, porque não é bem meu amigo secreto… Tá mais pra irmão mesmo - sua expressão era uma tanto séria, principalmente sendo ele quem falava ali, mas se esforçava para parecer divertido com a brincadeira.
Pegou a caixa - mal - embrulhada por ele com um papel colorido rosa neon e foi em direção a Lorenzo, agora exibindo um sorriso sincero e largo para o melhor amigo. Entregou-lhe o presente seguido de um abraço apertado. - Feliz Natal, moleque. Eu fiz uma igual pra mim - brincou sobre o conteúdo do presente, rindo e voltando a se sentar.
Lorenzo seguiu acanhado o tempo todo devido ao amigo secreto que estavam fazendo. Mantinha o presente em mãos, pensando no que falaria na sua vez. Seu pensamento só se dissipou quando ouviu Rafael descrever seu amigo secreto e as pessoas que diziam seu nome. Com um sorriso largo e convencido, abraçou o melhor amigo e pegou o presente. “Feliz Natal, mano. Valeu, viu. Mas isso daí é mentira, você que teve sorte de me conhecer,” revirou os olhos, voltando ao seu lugar. Pigarreou, colocando o presente recebido de lado e segurando o de seu amigo secreto. “Bem, a pessoa que eu tirei... Ela é excêntrica. Acho que não tem ninguém igual a ela,” abaixou um pouco a cabeça, sentindo seu rosto esquentar. “Tive sorte de conhecê-la esse ano, e espero que possamos continuar com essa... amizade pelo tempo que for possível. Dizem que ela dá medo e é grossa, mas nunca presenciei esses momentos, então...” encolheu os ombros, soltando uma risada leve.
Levantou um pouco sem graça após afirmar ser Analu e entregou-lhe o presente que escolhera com a ajuda de Giovanna. “Feliz Natal, Analu. Você merece,” sorriu, abraçando-a com cuidado, e então voltando ao seu lugar com o rosto vermelho.
ana-luzz:
Analu sorria diante de toda aquela cena dramática do rapaz. Com os braços cruzados e o olhar um tanto desafiador, encarava-o, mostrando-se dona da situação. - Lorez… - Respirou fundo, descruzando os braços e inclinando seu corpo em direção ao dele. - Eu te vejo de avental e com toquinha no cabelo todo santo dia, não me culpa, eu fico confusa, tá difícil te defender aqui - sua fala se tomava séria, mas o largo sorriso ao terminar mostrou o contrário, rindo junto a ele. Divertia-se com as inúmeras expressões daquele rosto perfeito a medida que brincava com as palavras e ações na conversa em que estavam. Ergueu uma sobrancelha com o comentário dele, curiosa com o que viria. Uma risada alta preencheu as pausas entre as palavras do rapaz. - É. Acho que a gente pode pular essa parte - afirmou. Sua risada só fora interrompida quando a exclamação na fala de Lorenzo veio. Olhava-o seria e curiosa com o que ele estava alegando, mas novamente não conseguiu ficar seria. - Ué, intimidado comigo? - Franziu o cenho, estranhando aquilo. - Logo eu, uma carinha de anjo dessas - brincou, balançando os longos cílios num piscar de olhos rápido e angelical. Voltou a rir quando escutou o palavrão frustrado do rapaz. - Que nada, cê ta indo bem, pode continuar. Uma dica - ergueu o dedo indicador. - Mulheres adoram um elogio, guarda isso aí, pode te ajudar - sorriu, falando como se estivesse dando conselhos para um amigo numa situação diferente. - Ah! Deixa de viadagem, Lorenzo, é claro que eu vou dar presente pra ela, ou cê vai querer contar que a “Rainha dos presentes” é uma mentira? - Ergueu as duas sobrancelhas numa interrogação nítida em sua expressão. - Aproveita e conta também que o Papai Noel não existe então - sua cara era de indignação, mas se divertia com a reação paternal e ao mesmo tempo carinhosa de Lorenzo naquele assunto. Sem que pudesse - ou quisesse - resistir muito, Analu agora se encontrava cercada pelos convidados desconhecidos da festa de Manuella, mas lutava para focar seus olhos arregalados em ansiedade apenas no homem a sua frente. Respirava e sorria, sorria e respirava diante daquela visão divertida e calma que era Lorenzo Cavalcanti. Os braços estavam cruzados na mais pura posição de defesa que o corpo assumia, mas rapidamente aquela rigidez se desfez ao se ver envolta pelo corpo masculino ao seu. Um suspiro curto escapou antes que tivesse capacidade de conte-lo e ela enrubesceu, envergonhada e agora com raiva por sua pele extremamente branca entregar-lhe tão facilmente. Com um sorriso largo porém tímido, ela balançava levemente a medida que o corpo grande em relação ao seu se movia no ritmo da música. - Cala a boca - falou rápida e completamente sem jeito com o elogio. - Deixa de caô, eu não to fazendo nada - enfiou o rosto na curva do pescoço de Lorenzo, num gesto tímido para que assim ele não visse o sorriso bobo que ali estampava.
