alea jacta est!
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@euoutu
alea jacta est!
como não te sonhar?
[saudade]
por ser de lá do sertão, lá do cerrado lá do interior do mato da caatinga e do roçado eu quase não saio eu quase não tenho amigo eu quase que não consigo ficar na cidade sem viver contrariado
por ser de lá na certa, por isso mesmo não gosto de cama mole não sei comer sem torresmo eu quase não falo eu quase não sei de nada sou como rês desgarrada nessa multidão, boiada caminhando a esmo
8 de março
. mais de 500 mulheres agredidas por hora. achou exagero? conversa? mimimi? experimenta ser mulher. hoje é dia de fala. é dia de mulher falar. mantenha-se no seu lugar de escuta. tenta se enxergar. deixa cair essa camuflagem. engole esse falso moralismo. cala essas frases feitas sem embasamento algum. se despe dessa arrogância. dos preconceitos todos. da agressividade. da violência. desce desse palco de arrogância. e prepotência. e ignorância. e estupidez. se enxerga. mas por enquanto, o lugar de fala é nosso. e nós vamos falar. mulheres. por direitos. por igualdade. por liberdade. por respeito. .
.. quando cheguei um pouco mais perto vi que falar talvez não desse certo de novo me vi, ali do seu lado vi que esse amor talvez não fosse errado depois de tanto tempo só no pensamento será que foi viagem minha? ver algo além das entrelinhas vou pagar pra ver sem medo de arriscar
não sei que caminhos eu fiz com que pernas eu vim nem sei como se diz mas digo mesmo assim te quero pra mim eu vim pra te buscar e te fazer feliz ..
paciência pra carência
.
as pessoas estão carentes. cada dia mais carentes.
elas sequer se dão conta do que acontece com elas mesmas.. precisam estar conectadas, inseridas, a par de tudo o que acontece ao seu redor ou nem tão perto assim.. as pessoas estão constantemente sedentas por informações e novidades sobre os mais variados temas.. elas tem um milhão de amigos, entre redes sociais, grupos de bate-papo, amigos do trabalho, família, vizinhos, amigos de final de semana e quem mais a vida lhes apresentar..
a todo instante as novidades chegam.. basta ficar ao lado de alguém por 5 minutos e o telefone toca, um e-mail chega, alguém se aproxima pra contar alguma coisa, um amigo chega e apresenta outro amigo.. incontáveis novas informações e contatos para processar e armazenar em agendas, microchips ou rascunhos..
e as pessoas continuam insatisfeitas.. elas querem mais.. querem exibir o que sabem, o que têm, quem conhecem, onde vão e o que as irrita a cada minuto, post ou check-in.. as pessoas querem repercussão, querem causar inveja, querem incomodar, querem chamar atenção.. elas só querem atenção.. querem um par de ouvidos, um olhar mais demorado, um minuto a mais do seu tempo..
as pessoas querem que você as agrade.. mesmo que você não queira, mesmo que ela não mereça.. elas só querem atenção.. e pra elas, isso significa dar a ela o que ela quer.. não importa se você não está disposto, quais são suas necessidades, onde está a sinceridade.. não importa! as pessoas querem se satisfazer e ponto.
porque as pessoas estão carentes e só querem se sentir aceitas.. elas querem se sentir parte de alguma coisa.. mesmo que superficialmente, mesmo que sem pensar.. e, sendo tudo assim, tão raso, sobra mais tempo e espaço para ser parte de várias coisas ao mesmo tempo, mesmo sem sentido algum.. quanto mais, melhor! mais contatos, mais visibilidade, mais "rolês", mais fotos publicadas, mais, mais, mais, mais..
as preocupações do dia-a-dia se resumem ao sinal do wi-fi, o download do aplicativo, o viral do momento, a viagem da estação e tudo o mais que tenha requintes de contemporaneidade e glamour.. tudo é assunto.. tudo vira comentário, fofoca ou pauta, caso haja mais de duas pessoas presentes [e não precisa ser em carne e osso!]..
