Eu não confio no Estado. Confio na vigilância da sociedade.
Nélida Piñon
will byers stan first human second
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

ellievsbear
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
KIROKAZE
AnasAbdin
hello vonnie

blake kathryn
Claire Keane
I'd rather be in outer space 🛸

@theartofmadeline
occasionally subtle

祝日 / Permanent Vacation
Lint Roller? I Barely Know Her
Misplaced Lens Cap

Andulka
🪼
Sweet Seals For You, Always
DEAR READER
seen from Germany

seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from Mexico

seen from Japan
seen from United States

seen from Malaysia
seen from Malaysia
seen from United States

seen from Canada
seen from United States

seen from Germany

seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States
seen from Libya

seen from United States
seen from Colombia

seen from Netherlands
@eujoaozz
Eu não confio no Estado. Confio na vigilância da sociedade.
Nélida Piñon
Para sempre?
Era um dia tão vasto, e ela dizia sem parar:
— De verdade, amei.
— Ficaria com raiva se eu levasse para a vida?
Eu não respondi uma só palavra, até que entendi que era de mim que ela falava.
Clarice e Tom Jobim
Clarice aparecera no festival de lançamento de sua obra “A maçã no escuro”, Tom a “apadrinhou”. Neste dia, Clarice vendeu todos os exemplares da mesa.
Viver cansa, não é?
Acordei tão vasto de sentimentos — é que se aproxima o matrimônio de mamãe com o homem que ela ama. Ah, quem dera fosse meu pai! De tudo o que sinto neste dia, o pouco me consome e me traz até aqui: o cansaço me traz a fadiga do “ter que acordar cedo”. Acordar, por si só, já é uma fadiga: prefiro os olhos fechados em um sonho curto e bom, um sonho que se realiza sem luz, sem visão estorva, sem sujeira nos olhos, sem cansaço algum.
Não sou, deixo-me acontecer.
Clarice Lispector
“Pega, brinca, leva que é de graça. Fica linda, que o amor não passa. Vem com tudo em cima que eu vou com você - com você”.
Fernanda e Paulo. A maior guerra dos sexos acabara em amor singelo. “bandeira pouca é bobagem”.
Coragem fora de hora
Imagine só, lá estava eu na mais baixa condição humana: a fome. Sentia-me com vontade de coisa chique, nada que fosse simples demais me agradaria. Eu quereria a sutileza de um café na cama, a boa praça de uma sombra boa e água fresca. Não aceitaria menos do que um vestir-se na penumbra, e vestir-se da roupa e tecido de um animal - que bestificado, eu ainda pudesse sentir o calor de sua pele, mesmo que depois de morto. Ainda sentia fome, ansiava por mais e mais, e ansiava tal desejo de suprir a vontade de ter uma piscina no quintal - ou ainda terraço - para degustar do sol ao molhar-se da água. Desejava fortemente a presença de vários empregados, que num estalar de dedos, me trouxessem o quê e o bom de meus desejos. Ah, e como se não me fosse impossível, quis desfrutar da mais estranha vontade do dia: a de matar a minha fome. Por um segundo me vi em torno de tudo o que pedi, e nada acontecera. Tentei pedir mais uma vez, e assim o fiz, reduzi alguns exageros e loucuras, deixei apenas o que me matasse a fome. Nem a isto consegui. Uma mão tocara-me como que empurrando e ao fundo eu ouvia: “Acorde, Zezé, senão vai se atrasar para a escola”. Abri os olhos ainda sonolento, fui ao banheiro, tomei banho, vesti-me com a farda da escola - aquela mesma entregue pela prefeitura - penteei o cabelo, sentei-me à mesa. E como se não fosse o bastante, o que eu pedira se realizara: lá estava eu na mais baixa condição humana, e mamãe me dissera: “Não exagere na manteiga, há de sentir dores de barriga’. O café quente quase me deixa preso à xícara, e o pão? Ah, este me olhava como quem dissera: “Simplicidade e boa vontade me trouxeram até aqui. Coragem, garoto! Haverá o dia da vontade de coisa chique, mas enquanto ele não chega, nós viveremos o dia como o é - humano”.