“Nossa... Nossa,” foi tudo que respondeu, pousando a mão sobre o peito e desviando o olhar. “Não sei como eu continuo falando com você,” fez uma careta, voltando a encará-la para em seguida exibir um sorriso breve. “Qual a graça de ter uma cara de anjo e ser um de fato?” Arqueou uma sobrancelha, ainda rindo. Seu rosto se transformou em pura surpresa quando ela lhe deu a dica. “Pode deixar que ‘tá anotado aqui,” deu um sorriso de lado, apontando para a própria cabeça. “Credo, que mulher brava. Dê o presente, então. Mas não conta sobre o Papai Noel, hein, ou vou ter que te fazer curar o trauma dela,” deu de ombros, fingindo descaso. Lorenzo não se importava com as pessoas ao seu redor, sempre fora desta maneira. Por isso, não havia um pingo de vergonha em seu ser, ou na sua dança com Analu -- na verdade, o fazia com mais confiança ainda, esperando que ela deixasse a timidez de lado e passasse a se divertir em sua companhia. “Não precisava me mandar calar a boca, hein,” disse com um tom falsamente magoado, ainda dançando. “’Cê podia fazer isso você mesma,” riu, sem deixar que sua fala instalasse algum tipo de tensão.
ana-luzz:
A risada de Lorenzo era um som tão doce para seus ouvidos que Analu involuntariamente se viu parando de rir para escutar a voz dos anjos, como aquilo lhe soava. - Foi mal aê, é que eu não tô acostumada em ver tamanha virilidade no senhor Lorenzo - brincou, rindo com o assunto. Com o comentário do rapaz sobre o que seu melhor amigo estaria fazendo, Analu, tomada pela atitude rara que o álcool lhe dava, formou uma frase em sua mente vendo uma oportunidade e não pensou duas vezes antes de falar. - Sério? Cê devia era tomar o Rafael como exemplo e fazer o mesmo que ele - agora o encarava com um curvar malicioso de seus lábios, mas seus olhos eram de pura inocência com a fala. - Claro, concordo - sorriu com o comentário dele. Erguer uma sobrancelha e cruzar os braços foi tudo que conseguiu com a fala seguinte dele. - Ah, é? Então cê tá escondendo esse teu lado aí muito bem, viu? - contestou, imitando-o no ato de apontar. Mesmo tomada por uma atitude ímpar causada pelo álcool, Analu se viu intimidada com o comentário impulsivo que havia feito sobre ser o par perfeito do rapaz. Ambos estavam em um clima de amizade, ajudando-se pelos três meses passados e o medo de ter causado alguma outra impressão com sua fala a fez encolher e agora reversar os olhos azuis entre o chão e a curiosidade da reação do rapaz. Um longo respirar de alívio se deu quando a risada dele invadiu seus ouvidos e ela pode sorrir, deixando que o assunto ficasse para trás. Era evidente o admirar em seus olhos por aquele lado paterno de Lorenzo e ela se via presa naquelas orbes azuis ao lembrar da pequena Lara. - Eu meio que fui obrigada. Algo sobre deixar escapar que eu era a “rainha dos presentes” - fez as aspas no ar. - É, acho que ela levou a frase muito pro literal - sorriu com a lembrança da menina - aconteceu a mesma coisa com a Bia. Eu preciso ter cuidado com o que falo perto de crianças - riu, dando de ombros. - Mas ó, eu disse a ela que a rainha só leva presente pra quem se comporta - lançou uma piscadinha para ele. - Espero que isso tenha te ajudado. - O pequeno sorriso logo fora trocado pelo alto gargalhar com a piada do rapaz. Era impressionante como mesmo sem se esforçar ele conseguia obter suas melhores risadas. - Ainda bem que cê sabe, titio - brincou. No entanto, a expressão divertida logo fora trocada pelo leve temor ao se ver sendo arrastada por ele. - Não, não, n-não, Lorenzo, não! - Gritava tudo rápido demais, tentando se segurar para não ir, mas ainda rindo com a situação. Ao pararem perto do palco, Analu correu os olhos pela multidão e engoliu o seco ao sentir suas mãos soarem. Encarou Lorenzo e se aproximou, apoiando uma mão no peito dele para conseguir falar em seu ouvido devido ao volume alto da música. - Eu não acredito que cê vai me fazer dançar, Lorenzo Cavalcanti. - Havia desacostumado com os olhares alheios, o toque masculino em seu corpo frágil, temia-os, mas ainda assim, não conseguia conter o sorriso largo em seu rosto com a visão que era Lorenzo ao seu lado.