as relações se confundem e colegas de trabalho são tratados como se fossem familiares, vizinhos são como terapeutas e meros conhecidos [mesmo que de longe, só "de vista"] se tornam íntimos nos comentários escandalosos na mesa do bar..
as pessoas se afogam em tantos supérfluos e banalidades que não sobra, sequer, uma faísca de consciência para se situar perante a realidade que foi criada por elas mesmas.. elas não percebem onde foram parar.. pior ainda, não se lembram de onde vieram, por que vieram, pra que vieram.. as pessoas ainda fazem questão de esquecer quem fez parte, mesmo que só por um trecho, desse caminho.. decerto que, em algum momento alguém discordou da sua opinião ou realmente não teve tempo pra curtir tanto quanto elas acham que precisam.. aí é inevitável, as pessoas simplesmente lhe apagam das lembranças e já o substituem, no mesmo instante..
os objetivos são efêmeros.. as pessoas carecem de ganhos instantâneos.. elas querem tudo e querem agora! se as coisas não acontecem instantaneamente ou alguém não reage da maneira esperada, adivinha? elas sofrem na aflição da carência.. e coitado de quem estiver online ou por perto, não tem muito a fazer, a não ser exercitar a paciência ou a indiferença..
e as pessoas continuam carentes. cada dia mais carentes.
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eu sou inocente
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Temos tendência a julgamentos. O tempo todo estamos julgando, apontando o dedo e decretando culpados por aí. Seja pelo que fulano fez, seja pelo que fulano falou, seja pelo que fulano viu, ou seja, até, pelo que fulano deixou de fazer, falar ou simplesmente deixou de ver.
Nos baseamos em quê? Tais julgamentos são calcados na legislação? Na Constituição? Duvido! Nos apoiamos no que achamos certo ou errado? Na nossa consciência? Por quê? Quem dita essas regras? Não há exceções?
São muitas questões. É muita pretensão achar que sua opinião ou seus princípios valem mais ou são mais corretos que os dos outros. Ou que os outros agem de maneira “errada“ inadvertidamente. Ou que mereçam ser punidos e basta.
Os outros também têm opiniões e princípios, além de, provavelmente, pensarem e julgarem como você, lhe transformando em réu. Absurdo, não? Como pode?
Simples. Somos todos humanos. Ou deveríamos ser. Pensamos, sentimos, agimos e estamos sujeitos a reações e julgamentos.
São acusações de um lado para o outro – e vice-versa – o tempo todo. Ofensas, xingamentos, agressões e o que de mais hostil houver. Qual o objetivo disso tudo? Apontar por apontar? Castigar por castigar? Pra sentir uma vitoriazinha insossa e vazia pelo simples fato de alguém estar, supostamente, em posição inferior à sua?
Na minha humilde opinião, falta algum sentido nisso tudo. Alguma coisa se perdeu no caminho, não nos demos conta e agora nem sabemos o que procurar. Agimos, falamos e pensamos – quando lembramos o que é isso – cegamente, como se fôssemos bárbaros ávidos por algo que nem sabemos o que é. Selvageria gratuita.
Se fôssemos punir os culpados, não saberíamos por onde começar. Você puniria seu irmão? Sua tia? Seus avós? Os pais nem pensar, não é mesmo? Justiça é isso?
Nos falta compreensão sobre o que somos e o que podemos ser. Inclusive que poderíamos, podemos e poderemos ser ou estar no lugar do outro – do acusado – a qualquer momento.
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que o amor encubra o som do mundo a ruir
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nos demais, todo mundo sabe, o coração tem moradia certa, fica bem aqui, no meio do peito... mas comigo a anatomia ficou louca. sou todo coração - em todas as partes palpita.
maiakovski
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prepara uma avenida que a gente vai passar
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por onde for
quero ser seu par
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