“Eita, caralho,” riu, colocando-se em uma posição defensiva. Com a mão ainda sob o peito e uma expressão mais séria, Lorenzo cerrou os olhos. “É isso mesmo que ‘cê pensa de mim? Pô... ’Tõ pior do que eu pensava,” suspirou, balançando a cabeça. “Sou muito do másculo, viu? 'Tá até escrito na minha testa,” indicou com o dedo a parte que o boné não cobria, rindo em seguida. A seguinte frase de Analu fez com que Lorenzo estreitasse levemente as sobrancelhas, prestando atenção em cada palavra e em cada mínimo detalhe que poderia pegar a partir do rosto dela. No entanto, ao saber que estava incapaz de se concentrar como gostaria, apenas abriu um sorriso divertido e deu de ombros. “Que engraçado. Alguém ‘tá me falando para ter Rafael como exemplo,” riu fraco e arqueou uma sobrancelha. “Mas se for o caso, eu teria que esperar cinco anos e várias broncas minhas para tomar uma atitude. Acho que não seria legal, ‘né?” Repuxou os lábios novamente num sorriso. “Ei! Eu não ‘tô escondendo. Talvez eu só tenha ficado intimidado em usar minhas artimanhas em ti, afinal, tem que fazer direito. Só que eu não ‘tô fazendo direito agora. Merda,” praguejou baixo, fechando os olhos rapidamente, não conseguindo impedir uma risada de escapar. “Ah, mano,” negou com a cabeça. “A Lara tem apenas 3 anos de pura maldade, ela vai te cobrar. Quase não dá para acreditar que ela saiu de mim,” riu, cruzando os braços. “Mas não 'cê não precisa dar presente, sério. Só quem tem a obrigação de dar são os pais dela, vulgo eu, o Rafael e a Giovanna,” falou com um tom brincalhão; não queria entrar em detalhes sobre aquele assunto e achava que mencionar seus melhores amigos era o suficiente. Continuou puxando-a sem muita força para o meio do local, rindo com a negação imediata dela e sem se preocupar em estar passando no meio das pessoas. No momento que pararam, Lorenzo encarou-a com um sorriso presunçoso presente nos lábios. “Eu não acredito que ‘cê realmente achou que não ia dançar comigo, Analu Vital,” soltou um riso baixo, aproximando-se de Analu. Colocou uma mão na cintura dela após inclinar a cabeça alguns centímetros, pedindo silenciosamente permissão para fazê-lo, e com a outra buscou a dela, pousando-a sobre seu ombro. Lorenzo esperou o refrão começar para juntar o rosto e os corpos de uma vez só, então mexendo-se no ritmo da música de Pabllo Vittar que tocava ao fundo. Estava com um sorriso de orelha a orelha apenas por ter conseguido levá-la ali, por isso, não deixou de comentar. “E você disse que não sabia dançar. Por favor, ‘né. ‘Cê ‘tá me dando aula,” riu próximo ao ouvido dela.
ana-luzz:
Querendo ou não, mesmo que não cômica a frase que ouvia de Lorenzo, era impossível não sorrir olhando para aquele belo par de olhos brilhantes a sua frente e as vezes Analu se via perdida com um curvar bobo em seus lábios. - Tô percebendo. Cadê o Rafael pra aquietar teu facho? - Fingiu procurar pela festa, mas voltou a olhar para Lorenzo rindo da pergunta dele. - Nenhum dos dois, ué. Estava apenas fazendo um comentário sobre algo que é muito raro de ver - falou mantendo uma postura um tanto séria. - Mas ó, eu até que gosto desse novo Lorenzo - plantou um sorriso malicioso enquanto levava o canudo de sua bebida até a boca. Ergueu uma sobrancelha com a reação do rapaz diante do gesto pensado feito por ela e riu com as palavras dele. As frases de Lorenzo pareciam ter saído de um roteiro pronto que a faziam automaticamente alargar um sorriso no rosto. Sentia que mesmo nos seus piores dias, aquele homem a faria feliz. - É isso aí, Lorez, um match perfeito. Eu e você - falou sem pensar nas exatas palavras, distraída com aquele par de olhos perfeitos e ao se tocar arregalou as orbes azuis, rezando para que tal frase passasse despercebida por um Lorenzo bêbado. Abaixou a cabeça, tímida com a situação. Ao olhar novamente para o rapaz, percebeu a raiva se instalando ali e tratou logo de parar com as risadas. - Opa, acho que já deu, né Carlinhos? - Deu uma pequena risada apenas para quebrar a tensão e observou o barman se afastando de lá. - Como assim a Lara não gosta da Barbie? Nossa, vou ter que comprar outro presente de natal pra ela - revirou os olhos, sorrindo com a lembrança da pequena menina. Tomada pelo silêncio do esperar a resposta da piada, Analu lançou uma alta gargalhada quando a mesma fora dita. - Puta merda, Lorenzo - murmurou em meio as risadas. Respirava fundo tentando se recompor. - Eu entendi - falou ainda rindo. - Cara, essa só não foi pior que a piadinha do pavê ou pra comer, cuidado hein Lorez, qualquer dia cê vira o tiozão da galera e não sabe porque - brincou, sorrindo para ele, mas ao ouvir a frase dele, um breve pânico de instalou em sua face. - Quê? Dançar? Eu? Eu não… - Gaguejou. - Eu não sei dançar. Hã hã - balançou a cabeça em negação, encolhendo-se ao abraçar seu corpo e olhar para Lorenzo timidamente agora.
Ele riu diante das palavras dela, jogando levemente a cabeça para trás e colocando as mãos sobre a barriga. “’Que isso, cara?” Perguntou, abrindo os braços e fingindo um tom indignado. “Por favor, ‘né. Eu aqui, pura honestidade e virilidade e ‘cê vem falar do Rafael,” continuou da mesma maneira, rindo. “Ele ‘tá lá, beijando outras bocas,” falou desinteressado, encarando-a com um riso contido. “’Cê ‘tá vendo ‘né, na primeira oportunidade ele me larga. Tenho que encontrar uma pessoa melhor, concorda?” Riu, cruzando os braços. “Hm, entendi...” comentou, pensativo. “Esse novo Lorenzo não! Esse Lorenzo sempre esteve aqui, Analu. Só você não viu,” dramatizou, apontando para ela em uma feição dolorosa, e sem conseguir permanecer sério, gargalhou alto. “Eita ó,” respondeu, arqueando as sobrancelhas. “Eu sabia, porra. Perfect match, eu e ela,” sorriu largo, falando para o barman. Depois disso, observou-o se afastar com um olhar levemente perdido e suspirou ao ouvir a voz doce de Analu, fitando-a longamente. “É, ela não gosta,” disse depois de alguns segundos. “Ela prefere aquelas bonecas gigantes que parecem ter saído de um filme de terror,” contou como se fosse a coisa mais normal do mundo. “’Pera, ‘cê vai comprar presente de Natal pra ela? Nossa, não sei quem chora primeiro,” riu, ficando ereto novamente e vendo-a gargalhar através os olhos azuis brilhantes. “Mano, ‘cê não precisa falar o que eu já sei,” franziu as sobrancelhas em uma falsa mágoa, pousando uma mão sobre o próprio peito. “Eu sou o tio,” ressaltou, já voltando com o sorriso. Este que continuou mesmo após o nervosismo aparente dela tomar conta do seu campo de visão. “Ah, não. Não vem que não tem, moça,” balançou a cabeça, pegando na mão dela e passando a puxá-la delicadamente. “Não tem essa de ‘não sei dançar’ comigo. Prometo que faço de tudo pra te acompanhar,” esboçou um sorriso de lado e piscou para ela, ainda puxando-a em direção ao palco e o aglomerado.
ana-luzz:
Analu não fazia por querer, mas sua reação involuntária diante de tudo aquilo era apenas rir. Quando sob efeito dos químicos ela se mostrava uma pessoa longe da timidez, mas a fala de Lorenzo a elogiando era algo com o qual não saberia lidar em nenhum estado de embriaguez. - Eitaaa que hoje cê tá afiado, hein? - Brincou, tentando disfarçar o sorriso envergonhado com que olhava para ele. - Tudo bem então, mas deixa eu te contar um segredo - inclinou o corpo até que sua boca estivesse bem próxima do ouvido dele. - Não tem coisa melhor do que ser perturbada por ti - sussurrou lentamente e se afastou com um sorriso triunfante no rosto. A cena toda de Lorenzo perdido naquela confusão era cômica demais para conseguir conter o riso e esperando que ele entendesse a indireta ela tentou ficar séria ao pronunciar as palavras, mas quando percebeu que mesmo assim ele continuava perdido, Analu já não sabia se continuava a rir ou enchia o amigo de tapas. O barman que se divertia juntamente a ela, bufou quando percebeu a lentidão do rapaz. - Alôô, queridinho, vamo ver se agiliza esse cérebro que já já essa boneca aí arruma outro pra brincar de casinha com ela - Analu ouviu atentamente o rapaz falar e voltou a rir, enfiando a cabeça entre os braços apoiados no balcão, tamanha era a vergonha com a fala explícita dele. Respirando fundo, ela tentou se controlar, visto que talvez Lorenzo levasse aquilo tudo para um lado de deboche. Limpou a garganta, deu um gole em sua bebida e voltou a encará-lo. - Ah, Lorenzo, por favor, né - bufou diante da lerdeza do rapaz mesmo que um sorriso ainda estivesse presente. Olhou para seu amigo no bar que fazia o mesmo num revirar de olhos. - Cansei de você, rapaz, ta mais lento que tartaruga - e com isso Carlinhos saia, deixando os dois sozinhos e Analu tentando não rir da cena. A mulher observou ele se afastando e só volto os olhos para Lorenzo quando a seguinte fala dele veio. Assumindo uma postura um tanto nervosa, Analu cruzou as pernas para esperar o que ele diria em seguida, ansiosa. Um gargalhar tomou conta de si e com o descruzar das pernas por pouco não caia da cadeira alta em que estava. Ficou alguns segundo assim até se recuperar para responder a pergunta. - Não faço ideia, Lorez. O que?
Talvez fosse o efeito do álcool, a música alta que tocava no ambiente, o seu súbito nervosismo aparente ou a união desses fatores que o deixavam levemente entorpecido, mas Lorenzo passou a rir exatamente como Analu fazia. “Mano... Hoje ninguém me segura,” respondeu ainda rindo. “Mas ‘peraí. Das duas uma: ou ‘cê nunca ficou na presença de alguém tão afiado, profissional e experiente,” contou, erguendo o dedo indicador. “Ou ‘cê quer que eu amoleça, o que pode não ser uma coisa boa. E aí, qual vai ser?” Perguntou com um sorriso aparentemente ingênuo. Continuou da mesma maneira ao passo que ela se aproximava, exibindo uma expressão um tanto curiosa para o segredo que seria revelado naquela noite. “Eita,” soltou, arqueando as sobrancelhas e inclinando a cabeça para trás, os olhos azuis arregalados. “’Cê também ‘tá toda afiada,” afirmou, desfazendo a careta e soltando uma risada em seguida. “Não que eu esteja reclamando... Faca afiada com faca afiada, ó...” sinalizou suas mãos, juntando os dedos e demonstrando o encaixe de um no outro. “Dá match na certa. É match, né? Aquela parada lá daquele programa? Sei lá, o Rafael que assiste,” franziu o cenho e balançou a cabeça em desdém, imaginando que ela não daria importância. Ainda perdido com tanta risada, Lorenzo plantou uma breve carranca na face, realmente desgostando o fato de não terem lhe explicado a piada interna e de estar sendo zombado. Não querendo se irritar, apenas extraiu o que foi falado e bufou, cruzando os braços. No entanto, após escutar as próximas falas, ele franziu o cenho. “Não, mano. ‘Cês ficam falando aí da porra da Barbie e tudo que eu sei sobre é que a Lara não gosta dela. ‘Daí depois ‘cê fala uma porra que eu não entendi e... Sei lá, já me perdi de novo, cacete,” resmungou um tanto nervoso, passando a mão pelo rosto e respirando fundo -- sua cabeça começara a doer com o raciocínio. Esperou que o barman saísse dali para continuar sua conversa com Analu, e assim que a viu rir, fez o mesmo. “Cromossomos bonitos!” Respondeu, gargalhando. “Entendeu...? Eu sou um cromossomo... Você o outro... Entendeu?” Riu, tampando o rosto. “Carai, eu juro que consigo fazer melhor. ‘Tá foda aqui, me perdoa. Eu recompenso. ‘Vamo dançar.”
duarte-se:
Só depois de ouvir a zoação do melhor amigo, Rafael se tocou do que tinha falado e sentiu seu rosto ruborizar em meio a um sorriso tímido. - Vai tomar no cu, Lorenzo - mesmo com certa agressividade nas palavras, o tom de Rafael era divertido, ainda envergonhado com o que havia admitido. Um longo gole em sua bebida até se ver estável novamente na conversa e uma longa risada com o comentário do amigo. - Beleza, fica tranquilo que qualquer dia te apresento aos moleque lá, só não ta valendo me trocar… Eu sou ciumento - mais um gole desceu da bebida desceu por sua garganta enquanto um sorriso tomava conta de seus lábios. No entanto, a seriedade invadiu sua postura quando percebeu a expressão de Lorenzo mudar. Encarando o melhor amigo, esperou atentamente até que ele estivesse pronto para falar, não iria pressionar, conhecia-o o bastante para saber que de nada adiantaria. Um longo suspirar escapou de sua boca quando o nome daquela mulher fora pronunciado e há quanto tempo que não ouvia Lorenzo dizer aquilo. - Caralho, moleque, essa daí reaparecendo depois desses anos todos? - Passou a língua pelo lábio inferior no mesmo instante que esticava o braço para tocar o ombro do rapaz, num gesto amigável. - Tem certeza? - Ergueu as sobrancelhas em busca do olha dele. - Porque cê sabe, né? Eu tô aqui pra o que você e a Larinha precisarem - o tom de seriedade era notado como raramente numa conversa entre eles dois, mas Rafael sabia a hora de assumir uma postura mais madura diante da quantidade de problemas que já vira seu melhor amigo enfrentar. - Pode contar comigo, viu moleque? - Estendeu a mão na frente de Lorenzo na busca do encaixe da dele num cumprimento amigável e confiante.
Com o bordão finalmente chegando aos seus ouvidos, Lorenzo fechou os olhos por alguns segundos e apreciou o momento no qual tudo parecia voltar ao normal, sendo incapaz de conter a risada. “É isso mesmo, porra. Meu Rafola ‘tá de volta,” sorriu, encarando-o com uma expressão orgulhosa. “Não, não quero. Não quero conhecer essa... gente,” falou com um certo nojo na voz. “Ficam chamando a merda de biscoito, cara. Meu ovo, né. Nem mesmo você escapa dessa doença,” resmungou, revirando os olhos. Qualquer assunto que envolvia Lara já era considerado sério para Lorenzo, mas quando este envolvia a mãe dela, a tensão indesejada subia sem ao menor ele perceber. Ele deu de ombros mais uma vez após a pergunta de Rafael, querendo demonstrar imparcialidade diante da situação. Em seguida, respirou fundo e encarou-o com um sorriso falso. “Sim... Sei disso. ‘Tá tudo de boa,” respondeu, desviando o olhar por alguns segundos. Não queria preocupá-lo com seus problemas logo no dia que ele voltara à cidade e com o intuito de festejar o aniversário de uma das amigas mais próximas. “Valeu, mano. Pode deixar,” apertou a mão dele e deu um soquinho, encolhendo os ombros como se pudesse despejar aquele momento para outro lugar de sua mente, qual não acessaria por várias horas. “Agora vai lá atrás da tua mulher. Eu falei sério, hein. Não duvida de mim.”
ana-luzz:
Seus olhos arregalaram com a primeira frase do rapaz e por pouco não voltou a engasgar com a própria saliva, extasiada por tamanha atitude num Lorenzo irreconhecível. Com um pouco de vergonha, ela abaixou a cabeça e deu uma pequena risada tímida, sem saber muito bem como responder ou ao menos se deveria falar algo, ela apenas pôs-se a mostrar seu melhor sorriso para ele. Uma alta risada preencheu o ambiente quando um Lorenzo confuso surgiu na conversa. Já vermelha tomada pelo riso, Analu não conseguia se controlar diante da cena, mesmo que tentasse disfarçar. Sua expressão só se fizera séria quando novamente fora pega de surpresa pela atitude do rapaz. Engolindo o seco e se recompondo das risadas, ela encarou seu novo amigo no bar, que os olhava com um semblante divertido. Mostrando uma expressão chocada para ele, Analu voltou a encarar Lorenzo. - É mesmo? - Ergueu as grossas sobrancelhas, tentando sair como a melhor naquele mar de atrevimento que era o rapaz agora. - E porque todo esse interesse repentino, posso saber, senhor Lorenzo? - A risada ainda estava presente, mesmo que tentando segurar e levar tudo aquilo a sério, simplesmente não conseguia lidar com a gigantesca diferença no homem que conhecia sóbrio a este que estava parado a sua frente. Virada para o barman, só depois de alguns poucos segundos Analu pôde entender o que Lorenzo falava. Correu seus olhos rapidamente de um para o outro e repetiu até cair novamente numa gargalhada que só aumentou quando seu novo amigo finalmente se intrometeu na conversa - queridinho, a moça aqui pode até parecer uma Barbie, mas eu tô mais interessado no Ken, viu? - tudo isso em sua voz mais afeminada seguindo de uma piscadinha para Lorenzo, fizeram de Analu um corpo se debatendo numa risada silenciosa. A última frase, no entanto, fora a fatalidade que a fizera ficar sem ar e perdida no que faria a seguir. Já fora muito boa em jogar aquele jogo, mas hoje em dia, já havia esquecido como fazê-lo e simplesmente sorria de forma graciosa para ele. - Relaxa, Lorez, cê tem tanta chance comigo quanto tem com o meu amigo Carlinhos aqui. - Lançou uma piscadinha para ele enquanto apontava para seu novo amigo e continha uma risada diante de toda aquela cena.
Embora ambas pessoas ao seu lado estivessem rindo, Lorenzo continuava confuso no meio delas. Soltava um riso de vez em quando, mas o olhar perdido ainda estava presente e não sabia em quem focar no seu campo de visão. Depois de finalmente decidir olhar para Analu, ele deu uma risada sem graça e deu de ombros, fingindo que não tinha entendido. “Porque, ué... Porque... Porque você talvez seja a moçoila mais bela deste local e eu não gostaria de ver-te sendo perturbada por outras pessoas que não sejam eu,” falou rápido em um tom óbvio. As palavras saíam na forma cordial que ele jamais seria capaz de falar se estivesse sem álcool no organismo. Ele deu uma risadinha convencida e arqueou uma sobrancelha apoiando suas costas no encosto. Só deixou de encarar Analu quando ouviu a voz desconhecida surgir do nada, assustando-o levemente. A fala lhe pareceu um tanto estranha, uma vez que permaneceu olhando para o barman com o cenho franzido e o piscar lento dos olhos por vários segundos. “Ken?” Perguntou, ainda com a mesma expressão. Esta continuou pelo resto do tempo, principalmente após a revelação de Analu, que não lhe pareceu muito clara. Agora Lorenzo já abria a boca e cerrava os olhos, fitando-a longamente enquanto tudo era processado com lerdeza em seu cérebro. Então, depois de algum tempo tentando entender, ele bufou. “’Vamo facilitar a vida do amiguinho aí, cara. ‘Vamo parar de rir, por favor. ‘Vamo falar grego que é mais fácil. Eu nem sei o que ‘tô fazendo da minha vida,” soltou um muxoxo. Em seguida, como se uma lâmpada tivesse acendido acima de sua cabeça, Lorenzo sorriu. “Ahhhh. Então eu não tenho chance?” Disse com uma expressão vibrante, só então se dando conta do que havia falado. “Epa... Mano, isso aí é bullying. ‘Cês ‘tão me excluindo. Olha isso aí, mano. Como que pode, cara?” Abriu os braços, olhando para os dois com um semblante indignado. “Mas eu sei como te reconquistar...” riu, apontando para Analu. “Me responde... O que um cromossomo falou para o outro?”
duarte-se:
Você mesmo, moleque, eu sei bem que cê tava morrendo de ciúmes dos parça carioca - deu uma gargalhada lembrando dos comentários do amigo - mas pode ficar tranquilo viu, eu sou homem de uma só… - Parou, encarando o fundo do seu copo - no caso… A Giovanna - completou um tanto envergonhado, como uma criança admitindo seus sentimentos. - Mas cê tá no meu coração, benzinho - brincou, soltando um beijo para o rapaz. - Teu cu, meu cu, Lorenzo - imitou-o, fingindo raiva em sua expressão, mas logo se pondo a rir. - Ah. Cala a boca, viado, me deixa - dando um gole na cerveja que agora ocupava sua mão, Rafael se pôs a encarar o chão como quando criança e ouvia um sermão de seus pais. Uma risada longa escapou ao ver a expressão do melhor amigo quando a sua se fez séria. Bem sabia ele que aquele tipo de brincadeira era algo proibido, mas Rafael se encontrava além do bom humor e já não ligava para coisas como aquela. Ainda olhando para o chão, só levantou os olhos para encarar o amigo quando a frase final dele veio. Com uma sobrancelha arqueada e o canto da boca repuxado para cima, Rafael duvidava daquelas palavras - deixa de caô, lek. Vai. Manda a real aê - virou o corpo para ficar de frente a ele - teu parça aqui, viado, me conta aê o que que ta acontecendo
Lorenzo revirou os olhos, não querendo estender no assunto do ciúmes que tinha do seu melhor amigo com os cariocas. “Nooooossa, mano. ‘Cê admitiu isso mesmo em voz alta? Agora? Hoje? Eu vou chorar. Porra, vai lá atrás dela, larga de ser viado,” apontou para um lugar qualquer, esboçando uma expressão indignada e rindo em seguida. “Eu sei que ‘tô. Confio no meu taco... Aqui em Sampa. Mas não quero falar sobre isso,” resmungou, revirando os olhos novamente. “Não deixo, não. Meu trabalho é pegar no teu pé,” deu um sorriso convencido. Em seguida, abaixou o olhar quando Rafael quis saber do que estava acontecendo em sua vida. Acreditava que aquele não era o ambiente apropriado para o que tinha que contar, mas mesmo assim sabia que acabaria falando. Por isso, apenas hesitou por um momento. Soltou um suspiro e passou a brincar com a garrafa vazia, lançando-a de um lado para o outro. “Não tem ninguém que 'cê já não saiba... É sério. 'Tô tranquilo assim,” repuxou os lábios em um breve sorriso. “É só que a Alessandra ‘tá tentando falar comigo, cara. Mas ‘tá tudo sob controle, não tem nada demais. Só pra você saber e tal,” riu fraco, dando de ombros.
ana-luzz:
Em meio a uma bebida e um cigarro, Analu andava pela festa mais sorridente do que geralmente estaria. Falando com alguns amigos e até uns desconhecidos, ela caminhava pelo longo gramado sem se importar se estava sozinha, apenas balançava no ritmo da música. Escorada no bar agora, conversava com o barman que julgava até ser um tanto charmoso. Com uma bebida em mãos ela sorria para o rapaz que logo percebeu ser gay e nesse momento conversava com ele como se fosse seu melhor amigo há anos. Levou o copo até a boca no exato momento que ouviu seu nome ser pronunciado e rapidamente reconhecendo a voz masculina, Analu engasgou, tossindo um pouco da bebida para fora. Depois de se recuperar, pigarreou para fazer sua voz sair normal. Em meio a um sorriso um tanto bobo ao encarar Lorenzo ela tentou parecer o mais normal possível. - Pois é, eu vim! - falou com uma grande alargar de lábios em seu rosto e uma certa animação. Uma risada fraca se fez ao perceber o tom do rapaz. - O prazer é meu, Lorenzo - imitou-o, fingindo uma expressão séria. - Eu to… Eu to bem. E você? - esboçou um pequeno sorriso enquanto deixava o copo de lado. Ao perceber que o rapaz no bar os encarava de forma suspeita e maliciosa, ela o olhou e pôs a mão reta no canto da boca para que sua voz não chegasse aos ouvidos de Lorenzo. - Um amigo meu. Ele é gato, né? Tira o olho, entra na fila - o que planejava sair em sussurro, talvez tenha saído um pouco mais alto do que gostaria e percebendo isso ela riu, deixando um soluço escapar e rindo mais ainda com o ato ao olhar novamente para Lorenzo tentando fingir que nada havia acontecido.
De alguma forma, o sorriso dela lhe pareceu engraçado diante do susto. Por isso, acabou soltando uma risada, cessando apenas quando sentou-se ao lado de Analu com um sorriso presunçoso de lado. “Melhor agora,” disse, piscando para ela. Seguiu o olhar para o barman, e por não ter entendido o que estava acontecendo ali, franziu o cenho e inclinou a cabeça, tentando processar as palavras ditas e a expressão do desconhecido. “Eu? Na fila?” Perguntou, arqueando uma sobrancelha e rindo. “Não, não... Por mais que pareça, eu não tenho interesse em homens,” falou convicto de que tinha compreendido o que estavam falando. “Meu único interesse aqui é você, senhora Analu,” apontou para ela com um sorriso infantil e terminou o conteúdo de seu copo com um pouco de esforço, pois não conseguia parar de rir. Cruzando os braços, Lorenzo encarou os dois com um olhar desorientado e então abriu a boca, surpreso. “’Pera! Vocês dois... Eita, carai. Eu ‘tô atrapalhando?” Perguntou, uma expressão culpada presente em seu rosto. “Porra... Achei que ia ter uma chance pelo menos hoje,” continuou um tanto decepcionado.
@ana-luzz
Depois de algumas garrafas e de ter sido deixado sozinho, Lorenzo estava próximo ao palco, dançando as coreografias que sabia sem se importar com as pessoas ao seu redor. Mesmo sozinho, divertia-se como se estivesse cercado pelos seus melhores amigos, e por isso estava com um sorriso largo no rosto o tempo todo. Quando passou a sentir cansaço, foi atrás de uma lata de redbull e, ao misturar com algumas outras bebidas, saiu em busca de sua nova aventura no ambiente excepcional que estava acontecendo a festa de Manuella. No entanto, parou no exato instante que observou os cabelos platinados ao longe, ficando estático por alguns segundos ao ver Analu pela primeira vez naquela noite e ainda mais por ela estar com tais vestimentas. Após ajeitar o cabelo e colocar o boné para trás novamente, fez seus passos até onde a mulher se encontrava. “Psiu! Analu!” Exclamou, sorridente. “Não sabia que você viria esta noite. Que prazer lhe encontrar por aqui. E aí, como que ‘cê ‘tá?” Perguntou com um sorriso animado.
duarte-se:
Rafael pôs-se a encarar o chão, rindo, mas ainda assim um pouco envergonhado com o que Lorenzo admitia em forma de brincadeira sobre Giovanna e suas falas. - Eu sei que isso tudo foi você, amor, tá achando que eu não te conheço? Cê tava era morto de saudade e de ciúme do galego aqui - brincou dando um pequeno e leve soco no braço do rapaz. Rafael voltou a encarar o chão diante do breve sermão do melhor amigo. - Ah. Sei lá moleque, cê me conhece, as chances de eu fazer merda são de oito em dez… Talvez nove - deu uma rápida risada antes de virar o conteúdo de seu copo já pronto para pedir outro - eu espero que sim - sorriu de forma desajeitada, um pouco nervoso até em pensar no assunto. Encarou o rapaz, agora com uma sobrancelha erguida e um semblante um tanto sério e incrédulo diante da brincadeira. Levou o punho fechado até o braço dele, num murro um pouco mais forte que o anterior - respeita, viado, tá achando que só porque passei três meses fora cê vai me trocar por ela? - Falou, entrando na brincadeira e agora abrindo um sorriso para entregar a falsa seriedade que exibia antes. - É, moleque, já tá mais do que na hora de eu fazer alguma coisa - falou num tom mais sério. - Até porque né… Você nessa carência aí, jaja avança na minha mulher, olha o perigo - brincou.
“Eu? Ciúme?” Perguntou, apontando para si mesmo. “Pffff,” riu, revirando os olhos. “Por favor, né, cara. ‘Vamo se achar, mas não tanto,” reclamou com uma expressão indignada, logo rindo e tentando desviar -- em vão -- do soco de Rafael. “Meu cu, Rafael,” começou, bufando. “Não começa, pelo amor de Deus. Não é porque você voltou hoje que eu vou deixar de lado a minha vontade de socar a tua cara,” falou em um tom sério, pois não queria que o melhor amigo começasse a ter ideias pessimistas sobre o que já estava claro. Observou o rosto dele mudar e, por um momento, arregalou os olhos, já abrindo a boca para retirar suas palavras. Entretanto, ao encolher-se com o punho em seu braço e escutar o que ele havia dito, acabou esboçando um sorriso divertido. “Ela me dá valor, você não,” concordou com a cabeça, bebendo mais uma vez da sua cerveja. “Te garanto que muita gente também acha isso,” falou, dando de ombros e colocando a garrafa vazia sob o balcão. “Ei, não vem falar da minha carência. Eu ‘tô muito bem com a única mulher da minha vida,” deu uma risada falsa, tentando não pensar nas ligações que andava recebendo nos últimos meses.
duarte-se:
Uma gargalhada tomou conta do corpo de Rafael com o comentário ciumento de seu melhor amigo. - Deixa de viadagem, Lorenzo, cê sabe que é o único no meu coração. Tá carente é, lek? Vem cá, dá beijinho dá - aproximou-se do rapaz com os lábios esticados pronto para um beijo quando viu Giovanna se afastando e voltou a gargalhar, envolvendo o rapaz com um braço passando pelo seu pescoço e caminhando até o bar. Com o copo em suas mãos inquietas e sem nem mesmo conseguir sentar, Rafael rodava os olhos pela festa já a procura daquela que estava ao seu lado minutos atrás. - Não ri, viado, é sério - mas o próprio gargalhava com a risada contagiante de Lorenzo. - Falou? - Perguntou animado, era evidente a ansiosidade em si ao encarar o amigo com os olhos bem abertos. - Ah - desanimou, voltando a postura curvada. Deu uma breve risada sabendo o que Lorenzo aguentou no meio daquele fogo cruzado entre Rafael e Giovanna. O sorriso cresceu de orelha a orelha quando a confirmação do que esperava veio. - Cê não sabe como é bom ouvir isso, moleque. Sei lá né, três meses, a vida acontece - respirou fundo, aliviado. - A gente tá tão bem agora, sabe? To até com medo de estragar tudo - brincou, rindo. - Eu tô tão bem agora - seu tom voltou a seriedade, mas um sorriso pequeno não saia de seus lábios. - Cê já sabe o que vai acontecer agora, né?
Continuou gargalhando dele, tentando cessar a cada segundo que passava. “Eu ‘tô sério, porra,” disse neutro por um tempo, mas cedeu ao riso novamente. “É. ‘Ah, o Rafael não falou comigo hoje, certeza que ele arranjou uma menina melhor para conversar’, ‘Ele ‘tá trocando a gente, Lorenzo’, ‘Queria dormir agarradinha com ele’,” afinou a voz, tentando imitar a voz de Giovanna. “Ou talvez eu que tenha falado isso. Você nunca vai descobrir,” riu, dando um gole na cerveja. “Sei, sim. Por isso te disse,” confirmou, repuxando os lábios num sorriso irônico. “Ah, mano, nem vem,” começou, bufando. “‘Cê não vai estragar nada, deixa de drama. Aposto que depois desse tempo todo o que ela mais quer é estar contigo,” falou com o cenho franzido, tentando demonstrar sinceridade. Depois da pergunta dele, Lorenzo ficou por alguns segundos em silêncio, tentando imaginar o que Rafael quis dizer. “O quê? Você finalmente vai tomar atitude e dar um beijo naquela boca maravilhosa dela? Porque se você não for, cara, eu juro que eu vou.”
A Lara vai ganhar uma irmã mais velha? Quando é que o papai vai começar a tomar conta da Analu também?
se deus permitir, é nois. EPA PERAÍ entendi errado. eu não tomo conto dela, só a ajudo. são coisas diferentes.
se vc pudesse trazer de volta para tua vida alguém que fez parte do teu passado, traria?
não
se vc estivesse sob ameaça de morte e só pudesse sair vivo se cantasse uma música inteira sem errar, qual seria?
BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO O BUMBUM DESSA NEGONAAAAAAAAA GOSTA DA TRILHA SONORAAAAAAAA O BUMBUM DA PATRICINHAAAAAAAAAAA TAMBÉM TÁ PERDENDO A LINHAAAAAAAAAAA QUANDO ESCUTA O PAGODÃO ELAS NÃO SE DÃO BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO BOTA O BUMBUM DELA NO PAREDÃO não vou cantar toda se não perco minha chance né galero flw
é vdd q vc tem nudes da analu?
queria
ela é mina de respeito, faz favor